domingo, 23 de agosto de 2009

Carta aberta a meus pais...

Companhia Musical
Pai - Fábio Júnior
O mundo é um moinho - Cartola e seu pai
A Rosa - Marisa Monte
Ovelha Negra - Rita Lee
Como nossos pais - Elis Regina

Companhia Literária
"Aprendi com as primaveras/a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira" [Cecília Meireles in Mar Absoluto]

Essa semana que passou, parece que a "patota blogueira" [como diria a Claudinha] entrou em sintonia. Não foram raros os posts falando sobre o mesmo assunto. Tenho cá pra mim que isso mostra que sim!, temos uma convivência. Convivência essa que me tem sido muito cara e frutífera.

Tive esse post AQUI linkado pela Lidi, do Bicha Fêmea, e pela Claudinha, do Feito a mão. Agradeço mais uma vez às duas. Não pelo link em si, mas por pegarem minhas palavras pelas mãos, e permitirem que elas passeassem em suas vidas. Agradeço a você também, que chegou por aqui e se identificou.

Há algum tempo queria fazer esse post. E graças a alguns posts que li neste semana, isso se tornou inadiável. Li muitos posts de mães falando, de um modo tão belo, de seus filhos. Me emocionei com os textos [como esse AQUI, da Claudinha, e esse AQUI, da Verônica]. E apesar de não ter filhos, e de não entender nada sobre a nobre arte de ser mãe, eu sei o que é ser filha. Não uma filha perfeita, mas uma simples filha que se orgulha tanto de seus pais.

Este ano, não consegui escrever na ocasião do dia das mães e dia dos pais. Confesso que depois que me mudei pra Curitiba, não tenho mais alegria em celebrar datas comemorativas. Longe de meus velhos, elas perderam todo o sentido. E no dia das mães e dos pais, em especial, me pego quietinha, quase um caramujo escondido, um tanto pela saudade que me toma conta, um tanto pela vontade de voar pra perto do casal que me deu a vida.

Hoje, mesmo que me custe, vou falar pra esses dois, Seu Gilberto e Dona Maria, sem os quais, a estrupícia que vos fala não seria, literalmente. Há muita coisa que não falo aos meus pais. Mesmo que todo mês eu lhes escreva uma carta, agradecendo por tudo, há sentimentos que, de tão grandes, não cabem nas palavras, que ficam pequeninas frente ao amor. Então, me perdoe por usar o espaço que sempre dedico a nossa prosa, pra, dessa vez, dedicar aos meus pais e às minhas lembranças, que saltam de meus olhos em forma líquida e cristalina...

Queridos Pai e Mãe...
Não presenciei o dia em que vocês se conheceram. Mas já escutei a história tantas vezes, que é como se eu estivesse lá. Assim como uma parte de minha vida, que minha memória é insuficiente pra reproduzir. Mas parece que a memória de vocês não se esquece de nenhum detalhe. E é graças a essa memória, que posso contar minhas histórias. E é graças ao seu amor, que estou viva para contá-las.

Eu não lembro dos meus primeiros passos. Mas lembro da Senhora me carregando no colo, mãe. Mesmo eu tendo muito mais peso que uma criança normal. Lembro da Senhora tentando me ajudar a andar com as botinhas ortopédicas, pois sem elas meu pé não tinha curvatura o suficiente para me sustentar. Lembro que a Senhora nos carregava no colo, eu e as botinhas, que me pareciam pesadas demais. Mas a senhora nunca reclamou do meu peso. Me carregava com um sorriso no rosto, como se eu fosse uma pluma...

Não me lembro do seu sorriso no dia em que nasci, pai. Mas lembro do senhor me levando à banca todos os domingos pra comprar um gibi. Lembro do senhor lendo os livrinhos de história pra mim. Já cansado, não exitava em ler uma, duas, três vezes a mesma história. O Senhor sempre se mostrou criança o suficiente pra ficar ali, comigo, brincando com a vida, pai...

Lembra quando aprendi a escrever, mãe? Com as letras todas ao contrário. A senhora ria, como se lhe tivessem contado uma piada. Mas não ria de mim. Ao contrário, ria comigo. A gente nem sabia o que era dislexia naquela época, né mãe? E mesmo sem saber, a senhora me ajudou a vencê-la. E hoje escrevo certinho, graças a você e ao papai.

Eu me lembro de quando a gente se mudou pra Campo Grande pela primeira vez. Lembra o quanto eu chorava, mãe? Queria meus avós, queria meu pai. Mas você conseguiu se transformar em mãe, pai e avós ao mesmo tempo.

Lembra dos dias de chuva, mãe? Nos quais a senhora me levava pra escola, e eu só tinha um chinelinho. Era verdinho, de borracha. Eu me lembro dele até hoje! Nos dias de chuva, a senhora levava uma toalhinha, pra poder limpar o barro de meu pé quando chegasse na escola. Lembra de quando comprou um sapatinho pra mim? Um vermelhinho, de pano. Teve que pedir pra dona da venda lhe vender fiado. Mas não teve vergonha. Afinal de contas, o único chinelinho de sua filha havia arrebentado, e ela não tinha o que calçar pra ir a escola. E você sabia o quanto ela gostava da escola.

