segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Quadrilha [Tudo de Blog]

Maria amava que amava Patrícia que não amava ninguém.
Isso foi lá quando eu tinha 13 anos. Menina ainda. Ingênua [sim!Um dia eu fui ingênua e boazinha!].
Acreditava que amiga nenhuma iria me fazer mal, ainda mais por causa de um menino. Pois o problema é colocar um menino lindo, de olhos verdes, na roda. Lembro quando Zé me pediu em namoro, e eu disse que não podia, porque meus pais não me deixavam sair de casa, quanto mais namorar. Ele concordou em esperar um pouco, ficar só de mãos dadas, dar uns beijinhos, passear na pracinha [ósenhor! Que bons tempos eram aqueles!]...
Mas conhecemos os meninos. Por mais que eles gostem da gente, nunca vão se contentar só com mãos dadas. E é aí que entra minha pseudo-amiga, a Maria. Na minha frente ela dizia que ficava triste por eu não poder namorar, por não poder sair. Nas minhas costas ela dava em cima do Zé, dizia pra ele que eu mentia sobre não poder sair, e mandava cartinhas anônimas pra minha mãe, dizendo que eu estava namorando escondido.
Uma hora eu e Zé nos cansamos. Ele cansou das mãozinhas dadas, e eu cansei da perseguição da Maria. Chorei. Mais por ter perdido a amiga que o menino. Porque, no fundo no fundo, eu sabia que não o tinha perdido, mas o deixado ir.
Anos depois [acho que uns 7], encontro Zé num bar. Conversamos, ele sorri, diz que mudei, que sentia saudades. E enquanto conversávamos, ela chegou. Ela mesma, Dona Maria em pessoa e maldade! Com um sorriso amarelo, ela me dá oi e diz que eles estão casados agora. Casados? Então a maldita conseguiu o que queria! Mas veja só!
Eu sorrio. Digo parabéns. Olho nos olhos verdes dele, brilhando como a primeira vez que nos vimos. Lembro que a vingança é um prato que se come frio. Olho pra ela, me despeço, e, ao me aproximar de Zé lhe dou um abraço que relembra os velhos tempos [É incrível como certas sensações nunca passam]. Por falar em velhos tempos, lembro o quanto ela me infernizou. Lembro o quanto foi maldosa. E, ao vê-la ali, indefesa, achei que estava na hora de dar um fim à quadrilha.
Dei um beijo no cantinho da boca do Zé, e ele retribuiu. Exatamente como nos filmes. Me afastei, lindaloiraedesalto, sorrindo do destino. E não é que a quadrilha terminou exatamente como começou? Maria amava que amava Patrícia que não amava ninguém. Só que dessa vez, sem mãos dadas e cartinhas anônimas, sem ingenuidade e tristeza, Patrícia dançou sozinha, mas acompanhada da sensação de vingança cumprida.

Destilado especialmente para o Tudo de Blog: [Pauta: Amiga fura-olho!]

Ps: Os nomes foram trocados pras criaturas não virem me processar depois!

Ps2: Legenda da foto - Mantenha seus olhos beeem fechados [pra evitar a presença de fura-olhos!]

Ps3: Eu quero taaaanto um mãe!!! xD

10 comentários:

  1. Gostei muito mesmo do texto!
    Ter uma amiga assim não é fácil mesmo, o jeito é tentar sempre escolher melhor as amizades. :D

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  2. ADOREI!
    Caraca, que história hein?
    Obrigado pela visita e por tr me indicado o selo...No meu próximo post eu vou coloca-lo...Obrigado mesmo. ^^
    Volta sempre, ok?

    bjinhus ;*

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  3. Ei Pati!
    Acabei que dando um tempo daqui (de tdo isso, afinal)! ;) E putz, acho que foi tempo demais, quantos posts bons seu Menina! :)
    E ah, obrigada pelos selinhos, vou por lá nos próximos posts! ;)

    Bjos!

    P.S: Amigos mesmo de verdade são poucos (já dizia meu vô)

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  4. Pati, eu sou mais novinha que você, mas posso ser sua mãe :)

    Nossa! Fiquei aqui imaginando a cara da vadia, eu faria a mesmíssima coisa, fato. Adoro provocar com beijo na trave.

    E muito, muito obrigado por escolher meu blog, você sabe o quanto eu sou agradecida né?

    Beijos

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  5. Meu, suá ex-amiga é nojenta! E vc fez super certo! Provoca mesmo que ela merece! vaca! HAHAHAHAHAH

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  6. essa garota - a Maria, que tem nome de santa mas não é nada disso - mal caráter ... Conseguiu o que queria, mas cê não deu a ela a chence de te ver chorando ! Adorei !
    E me deixa acompanhar seu blog ?

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  7. Caraca, como tem gente doente nesse mundo.

    E o pior, desde a infância!

    E Patrícia não ama ninguém... Ei ei ei! rs

    Beijo!

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  8. Patyy
    q lindo!
    Amo histórias reais... no happy end... afude, Garota.
    Ehh td mundo tem um fura zóio.
    Caralho mto boa a história. Mereceu mesmo um retrato.
    Eh vero q tu tava em cg? Nem avisou as amigas?
    besos

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