sábado, 15 de agosto de 2009

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz"...


Companhia Musical

É e O que é, o que é - Gonzaguinha
Ensaboa e Quantas Lágrimas - Marisa Monte e Pastoras da Velha Guarda da Portela [Tia Doca, Tia Surica e Tia Eunice]
Gracias a la vida - Mercedes Sosa
Filtro Solar - Pedro Bial
Non, je ne regrette rien - Cássia Eller

Companhia Literária
"Há impossibilidade de ser além do que se é - no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio, sou mais do que eu, quase normalmente - tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação de meu começo. [...] A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais...." [Clarice Lispector in A Paixão segundo G.H.]


Sabe aqueles dias em que você acorda sorrindo? Dá aqueeeela espreguiçada na cama, e ao passar pelo espelho dá aquele sorrisão largo e gostoso? E então sente o cheirinho do café quentinho saindo do coador, senta pra ver o sol, e sorri?

Mas eu não estou falando da sensação de alegria produzida por algum acontecimento bom [e nem por algum psicotrópico, que fique bem claro]. Há dias em que a gente acorda sorrindo porque recebeu uma promoção no emprego. Porque conseguiu terminar uma tarefa há muito em execução. Porque teve uma boa noite de sono. Porque teve uma boa noite de amor. Porque o filho disse a primeira palavra [embora incompreensível para os falantes de língua portuguesa, mas linda na língua dos pais]. Porque é aniversário da mãe. Não, eu falo daqueles dias em que você sorri pelo simples [e tão complexo] fato de estar vivo.

A gente vive uma vida de atleta, mesmo sem se dar conta. Como se todos os dias tivesse que correr uma maratona com barreiras. E vai, com a força máxima, pulando os obstáculos, sem olhar pros lados, ganhando medalhas. Chega a noite, deita a cabeça cansada no travesseiro, e dorme como uma pedra.

E a gente se esquece de agradecer. Seja agradecer a uma entidade, a um deus, às pessoas que estão ao nosso lado, ou a nós mesmos. A gente esquece que a vida é sim uma dádiva, um presente; talvez o melhor presente que nossos pais no deram [melhor até que aquele que você pediu ao Papai Noel no alto de sua ingenuidade infantil].

Nunca li um livro de "auto-ajuda" inteiro. Não que eu os despreze. De modo algum. Acho que qualquer leitura é válida desde que enriqueça e preencha a alma daquele que a lê. Mas prefiro a ajuda das personagens de livros de ficção. Prefiro aprender a não ser desconfiada do mundo com o Bentinho. Aprender que a loucura é apenas mais uma das características de qualquer humano com o Dr. Bacamarte. Aprender que muitas vezes o homem é sujo e desprezível com o homem do subsolo de Dostoiévski.

Aquela coisa de catarse, sabe? Oi? Ah, não sabe? Então... Os gregos inventaram o teatro, a tragédia e a comédia, com a intenção de ensinar valores às pessoas. Assim, sempre que um espectador visse as características de uma personagem, ele iria se reconhecer. Se a personagem fosse má, ela teria um triste fim, para ensinar aos cidadãos que as maldades são pagas com dor e morte. E ao se reconhecer na personagem, o espectador sofreria uma catarse, um sentimento daqueles que vem lá do fundo, embrulhando nosso estômago, e acende a luzinha da nossa cachola, nos fazendo refletir.

Por que falei dos livros de auto-ajuda? Porque acredito, que eles são, na verdade, uma fonte pras pessoas lembrarem daquilo que já sabem, ou daquilo que já lhes foi ensinado. Muitos discursos presentes nesses livros saíram da boca de nossos avós, de nossos pais, ou de pessoas mais sábias do que nós.

E um desses discursos é o velho [mas não caduco] "não faça ao próximo aquilo que não gostaria que fizessem com você", que aprendi com papai e mamãe desde muito pequena, e que, se eu precisasse escolher um lema de vida, ele o seria. Discurso esse também apropriado pelos "segredos editoriais".

Me parece tão simples pensar que aquilo que eu faço será refletido. Como se o mundo fosse um espelho, que reflete aquilo que fazemos a ele. Se sorrirmos pro espelho, ele devolverá nosso sorriso, ainda mais brilhante. Se metermos a mão na cara dele, ele nos devolverá o soco em forma de dor e sangue.