Lembra quando você chegava em casa das viagens, pai? Meu coração não se aguentava de saudades, de você ter que passar quase um mês na estrada, pra poder nos dar o sustento. Quando eu ouvia o barulho do seu caminhão ao longe, meu coração já disparava. E era só você chegar em casa, que eu via você escondendo sua capa de super herói. Porque pra mim você sempre foi um super herói, pai. Com capa e tudo!

Lembra quando eu descobri que era míope, mãe? Você ficou assustada! Sua filha de 6 anos tinha uma deficiência visual de 3 graus, e nunca mais poderia enxergar o mundo por completo. Mas você foi lá, me comprou um óculos, e fez o possível pra me mostrar que isso não me tornaria diferente das outras crianças.

Mas, infelizmente, as outras crianças não pensavam assim, mãe. Elas me davam apelidos horríveis. Roubavam meu lanche. Me batiam, porque eu era branca demais. Me xingavam, porque eu era boa aluna demais. Mas quando eu chegava em casa, era como se chegasse em um castelo encantado, porque eu sentia o cheiro de suas rosas, sempre tão bem cultivadas. Porque eu via o seu sorriso de rainha, sempre tão iluminado, apesar de todas as dificuldades, mãe...

Lembra de quando eu fiquei mocinha, mãe? Eu lembro de você chorando quando perguntei o que era aquilo em minha calcinha. Acho que você não conseguia acreditar que aquela bolinha loira que saiu de dentro de você, apenas aos 10 anos já estava se preparando pra se tornar uma mulher. E o mais engraçado, é que foi o senhor, pai, que me explicou o que era aquilo, e como eu devia me portar dali pra frente...

Sabe, mãe... Eu me lembro de quando a vovó, sua mãe, foi morar conosco. Nunca consegui entender porque ela tratava a senhora tão mal. Aliás, foi naquela época que fiquei em dúvida sobre o significado de ser mãe. Porque enquanto a senhora era carinhosa com a gente, a vovó mais parecia um furacão, que passava derrubando sua estrutura, mãe. Mas todas as maldades que ela lhe fez em vida, não foram suficientes para lhe impedir a dor e o choro no dia de sua morte. Me lembro do dia em que vovó morreu, dentro de nossa casa. Foi a primeira vez que eu vi a morte tão de perto, que eu senti a morte pegando em minha mão, porque vovó morreu segurando minha mão, logo depois de eu ter terminado de rezar o terço que ela havia pedido para que eu rezasse. E mesmo tendo conhecido a morte, eu não queria admitir que todos nós éramos finitos, mãe. Eu não podia admitir que um dia a senhora e o pai não estariam mais perto de mim...

Lembra quando eu comecei a jogar futebol, pai? Você ficava puto da vida, dizia que era coisa de moleque. Queria que sua filha fosse uma menininha. Desculpa se te decepcionei, pai. Se nunca consegui ser uma menininha de sainha. Se ao invés de brincar de boneca, eu queria mesmo era brincar de bola. Se ao invés de pensar em casar e ter filhos, eu queria ser uma profissional de sucesso.

Lembra de quando eu pedi pra senhora comprar os livros da escola, e a senhora, com dor no coração, disse que não podia, mãe? Eu lembro das tantas vezes em que tive que fazer a tarefa dos meus colegas, pra poder levar o livro pra casa e fazer as minhas também. Mas isso não me doía, pois ao ver a cara da senhora e do pai diante dos meus 10 no boletim, me esquecia de tudo, e só pensava em o quanto era bom poder fazer vocês sentirem orgulho de mim.

Sabe do que eu lembro? De uma vez em que uns parentes do papai foram em casa, e disseram pra senhora que não sabiam como que uma mulher iria conseguir criar suas duas filhas sozinhas, pois o pai passava mais de um mês na estrada. Mal sabiam eles que a senhora também é uma super heroína com capa, mãe.

Lembram de quando eu estava prestes a fazer vestibular? Minha única chance era passar na Federal. Lembro de vocês contando o dinheiro suado pra pagar minha inscrição. Me dando força pra estudar. Apoiando minha decisão em fazer Letras, mesmo com toda a família me dizendo que eu iria passar fome. Mesmo que seu sonho fosse que eu fizesse medicina, mãe.

Lembra quando eu passei no vestibular? Eu, uma menina pobre, que nunca teve sequer livros pra estudar, passei no vestibular de uma faculdade pública. Eu lembro do seu choro de orgulho, mãe. E sei que o senhor também chorou, pai. Mesmo que estivesse a muitos quilômetros de casa. Eu lembro do senhor me levando, de mãos dadas, pra fazer a matrícula na faculdade. E vou te contar um segredo, pai. Se não fosse o senhor ali, me dando a mão, eu não teria tido forças. Me sentia uma estranha no ninho, sentia medo. E não senti vergonha nenhuma de, aos 17 anos, estar de mãos dadas com meu pai. Na verdade, sentia era orgulho!

