segunda-feira, 26 de maio de 2008

'Bora dar uma mãozinha pro planeta...


Pode parecer discurso de modinha, mas o assunto é sério... Embora toda essa história de meio ambiente+sustentabilidade+sacolas retornáveis esteja pipocando na mídia, não é de hoje que se tenta alertar as pessoas de que nosso mundinho está indo pro beleléu. Eu não sou a maaaaais ecológica do mundo, mas desde sempre procurei alternativas pra passar uma borracha nos erros que venho cometendo com o planeta. Esses dias estava borboleteando pela net, e encontrei essa matéria bem bacana sobre atitudes humanamente possíveis pra ajudar o meio ambiente, da repórter Carol Costa (que tem um blog no site da revista Bons Fluidos). O link vai logo aí abaixo, e também a lista feita por ela com 10 hábitos que podem ser mudados pra dar uma mão pro planeta.

Enfim, pode parecer uma chatice gente falando disso o tempo todo...Mas, assim como não custa nada reafirmar o discurso, também não é tão difícil fazer parte dele...


10 hábitos:

01. Tirar os aparelhos do stand by
02. Utilizar os dois lados do papel
03. Não pegar sacolas plásticas
04. Separar e reciclar o lixo
05. Usar produtos de limpeza biodegradáveis
06. Fazer uma composteira
07. Reutilizar água da máquina de lavar
08. Consumir menos
09. Não comer carne
10. Deixar o carro em casa

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Como eu te amo Tricolor...

Borboleteando pela internet, pra ver se passava a dor da derrota (mas pelo visto essa vai demorar...), encontrei esse texto incrível! Parabéns ao cara que escreveu (Alexandre Oliveira) e ao colunista que o publicou (Daniel Perrone)...Salve o Tricolor Paulista e sua torcida!

Hoje uma nação inteira está triste.
Triste por uma derrota que não precisava ter sido.
Triste por ver o sonho adiado por um pouco mais.
… Virá a galhofa, a troça, a pândega que a imprensa reserva aos derrotados.
Virão as grosserias, as brincadeiras de duplo sentido que essa nação tem
recebido da torpe torcida adversária – e, por nobreza, a ignorar – por pura e
destilada invídia dos pequeninos.
Virão também as auto-ponderações: “não há razão para se abater por causa de
um simples jogo…”, “ano que vem, estamos de volta…”, e os intermináveis
‘justificatórios’ de que os suplantados se utilizam nessas horas.
É a hora de se utilizar da razão. Mas, lá no fundo, vem a questão: o que tem a
ver o inebriante esporte bretão com a razão? Nada… É paixão pura, e por isso,
inexplicável, como inexplicáveis são as matizes psicológicas que ele gera –
seja na vitória, seja na derrota. Mas ainda cabe a razão, por paradoxal que
pareça.
Enfim… hoje há uma nação triste. Perdemos um jogo de um modo que não
deveria ter acontecido.
E me pergunto: quais bruxas devemos queimar, quais bodes expiatórios
devemos lançar fora dos muros? A quem, pois, devemos culpar?
Agora, passada a emoção do momento, afirmo com convicção: NINGUÉM.
Sabem por quê?
Porque no coração que ostenta as três cores – a vermelha, a branca e a preta –
não cabe esse tipo de reação. Passou. Foi uma derrota, duríssima… mas
passou.
Hoje começa o planejamento para a próxima Libertadores.
Porque esse clube é diferente.
Esse clube não representa uma classe social. Tampouco uma colônia.
Esse clube representa, acima de tudo, uma estirpe, uma raça. Forte.
Persistente. Que, em seus primórdios, lutou contra tudo e todos pela própria
existência.
E que renasceu das cinzas (mais de uma vez), como uma fênix mitológica
pronta a começar de novo, e de novo, e de novo, a belíssima história que o
destino lhe reservara – e que hoje conhecemos.
Para que se inserisse entre os grandes e, suplantando-os, fosse o Primeiro.
Como o é. Pese a quem pesar.
Esse espírito é o espírito de todo e cada são-paulino.
Pois quem torce para esse clube pode até sofrer, às vezes. Mas não é sofredor.
E não precisa que o clube do coração seja “fuga para frustrações”, “consolo
pelas mazelas da vida”, como persistem em qualificar algumas agremiações
por aí.
Esse clube não tem nada a provar. Não buscamos conquistar, pois já
conquistamos tudo: buscamos apenas confirmar aquilo que já somos. A cada
dia.
E até nossos mais ferrenhos adversários sabem o que somos: o Primeiro.
Por isso se incomodam, e nos invejam, e nos insultam…
Perdemos para um grande adversário, que não se abateu, lutou até o fim.
Talvez aí esteja nossa lição.
Mas o principal é saber que o São Paulo permanece. Perene. Sem traumas.
Sem ‘crise’.
Porque ‘crise’ é para clubes que não ganham há muito tempo. Ou pior: para
clubes que nunca ganharam…
Esse ano não tem mais Libertadores para a gente, por meros detalhes.
Mas ano que vem terá. De novo.
E vamos trabalhar para manter tudo o que conquistamos até hoje. O que exige
muito trabalho.
Pois nós somos o São Paulo Futebol Clube.