E há algum tempo, eu escolhi dar ao espelho sorrisos. Sorrisos de gratidão, de alegria, de aprendizado. Deixei de reclamar ao léu, pra reclamar sobre aquilo que precisa ser mudado, e ajudar a mudar. Porque, de nada adianta fazer cara feia pro problema se você não tem uma solução pra ele. É gasto de energia à toa. Assim como deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes. É tão melhor economizar água, como economizar descontentamento.

Decidi retribuir os presentes do mundo com minha alegria. Com meu sorriso sincero de saber que estou viva, VIVA! Em constante mutação. Como uma alquimista, transformando o sofrimento e a dor em aprendizado.

Não que a gente deva tomar placebos imaginários, e viver sorrindo pra tudo. Mas é tão bom sentir, lá no fundo, que somos sortudos, eu e você, por estarmos participando da construção do mundo. Talvez nossos nomes não figurem nos livros de História de daqui a cem anos; mas ainda assim, é bom saber que a gente ajudou em alguma coisa, não é?

Que seja não atrapalhando. Que seja botando a boca no trombone e recobrando a lucidez daqueles que acham que o governo atual é o melhor que podemos ter. Que seja ensinado pra uma criança que ela deve ter respeito com os mais velhos, pois eles são sua fonte de sabedoria mais próxima. Que seja cuidando da própria vida e deixando o outro cuidar da dele.

É por isso que estou procurando uma instituição pra ser voluntária. Afinal de contas, hoje eu tenho o que sempre aleguei me faltar: tempo. E quero ajudar em algum asilo de idosos, pois acredito que eles têm tanto a me ensinar, e ao mesmo tempo, são tratados como quinquilharias. Claro que existem idosos que desonram a classe, mas isso acontece com qualquer espécie de classificação deste mundo. Mas, de modo geral, acredito que ouvir os idosos é uma forma de conhecer o passado. De saber de histórias que não vivemos, mas que tem tanto a nos ensinar.

Esse é um dos tantos outros modos que encontrei de ajudar, de fazer parte do mundo. Porque eu não posso, e não vou, ficar aqui, sentada em minha cadeira confortável, reclamando que o mundo vai de mal a pior sem fazer nada. E também não vou "chorar de barriga cheia". [como diria o mestre Pagodinho]. Afinal de contas, [in]felizmente, eu sei o que é passar fome. Eu sei o que é dormir num colchão no chão. Eu sei o que é passar frio. Eu senti na pele o que é a pobreza material. Mas nunca soube o que é a pobreza espiritual. Mesmo nos momentos em que a fome me tomava conta, me lembrava que tenho minha [in]sanidade intacta, e que sou capaz de lutar sempre, pra ser mais e melhor, e pra ajudar o mundo a ser melhor também.

Não falo isso pra me vangloriar por ter superado as tristezas e mazelas da vida, não viu. Afinal de contas, tem gente muito pior. Falo porque não sei falar sobre o mundo sem me incluir nele. E porque não consigo engolir o discurso da "minoria" de que é difícil conseguir ser alguém na vida. É claro que é difícil, uai! Ser qualquer um é fácil, é cômodo. Basta chamar todo mundo de companheiro e fingir que o país é uma grande favela. Agora, pra ser alguém, e pra se orgulhar de ser alguém, é preciso muita coragem e muito talento. Quem disse que não é preciso ter talento pra viver?!

E não é porque existem pedras no caminho, que iremos ficar cabisbaixos e casmurros esperando que alguém as retire. Vá lá e faça uma coleção de pedras. Ou então pegue as pedras e construa uma casinha pros seus sonhos. Só não deixe nunca de sorrir e agradecer. Não espere pra agradecer por sua saúde quando vir aquelas matérias sobre deficientes físicos ou doentes terminais. Não espere pra agradecer por seu alimento quando vir uma matéria sobre a fome na África. Não espere pra dizer aos seus pais que você os ama quando eles estiverem serenos deitados em um caixão.

Não espere pra viver! Viva agora! 'Tá cansado do seu cabelo? Corta! 'Tá cansado do seu trabalho? Estude mais, procure outras oportunidades! 'Tá cansado da sua vida? Reinvente-a! Só não deixe de viver, de se sentir sempre incomodado, de sempre ter perguntas, não importando se encontrará as respostas. Porque a vida, esse substantivo de uma abstração tão concreta, nos é dada quando nascemos. Mas o viver, verbo difícil, tinhoso, danado, esse precisa de um sujeito ativo que o conjugue, do contrário vira só mais uma palavra no reino distante dos verbos regulares da segunda conjugação...