Lembra quando eu comecei a dar aula, mãe? Mesmo que eu chegasse em casa chorando, assustada, a senhora nunca me deixou desistir. Sempre disse que o ofício de professor era o mais bonito do mundo. Mesmo quando eu trabalhei 6 meses sem receber, naquela escola do Estado. Eu lembro de reclamar que tinha que andar 12 quilômetros, todo dia, pra ir dar aula, porque não tinha dinheiro pra pegar ônibus. Mas a senhora nunca deixou de me dar forças, mãe.

Lembra quando vocês descobriram que eu fumava? Eu lembro do desapontamento estampado no rosto de vocês. Desapontamento esse que eu veria se repetir durante todo o ano de meus 19 anos. Lembro de quando eu passei a beber demais, e a senhora, num ato de desespero, comprou cerveja e disse que se eu quisesse beber, que bebesse em casa. Sinto muito, mãe, que a senhora tenha que ter passado por isso. Mas o pior estava por vir, né Dona Maria.

Naquele dia, em que a senhora ficou sabendo por outra pessoa, que eu tinha reprovado por falta na faculdade. Eu não tinha forças pra lhe explicar, mãe. Eu não conseguia lhe olhar nos olhos, os olhos de uma mulher tão forte, que havia vencido os maltratos, o mundo, e dizer que eu tinha problemas e era fraca demais para enfrentá-los. Como eu ia lhe dizer, mãe, que eu não ia pra faculdade porque ficava escondida embaixo da cama? Como eu ia lhe explicar o que era Síndrome do Pânico, Depressão, Borderline, se nem eu sabia direito? Era muito difícil admitir que eu era doente, mãe. E era muito mais doído admitir que eu tinha decepcionado vocês dois.

Mas vocês não me deixaram cair, mãe. Vocês foram lá, no fundo do poço onde eu estava escondida, e, pela segunda vez, me deram a vida.

Eu me lembro da minha formatura. Vocês ali, tão felizes, tão orgulhosos. Lembro da senhora puta da vida pela música que escolhi pra minha entrada na colação, mãe. Me desculpa, mas eu não podia escolher outra música que não fosse Ovelha Negra. Porque, naquele momento, era assim que eu me sentia...

Lembra dos quantos dias a senhora foi me buscar no ponto de ônibus, meia-noite, pra que eu não voltasse sozinha, mãe? Eu dava aula naquela escola da periferia, chegava em casa no último ônibus. Chegava cansada, porque no outro dia tinha que levantar às 5 horas, pra dar aula em outra escola. Mas nunca me dei conta de que a senhora também estava cansada. E sabe porque, mãe? Porque a senhora sempre ia me buscar com um sorriso no rosto.

Lembra de quando o senhor deixou o caminhão, pai? E passou a trabalhar na administração da empresa? Eu tinha um orgulho tão grande de ver que meu pai, aquele que não tinha terminado nem o primeiro grau, estava ali, evoluindo, dando conta do recado, graças a sua força de vontade, ao seu esforço, a sua competência. Mas nossos dias não foram fáceis, né seu Gilberto? A gente tinha se desacostumado a ter o senhor em casa. E o senhor já não lembrava como era voltar pra casa todo dia. Desculpa, pai, se muitas vezes eu não tive paciência o suficiente pra me adaptar a essa nova situação. Desculpa por resolver sair de casa tão recente a sua volta.

Lembra de quando resolvi, por toda lei, que iria embora pra Goiânia? Fui. E o senhor ficou com medo, mas não disse nada, pai. Nem quando fui pra São Paulo. O senhor só me disse pra tomar cuidado, e que eu já era grande o suficiente pra saber o que eu queria da vida. Mas eu não era, meu pai. Eu não soube ver que a única coisa que eu queria da vida era ficar ao lado do senhor e da mamãe.

E acabei tomando a decisão de vir embora. Eu lembro do seu olhar de tristeza quando eu disse que, dessa vez, iria embora de mala e cuia pra Curitiba. O senhor não me questionou. Mas eu via os seus olhos marejados. Eu via sua expressão cabisbaixa, tentando entender porque sua filha queria ficar longe de casa. Eu nunca lhe expliquei, meu pai. Mas não foi por falta de vontade, não viu. Nunca lhe expliquei porque eu também não sabia. Só sentia, lá no fundo, que eu precisava sair daí, sair dessa cidade.

Eu me lembro do senhor e da mãe me ajudando com minha humilde mudança. Eram só livros, roupas e sapatos. Lembro da viagem até Curitiba. Eu chorava baixinho no carro, pra não deixar vocês verem o tamanho de minha tristeza. Por que as coisas são assim, pai? Por que eu só me dei conta do quanto vocês me fariam falta no dia em que eu os deixei? Me lembro da gente chegando em Curitiba, da névoa que cobria tudo, do meu medo. Mas o senhor e a mãe me pegaram pela mão, e me ajudaram a dar os primeiros passos. Lembro do rostinho da Gigi me pedindo pra voltar. Ninguém chorou. Nem a pequenina. Mas depois que vocês foram embora, deitada numa cidade estranha, numa cama que não era minha, eu me transformei em lágrimas.

