quarta-feira, 11 de março de 2009

Liberté, Igualité, Fraternité - uma eterna ilusão.

Já parou pra pensar o quanto o lema da Revolução Francesa é absolutamente irreal? Depois que os franceses gritaram a plenos pulmões que o mundo deveria ser mais fraterno, que as pessoas deveriam ser todas iguais e que a liberdade era um direito de qualquer humano que respirasse, todas as nações tomaram essa utopia como verdade. Como se a pílula mágica funcionasse pra amenizar a triste verdade de que nada está salvo, e que as revoluções só serviram mesmo pra aumentar as páginas dos livros de história...
Reza a constituição que todo cidadão tem o direito de ir e vir. Que tem a liberdade de tomar suas próprias decisões. Que qualquer um é igual perante a lei. Balela!
Eu tenho o direito de ir e não saber se virei. De andar na rua com medo de não voltar. De não saber se ao acordar ainda terei minha casa [pela qual trabalho feito um cão pra conseguir] intacta. Posso, perante a lei, caminhar por ruas lotadas de pedintes, de escatologias, de sujeira e miséria material e espiritual.
Outra falácia muito bem contada é essa tal de igualdade. Igualdade o cacete! Se somos todos iguais, por que determinadas "raças" tem cotas em universidades? Se somos todos iguais, por que tenho que dar meu lugar no ônibus pra um idoso rabugento? Se somos todos iguais, por que os índios têm prioridade de atendimento em hospitais? [Por isso gosto de matemática. Aquilo que é igual não tem uma linha sequer de exceção. Ou é igual ou não. Period!].
E onde diabos está a tal da fraternidade? Será que fugiu dos impostos? Será que se escondeu em algum paraíso fiscal? Essa parábola de amar ao próximo como a si mesmo é coisa do maior best seller de todos os tempos, e só. Somos, todos nós da raça humana, egoístas por natureza. Queremos o nosso bem, e daqueles aos quais amamos. Ou você, quando reza seja pra qual deus for, pede proteção pra uma criança da África? Eu não. Eu peço pra que um filhodaputa não resolva me dar um tiro na cabeça só porque não tenho dinheiro. Ora bolas!
O pior é que ainda continuamos acreditando nessas balelas que foram espalhadas a séculos atrás. Por que somos bons? Nem a pau! Acreditamos porque temos que nos apegar a alguma coisa. Seja a um santo, a uma figa, ao amor, a um livro ou a falácias. Necessitamos de crença, embora saibamos, lá no fundo, que não há salvação, nem aqui, nem depois [até porque, sinto informar, mas não existe depois].
Não que eu queira ter uma visão pessimista do mundo [coisa difícil pra uma discípula de Adorno e Nietzche]. Mas ele não anda me dando muita escolha...
O jeito é tomar um placebo vez ou outra. Porque senão, a vida que já não tem lá muito sentido, vai ter tanto valor quanto os ideais de liberdade...nenhum.

Ps: sim! Nesse dia eu estava cínica e incrédula. Mas tenho tomado doses diárias de placebo. E escutado Frank Sinatra =)

3 comentários:

  1. Concordo com cada palavra que vc disse!
    Obrigada por visitar e linkar o blog, o seu já estava linkado, tá?
    Bjosss

    ResponderExcluir
  2. Sua liberdade vai até onde o seu dinheiro leva. Sempre foi assim, será durante a long time ago rs.

    Beijundas e obrigado pela visita.

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  3. Eu (como bom adEvogado) queria fazer uma longa explanação histórica e legal a respeito da Revolução Francesa e de suas consequências (e inconsequências)...

    Maaaaaas, como são 2h30 da manhã e eu acabei de terminar uma contestação de um processo estou sem saco e ânimo para isso.

    O que me trouxe aqui, de verdade, foi a saudade. (do blog e de ti)

    Beijão!

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