Crédito da imagem: Da senhora minha mãe, em 1986, registrando o momento em que a pequenina Patrícia Pirota aprendia que a vida é uma alegria tão simples e bonita quanto uma flor.

Crédito por eu começar a colocar imagens nos posts: Fabi, do Favas Design. 'Brigada pela dica, Fabi! Comecei com uma, depois a gente evolui, né.

[Atualizando: Ontem, no Altas Horas, o Dan Stulbach disse uma frase de seu personagem de Tempos de Paz que me parece muito propícia pra esse post: "Eu não vivi. Eu estive presente. Eu colecionei lembranças".

Achei lindo! E me deu mais vontade ainda de assistir o filme. Decidi, de uma vez por todas, que não quero colecionar lembranças. Quero mesmo é ter histórias vividas e vívidas pra contar...]

[Atualizando 2: Estava aqui, ouvindo Vinícius, e não pude deixar de relacionar o Samba da Benção com o post. Por isso, abaixo vai uma das estrofes dessa música que mais gosto. Além de ser uma das maiores genialidades do Vinícius, na minha modesta opinião...
"Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida"
[Vinícius de Moraes in Samba da Benção]

31 comentários:

  1. Falou TUDO o que todos deveriam ler todos os dias... Viver é fantástico,e eu não sei como as pessoas não enxergam isso!
    Adorei demais Patty, Bjin
    =*

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  2. Aiii Patrícia, será que você acredita se eu admitir que chorei lendo seu texto? Sim, chorei, primeiro porque eu estava precisando que alguém me falasse, mesmo que indiretamente, que eu preciso aprender a me reerguer. Sei lá sabe, eu acostumei a ser forte demais e a enxugar as lágrimas e seguir em frente, mas s vezes eu acabo me acomodando no fundo do poço, mesmo que seja ruim. E olha, seu texto me deu um bom safanão!
    Sabe, eu sei que pode ser ruim escrever sobre isso, mas gostaria muito que um dia você falasse mais da sua infância, porque você me parece o exemplo perfeito de quem mostrou ao mundo que comodidade é furada!!!
    E eu adorei a nova cara do blog.. Esse topo ficou uma lindeza!!!!! hehehehehe.. ^^
    bjinhusss

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  3. Isso...Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Acredito nessas palavras.

    Gostei muito de conhecer o seu blog, já sou um seguidor pois, quero voltar outras vezes.


    Abraços


    Hugo

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  4. Lua,

    Que saudade de vc, menina!

    Acho que as pessoas não enxergam porque tem hipermetropia. Porque me parece que esta é uma verdade que está beeeem na frente do nosso nariz =)

    Bjão pra vc!

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  5. Oi Debbys!

    Ai menina. Eu acredito sim, porque eu também chorei quando cheguei a essa conclusão =)

    Mas ó. Todo mundo tem o direito de ficar quietinho no fundo do poço vez ou outra, viu.
    Só acho que não é muito saudável viver lá. O trem é escuro, e úmido...

    'Brigada pelo "exemplo", Debbys.
    Mas tenho cá pra mim que sou só mais uma "severina" que conseguiu fazer o que quis, sabe...
    E me considero uma pessoa com uma sorte absurda de ter os pais que tenho, sem os quais, eu não teria aprendido nada.
    Mas eu estava mesmo pensando em fazer um post sobre quando era pequena....Logo faço, 'tá.

    Que bom que gostou do novo visual!

    Beijão pra vc!

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  6. Oi Hugo!

    Seja bem-vindo!

    'Brigada pela visita e pelo comentário. Volte sempre pro café, viu. =)

    Bjo.

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  7. Pois é... nada como sair descabelada num sábado de manhã e ouvir que você é um belo objeto opaco... fiquei comovida! hahaha
    Ah.. eu já tinha visto a indicação... recebi uns comentários desse intercâmbio de leitores... mas tinha sido sugada por aquela dimensão negra corporativa....e não conseguir vir aqui antes deixar aquelas agradecimentos todos... mas obrigada mesmo pelas palavras gentis... um dia será minha marqueteira.. que é pra esconder que sou uma fraude...hahahaha

    Beijos =)

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  8. Seu texto é T-U-D-O !!
    Amei demaiis...
    E vc pequetitaa ??
    Que liindo =))

    Eu adorei o novo topo !
    Cute cute...

