sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Estou viva! E dando entrevista no Mundinho Particular!

Companhia Musical
I will survive - Cake
Singin' in the rain - Genne Kelly
Hallelluja - Jeff Buckley
Dreams - The Cranberries
Spendig my time - Roxette

Companhia Literária
"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes." [Machado de Assis in Memórias Póstumas de Brás Cubas]


Ai que saudade desse canto aqui e de você! Muita mesmo, daquelas que fazem o coração de gengibre até se sentir apertado! Mas a última semana e meia não foi nada fácil. As tempestades que assolaram o país também trouxeram nuvens negras sobre minha cabeça.
A qualificação foi boa, mas explosiva. Recebi muitos elogios. Tive que enfrentar diferenças de posições teóricas. E aprender que sou humana. Confesso que foi bastante difícil ver o fruto do meu trabalho de 1 ano e meio sendo avaliado, ainda que a avaliação tenha sido pra lá de boa. Mas longe de estar acabada, a Dona Dissertação ainda vai me dar muito trabalho nos próximos seis meses.
Tenho cá pra mim que tive uma espécie de "depressão pós-qualificação", pois não conseguia [ainda não consigo] ficar em frente ao computador por mais de 15 minutos. Além disso, os raios e trovões me lembravam minhas bisavós [que nasceram no século retrasado] me mandando desligar todos os aparelhos eletrônicos da tomada, e esconder os espelhos.
Peço desculpas por não ter ido até o seu canto, prosear com você. Mas  tenho certeza que você me desculpa. Não é?!
Este post vai ser bem pequenino. Só o escrevi pra avisar que estou viva [ao menos acho que sim]. Pra pedir desculpas pela ausência e pra avisar que recebi um presente muito, muito querido.
A Rosi, do Mundinho Particular, me convidou para dar uma entrevista. Fiquei toda prosa, porque as pessoas que já passaram lá no Mundinho são pessoas com histórias incríveis. Vai lá dar uma conferida! A entrevista é sobre minha vida de professora e estudante. Aproveite pra conferir o restante do blog, que é muito, muito bom!
E por agora é só. Ainda não consigo ficar muito tempo em frente ao computador. Além da pseudo "depressão pós-qualificação", tenho dores gigantescas nas costas, que me obrigam a ficar deitada. Mas prometo que volto logo. Pra responder os comentários tão gostosos que foram deixados na caixinha do correio. E pra visitar o seu espaço. Ah sim! E pra contar as histórias dessa estrupícia aqui, que descobriu que sem os amigos que fez nessa blogosfera a vida fica sem graça e sem cor.
Só pra lembrar... Vai lá no Mundinho da Rosi, vai!
"Agora diga tchau, Lilica.
Tchau Lilica!"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Entre e fique à vontade...

Companhia Musical
Ogum - Zeca Pagodinho e Jorge Ben
Lua de Ogum - Zeca Pagodinho
Jorge da Capadócia - Jorge Ben Jor
Mamãe Oxum - Zeca Baleiro
Abertura do álbum Os Afro sambas - Baden Powell e Vinícius de Moraes

Companhia Literária
"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, e não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida." [Fernando Pessoa]


Elaiá. A Patrícia sumiu de novo? Pois é, meu bem. Caí mais uma vez no buraco negro do mestrado. Mas não pense que não senti falta daqui, viu! Senti e muita! Mas não queria apenas escrever um post, porque o que mais gosto dessa nossa sala, é a prosa que vem depois do post. Dos diálogos entre os comentários. Da troca de idéias e opiniões. E principalmente da sua presença.
Peço desculpas pelo sumiço também dos outros blogs. Mas me recuso a ler superficialmente, e deixar um comentário "por deixar". Gosto de ir na sua casa pra papear sem tempo pra acabar. E, infelizmente, tenho tido problemas com o planejamento do meu tempo. O estrupício se transformou em areia, que me escorre entre os dedos. Mas deixa estar! Agora não tem mais conversa com ele. Vou mostrar quem é que manda nesse trem!
Preciso aproveitar pra agradecer a duas mocinhas que fazem parte da blogosfera. A Debbys, do Cotidiano Insano, e a Lusinha, do Lusinha.com.br [que mudou de endereço e nem me avisou, né sem vergonha!]. As duas indicaram meu blog na lista que fizeram pra o Blog Day. Infelizmente, vi atrasado, e não pude agradecer em tempo [quase] real, e nem participar do Blog Day também. Mas deixo aqui meu sincero e faceiro agradecimento, por terem lembrado deste cafofo aqui, e pelas palavras tão bacanas que falaram sobre mim e sobre o Ainda MininaMá. Muito obrigada, meninas!
O post de hoje é daqueles pra matar a curiosidade. Lembra quando contei sobre meu sofá novo? Então, decidi mostrar o bichinho pra você. E tem mais! Como eu sempre falo sobre minhas plantas, e também sobre a rede, resolvi mostrar um pouquinho da minha sala "real", já que ela é uma extensão deste cafofo virtual [ou seria o contrário?!].
Assim, quem já é de casa, pode conhecer um pouco mais. E quem ainda é envergonhado, e não se sentiu à vontade pra participar das prosas, pode participar, e perder a vergonha de fazer parte desse cafofo...
Mas, ó! Não repare na simplicidade, viu! É uma casa muito engraçada, mas ao menos tem teto. Não é nenhum modelo de decoração, porque se um decorador vir minha casa é capaz de cair duro! Mas é meu cantinho, pelo qual tenho muito carinho.
'Bora lá fazer um "tour" pelo cafofo? Eu vou mostrando as fotos e explicando, tá?
 