Por Alexandre Oliveira (em:
http://colunas.globoesporte.com/danielperrone/2008/05/22/nos-somos-o-sao-p
aulo-futebol-clube/#comment-31726)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Amores e decepções...


Há alguns minutos eu estava sentada num canto escuro do meu quarto chorando...Um choro doído, uma dor na alma e uma impressão de que a vida havia perdido a graça... Não, eu não terminei um relacionamento, ou levei um fora de alguém por quem eu estava apaixonada... Embora isso possa parecer uma cena perfeita de fimdecaso, e apesar de eu não me lembrar da última vez em que fiquei num canto chorando por um namoro (na verdade é fácil lembrar, já que isso nunca aconteceu...), não é por isso que minha alma ainda dói... Hoje foi o jogo Fluminense x São Paulo, pelas quartas-de-final da Taça Libertadores. E o São Paulo perdeu por 3x1. Durante todo o jogo meu nível de adrenalina esteve lá em cima... ficava puta com os passes errados... quando o Washington fez o 1° gol foi como se eu tivesse levado um tapa na cara... quando o Imperador fez o gol chorei de alegria...e quando, no último minuto, o Washington (de novo ¬¬) fez o gol que eliminou o São Paulo, chorei de tristeza...
Se trocarmos os atores e as atitudes desta cena, talvez poderíamos transformar isso num relacionamento homemxmulher (ou homemxhomem, mulherxmulher...enfim...essas tais modernidades...), no qual há momentos de tristeza, há discussões, vontade de não ver nunca mais...Mas também há sorrisos, comemorações, alegrias sem preço...A grande diferença é que meu relacionamento com o São Paulo nunca terá fim...
Hoje posso estar decepcionada com a derrota, com vontade de ficar na cama até a dor passar...Amanhã vou estar rabugenta, com raiva do mundo, sem vontade de sorrir...Mas na próxima vez em que ele entrar em campo, toda a paixão volta, e a gente vai acabar rindo dessa tristeza que ficou no passado...
Eu nunca tive um relacionamento tão bom quanto o meu com o São Paulo...E olha que esse já dura 17 anos... Nunca nenhum cara me fez sorrir tantas vezes, me fez chorar de alegria, e nem me deu tantos motivos pra comemorar...
Praqueles que não gostam de futebol (ou pros meus ex namorados xD), e acham tudo isso uma grande falta do que fazer (assim como eu acho que o golfe é uma puta falta do que fazer...), devem ler isso e falar "como assim? como ela pode comparar uma coisa dessas com amor?!", ou então "que idiota!"... Mas umas das vantagens de ser humano é a diferença de escolha...
Eu prefiro ser apaixonada pelo São Paulo, mesmo ele fazendo escolhas erradas, ou mesmo me fazendo chorar vez ou outra, porque eu sei que no próximo jogo os caras vão estar lá, em campo, como quem diz "desculpa, a gente vai fazer melhor dessa vez", do que por um cara qualquer... Então, que me perdoem os afutebolistas (se essa palavra não existia acabou de nascer então...), ou os defensores do amoramor...
Esse ora bolas de hoje vai com a marca daqueles que amam... Que mesmo com uma lágrima nos olhos, acham que o amanhã vai ser melhor... E parafraseando o ditado, sou são paulina e não desisto nunca...=)
(Ps: Sim!O post de hoje tá piegas pra cacete! Mas que se dane! E se vier com o bordão "chora bambi" já mando de antemão pra putaqueopariu!)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Banda Euterpia - Cd Revirando o Sótão