    E sobre o texto, eu acho q o ser humano não se valoriza mais, acorda rabugento não agradece o fato de estar vivoo !

    beiijos Paatriiiiiicia ! =)

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  9. Paty!

    Nem acredito que fiquei um post sem comentar. Esse fds foi movimentado. Tive uns probleminhas de saúde, nada grave. Mas já estou melhor.

    Parabéns pelo novo visual do AindaMininamá. Vc era uma gracinha aos 4 anos, quase tão fofa quanto é hoje!

    Seu post está delicioso, muito verdadeiro e oportuno. Afinal, como disse John Lennon, "a vida é aquilo que acontece enquanto vc faz planos para o futuro".

    Sei que vc disse não gostar de livros de auto-ajuda, mas já leu "O Segredo"? Ela fala exatamente disso que vc acabou de escrever. Sua postura diante do universo determina o que vc espera dele. Se fica triste e conformado de que não chegará a lugar nenhum, realmente não vai lhe acontecer nada de novo. Se espera e confia em progressos, eles lhe batem á porta.

    "É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe"!!!!

    Sabe, não sei se lhe contei mas eu já tive depressão (alguns meses depois da Maria Clara nascer). Durante a terapia, uma das primeiras coisas que minha psicóloga propôs foi arrumar meu guarda-roupa, depois minha casa. Jogar fora o que não usava mais, desentravar energias velhas, abrir espaço para o novo.

    Concordo plenamente com sua visão de consumo de mundo. Meu lema é o do Palu, aquele ursinho do Mogli, da Disney, lembra? "Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais". Acredito que somos tão mais felizes quanto de menos precisamos. É como disse Saint Exupéry: "o essencial é invísivel aos olhos".

    Vejo a vida como uma viagem, se colocamos muitas coisas na mochila, ela será bem desconfortável. Se levarmos (nos apegarmos) apenas o(ao) necessário, ela será do jeito que deve ser: divertida, leve, emocionante.

    Que maneira legal de passar a noite de domingo a Sra. me proporcionou. Seu psot me levou a refletir e me lembrou que tb ando precisando fazer uma faxininha em minha casa/vida.

    Um abraço fraterno e muito beijinhos.

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  10. Eita que tú era linda, heim?! Uma florzinha mesmo.

    Fala sério se Dan Stulbach não é fofo demais, adoro homem carismático e intelignete, nme precisa ser bonito, que ter só esse algo mais.

    É louvável a atitude de querer fazer o bem e se doar. A satisfação e o prazer em ser útil compensa qualquer esforço, qualquer cansaço.

    Bjs

    Ah, vi que vc tem respondido os comentário no próprio blog, realmente me perco, pois sou afoita e só abro os comentários quando irei fazer. Vou me educar, prometo.

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  11. Oi Mah...

    Sabe que ontem eu saí no melhor estilo "mendiga da estrela" pra comprar pão, e lembrei de vc? Só que aqui tenho que sair de havaianas e meias, por causa do frio, o que me deixa mais graciosa =)
    E fiquei esperando alguém vir falar da minha sombra.Mas tenha cá pra mim que isso só acontece com vc!

    Ó, sei não se sirvo pra marqueteira viu... Mas a gente tenta =)

    Bjo!

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  12. Oi Pati, tudo bem!?
    Puxa, estou atrasado com a leitura aqui no Minima Má... a casa está de visual novo e eu nem aproveitei as mundanças. A propósito parabéns, adorei o novo logo!

    É engraçado, acho que gosto de ler seu blog porque de certa forma sempre me identifico com algo que vc escreve. Sabe que nas 3 últimas semanas eu estava me sentindo assim, feliz, sem motivo. Na verdade acho que era por causa uma série de eventos, mas não um em particular... como se um completasse o outro. E é muito bom sentir isso, realmente nos faz lembrar que estamos vivos e que viver é bom.

    Quanto ao ditado "não faça ao próximo aquilo que não gostaria que fizessem com você" acho que ele é bem verdadeiro, se pensarmos de maneira mais científica podemos fazer uma paralelo com a lei de ação e reação, para cada ação existe sempre uma força de reação contrária e de mesma intensidade que irá agir sobre o corpo, ou nesse caso, na vida de qualquer indivíduo.

