Como dito no outro post, o episódio da Dona aranha precisava de um espaço só pra ele. E cá estamos nós [eu, você e a porra da imagem da aranha que nunca mais abandonou minha cachola]...
Estava eu, lépida e faceira, depois de um dia cansativo de faxina na casa nova [lembrando a dica utilíssima de contratar alguém pra limpar antes de você se mudar] entrando em minha casa cheirosa, e eis que, ao fechar a porta, com meu pacotinho mágico do China'box na mão, dou de cara com uma aranha. Não, não era APENAS uma mísera aranha! Era um monstro! Enquanto eu fiquei paralisada, ela, como se brincasse de quempiscaporúltimo comigo, continuou calmamente no canto da porta [Tenho uma leve desconfiança de que ela suspeitou desde o início que eu não seria forte o suficiente pra enfrentá-la].
Surtei e saí correndo de pijamas para a rua. Pânico. Essa é a palavra que melhor expressa o que senti. Nunca havia visto um bicho daquele porte e espécie assim, tão de perto. E, afirmando minha heterossexualidade [porque quem gosta de rock das aranhas é o Raulzito], corri pra longe da bicha. Pra minha sorte, os vizinhos estavam fazendo um churrasco [digo sorte, porque já era 11 da noite!], e eu, despudoradamente, apertei o interfone, e, num misto de choro e cara de pelamordedeusalguémmesocorre, pedi pra me ajudarem. O casal foi, pacientemente [e com certeza putos!], até minha casa. E, antes que algum filhodumaégua diga que era frescura, até o machão [estilo souforteetequebroacara] do vizinho comentou sobre o tamanho avantajado da tal aranha. Muitos obrigadas depois, fechei a porta e tentei comer. Quá! Nem o biscoitinho da sorte desceu direito [e eu AMO biscoito da sorte!]. Liguei pro Felipe [que mora na quadra de cima] e pedi desesperadamente pra ele me deixar dormir lá. Ainda em estado de choque, usei o ouvido do Fê e do Ricardo [Muitíssimo obrigada meninos!] e fui dormir acabada, e derrotada mais uma vez, só que nesse turno, pelo cansaço.
No outro dia fui apresentada ao querosene. Logo nos tornamos amigos íntimos [Pra quem não sabe, assim como eu há duas semanas atrás, o querosene afasta qualquer tipo de "animal" que possua respiração epitelial. Em especial, as aranhas]. No primeiro dia joguei querosene em tudo. Na cobrinha que coloquei no vão da porta. Em um pano que coloquei na janela [porque estava com um vão]. No chão. Nas janelas. Resultado: a casa estava fedendo a querosene, e eu acho que meu sono não foi apenas fruto do cansaço, mas da combinação casa fechada+cheiro de querosene no nível 10+fumaça de cigarro.
Até hoje tenho pesadelos com aranhas [e decidi nunca mais assistir Harry Potter e a Câmara Secreta] . E, apesar de viverem dizendo que faz mal, o Sr. Querosene vive ali, do ladinho da porta, perto de uma vassoura que mora na minha sala agora. Porque, podem me chamar de fresca, neurótica ou seja lá o que for. Mas eu me sinto mais segura assim [apesar de olhar pro vão da porta de meia em meia hora quando estou na sala].
Então, as "lições" que aprendi e que posso repassar são [prestando um serviço de utilidade privada, que deveriam ter prestado a mim!] : a) se for morar em Curitiba, detetize a casa com o veneno "Fortis" [e façam-me o favor de pagar pela propaganda, carcamanos! Nem que seja com um vidrinho de veneno!] antes de se mudar. O trem mata tudo que é inseto, em especial as aranhas marrons, e dura por 3 meses; b) se for morar no térreo, ou em áreas que possuam muito "verde" [a.k.a. mato no qual tem uma porção de bichos!], tenha na porta uma "cobrinha" [vendida em lojas de 1,99] embebida com querosene. Porque além de afastar a bicharada, evita a entrada de poeira e sujeira; c) Tenha sempre um amigo que more por perto, caso você tenha um surto no meio da noite e precise correr pra casa de alguém; d) Não more no térreo. Eu jurava que ia ser lindo ter um quintalzinho só pra mim, depois de morar um ano em apartamento no 2° andar, mas quer saber?! Acho que queria voltar a subir escada! Mas isso é assunto pra outro post!