Lembra de quando consegui meu primeiro emprego aqui? Vendedora de uma loja de camisetas. Passava 10 horas em pé, dobrando camisetas. Mas vocês não me deixaram ficar abatida. Não foram poucos os dias em que eu quis voltar pra sua casa. Voltar pro meu trabalho no concurso. Voltar pra minha vida que já estava montada. Mas eu não podia. Não podia decepcionar vocês. Afinal de contas, tinha vindo pra Curitiba pra continuar os estudos. Pra melhorar de vida. Mas no calor da decisão, não me dei conta de que sem vocês, minha vida jamais seria inteira...

Lembra de quando eu passei no Mestrado, mãe? Explodi de alegria. Mas a explosão não foi completa, porque eu não tinha vocês por perto pra comemorar. E depois da alegria vieram as dificuldades. Porque o mestrado era diurno e diário, e eu não podia trabalhar. Mas vocês não me deixaram desistir. Pensaram em vender o carro, pra me mandar dinheiro. Mas parece que os céus nos ajudaram, e papai recebeu um aumento. E vocês não pensaram duas vezes em me dar esse aumento. É pouco, vocês diziam. Mas pra mim era uma fortuna. Mesmo que o dinheiro desse só pra pagar as contas, e comer uma vez por dia. Mas os céus viram o seu esforço, e eu ganhei a bolsa de estudos. E pude comprar meu primeiro computador. E pude me mudar pra uma casa só minha.

E vocês sempre se alegraram com minhas conquistas. Assim como se entristeceram com minhas tristezas. Penso que somos só um, nós três. Penso que essa é a verdadeira trindade santa.

Lembra quando você escasquetou que queria publicar meus primeiros poemas, mãe? Aqueles, dos quais sinto vergonha, porque os escrevi tão jovem, mas nos quais a senhora vê uma beleza que eu não vejo. Na verdade, acho que a senhora vê neles a minha imagem, e como mãe maravilhosa que é, vê beleza até na pedra bruta que é sua filha. Hoje eu tenho um blog, mãe. E eu sempre falo de vocês, sabia? As pessoas já conhecem a senhora, o papai, e a Gigi. Conhecem até a estrupícia da Priscilla. Hoje minha palavras passeiam, mãe. E eu estou quase terminando meu livro.

Por falar em terminar, estou quase terminando o mestrado também. E estou com medo, pai. Estou com muito medo. Não sei o que vou fazer daqui pra frente. Me sinto como no final da faculdade, sem saber o que viria após o diploma. Mas naquele momento eu tinha vocês por perto. E agora eu só tenho minha saudade, que preenche a sua falta.

Sinto muito, pai e mãe, por ter precisado ficar a 1100 quilômetros de vocês, pra poder aprender quem eu sou, e, o mais importante, quem vocês são. Sinto muito que eu tenha precisado passar frio, fome, solidão, pra aprender a ser uma pessoa melhor. Sinto muito ter feito vocês tão tristes com a minha partida, pra que eu pudesse, de tão longe, encontrar um modo de lhes dar orgulho.

Sinto muito que ao invés de estar comendo o macarrão da senhora nesse domingo, mãe, eu esteja em frente ao computador lembrando de nossa história e chorando. Sinto muito que ao invés de estar de short e camiseta no calor de Campo Grande, rindo das piadas do senhor, pai, e tomando aquela nossa cerveja; eu esteja enrolada no cobertor, passando frio em Curitiba.

Tenho tantas lembranças... Afinal de contas, são 27 anos de lembranças... Mas agradeço a vocês, meu pais, por me proporcionarem tantas histórias bonitas pra contar. Eu sei que o senhor não lembra de muita coisa, pai. Mas eu agradeço por o senhor ter superado tanto nossa falta, para que nunca nos faltasse o sustento. Hoje eu entendo a solidão que o senhor sentia naquele caminhão, pai, a tantos quilômetros longe da nossa casa. Mas o senhor sabe que sempre esteve conosco, não sabe? Assim como o senhor e a mãe sabem que estão comigo todos os dias...

Eu só queria que vocês soubessem o quanto eu me orgulho de tê-los como pais. E não só pais; mas também amigos, heróis, modelos de vida. Vocês são, e sempre foram, mesmo que minha miopia não me deixasse enxergar, o pilar que me mantém em pé. Vocês são o motivo que eu tenho pra abrir os olhos todos os dias de manhã. Vocês são tudo aquilo que eu nunca vou conseguir ser. Mas ainda assim, eu tento ser melhor a cada dia, porque vocês merecem ter alguém de quem se orgulhar.

Na semana que vem, vai fazer 2 anos que vim embora. E nesses dois anos, não teve um dia sequer que eu não tivesse a vontade de voltar correndo pro seu colo, mãe. Não teve um dia sequer que eu não ouvisse sua risada, pai. E em todos esses dias, meu amor parece que só aumentou.

