segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Por trás do desconhecido...

Segunda-feira, 7 da manhã. O céu amanheceu mais nublado que o usual em Curitiba city. Da janela do meu quarto, de onde eu geralmente tenho a impressão de ver o infinito, hoje só me é possível enxergar até o Arena; depois disso, só o cinza e o desconhecido... E enquanto eu fumava meu Marlboro matutino e tomava minha xícara de café de bom dia, fiquei pensando se todos os nossos relacionamentos não seriam assim, matutinamente nublados...
Talvez todas as vezes em que iniciamos um relacionamento [seja ele com uma pessoa que possua o fenótipo perfeito pra se tornar um caso de weekend; seja com uma pessoa que irá se tornar a melhor amiga da vida; seja com o velhinho da banca de jornal que, daqui a um mês, vai saber que meu "bom dia" quer dizer "um marlboro vermelho maço, por favor!"; seja com a pessoa com a qual iremos ter hipotéticos filhos; seja conosco mesmos...] são como esta manhã nublada que vejo de minha janela. Nunca sabemos o que virá do primeiro sorriso em diante. É possível que o sol apareça, e nos mostre que ainda há muitos sorrisos por virem; assim como é possível que o desconhecido permaneça, e que esse início encerre em si seu próprio fim.
Todos os dias quando acordo, ao me olhar no espelho, sorrio para um novo começo. É como se ali, diante de meus olhos, pairasse a névoa que esconde o desconhecido. Talvez se passe um mês, e mude o dono da banca de jornal; talvez aquela pessoa que parecia minha amiga pra sempre, se torne irreconhecivel; talvez o caso do fim de semana se torne aquele com o qual teremos filhos reais; talvez eu me olhe no espelho e não saiba mais quem sou...
Não há certezas em relacionamentos. Apenas saberemos o que há por vir se acreditarmos que por trás da neblina surgirá o sol. Pode ser que ele não apareça, nos deixando com a impressão de que tudo ao nosso redor é cinza. Mas se não olharmos pela janela, depois do começo, nunca saberemos o que virá.
Acho que, apesar de em muitas manhãs o sol não aparecer, e muitos relacionamentos terminarem na hora exata em que começam, não podemos desistir de abrir a janela e olhar além. Pois a cada dia em que abrimos os olhos, começamos um novo relacionamento, e esse é o mais duradouro e imprevisível de todos...nosso relacionamento com a vida.

2 comentários:

  1. Como saber se não olhar?
    As vezes a gente desisti por está tudo tão difícil, só que a gente esquece que se a gente desistir nunca vamos ter a oportunidade de lutar por aqueeeeeela coisa que nos faz bem...
    "O herói é aquele que perde a luta mas que pelo menos lutou e não aquele que sái correndo e sobrevive. " -> li isso em algum lugar e é a pura verdade.
    Bom texto, parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Verdade, a vida é muito imprevisível! tem um selo para você lá no meu blog.
    beijos!
    =D

    ResponderExcluir

Entre e fique à vontade!
'Bora prosear, porque esse blog também é seu.
Obrigada por sua visita, e por sua opinião.
Seu comentário será respondido aqui, nesse espacinho, assim que possível.
Um beijo procê!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...