    Achei demais sua iniciativa de fazer algo para tornar o mundo e a sua vida melhor :)
    Como certeza vc levará sorriso às pessoas e trará sorrisos para a sua vida.

    beijos

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  13. M.

    'Brigada, meu bem!
    Pena que a gente cresce né =)

    Bjo!!!

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  14. Claudinha!!!

    Que saudade docê!

    O que aconteceu com sua saúdde? Você está bem mesmo?

    Ó, delícia foi ler seu comentário, viu!
    Eita quanta referência bacana...
    E me deu uma saudaaaade de assistir Mogli!

    Sobre "O Segredo", foi ele mesmo que fez descobrir que, no fundo, a gente já sabe o que os livros de auto-ajuda querem nos dizer.
    Quando li as primeiras páginas dele, vi que aquilo era só uma adaptação da lei da ação e reação [que o Fá bio falou ali em cima], e da Lei do 3 vezes 3, propagada pela Wicca...
    Mas acho que se eles fazem bem pra quem o lê, é ótimo!

    Eu gostei tanto da coisa da vida se ruma viagem, e da mochila! Muito mesmo... Vou deixar minha mochila mais leve =)

    Tenha uma ótima semana!!!
    Beijo!

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  15. Oi Rosi,

    Acho o Dan Stulbach um puta ator. Não tem um papel que ele faça que eu não ache ótimo!

    Pois é. Eu estou respondendo os comentários aqui, porque vi em outros blogs, e achei que a interação fica bacana.
    Mas não vou deixar de responder nos blogs dos "comentaristas" não, viu... Então não precisa se preocupar em abrir os comentários antigos...

    Boa semana!
    Beijo!

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  16. Oi Fábio!

    'Brigada, menino!
    Pra ser sincera eu fiquei apaixonada pelo novo logo... Meio coisa de narciso =)

    Gostei muito de vc ter citado a lei da ação e reação. Acredito muito nela também. Aliás, já te disse que adoro Física? No vestibular, fiquei entre fazer Letras na Federal ou Física no ITA.
    Mas meu pai não me deixou mudar de cidade.
    Mas quando eu ficar mais velha, vou fazer Física, só pra satisfação pessoal...

    E sobre ajudar as pessoas. Eu acho que se a gente puder fazer um mínimo que seja, já é muito...

    Boa semana!
    Beijo!

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  17. Obrigada pelos parabéns, Patrícia
    Realmente receber aqueles prêmios foi maravilhoso pra mim.
    Bjs

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  18. Acho que no meio dessa loucura toda somos sobrevivente, mas, além, somos vencedores!
    Não gosto de livros de auto-ajuda, porque não acho que seja um livro que irá me ajudar em alguma coisa. Não um livro para esse fim. Porque acredito no poder de um livro mudar a "vida" de uma pessoa; Quando Nietzsche Chorou causou isso em mim. Pode até ser preconceito da minha parte, mas...
    Também sou da opinião que não devemos esperar algo bom para acontecer para termos motivos suficientes e considerar-nos alegres.
    Bjitos!

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  19. OI, Paty, não foi nada sério, como eu disse: tive uma crise de labirintite, talvez causada pelo hipotireoidismo, que desencadeou em enxaqueca. Isso mais a gripe que atacou todos aqui em casa. Pense num fds borocoxô!

    Olha Paty, toda vez que vejo vc falando de superar adversidades venho com vontade de te contar a história de meu pai e acabo falando de outras coisas e esqueço...

    Hoje, relendo teu post não vou esquecer. Concordo com vc que dificuldades não são desculpas pra fazer ninguém preguiçoso e acomodado. Que, mesmo para os menos afortunados, há chances de prosperar.

    Nunca passei fome, mas meu pai já. Ele veio do interior do estado para a Capital, com seus 9 irmãos e meus avós, em busca de melhores condições de vida. Começou a trabalhar aos 9 anos e por isso acabou parando os estudos. Seguiu um caminho diferente do seu, mas conseguiu prosperar nos negócios.

    Começou entregando pão de bicicleta, depois comprou uma kombi, alugou uma vendinha, depois alugou uma padaria, depois construiu a sua prória, depois a segunda, a terceira e assim foi.

    Quando eu estava no colégio, tinha até vergonha de ver meu pai falando tão errado perto dos pais das minhas amigas, tão letrados.

