domingo, 8 de março de 2009

Férias parte III: o inferno

E lá se foram as férias! Não pude ver a maioria dos meus amigos (que devem estar me escomungando até agora. Desculpa minha gente!!!). Não deu tempo de ajudar a mãe a arrumar a casa toda. Não consegui matar toda a saudade (ai que vontade de meter um tiro de 12 no meio da cabeça dessa maldita!). E devia ter percebido que, com o fim das férias, o apocalipse se aproximava.
Comprei a passagem de volta para às 19h. Fiquei sentada no chão da rodoviária com singelas 6 malas (porque toda vez que vou pra casa dos pais, volto com uma mini mudança), morta de vontade de ir ao banheiro, mas sem coragem de deixar as malas sozinhas. Com medo das figuras dantescas que habitam a rodoviária. Louca pra ver o jogo do São Paulo na Libertadores (sorte que o celular tem radinho!). Triste pra cacete por ter que ficar mais meses a fio longe dos meus pais. E, pra completar, o ônibus só deu o ar da graça às 21:30h. Putaqueopariu! Se eu tivesse atrasado um minuto sequer, teria perdido o ônibus. Mas o diabo pode me fazer ficar esperando mais de duas horas!
Entrei puta no ônibus. E, quando olho pro lado, decubro que duas irmãs (no alto de seus hábitos brancos e esquisitos) vão viajar do meu lado. Elaiá! Mas, ao contrário do que eu esperava, rezas e recitações da bíblia, as criaturas passaram a viagem falando o quanto estavam estressadas (desde quando freira se estressa?!) ou que fulano não fazia as coisas direito e ciclano devia receber umas chamadas. Veja só! Se nem as criaturas que, supostamente, são de deus estão isentas de falar mal da vida alheia; quem dirá nós, pobres mortais que não usamos aquela roupa horrorosa!
Depois de 20h de viagem (porque no meio do caminho teve passageiro que comprou passagem errada e chamou a polícia; ou então almoço de meia hora que durou uma. Essas coisas tão normais nesse paísdemeudeus...) cheguei numa Curitiba quente pra cacete. Um sol de rachar, e eu com 6 malas pra carregar (e ninguém pra me ajudar ou com alguma delas, ou comigo mesma). Chego em casa e ligo pros meninos trazerem minha chave. E ligo. E ligo. E ninguém atende. E fico eu, na calçada, com todas as malas, com uma sede do cão, sem conseguir falar com eles (Dica: nunca deixe sua única cópia da chave com seus amigos. Celulares não são fontes confiáveis. Além do que, isso é estupidez) (Sim! Eu sou estúpida!).
Enfim, consigo falar com o Fê e ele me traz a chave. Ómeusantoeinstein! Antes não tivesse trazido!!! Minha varanda parecia de casa abandonada (com razão, já que a abandonei 2 meses). Mato crescendo por todos os vãos mal feitos do chão. Bitucas de cigarro que algum vizinho feliz jogou. Palitos de picolé que o moleque do andar de cima tem prazer em jogar. Mas ela estava perfeita perto do que encontrei quando abri a porta. A sala estava com, pelo menos, uns 2 dedos de poeira. Sem contar as caixas de livro no chão (que não havia tido tempo de arrumar).
Quem dera eu tivesse parado na sala! Ao abrir a porta do banheiro, descubro um cemitério de invertebrados. Baratas, aranhas, insetos que até agora não consegui chamar pelo nome (acho estranho matar um bicho ao qual não fui apresentada...). Sem contar o cheiro agradável. Ao dar uns 5 passos até a cozinha, descubro que a porra da pia entupiu. E pior! Que deixei pó de café na cafeteira. Resultado: o filtro criou bolor. Putaquepariu! Logo a minha fonte de sobrevivência!!! (Dica 1 - verifique a cafeteira antes de viajar. Dica 2 - se, como eu, esqueceu de checar a dita, lave-a com detergente e deixe de molho na água fervida).
Mas, quando achei que não podia ficar pior (nunca pense isso! Sempre pode, e vai, ficar pior!), ao abrir a porta do quarto a única coisa que pude fazer foi sentar e chorar. Sabe cheiro de mofo? Acrescente 3 dedos de poeira, algumas dezenas de insetos, eleve a N+1, e voi lá! Esse era meu quarto. Meus travesseiros, a colcha, o colchão, a cama, o tapete, TUDO EMBOLORADO!!! Sem contar a bota de couro, o All Star preto, uns 2 casacos, umas 2 calças, e calcinhas que estavam penduradas atrás da porta.
Curitiba já é normalmente úmida. E como em janeiro choveu dia sim dia também, meu quarto (todo fechado) se transformou numa grande estufa para procriação de mofos e bolores. Mas também! Só a idiota aqui pra pensar que ia ficar 2 meses fora e a casa não iria se revoltar!
(Dica: NUNCA! MAS NUNCA MESMO! Deixe sua casa por mais de 1 mês fechada. Quando chegar, você vai ser recepcionado por incontáveis tipos de vidas e de mortes).
A minha sorte (porque eu sempre guardo um pouco de sorte no cofrinho) é que a casa do Ricardo e do Felipe fica a menos de uma quadra daqui. E, assim como no episódio da Dona Aranha, corri pra lá.
E então, cansada de levar tombos nessa porra de escada, consegui a redenção na terra mesmo, que é lugar de gente viva.
Mas isso fica pra próxima parte, que vem logo em seguida...

2 comentários:

  1. -obrigada por visitar meu blog, volte sempre
    ^^ é sem dúvidas suas férias foram bem loucas, e bem curiosas
    Anciosa pelo próximo post, kisses*

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  2. melhor parte das suas férias pra mim, iuasiausiuas
    perdõe-me mas ri muuuuito !
    E depois que passou, cê não riu ?
    bjosmil*

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