sábado, 7 de março de 2009

Férias parte II: o purgatório.

Como o que é bom nessa vida (nem a própria, inclusive) não dura pra sempre, levei um puta tombo na escada do céu, e fui parar no purgatório.
Campo Grande é, normalmente, quente. É muito raro, inclusive no inverno, que a temperatura seja menor que 30 graus. E nesse verão (como se fosse pessoal) a maldita empacou nos 40. Eu acordava com calor. Tomva banho, e assim que desligava o chuveiro, já estava suando em bicas. Nem ventilador dava conta, e muito menos o tímido vento que fazia, incapaz de mexer uma folhinha da floresta que minha mãe cultiva.
Moro em Curitiba há mais de 1 ano. Onde a temperatura (quando não está de congelar os ossos) é agradável (sem contar, é claro, o fenômeno conhecido por aqui como "as 4 estações no mesmo dia"). Resultado: fui nocauteada pelo calor de CG! Quando levantava do sofá, deitava na rede. Levantava me arrastando da rede pra ir pra cadeira. E a romaria se repetia dia após dia. Não conseguia nem pensar direito de tanto calor; o que foi extremamente ruim, já que no mestrado férias não são sinônimo de descanso, e eu tinha um artigo pra entregar e toneladas de coisas pra ler... Sem contar que devo ter pego uma virose, que além de dores monstruosas me trouxe a incapacidade de fazer qualquer coisa que não fosse ficar deitada.
Lembra da história da aranha? Pois então! Jurava que se eu saísse de Curitiba, ia deixar a maldita pra trás. Mas quá! Ela é igual a problema, não adianta fugir que o infeliz te persegue! Por falta de uma ou duas aranhas, na casa dos meus pais tinha, pelo menos, umas 50. Sem contar os outros bichos que vinham de brinde: baratas, pernilongos e besouros. Chegou uma hora em que cansei de contar e subir na cadeira por causa deles. E decidi que ia parar com essa frescura de mulherzinha e mostrar pros filhosdaputa quem é que manda!
E janeiro foi se arrastando entre as poucas sombras. Quando vi, já era fevereiro e me restava muitos amigos queridos pra ver, e pouco tempo. Mas, mais triste que não poder ver os amigos, foi ver uma querida tia sofrendo com o diabo do câncer. Uma mulher tão bacana, sempre tão querida e forte; de repente fica abatida e imóvel diante de um inimigo tão cruel. Quanto Tia Nadir faleceu, senti um misto de tristeza e alívio. Tristeza pelo mundo ficar sem uma pessoa tão valiosa. E alívio, por saber que ela não sofreria mais.
Mal sabia que agora o sofrimento (guardadas as devidas proporções) seria nosso. Tão repentinamente quanto a chuva aparece em meio ao sol em Curitiba, meus pais tiveram que se mudar da casa onde moravam. E lá vamos nós pra mais uma mudança (que eu me lembre, foram pelo menos uma 20!). Minha mãe tem 28 anos de casada e 3 filhas. Agora imagina o quanto de coisa não tinha acumulada naquela casa! Depois de muito serviço braçal e cansaço, pudemos enfim sentar na sala e aproveitar a casa nova; que, no fim das contas era melhor do que a outra!
Maaaaas, de tão cansada que fiquei, acabei escorregando mais um degrau da escada, e fui parar de cabeça no inferno. Só que isso é história pra outro capítulo...

3 comentários:

  1. Sempre assim... Quando estaamos bem, a fdp da vida nos da uma rasteira.
    No seu caso foi um degrau mas... aah, vc entendeu !!

    Beiijoos Pat.

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  2. Agora entendi...
    pq sei pq nao ligou pra ninguem
    uma pena
    estou com saudades tuas
    besos

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  3. a vida dá-nos um nocaute imprevisível !

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