quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Tempo, tempo, mano velho...

Pois bem... Lá se vão 6 dias desde que postei dizendo que iria começar a fazer posts "diários". Ao olhar para o post achei que tivesse escrito ontem; ao olhar para a data, quase que caio de minha cadeira (a.k.a. lugar no qual eu passo mais da metade do dia). Como assim já se passaram 6 dias?! Ou pior: "como diabos eu não vi esses dias passarem?!". Começo a acreditar na história de que, depois dos 20, o tempo não passa, voa! E, pensando bem, até que, aliando a teoria da relatividade do mestre Einstein com as minhas teorias e constatações cotidianas, dá até pra tentar olhar pra isso de uma forma compreensível (ps: não digo mais que posso "explicar" nada! Depois do mestrado, eu descobri que, no máximo, posso compreender...Quem sabe no doutorado eu aprenda a explicar, ou não...).
No época em que frequentamos a escola, as aulas tomam a manhã toda, e parece que o tempo, de pura filhadaputagem, resolve passar beeeeem devagarinho. Bom, só aí já foi uma manhã que parece que durou um dia todo. Ao chegar em casa, fulana conversa com ciclana sobre o menino que vai ver no sábado: "Ai! Hoje ainda é segunda! Eu não vou aguentar de ansiedade pra conhecer o Zé!" [adoro nomear personagens fictícios de Zé!]. Logo, a semana que, durante as manhãs, já se arrasta, parece que nunca vai chegar, ainda mais com a mãe de fulana ameaçando não deixá-la sair no sábado se ela não se comportar (ôÔô semana longa!). Ou então dá "aquela coceira" de "Ai! Eu quero taaaanto fazer 18 anos logo!". No fim das contas, o tempo parece se arrastar aos olhos de um adolescente, que anseia por sua liberdade que virá (pensa ele, em sua vã juventude) com a famigerada maioridade...



E eis que chega a tal, e com ela a escolha do que ser quando crescer, o trabalho, as contas a pagar, os prazos pra entregar os trabalhos da faculdade, ou os trabalhos do trabalho, e tantas outras preocupações que, quando olhamos para o calendário, percebemos que já se passaram 6 dias, ou então 6 anos... Para meus míopes olhos, parece que foi ontem que fiz 20 anos. E lembro-me exatamente da festa de comemoração e da roupa que estava usando (e da maldita ressaca do outro dia). E já faz mais de um mês que completei 26...
Fico pensando se, ao nos tornarmos "jovens adultos", também nos tornamos indivíduos mecânicos, guiados por agendas e prazos. Bons eram os tempos em que o calendário era só mais uma folha colorida da minha agenda mais colorida ainda. Hoje tenho 3 calendários visíveis: o do computador, o que fica pregado na minha mesa de "trabalho", e o da minha agenda, que de colorida não tem nada... E mesmo com todos esses calendários me dando bom dia, boa tarde e boa noite, não vejo o tempo passar... Talvez seja porque ele tenha se cansado de mim. Talvez seja porque eu tenha me cansado dele. Ou vai ver, eu me tornei mecânica ao ponto de apenas reproduzir o ritmo do relógio... E se continuar assim, logo me tornarei não apenas um relógio, mas sim uma bomba-relógio, prestes a explodir...
Acho que está na hora de parar um pouco (nem que seja por míseros 5 minutos) e olhar um pouco pela janela. Não em busca da época em que o tempo escorria lânguido de minhas mãos, mas em busca de um botão que pause essa sensação de que nunca serei o suficiente...

[Playlist: Helloween - Keeper of the seven keys]

Um comentário:

  1. Amigaa
    Super me identifiquei com a tua crônica. A mi, me gustaria escribir solamente acerca de calendários. Tenho tres. O da agenda... o q fica na parede da cozinha... e o celular. Q coisa não... fico tentando controlar o meu tempo para q ele não me controle. Pura fantasia minha.

    ResponderExcluir

Entre e fique à vontade!
'Bora prosear, porque esse blog também é seu.
Obrigada por sua visita, e por sua opinião.
Seu comentário será respondido aqui, nesse espacinho, assim que possível.
Um beijo procê!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...