sexta-feira, 6 de março de 2009

Férias parte I: o céu

Uma das coisas mais bacanas de se morar longe da família é ir visitá-la nas férias. Parece que toda aquela saudade que ficou escondida no meio do trabalho, das preocupações e da roupa pra lavar aparece com força total assim que pegamos o ônibus direto pros braços de papai e mamãe. E como a viagem daqui de Curitiba até Campo Grande demora singelas 16 horas, a saudade vira um Gremilin: é só adicionar água e pronto, a maldita dobra de tamanho!
Outra coisa que se percebe nas férias é que casa de mãe é inigualável (embora o certo fosse a gente descobrir isso antes de sair dela! O que, diga-se de passagem, nos pouparia várias estdas no inferno). O café é mais gostoso. O sofá mais macio. As roupas de cama mais cheirosas. Sem falar no velho arroz com feijão que só ela sabe fazer (desconfio que esse seja um dom dado apenas no momento do parto). De tardezinha é a vez de matar a saudade do pai. Beber uma cerveja, papear, falar da vida. À noite é tão bom ter alguém pra dar boa noite, que você fica até impaciente esperando a hora de ir dormir!
Nessas férias fui apresentada a duas maldições: a tv a cabo e ao seu companheiro inseparável, o controle remoto. Foram incontáveis as madrugadas passadas na companhia de seriados, programas de comportamento, campeonatos de pôquer, NBA. Sem contar os maiores responsáveis por mais da metade dos meus 6 quilos ganhos: os salgadinhos noturnos.
Pra completar os quilos, e a felicidade, chega o Natal na casa dos avós. E junto com ele as lembranças de como é bom ter uma avó pra abraçar e um avô pra acariciar os cabelos brancos...
Ah como é bom passar a manhã conversando com a mãe. A tarde brincando com a irmãzinha. E a noite conversando com o pai e assistindo a novela todo mundo junto, só pra falar mal da vida fictícia alheia.
Chega domingão, e a dona mãe faz meu prato favorito: nhoque. Como feito uma glutona e me jogo no sofá pra ver futebol. Logo chega o aniversário da Gigi (11 anos já, meudeus!). E como manda nossa tradição, passo a tarde com ela jogando na Playland. Depois o bolo que chega de surpresa. E a sensação de que a vida inteira podia ser aquele momento.
Mas, como diria o mestre Vinícius, "tristeza não tem fim, felicidade sim". E é aí que entra a parte 2 dessas férias. Mas essa depois eu conto. Deixa eu aproveitar as lembranças boas antes que o purgatório comece.

Ps: Minha gente! Desculpa o super sumiço... Tudo será devidamente explicado nos próximos posts... Senta que lá vem história =)

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