Ps: vou aproveitar o post pra agradecer as visitas e os comentários. Obrigada minha gente!!! Se não fosse por vocês, meus textos não teriam a menor vida!
Estava eu, lépida e faceira, depois de um dia cansativo de faxina na casa nova [lembrando a dica utilíssima de contratar alguém pra limpar antes de você se mudar] entrando em minha casa cheirosa, e eis que, ao fechar a porta, com meu pacotinho mágico do China'box na mão, dou de cara com uma aranha. Não, não era APENAS uma mísera aranha! Era um monstro! Enquanto eu fiquei paralisada, ela, como se brincasse de quempiscaporúltimo comigo, continuou calmamente no canto da porta [Tenho uma leve desconfiança de que ela suspeitou desde o início que eu não seria forte o suficiente pra enfrentá-la].
Surtei e saí correndo de pijamas para a rua. Pânico. Essa é a palavra que melhor expressa o que senti. Nunca havia visto um bicho daquele porte e espécie assim, tão de perto. E, afirmando minha heterossexualidade [porque quem gosta de rock das aranhas é o Raulzito], corri pra longe da bicha. Pra minha sorte, os vizinhos estavam fazendo um churrasco [digo sorte, porque já era 11 da noite!], e eu, despudoradamente, apertei o interfone, e, num misto de choro e cara de pelamordedeusalguémmesocorre, pedi pra me ajudarem. O casal foi, pacientemente [e com certeza putos!], até minha casa. E, antes que algum filhodumaégua diga que era frescura, até o machão [estilo souforteetequebroacara] do vizinho comentou sobre o tamanho avantajado da tal aranha. Muitos obrigadas depois, fechei a porta e tentei comer. Quá! Nem o biscoitinho da sorte desceu direito [e eu AMO biscoito da sorte!]. Liguei pro Felipe [que mora na quadra de cima] e pedi desesperadamente pra ele me deixar dormir lá. Ainda em estado de choque, usei o ouvido do Fê e do Ricardo [Muitíssimo obrigada meninos!] e fui dormir acabada, e derrotada mais uma vez, só que nesse turno, pelo cansaço.
No outro dia fui apresentada ao querosene. Logo nos tornamos amigos íntimos [Pra quem não sabe, assim como eu há duas semanas atrás, o querosene afasta qualquer tipo de "animal" que possua respiração epitelial. Em especial, as aranhas]. No primeiro dia joguei querosene em tudo. Na cobrinha que coloquei no vão da porta. Em um pano que coloquei na janela [porque estava com um vão]. No chão. Nas janelas. Resultado: a casa estava fedendo a querosene, e eu acho que meu sono não foi apenas fruto do cansaço, mas da combinação casa fechada+cheiro de querosene no nível 10+fumaça de cigarro.
Até hoje tenho pesadelos com aranhas [e decidi nunca mais assistir Harry Potter e a Câmara Secreta] . E, apesar de viverem dizendo que faz mal, o Sr. Querosene vive ali, do ladinho da porta, perto de uma vassoura que mora na minha sala agora. Porque, podem me chamar de fresca, neurótica ou seja lá o que for. Mas eu me sinto mais segura assim [apesar de olhar pro vão da porta de meia em meia hora quando estou na sala].
Então, as "lições" que aprendi e que posso repassar são [prestando um serviço de utilidade privada, que deveriam ter prestado a mim!] : a) se for morar em Curitiba, detetize a casa com o veneno "Fortis" [e façam-me o favor de pagar pela propaganda, carcamanos! Nem que seja com um vidrinho de veneno!] antes de se mudar. O trem mata tudo que é inseto, em especial as aranhas marrons, e dura por 3 meses; b) se for morar no térreo, ou em áreas que possuam muito "verde" [a.k.a. mato no qual tem uma porção de bichos!], tenha na porta uma "cobrinha" [vendida em lojas de 1,99] embebida com querosene. Porque além de afastar a bicharada, evita a entrada de poeira e sujeira; c) Tenha sempre um amigo que more por perto, caso você tenha um surto no meio da noite e precise correr pra casa de alguém; d) Não more no térreo. Eu jurava que ia ser lindo ter um quintalzinho só pra mim, depois de morar um ano em apartamento no 2° andar, mas quer saber?! Acho que queria voltar a subir escada! Mas isso é assunto pra outro post!
Ps: vou aproveitar o post pra agradecer as visitas e os comentários. Obrigada minha gente!!! Se não fosse por vocês, meus textos não teriam a menor vida!