Agora eu vou terminar essa carta, meus pais. Porque ela já está grande demais pra publicar no blog. É, isso mesmo, vou publicá-la no blog, pois quero que o mundo inteiro saiba quem são os gigantes por trás dessa pequena mulher. Mas antes de terminar, preciso dizer obrigada. Não só por todas essas lembranças, mas por vocês exisitirem. Por terem me escolhido. Por terem feito de mim a continuação de seus sonhos. E por me permitirem voar. Obrigada, Dona Maria e Seu Gilberto, por me darem asas. E por transformarem seu amor no meu melhor e mais bonito motivo pra continuar vivendo...

Dessa filha que os ama mais do que consegue dizer,
Patrícia Pirota.

"Agora diga tchau, Lilica.
Tchau Lilica!"

26 comentários:

  1. Texto tao gostoso de ler, que só notei que era longo, quando voltei para comentar.


    Te desejo um ótima semana,


    abraços.


    Hugo

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  2. é assim o afeto querida, a gratidão e o amor, é assim que vc é!

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  3. Patrícia
    Que agradável surpresa esse post.
    Vou me deliciar com cada palavra bem calmamente e volto para comentar, prometo.

    Bjs

    Ah, quero te fazer um convite: quero vc como entrevistada lá no Mundinho. Topa? Você pode me responder no e-mail comercial: rosicosta@robotton.com.br
    Não achei teu e-mail por aqui...talvez deve ser minha leseira, rá.

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  4. HSLO,
    Obrigada! Que bom que o texto não foi "custoso" de ler =)

    Que essa semana te trate muito bem!
    Beijo procê!


    Karol,
    'Brigada, meu bem...
    Acho mesmo que no fundo, sou toda amor. E seria impossível não ser com os pais que tive, né não?
    Beijo procê!

    Rosi!
    Ô mulher! Mas que alegria em receber um convite desse!
    Aceito com o maior prazer do mundo!
    Muito obrigada, viu.
    Beijão procê!

    Mary Jo,
    Espero que seja uma emoção boa, viu ;)
    Beijo procê.

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  5. Ai, meu Deus!
    Que lindo!
    Que bom que você superou tanta coisa ruim, Patrícia. Que sorte a sua de ter pais tão presentes, de ter uma família. Apesar das dificuldades para ter coisas materiais, sua família era rica de amor, companheirismo e boa vontade de um para com o outro. E isso é o mais importante, está acima de tudo, e a gente sabe muito bem disso.

    Queria parabenizá-la por tão lindo post, tão cheio de sentimento, vida...
    Fiquei imaginando quando lia o quanto tua mãe e teu pai vão se emocionar lendo essas palavras. Nossa!

    Espero que ao terminar o mestrado você já saiba que rumo tomar na sua vida, que tudo se encaixe, se ajeite. Espero o melhor para você. :D
    Beijos, Patrícia.

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  6. Oi Lidi,
    'Brigada, bonita!
    Pelas palavras e pelo incentivo.

    Tive muita sorte mesmo em ter a família que tenho. E não tenho vergonha de dizer que se não fossem os meus pais, eu poderia "estar matando, estar roubando" xD
    Não tenho dúvida de que é o amor dos nossos pais que nos faz ser pessoas melhores.

    Pois é... Eu também fiquei imaginando a cara dos velhos na hora em que eles lerem... 'Tadinhos...

    Eu também espero que eu encontre meu rumo, Lidi.
    Mas de uma coisa tenho certeza, enquanto eu tiver meus pais, e meus amigos [ainda que os virtuais ;)] eu estarei sempre no caminho certo, mesmo que um pouco torto...

    Uma ótima semana pra você, bonita!
    Beijão procê!

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  7. Patrícia, minha querida

    Amanheci hoje com a sinusite atacada e confesso que não sou muito resistente à dor. Aproveitei para colocá-la como culpada das minhas lágrimas ao ler esse post.

    Descobri (agradavelmente) que temos muitos pontos em comum, e como seus posts sempre rendem tanto trololó como lá no Bicha, vou escrever em forma de itens:

    - tive uma infância pobre e embora tenhamos "melhorado de vida", minha família é humilde. Lembro tb dos poucos sapatos e roupas que tive, todos eram doados por pessoas que ajudavam minha mãe a criar suas 4 filhas, e sempre que minha mãe chegada do trabalho (ela fazia faxina em troca de roupas, comidas) era uma alegria. Ela tb comprava fiado para termos uma roupa nova no natal, comprava nas barracas da feira, naquela época a palavra de uma pessoa era sinômino de crédito na praça.

    - tb não fui menininha e meu pai adorou, pois queria que eu fosse o tão sonhado filho homem. Mas brinquei de boneca para alegria de minha mãe. Por essa razão hoje adoro futebol, cerveja e outras coisas de homem.

