terça-feira, 23 de junho de 2009

Samba do crioulo doido pós-tempestade.

Cá estou eu, sequinhadasilva, depois de passada a tempestade. E embora o dia esteja cinza em Curitiba, minha alma está cheia de cores...
Há momentos na vida em que precisamos nos entregar ao escuro, para que na volta possamos apreciar a luz. Há momentos em que precisamos calar, pois as palavras não sairiam como gostaríamos, e nesses casos o silêncio fala por si mesmo. Há momentos em que o fim é necessário, seja ele o fim de semana, o fim de uma amizade ou o fim de uma era. Reza a lenda que o fim é, na verdade, um começo. Mas pra mim o fim não existe. Existem metamorfoses, modificações, transmutações. E é por isso que estou aqui, metamorfoseada, seguindo em frente.
Percebi que não eram apenas meus olhos que passavam por uma tempestade... Mas espero que, assim como a minha passou, a de vocês também passe. E sempre passa. Talvez não com um arco-íris no final, mas uma hora passa...
Muito obrigada pelos conselhos, pelas palavras e, principalmente, pela presença. É por essas, e tantas outras, que não entendo quando as pessoas dizem que a internet é um meio de comunicação frio. Pois através dessa tela, recebi muito do calor que estava precisando...
Mas, deixemos de tristeza! Como bem cantou o querido Vinicius, "É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe". E 'bora pra um samba do crioulo doido pós-tempestade!

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Presente: Ganhei um presente da Dolly, do MaryaMariah! Já é conhecida aqui a minha admiração e o meu carinho enorme por essa paulista que por um desvio no destino foi parar lá no nordeste, e que pelas mãos dos deuses veio parar aqui no meu blog. Obrigada, Dolly! Não apenas pelo selinho [que significou muito pra mim, e ajudou a alumiar esses meus dias escuros] mas, principalmente, por sua presença que ilumina este cafofo aqui. Um beijo procê, minha Chicabum favorita!
E o selinho é esse aqui ó:
As regras são as seguintes:
1. Exibir a imagem do selinho no blog;
2. repassar para 10 amigas blogueiras;
3. avisar as pessoas que receberam o mimo!

E as minhas presenteadas são: Isa, do Arrumadíssimo; Debbys, do Cotidiano Insano; Lusinha, do Unsettle Thoughts; Karol, do A dona do mundo; Hazel, do Casa Claridade; Luma, do Luz de Luma; Maíra, do Blog da Mah; Thata, do Sem Firulas.
Não são 10 nomes, porque eu e Dolly temos amigas em comum. Assim, alguns nomes que eu queria colocar na minha lista, já estão na dela. Por isso, aqueles leitores que quiserem, fiquem à vontade para pegar o selinho também, viu.

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E lá vem papo sobre futebol...
Eu confesso que uma das coisas que me fez ficar cabisbaixa nos últimos dias foram os acontecimentos com o São Paulo. Primeiro nossa humilhante desclassificação. Depois a saída do Muricy. E por último a nomeação do desconhecido Ricardo Gomes para técnico do Maior do Mundo. É difícil explicar como isso me afeta. Para que se possa entender a paixão por futebol, é preciso se estar emaranhado nos braços dela. Assim como aquela nossa amiga, que cai de amores por um cara que achamos ridículo. Não entendemos o porquê, mas ela entende, e isso é o suficiente. Eu, um poço de racionalidade, quando se trata do meu tricolor, sou irracional até os 46 do segundo tempo. Por isso, na sexta-feira, quando soube que haviam demitido o Muricy [abençoado Twitter], fiquei num misto de revolta e tristeza! Sentei milhares de vezes para escrever um texto, mas sabem como é a paixão...nos tira a lógica da linguagem. Eu admiro muito o Muricy. Não só por ele ter nos ajudado a ganhar 3 títulos brasileiros seguidos. Mas porque ele tinha amor ao nosso manto. Porque ele tinha garra, força e coragem pra aguentar todas as exigências de nossa diretoria e de nossa torcida. Porque ele mandava os repórteres a putaqueopariu sem pestanejar. E porque ele era a cara do São Paulo.
E agora nosso time está sem cara. Não vou malhar o Ricardo Gomes antes de ver do que o cara é capaz. Isso seria injustiça. Mas ainda não consegui engolir a decisão de nossa diretoria. Eles vão ter que melhorar muito o clube para que eu possa voltar a sorrir para eles. E espero que eles se lembrem que um clube não é feito apenas de títulos, mas, principalmente de torcida. E que essa torcida aqui não está nada contente...
E outra. Se o sr. Washington acha que ele já chegou ao nível do Romário e do Ronaldo, que podem se dar ao luxo de ficar esperando a bola nos pés, ele que tome um comprimido de realidade. Se quiser fazer gol que vá atrás da bola, e não fique reclamando como uma mocinha no banco de reservas. E se não estiver contente, que procure outro clube!