Ps: Essa resenha já é antiguinha, mas achei que seria bacana colocar aqui pra galera que não conhece, porque vale muito a pena!

Banda Euterpia - Cd "Revirando o sótão"
O cd da banda paraense destila poesia desde o seu encarte. Com um design diferente e uma fotografia absurdamente linda e nostálgica, "Revirando o sótão" já começou sendo uma festinha para minha alma mesmo antes de seu primeiro sopro de flauta. Sim!Flauta!A 1° música (Veneza) começa com uma melodia de sopro que me fez lembrar da época em que eu assistia desenhos da Disney, e me arrancou um sorriso simples e doce de criança. A voz de Marisa é agradabilíssima!Uma mistura de Marisa Monte+Elis Regina que ela sustenta com personalidade, conferindo ao som "euterpiano" a Nostalgia de nossas grandes vozes. Em algumas músicas (como Gramótica e Apague o preço) as brincadeiras Instrumentais me lembraram muito Los Hermanos.Assim como em outras (como (Atrás de um piso estridente) pude enxergar a cadência e energia dos bons tempos de Tutti Frutti e Rita Lee. As letras falam do cotidiano. Mas a poesia dessa "vida comum" inunda toda a sala combinada com a deliciosa melodia da banda. Mesmo com características que nos levam a comparações, Euterpia é uma banda peculiar.Que, revirando o sótão da música brasileira, e tirando a poeira que esteve sobre as melodias doces e trabalhadas, principalmente nessa nossa geração de fast music, consegue fazer um som que combine perfeitamente tanto com o nascer quanto com o pôr do sol nosso de cada dia.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Desvendando os Quadrinhos (Scott McCloud)

Eu tropecei nesse livro quando minha orientadora do mestrado pediu que eu lesse para a discussão. Na primeira página já pensei: "Putz!Por que diabos não li isso antes?!". McCloud é um cara que fala de quadrinhos EM quadrinhos, o que, por si só, já merece meu respeito. Além de ter um traço super bacana, as páginas de "Desvendendo os Quadrinhos" são recheadas de personagens de HQs; dá até pra gente brincar de "Onde está Wally?", descobrindo quais são os personagens que estão "jogados" na página (como nas páginas 4; 30; 52 e 53).
O que eu achei mais bacana no livro é que o autor consegue falar de conceitos super difíceis de serem abordados (como Semiótica e Teoria da Arte) de uma forma bem compreensível e lúdica. Além do que, ele faz um apanhado geral, e ao mesmo tempo bem fácil de entender, de toda a "teoria" dos quadrinhos, desde sua conceituação (passando pelo mestre Eisner e sua "arte sequencial"), até as teorias de espaço, tempo e cores. E tudo isso sem ser chato ou aborrecidamente teórico!
Vale a pena ler da primeira à última página (ou, do primeiro ao último quadrinho). Mesmo sem pretensões acadêmicas. Apenas pra saciar o "nerd viciado em quadrinhos" que há dentro de cada um de nós.


Pra quem quiser dar (mais do que) uma olhada (ou quiser me dar um presente xD): AQUI!
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