    - tb fiquei mocinha aos 10 anos, mas mamãe ficou feliz, já meu pai muito preocupado, afinal sua caçula estava crescendo.

    - minha mãe foi a grande incentivadora para que eu fizesse a facul, afinal eu seria a única filha a ter curso superior. Meu pai, sempre ausente, disse que eu já sabia ler e escrever e não devia querer ser rica, acredita? VC precisa imaginar o quanto foi difícil eu concluir a facul, pois o que eu recebi no estágio só dava para pagar am mensalidade, condução, roupas e qualquer outra despesa era minha mãe quem dava, eu era bem magrinha, porque só comia a marmita no almoço e tomava um suco quando chegava em casa, nunca tive dinheiro pro lanche e se jantasse quando chegava, tinha dores horríveis de estômago.

    continua...

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  8. - tenho muito amor pela minha mãe, que até hoje se mostra uma guerreira, ela nem sempre fala de amor, de sentimentos, mas demonstra o quanto ama suas filhas, já meu pai foi muito arbitrário coniosco e hoje pede um amor que não temos.

    Enfim, sou uma pessoa feliz, já tive varias conquistas, já tive várias decepções, mas ainda acredito nas pessoas.

    Acredito que vc, mesmo estando em outra cidade, é uma pessoa pura, que não tem vergonha de se abrir para a gente, que abriu as portas desse espaço para a gente escrever o que quiser. Vc é grande saiba disso e por essa razão merece ser muito feliz. Eu fico torcendo por vc daqui.

    Um beijo no seu coração.

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  9. Oi Rosi,
    Mas que comentário gostoso, mulher...
    Tão bom saber que você também não tem vergonha de abrir as portas de sua vida pra gente, viu.
    Acho que isso acaba sendo reflexo do quanto a gente se sente à vontade pra falar umas com as outras...

    Mas olha que a gente tem muita coisa em comum!
    Você me fez lembrar de muitas outras coisas.
    Como das roupas que a gente ganhava das minhas primas, que eram riquinhas. Minha mãe fazia faxina na casa de meu tio, e elas davam as roupas que não queriam mais pra gente. Era uma alegria e tanto, mesmo!

    Sinto que seu pai não tenha sido mais compreensivo. O meu sempre foi. Disso não posso reclamar. Ele sempre esteve muito distante, mas quando estava em casa era um paizão. Aliás, ainda é.

    E que bom que a gente conseguiu vencer tudo, né bonita?
    E sabe o que eu acho mais bacana? Que a gente não fala desses momentos difíceis com dor, ou mesmo na intenção de se mostrar vítima. A gente fala com orgulho da nossa história.

    Obrigada por ter compartilhado comigo um pouco de você, viu...
    Muito obrigada.

    E as portas desta humilde casa estarão sempre abertas, pra pessoas como você, que se sentem à vontade pra compartilhar tanto as coisas boas como as mais tristes. Mas sempre com a alegria de se saber viva e forte =)

    Um beijo enorme procê!

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  10. Oi, Patrícia!
    Mulher, estarei sempre torcendo por você e vibrando nas suas conquistas. :)

    Menina! Eu também gostei muito da forma como os comentários estão agora, e eu já podia ter feito isso há tempos. Só agora que me dei conta de que poderia responder cada comentário assim. Aff! Nem eu me aguento no meu abestalhamento!:(

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  11. Paty,
    Li seu post à prestação.
    Lia, chorava, saia, voltava, continuava, chorava, saía, voltava.

    Comecei a ler quando tinha apenas 2comentários. Só termineir agora, pra vc ver!

    Eu costumo dizer que as palavras são o alimento do espírito.

    Dessa vez, eu vou ter indigestão de tanto que comi! E que comilança vc me proporcionou!!!

    Tenho certeza de que seus pais já se orgulham de vc, mesmo não seguindo os padrões que eles esperavam. Os pais (mesmo que não se deem conta) só querem a felicidade dos filhos - mesmo que por caminhos diferentes dos seus.

    Espero que um dia minhas filhas possam sentir por mim metade do orgulho que vc sente pelos seu pais. Se isso acontecer, estarei contente e satisfeita pelo resto da vida e não esperarei mais nada.

    Não tem por que agradecer a indicação do seu post no meu cantinho. Espero que muitas outras pessoas possam ler aquelas suas palavras (e agora essas também), pois foram elas que ecoaram em mim e se tornaram a semente daquele post.

    Respeito sua decisão de não quiser ter filhos. Nada no mundo é mais sério e pra toda vida. Muita mãe por aí deveria ter pensado 2 vezes antes de engravidar.

    Mas não se baseie apenas em Brás Cubas para tomar essa decisão. Vc não tem esse legado de miséria para deixar pra ninguém. Tem sim uma história de luta, de batalha e conquista que orgulharia qualquer filho.

    Paty, decidir ter filho dá um medo danado! Nada na vida me apavorou mais. Querer ser perfeita para esse filho é outra coisa que mete medo. Fica mais fácil quando a gente decide ser só a gente e pronto. Não há modelo a seguir. Não há escola de mães e pais. O principal é ter amor, paciência e saber ouvir, com muito respeito nas diferenças.