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Num dos comentários do post passado, a Maíra me deixou uma citação [Obrigada Mah!!!]. Achei bacana e fui procurar na rede pra ver de quem era. Achei não apenas o dono da citação, como o texto inteiro. E devo confessar que esse texto foi um dos responsáveis pelo fim da tempestade.
É engraçado como, às vezes, é preciso ler e escutar palavras alheias para que se possa dar conta do que queremos. No fundo, é como se os outros fossem um espelho menos embaçado que o nosso. Talvez esse seja um dos motivos pelo qual eu amo tanto literatura. A capacidade que ela tem de me revelar a alma sem me conhecer. A capacidade que os escritores tem de desatar os nós da minha vida com um simples verso. A mágica que cada combinação de palavras têm...
O texto de que falei é o "Ciclos", do querido Fernando Pessoa. E achei por bem compartilhar com vocês. Espero que ele também lhes traga a bonança, ou lhes provoque tempestades necessárias...

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão" [Fernando Pessoa]

Agora diga tchau, Lilica.
Tchau Lilica!

Companhia Musical: Tocando em frente / Um violeiro toca - Almir Sater

Companhia literária: "É melhor vencermos a nós mesmos, do que ao mundo." [Jean Paul Sartre]

11 comentários:

  1. qntaa coiisa a dizer enh :)
    bom futebol nem liigo HUAHUAHUA
    parabens pelo selo

    bejoos

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  2. Eu perdi um dos seus posts, e nem pude comentar que eu sou Cruzeirense... na verdade eu já fui sim um pouco fanática e adorava ver jogo com o Doutor pai, mas sei lá, passou, futebol me nem me agrada mt, tanto q só fui no Mineirão UMA vez na vida... hehehehe..
    Sobre o Twitter, ainda não caí nessa rede, mas o motivo é que eu não sei nadica de inglês, e tudo acaba parecendo muito complicado pra mim por aquelas bandas...
    Fico feliz que sua tempestade acabou. Veio a bonança?? =P hehehehe... acho que passar por essas coisas faz parte.. como vc falou, são as metaformoses da vida.. xD
    Obrigada pelo selinhooO!!! Adorei!!!
    bjussssssssss ^^

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  3. Patrícia, obrigada pelo selinho!! Obrigada pela pessoa carinhosa que você é! Assim te sinto e assim imagino que seja no seu dia a dia, extra virtual.
    Já te adicionei no twitter!! Apesar de ter pouco tempo para acessar, apareço!
    O futebol. Pulo essa parte. Não sofro por isso e não deveria sofrer. Desisti do futebol depois que soube no passado de alguns jogos vendidos nos bastidores. Se eles não têm consideração com o torcedor, eu não terei com time ou administrador algum!
    Para resolvermos nossos problemas, temos que ir à fundo, não dá pra ficar empurrando com a barriga. O fim não existe ou não temos certeza, o infinito e a velocidade da luz está aí para nos provar que não existe começo e não existe fim. Nem mesmo a morte sabemos se é fim. Entonces Lilica! Pau na máquina!! :=))) quem ficar pra trás, perdeu!! (rs*) Beijus

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  4. corrigindo: estão aí...cruixx! Isto que dá publicar sem revisar!!

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  5. Oi, adorei seu blog!
    Voltarei outra vez...
    Bjs

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  6. Oi, Patrícia!
    Muito legal seu blog. Você escreve bem.
    Que bom que sua alma está colorida, mesmo na cinzintês (inventei agora essa palavra) de Curitiba. Boa coincidência com meu post (Chega de cinza/Be sure to wear some flowers in your hair), né?
    Obrigada pela visita no meu blog. Apareça sempre por lá :-)
    Um beijo,
    Silmara Franco
    www.fiodameada.wordpress.com

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  7. Parabéns pelo selinho.
    Com relação ao Muricy... você deve ter sentido exatamente o que senti quando o Felipão deixou meu Palmeiras... triste, muito triste.
    Mas a viuda continua e os títuloa acabarão voltando... espero que mais ao meu verdão...rsrsrsr
    Beijos no core.

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  8. Patrícia querida! Adoro suas visitas! Sempre com uma palavra doce e amiga.
    Bjokas flor.

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  9. Obrigada pelo selo, Patrícia!

    Já publiquei num post mais antigo, de qualquer das formas, agradeço muito por te teres lembrado de mim, e me achares merecedora.

    Beijos!

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  10. De nada menina.. de nada :-)

    Agradeço pelo selo.. eu retribuiria se eu não fosse uma blogueira fajuta.. alheia as coisas que acontecem na rede.. hahaha

    Beijos!

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Entre e fique à vontade!
'Bora prosear, porque esse blog também é seu.
Obrigada por sua visita, e por sua opinião.
Seu comentário será respondido aqui, nesse espacinho, assim que possível.
Um beijo procê!

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