    Depois eu percebi que sua cultura era diferente. Sua riqueza vinha de dentro e explodia em experiência e lições que ele tinha aprendido na pele, não nos livros.

    Ele é entendido de tudo um pouco: mexe em mecânica, em eletricidade, em construção, em padaria, em fazenda... e nunca leu um livro. é autodidata nato.

    Puxei dele a vontade de ser independente e a força de lutar pelos meus sonhos e me orgulho muito de todas as lições que ele me ensinou, a custo de muito suor e trabalho honesto.

    Nunca o vi se queixar de que o mundo fosse injusto ou menos acessível. Ao contrário, ele sempre nos dizia que as coisas não caem do céu.

    Acho que ele teria outro final se tivesse recebido bolsa família, bolsa cultura e outras esmolas desse governo atual.

    Deve-se ensinar a pescar e não entregar o peixe de bandeja. Meu pai não facilitou pra nenhum dos seus 5 filhos. E hoje eu lhe agradeço por isso também. Só damos valor verdadeiro ao que conquistamos com nosso esforço. Não é mesmo?

    Bjs

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  20. Pati! Que texto lindo! Fiquei emocionada do início ao fim. De início pela companhia musical, amo Mercedes Sosa! Já te contei da minha fase cantora? :) Meu irmão tem uma sensibilidade musical aguçada, e desde pequeno aprendeu sozinho a tocar vários instrumentos musicais, mas, incompreensivelmente, não tem boa voz. Eu, pelo contrário, sempre tive um ouvido muito bom, e consigo reproduzir bem com a voz os tons que ouço, mas em compensaç ão não toco nada. Que coisa,né?:) Então, o que fazíamos era nos juntar. Ele tocava e eu cantava. Ficava bom, menina!:) Cheguei a fazer 2 anos de aulas de canto, sempre incentivada por ele, mas acabei achando que não teria muito jeito p/ uma vida de cantora. Mas, onde queria chegar é que através dele descobri a Mercedes Sosa. Tocávamos muito Milton, O Clube da Esquina, sempre gostei muito de MPB, então numa dessas conheci "Volver a los 17" e ""Sueño Con Serpientes", que ainda traz uma introdução de Bertolt Brecht maravilhosa, que me cativou. Até hj me emociono muito qd a escuto, pq me relembro desta boa fase da minha vida. E Marisa? Bem, meu professor de canto odiava ela, me fazia cantar todo repertório da Elis, mas eu, fã incondiconal da Marisa, o irritava por vezes o contrariando e cantando as músicas do disco "Mais". :) Era bem contestadora e rebelde nesta época.
    O, meu Deus! Só vc mesma Pati, p/ me fazer escrever tanto e relembrar a adolescência.Aliás, este seu texto me fez desejar conhecer um pouco mais da história de sua vida, sua infância, adolescência... Curioso como aprendemos com a vida alheia. Adorei o que falou sobre livros de auto ajuda, penso como vc, mas já recorri à eles numa fase difícil e insegura que passei. Acho q por mais q saibamos as respostas, nem sempre elas estão tão claras, e estes livros são um caminho mais fácil p/as relembrarmos, não é preciso pensar muito,sabe? Coisa de preguiçoso. Mas concordo com vc, muito melhor a catarse, certamente tem mais impacto e resultado.
    Pati, obrigada pelos créditos, fiquei bem feliz, mas os créditos reais não são meus, né? São seus, do Felipe, e da sua mãe, que além de registrar esta criança fofíssima, ainda foi responsável por dá a base e valores que fizeram uma pessoa tão especial como vc. Menina, como vc escreve bem! Fico boba com a facilidade que tem com as palavreas, em expressar seus sentimentos e opiniões. Parabéns! Saiba que os elogios são sinceros e poucos. Beijão! Fabi.

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  21. 'ooi, tudo bom?
    tem post novo lá no blog, dá a sua opinião.
    Assim... posso perguntar uma coisa? Como é participar do TDB?

    beijos,
    Sofia
    www.pirulito-no-palito.blogspot.com '

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  22. Simplesmente maravilhoso esse texto. Perfeito pra quem é feliz e perfeito pra quem acha que felicidade nao existe.
    E perfeito para que algumas pessoas abram os olhos para o mundo.
    Parabens "Minina".