Essas são minhas "housemates", as Donas Plantinhas. Elas ficam sobre uma mesinha, que fica ao lado da porta de entrada, onde bate sol apenas pela manhã [quando faz sol em Curitiba, é claro...]. Assim, minhas visitas já ficam felizes antes mesmo de entrar.  Os caldeirões são herança da minha bisavó. E o Sr. Gnomo é o guardião oficial do meu mini-jardim. Deixa eu apresentar cada uma pra você? Da esquerda pra direita [em sentido zigue-zague].
1. Manjericão roxo - essa ganhei do meu amigo, de presente de páscoa [pra quê ganhar chocolate quando se pode ganhar um presente tão original quanto uma planta?!]. Quando ela chegou, era bem pequenina, e sem flores. Agora a bichinha já dá uma flores roxas lindas! Eu uso sempre pra fazer molhos brancos. Além de usar as folhas que caem pra perfumar a casa [como as folhas de todas as outras plantas].
2. Hortelã pimenta - essa eu peguei do quintal de uma senhorinha. Arranquei uma raiz porque achei cheirosa. E só quando cheguei em casa que descobri que a mocinha dá um chá delicioso! Além de ser ótima pra colocar no quibe.
3. Rosa - essa do meio tem uma história peculiar. Tenho um amigo que, na maioria das vezes que vem em casa, me traz uma rosa, pra que eu a coloque em um vaso na sala. Depois que elas murcham, eu sempre retiro as pétalas pra tomar banho, e uma vez peguei o caule que restou e finquei no "vaso dos milagres". Depois de um tempo, qual não foi minha surpresa em ver que a Dona Rosa tinha criado raiz! Assim, de repente, por livre e espontânea vontade! Fiquei muito feliz, porque reza a lenda que as rosas são flores difíceis de "pegar". Não fosse o meu amor por todas as plantinhas, diria que ela passou a ser minha favorita. Já está quase dando botões! E já tem espinhos. Talvez pra me mostrar que a vida é cheia de espinhos sim, mas que a beleza dela compensa qualquer coisa.
4. Arruda - essa eu comprei no mercado. Era um vasinho bem pequeno, com uma mudinha. A bichinha foi crescendo, e já está bem grande. Sempre que chego ou saio de casa, passo a mão por suas folhas, pra "soltar" o seu aroma, e pedir sua proteção.
5. Espada de São Jorge - essa "surrupiei" de uma calçada aqui perto de casa. Sempre fui apaixonada por essa planta, e como sempre fui uma criança boazinha, nunca apanhei com ela. Além disso, sou devota do Santo. Ao lado dela fica um cristal, pra iluminar os caminhos que São Jorge/Ogum me abre.
6. Begônia - essa, literalmente, caiu dos céus! Um belo dia, ao sair de casa, vejo um vaso espatifado na minha varanda. A vizinha havia deixado o vaso no parapeito, e o vento provavelmente o derrubou. Veio com fitinha vermelha e tudo! Deixei no quintal por três dias. Como a dona não veio buscar, considerei que era um presente dos deuses pra mim. A retirei do vaso quebrado, e plantei em um vaso novo. Desde então ela está faceira, e acho que gostou da nova dona.