    Vc daria uma excelente mãe! Minha mãe me disse isso sobre meu marido, quando o conheceu. Segundo ela, um bom filho será um bom marido e um excelente pai.

    Ela estava certíssima!

    E a Dona Augusta sabe das coisas, viu?

    Muito obrigada pela indicação do meu bloguinho (porque é assim que o vejo perto do seu).

    Como disse a Lidi, se a sua infância foi escassa de recursos materiais, foi mais que farta da fortuna que realmente nos torna ricos.

    Um beijo enorme.

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  12. Releve os errinhos de digitação - concordância e acentuação - estou emocionada!

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  13. Mesmo antes de começar a ler a parte dedicada aos seus pais tenho a impressão de esse post me fará chorar.
    É tão bom ver o amor que nossos pais tem pela gente, que mesmo com todos nossos defeitos eles nos amam, cuidam da gente.
    Sabe, eu tinha (tenho) a mesma imagem do meu pai. Ele também viajou muito quando eu era mais nova (embora ainda viaje) e me lembro de correr pros braços dele quando ele voltava. Minha mãe me conta que eu nem esperava ele colocar a mala no chão, já estava pulando no colo dele e ele se virando para tentar segurar tudo e não deixar cair no chão...
    Ai Pat, eu já comecei a chorar... Pelo que você pode perceber, decidi ir escrevendo o comentário enquanto lia seu texto. Acho que assim conseguimos ser mais fiéis as nossas palavras. E me faz chorar, porque a cada vez que vejo o amor incondicional dos seus pais para com você, lembro do amor dos meus pais... E como é bom ter isso. E como Deus é grandioso por nos permitir viver isso em vida.
    Desculpa, não consigo mais falar... Tô no trabalho, não posso chorar tanto assim aqui.
    Bjitos!

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  14. Acho que todo mundo ai já falou tudo né? Sempre que você fazia pequenos comentários sobre sua infância e adolescência eu me pegava imaginando como devia ser pois você sempre me passou isso, ar de uma pessoa que batalhou pra estar onde está, de uma pessoa que superou os problemas e que não fica só reclamando sem sair do lugar... Claro que esse post de hoje me relevou muito mais coisas, coisas bem mais tristes, coisas pelas quais já passei e sei como foram difíceis de curar... só posso dizer que, tanto vc é sortuda pelos pais que tem como eles tbm são pela filha que criaram! è lindo ver esse amor, essa luta que nunca fez a família desunir. Na verdade eu sinto um pouco de inveja, porque queria ter uma família tão unida assim, que passa junta por cima dos obstáculos!
    Parabéns pelo post Patrícia, foi emocionante de verdade, e lindo, e espero que seus pais realmente leiam isso, pq eles merecem saber como foram e são ótimos exemplos de pais.. xD
    bjusssssssss

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  15. Obrigada por ter me respondido a minha dúvida de como é particepar do TDB. Me animei, vou tentar ano que vem. Você acha que eu tenho uma mínima chance?
    Aah! Tem selinho lá no blog.
    Sem palavras com o post, sério (:

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  16. Ô Claudinha,

    Desculpa ter te feito chorar tanto, meu bem...
    Acho que nasci pra fazer as pessoas chorarem, só pode! =)

    Eu tenho certeza que suas filhas terão tanto ou mais orgulho de você quanto eu tenho dos meus pais, viu.
    Porque vejo o amor que você tem por elas, e seria impossível que elas, filhas de quem são, não fossem sensíveis o suficiente pra reconhecer isso...

    Menina! Eu também acho que tem muita mulher que devia ser esterilizada logo no nascimento. E que não pode ser chamada de mãe nem aqui nem em lugar nenhum.

    Minha decisão não foi baseada só no Brás Cubas não, Claudinha =)
    É que chegou um tempo em que vi que não seria capaz de me doar, assim como minha mãe e você, a outro ser humano.
    Além disso, sabe deus se um dia vou conseguir arrumar a tampa da minha panela [que tenho cá pra mim ser aquelas frigideiras que vem sem tampa xD], quanto mais um homem descente pra poder ser pai...

    Mas fico feliz que você e seu marido tenham sido feitos assim, no número certinho, um pro outro e pras pequenas.

    E eu não duvido de Dona Augusta =)

    'Brigada, viu bonita.
    Suas palavras e sua presença aqui, neste cafofo, me fazem muito, muito feliz.

    Beijão procê!

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  17. Oi Lusinha,
    Desculpa te fazer chorar no trabalho, menina!
    Eu tenho que parar com essa mania de fazer as pessoas chorarem...Ai meu pai...

    Que bom mesmo que a gente tem tanto a agradecer, né?

    Beijo procê!


    Debbys,
    Sabe que lembrei de você depois que fiz o texto? De você me pedindo pra contar um pouco mais da minha infância... Taí.
    Mas você é forte! E eu tenho certeza que sua mãe sempre estará aí, do seu ladinho, toda orgulhosa de você, viu =)

    E 'brigada pela presença constante.
    Beijo procê!

