terça-feira, 16 de setembro de 2008

Tropa de Elite


Há mais ou menos duas horas atrás, eu não sabia quase nada sobre o filme Tropa de Elite. Me recusei a ler qualquer coisa, ou então a assistir o filme nesse quase um ano depois do lançamento. Pois bem, há meia hora atrás, depois de os créditos darem o filme como acabado, Tropa de Elite estava, definitivamente, infiltrado em minhas veias. Não sabia o que era sentir tanta adrenalina correndo em meu sangue desde meu querido Poderoso Chefão. Sei que já é meio tarde pra falar sobre o filme; mas essa é minha espécie de catarse...Talvez eu não consiga "sepultar" esse arrepio que ainda me corre, e essa sensação de vermelho nos olhos, mas ao menos, não vou pedir pra sair sem mais nem menos...
Primeiro preciso confessar minha, sem fundamento e pedante, necessidade de cultura que não seja de massa (como se isso ainda fosse possível!). Muitas vezes eu me pego sendo uma discípula de Adorno, criticando a indústria cultural, sem notar que nossos tempos são outros, e que as discussões pedem outras visões...Em parte devo esse novo aprendizado ao mestrado (e a minha, sempre incrível, orientadora), a outra parte devo a vida, que está sempre me ensinando que o caminho nunca é linear...
Mas, voltando ao motivo deste post. O filme, enquanto cinema (que já é uma discussão meio caduca, mas vá lá), é muito bem feito. Os quesitos como fotografia e direção de arte foram primorosamente executados (se é que cabe essa palavra aqui) pela equipe de direção. Sem contar no roteiro, que é ótimo! Bem amarrado, sequenciado, bem escrito. E a citação ao mestre Foucault, e todo seu engendramento das microorganizações de poder (quem puder ler "Vigiar e Punir", leia! É lindo!). Só não gostei da qualidade do áudio, que, como na maioria dos filmes nacionais, peca.
Por falar em filmes nacionais, sempre tive outro "problema" com relação a eles; não gosto dessa necessidade de se afirmar a brasilidade, na qual a maioria das obras de nosso cinema envereda. Essa característica de estereotipar, de escancarar uma "possível realidade brasileira". E isso eu não vi em Tropa de Elite. Vi sim um recorte da realidade, muito bem ambientado, e muito bem trabalhado. Claro que há os palavrões (execrados por parte do público), característica mor de nossa sétima arte; mas dentro do universo de Tropa de Elite, acho que eles cabem, e não são usados como forma de agressão, mas como complemento da linguagem.
O que mais me fez laurear o filme foi a atuação de Wagner Moura. Tanto que, assim que entrei no msn, minha "frase de pára-choque" se tornou "Quando crescer, eu quero ser o Capitão Nascimento!". Com o perdão da palavra, mas PUTAQUEOPARIU! Há muito tempo que eu não via um personagem tão bem trabalhado, tão absurdamente próximo da realidade e ao mesmo tempo tão ficcional; tão genuíno, talvez essa seja a palavra. Os últimos atores que me fizeram sentir isso (essa dor correndo nas veias, essa violência fazendo parte de mim), foram os "padrinhos" Brando+Pacino+De Niro...
É um filme incrível! E agora sinto vontade de não ter levado um ano pra saber disso...Mas, acho que, talvez, há um ano atrás, eu não estivesse pronta. Talvez eu não pudesse ter "cumprido a missão" e tivesse "pedido pra sair". Enfim...Tropa de Elite ganhou uma fã tardia. E eu ganhei adrenalina suficiente pras próximas semanas...

PS: informações técnicas sobre o filme, gentilmente cedidas por http://www.adorocinema.com.br/filmes/tropa-de-elite/tropa-de-elite.asp

2 comentários:

  1. A pergunta q nao qr calar:
    Passou a adrenalina ou teve que apagar "um" ?????

    Ja viu "Vale quanto pesa ou eh por kilo" ???? Eh brasileiro, da uma olha na sinopse... Eu gostei, vi obrigado, mas gostei =D

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