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  23. oi Pati, tudo bem!?
    Putz, que legal saber que vc gosta de física. Olha, é um curso puxado, e não dá dinheiro no futuro, ams já que é só para satisfação pessoal, eu recomendo que vc faça :)

    Caraca, nós temos muito em comum...
    Eu fiz física, depois que me formei comecei a fazer letras, com a idéia de estudar histórias em quadrinhos... mas uma coisa levou a outra, acabei parando o curso na metade e agora estou terminando o doutorado em física.

    beijão

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  24. Rosi,

    Parabéns de novo, viu bonita.
    Beijo procê.

    Lusinha...
    Acho que não existe preconceito. As pessoas têm gostos diferentes, né.
    Beijo procê.

    Ô Claudinha...
    'Brigada por compartilhar comigo a história de seu pai, mulher...
    É sempre muito bom saber da história de gente que com trabalho e caráter venceu na vida.
    Assim a gente sabe que é sempre possível...
    Beijo, nega!

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  25. Fabi!!!
    Que bom que o texto te trouxe boas lembranças, mulher...
    Fico feliz.
    E gostei de saber da sua história de cantora...
    E os créditos foram merecidos, uai! A idéia foi sua.
    Mesmo assim, 'brigada pelos elogios, viu.
    Sobre a minha "história". logo vem novidades por aí =)

    Beijo grandão procê!

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  26. Oi Sofia,
    tudo bem...

    Ó, participar do TDB é uma delícia... Mesmo pra mim, que já passei da idade de ler Capricho...
    A gente aprende a ser mais responsável, porque as pautas têm prazos. A escrever mais em pouco espaço, e conhece muita gente bacana...
    Se inscreva esse ano =)
    Bjo.

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  27. Margaret,
    'Brigada pela visita e pelo comentário!
    Beijo pra você.

    Fábio,
    Mas veja só, quanta coisa em comum, menino!
    Sobre o que é sua tese?
    Beijo.

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  28. Isso aí, bonita!
    Lindo o texto!
    Eu só consigo pensar na sensação de finitude da vida que me é tão familiar, tão próxima. Depois do que aconteceu com minha irmã, com apenas 26 anos e a vida inteira pela frente, mudei meu jeito de ver a vida.

    A gente sabe que a vida em sua essência é tudo o que temos de mais importante, mas parece que esse “saber” fica no subconsciente, no segundo plano, num canto “nãoseionde”...

    Na maioria das vezes não encaramos isso com a lucidez que você encarou, e como acho que encaro. Mas precisei sentir a morte perto de mim para perceber isso, e que bom que contigo isso não foi necessário...

    Vivamos nossas vidas, sejamos gratos e, clichês a parte, tem um monte de coisas nessa vida que são mesmo uma besteira sem tamanho... o importante é estar vivo, dia após dia...

    Belíssimo post, belíssimo!!!

    Acabei de atualizar um post que preparei para publicar amanhã. Post de fim de semana, sabe?

    Estamos em mesma sintonia?

    Guardadas as devidas proporções em termos de talento literário para falar de sentimentos e o que vai pela alma, falei do aspecto de contemplação da essência da vida. Do que vale a pena. Achei oportuno indicar seu post como sugestão de leitura, e eu o fiz. Está linkado e amanhã publico.

    Obrigada pelos exercícios de reflexão que você propõe, isso me enriquece muito.
    Beijos, bonita!

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  29. Obrigada, Lidi. Pelas palavras, pelos elogios, e, principalmente, por me fazer ver que minhas palavras ecoam.
    No fundo, isso é o mais importante de escrever. Ver que nossa alma vai, livre, passear em outra. E o melhor! Volta sempre cheia de aprendizado. Porque sempre aprendo muito com você.
    Nessa nossa troca virtual, que trago sempre pra vida de fora da tela. O que quer dizer que, mesmo não estando materializada ao meu lado, você, de uma forma ou outra, sempre está presente…

    Bom final de semana!
    Beijo procê, bonita!

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  30. Que texto delicioso, estava lendo o Bicha Fêmea e vim parar aqui e fiquei para poder ler mais e acompanhar. Lindo Fim de semana para você e sua família.

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Entre e fique à vontade!
'Bora prosear, porque esse blog também é seu.
Obrigada por sua visita, e por sua opinião.
Seu comentário será respondido aqui, nesse espacinho, assim que possível.
Um beijo procê!

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