7. Árvore da Fortuna - presente do brother Ricardo, que além de amigo das antigas, compartilha minha paixão por plantas [o manjericão foi presente dele também]. Essa ele trouxe lá de Campo Grande. Espero que ela cresça e me traga riquezas, porque a minha conta bancária só anda me mostrando a língua, a estrupícia!
8. Vaso dos milagres - esse vasinho pequeno eu uso pra colocar as plantas que caem dos galhos, ou então os caules das flores que pego na rua para enfeitar a sala. Vai que elas se sentem felizes e acabam renascendo?
9. Hortelã - foi a primeira que plantei, junto com o Alecrim. Ela sofreu muito com o frio, mas agora está firme e forte. Além de usar pra fazer chá, ela é cheirosa que só.
10. Alecrim - reza a lenda que só pessoas de bom coração conseguem fazer um pé de Alecrim sobreviver. Não vou duvidar da lenda, não é?! Além disso, a bichinha é boa pra fazer chá contra a gripe.
11. Manjericão [ou Alfavaca] - essa que já é quase uma árvore, chegou aqui em apenas um galho. Peguei da mesma calçada que a Espada de São Jorge. Agora ele está sem flores, mas as flores do Manjericão são lindas, branquinhas, e muito cheirosas. A folha eu uso pra fazer molho de macarrão e omelete. Faz toda a diferença no sabor!
12. Mirra - no cantinho direito fica a Dona Mirra. Oi? É isso mesmo! Aquela que os tais dos magos deram pro menino da manjedoura. Essa peguei no quintal de uma senhorinha na qual fui me benzer. Peguei um galho bem pequeno, porque disseram que é uma planta muito difícil de "pegar". Mas a bichinha 'tá aí, toda formosa. O único problema é que ela vira uma árvore de mais de dois metros! E eu ainda não pensei na "logística" do que fazer com ela depois...
13. Cacto - no mesmo vaso da Mirra fica um cacto que ganhei. Gosto dele porque os Cactos me lembram que não é preciso muita coisa para viver. E que mesmo nas terras mais áridas, é possível criar vida.
14. Pessegueiro - esse não está na foto, porque acabou a pilha [Maldita máquina que bebe mais pilha que Opala 8 canecos!]. Mas ele também tem uma história peculiar. Meus amigos têm um pessegueiro na casa deles, e um dia o podaram. Peguei um galho porque queria fazer uma vassoura. Deixei o galho no quintal por duas semanas, porque esperava que ele secasse com o sol, pra ficar mais fácil de tirar os galhinhos. Mas esqueci que moro em Curitiba, e foram duas semanas de chuva diária. Quando saiu o sol, percebi que o galho ainda estava "vivo", e dando brotos. O coloquei em um vaso, e ele já está criando raiz. Mais um presente dos deuses pra mim! Não vejo a hora de ele dar frutos, porque o preço do pêssego anda pela hora da morte!
15. FNI - flor não identificada. Comprei uma plantinha no mercado porque achei bonita [e porque adoro a idéia de os grandes supermercados venderem flores a apenas 1,50 contos]. Só não sei o nome da bichinha. Mas ela está toda bonita enfeitando a minha mesa da sala. Que você vai ver já já.
Elaiá! Só de falar das minhas plantas, já fiz um post gigantesco!!! Acho que vou deixar pra mostrar as fotos da sala em outro post... Oi? Não! Não fique bravo! 'Tá bom...Eu mostro agora. Mas, ó! Se o post ficar impossível de ler, a culpa é sua!
 