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  18. Lusinha,
    Fui ao seu blog, mas agora que vi que ele está "em obras".
    Aguardo ansiosa seu retorno, viu!
    Beijo.

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  19. Uma das coisas mais lindas que tenho lido nos ultimos tempos.
    Parabens pro papai e a mamae...e parabens tambem pra voce por ter sido tao sincera com vc e com eles.
    E tenho certeza, por tudo que li, que voce vai conquistar muito mais coisas ainda, apesar do frio, da solidao e da saudade.
    beijos

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  20. Vc é mt da sem graça !
    Quer que eu diga o quanto eu to aqui, me segurando pra chorar debaixo do chuveiro ?

    Engraçado, eu não te conheço, alias conheço apenas pelo blog mas ja te acho uma menina sensacional e corajosa que merece tudo de bom.

    E qd vc terminar o seu livro, eu quero ler !

    beiijos

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  21. Patricia,

    São mais de dez horas da noite de quarta-feira. Acabo de ler esse post ( e já tem dois outros aí prá cima). Estou ruminando sobre ele. Tive vontade de dizer várias coisas enquanto lia e mais uma vez, não querendo parecer que faço uso das técnicas de Manuel Carlos e cia para criar suspense em novelísticos trajetos, vou comentar depois. Quero pensar mais no que senti, no que sentirei num segundo olhar, no que tenho vontade de falar sob o impacto da informação que decodifico. Espera um pouquinho. Amanhá estarei por aqui. História interessante, personalidade curiosa, densa, repleta de filigranas que me encantam. É assim que te vejo, menina.

    bjs

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  22. Pati, linda sua trajetória, sua família, sua história. E nem preciso dizer o quanto ainda estou emocionada, né? Já disse mil vezes que você tem o dom para transmitir seus sentimentos e opiniões através das palavras. Não tenho dúvidas que vai longe! Sem fazer comparações, mas somente como ilustração, depois da facul emendei numa pós e não ganhava nada. Consegui um "auxílio" pequenino de uma antiga professora, que me adotou para ajudá-la nas aulas e a para escrever trabalhos para congressos. Fiquei assim 2 anos. Depois veio meu primeiro emprego, freela e temporário. Depois veio o segundo, numa área que eu não me identificava, e então o que dá para chamar como o primeiro e real emprego numa multinacional. De lá, depois de 6 anos de formada, consegui o meu tão sonhado emprego na ANVISA. Mais o que quero dizer é o seguinte, quando temos um objetivo e fazemos por onde, sem sombra de dúvida o alcançamos e é impossível isto não acontecer, porque todos os nossos movimentos são direcionados para esta conquista. Uns demoram mais, outros menos tempo, mas todos alcançam, é só questão de paciência e determinação. E determinada vc é, né? Veja pela sua história. Então, só me resta ficar aqui torcendo para que venha o quanto antes para você, pois merece, e muito! E seus pais, certamente já se orgulham demais de você! Beijão, Fabi.

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  23. Pronto! Demorei, mas retornei para comentar.

    É curioso como amar é tão grandioso e intenso e, também por isso, exige tanto esforço e trabalho. E para amar construímos tantos senões, pequenas ranhuras, declives tortuosos, aclives até cruéis, para no fim simplesmente fazer ver ao outro que amar é dizer-se da forma mais crua, orgânica, real. Lendo sua trajetória/história só vi amorosa crueza, tal qual se faz e desenha a história da vida de todos nós. Os detalhes, as cores, os traços é que são diferentes. Porque no fundo, o que importa mesmo é poder dizer, seja de que forma for, que "eu amo você".
    Linda carta de amor acompanhada de canções como Pai e O Mundo é um Moinho. E, sabe minimamá, sempre é hora e tempo de "assumir e sumir" porque tantas vezes só nos encontramos quando nos perdemos.

    Beijo grande. Vê

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  24. Verônica!
    Você, como sempre, me deixando comentários maravilhosos! Apesar de antes fazer suspense noveleiro, só pra me deixar na espera enlouquecida =)
    Que palavras lindas! Você tem se tornado uma das minhas escritoras favoritas, sabia?
    E obrigada por sempre vir até aqui, e deixar um pouco de sua genialidade registrada...

    Acho mesmo que precisamos nos perder, às vezes, pra encontrar novos caminhos...

    Ótimo final de semana!
    Beijo grande procê!

    Fabi!
    'Brigada, meu bem...
    Todas nós merecemos, pois lutamos todo dia, e fazemos da nossa vida a melhor possível.
    Também torço por você, que é uma mulher forte, e que não tem medo de botar a cara no mundo atrás do que quer.
    Sucesso pra nós!
    Beijão procê.

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  25. Garota, você me fez chorar pra caramba agora, viu?

    Nem te conheço e já te admiro, que coisa!

    Depois falo mais... Agora to ocupada (chorando) rsrs

    Que Deus te abençoe.

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