Esse é o canto esquerdo da sala. Nele moram o quadro do Pulp Fiction que ganhei de presente de casa nova, e que, sem que eu me desse conta, acabou "regendo" as cores da sala. [Ah sim... Vez ou outra eu converso com a Mia, pra ela não se sentir tão só, pobrezinha...] O meu sofá-cama. E a rede amarela. A cortina trouxe da casa da mãe, e como ela é muito branca, pendurei uma fitinhas de cetim vermelhas, pra dar mais vida. No meio, fica a minha "mesa de centro", com a dona planta não identificada, e com a toalha de chita, que é o tecido que mais gosto!
Essa mesa foi feita pelo meu avô, um pouco depois que me mudei pra cá. Vovô sabe que eu adoro sentar no chão, com as pernas em posição de lótus. Então ele fez a mesa em uma altura na qual eu pudesse estudar sentada no chão. Não é um fofo o meu velho? Só que vovô não sabe que eu tive que mudar a idéia inicial, pois essa é a única mesa da casa. Então serve de mesa de jogos, mesa de "jantar", estudos. Mil e uma utilidades!
 
Esse é o canto direito da sala. Além da mesa e da rede, que você já viu, nele ficam minha TV, sobre uma estrutura de máquina de costura, que ganhei da tia de um amigo meu. Esse pano preto é um xale que pertenceu à minha bisavó portuguesa, avó de mamãe. Ela trouxe de Portugal, quando veio para o Brasil. Ele está muito velho, e com muitos furos. Pra não deixar no guarda-roupa pegando mofo, o coloquei como toalha de mesa improvisada.
Embaixo da TV fica um baú que meu avô fez [Já falei que o velho é um marceneiro pra lá de habilidoso?] quando minha mãe engravidou da minha estrupícia pessoa. Dentro, ele é cheio de repartições. Infelizmente, como o cafofo é o reino do mofo, ele está estragadinho, e eu estou esperando ter um tempo pra reformá-lo. Não tenho coragem de jogar fora, porque é um dos objetos que me traz muito forte a sensação de alegria que tinha na infância.
Lá no canto você vê o meu cabideiro, com, nada mais, nada menos, que 15 bolsas. Sou apaixonada por bolsas. Já cheguei a ter mais de 30! Mas dei a maior parte para minhas irmãs quando me mudei pra cá. Ao ladinho da TV, você vê dois bonequinhos, que são personagens do livro do Tim Burton, O menino ostra, que os meninos compraram em Londres, e me deram de presente quando voltaram pra cá. Ao lado da mesa, fica o aparelho de som, que resgatei do lixo e mandei consertar.
 
Esse é o sofá aberto. Lembra que falei que era um sofá cama, né? Assistir TV ficou muuuito melhor agora!
  
E essa é a parte da casa na qual passo, pelo menos, 10 horas por dia. Esse é o lado da sala onde fica a porta de entrada, que por ter uma janelinha de vidro, eu cubro com essa colcha de cama que se transformou em cortina. O espelho de luz eu pintei com tinta de tecido, assim como todos os espelhos de luz da casa. Num momento "mamãe, eu quero fazer arte", peguei minhas tintas e pintei todos eles! O bacana é que a tinta de tecido sai fácil, e com água. Assim, se enjoar, é só limpar rapidinho.
A cadeira ao lado da porta é a única cadeira que não ameaça me dar tombos quando preciso subir pra limpar o mofo do teto, ou pra colocar as cortinas. Foi achada por meu amigo na rua, porque estava sem encosto. E me salva a vida! Além dela tenho a cadeira do computador, que é minha morada o dia todo. Ela é confortável na medida certa, e tem rodinhas!
Tive que fazer uma gambiarra na mesa do computador. Ela era daquelas com prateleiras. Mas assim que chegou em casa, percebi que a tela do Don Corleone não cabia no espaço reservado para o monitor. Arranquei as prateleiras, e transformei numa outra mesinha, que fica ao lado, onde coloco o desktop e a impressora. Além disso, um dia esse pedaço da mesa também morou no meu quarto, vivendo como criado-mudo [ainda bem que é mudo! Porque se ele falasse...Aiaiai...]
Não repare nas paredes com fita crepe, viu! Nela ficavam as prateleiras suspensas nas quais eu colocava meus livros. Mas tive que tirar, porque era de madeira, e o mofo tomou conta da coitada, e estava quase devorando meus livros! Além disso, era um dos lugares preferidos das estrupícias das aranhas! Era tão bom ter meus livros pertinho de mim... Mas tive que colocá-los no armário no quarto... Oi? Quer saber como era antes? Mas quanta curiosidade hein, rapaz! 'Tá bom, eu mostro...
 
Antes era assim, ó. Isso ao lado da mesa do computador era a cabeceira da minha antiga cama, que mofou. Como essa parte é toda envernizada, acabou não pegando mofo. Então aproveitei pra fazer de prateleira/aparador pra sala, e colocar meus dvds e cds. Agora ela mora no meu quarto, e se tornou uma espécie de penteadeira/altar . Nas prateleiras ficavam uma parte dos meus livros, minhas revistas e os papéis do mestrado. Muitos livros deixei na casa de mamãe, e tantos outros doei para as escolas antes de me mudar. Onde os livros estão agora? No meu quarto. Mas esse não vou mostrar . E nem adiantar bater o pé, viu! Já mostrei demais, oras!
E essa é minha sala. É nela que passo as 16 horas do dia em que estou acordada [porque durmo 8 horas cronometradas pelo meu relógio biológico]. Como disse lá no começo, não é nenhum exemplo de decoração. Tudo nela é reciclado, ganhado, reaproveitado. E como dá pra perceber, sou adepta da mistura de cores, bem "baiana", como me define um amigo.
E é nesse canto que recebo você, de braços abertos, sempre. Será que depois dessa ainda preciso pedir para que você se sinta à vontade? Acho que não. Afinal de contas, já disse que as portas estão sempre abertas pra nossa prosa.
Oi? Ah, sim! O café! Vou ali fazer, enquanto isso, fique à vontade...
Ps: Só lembrando que se clicar nos nomes das músicas, elas levam aos vídeos no Youtube. E se clicar nas fotos, elas ficam maiores.
"Agora diga tchau, Lilica.
Tchau Lilica!"
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