terça-feira, 27 de outubro de 2009

Democracia obrigatória.

Companhia Musical
Brasil - Cazuza e Gal Costa
Que país é este? - Legião Urbana
Roots Blood Roots - Sepultura e Luciano Pavaroti

Apesar de você - Chico Buarque
Meu caro amigo - Chico Buarque

Companhia Literária
"Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade." [Nelson Rodrigues]


Primeiro fomos descobertos. Não literalmente, é claro, visto que os indios já estavam todos desnudos quando os portugueses por aqui se atracaram. Depois de muito tempo sendo depósito de seres humanos indesejáveis, e colônia de férias da monarquia portuguesa, nos tornamos uma República. Veja só, estamos progredindo! Não somos mais governados por um rei adolescente!

Em 15 de novembro de 1889, graças a um golpe militar [não, não tem nada a ver com o golpe que tirou o poder do sósia do Professor Girafales!], foi proclamada a República no Brasil. Uma das promessas do novo regime era dar mais liberdade e autonomia de voto às províncias. Pois bem... E você que achava que não cumprir promessa era coisa de político contemporâneo. Quá!

Com a República nos tornamos o país do futuro. Sabe-se lá se é futuro do presente, do pretérito, imperfeito, mais-que-perfeito, ou, no caso do telemarketing, futuro do gerúndio. E foi aí que nosso povo mostrou todo o seu poder de fogo. Ao se darem conta de que o fim da monarquia não significava o fim das injustiças, a parte marginal da sociedade decidiu lutar. Com unhas, dentes, armas, facões... Foram intermináveis e sangrentas batalhas, que tiveram em seu saldo muitos mortos e nenhuma mudança por parte do governo [Oi? É verdade, isso lembra a guerra do tráfico no Rio...].

No meio das cinzas de tantos cadáveres, surgiu Getúlio Vargas. O homem do povo. O homem do futuro. Uma coisa não se pode reclamar do governo de Getúlio: a de que o homem cumpria suas promessas. Exilar aqueles que são contra o governo? Done. Torturar, prender e matar qualquer cidadão com um mínimo de capacidade crítica? Done. Ludibriar os pobres, prometendo um futuro melhor e cheio de progresso? Done.

A herança de Getúlio continuou firme e forte no Regime Militar. E num dia nublado de 1985, Sarney assumiu a presidência do país. Mal esperou fecharem o caixão de Tancredo, e já estava lá, no Palácio da Alvorada, procurando lugar para enfiar sua família. Quanta ironia que um dos filhos do Coronelismo fosse nosso primeiro presidente civil...

Apesar de todos considerarem os anos 80 como a década perdida [e de eu discordar disso veementemente], foi nos anos 80 que a sociedade brasileira esboçou sinais de sanidade. O movimento Diretas Já tomou conta das ruas, e fez com que as eleições passassem a ser democráticas, e a Constituição fosse promulgada.

Em 1989, exatos  100 anos depois da Proclamação da República, o país todo foi às urnas para eleger o primeiro presidente verdadeiramente fruto da democracia. Estavam todos eufóricos, sentindo-se cidadãos em seu pleno exercício. E eis que o fruto apodreceu. Antes de completar meio mandato, Collor viu-se chutado da presidência. Mais uma vez o povo tinha tomado as ruas. As mesmas ruas que hoje são palco de tiroteios, assassinatos, assaltos, crackolândias, naquela época foram o lugar de jovens que acreditavam que sua voz tinha força o suficiente para mudar o país.

A história que contei até aqui é velha conhecida de todos. A muitos foi ensinada nos bancos da escola, e, talvez, em boa parte esquecida. Outros a viram de suas janelas, com seus próprios olhos, com suas próprias lágrimas. Eu mesma a vi através dos livros, das fotos; ouvi da boca daqueles que lá estiveram.

Mas o que isso tem a ver comigo? Afinal de contas, isso é passado, já foi!, você pode estar se perguntando. E é exatamente nesse ponto que quero prosear com você. Muitos de nós não pudemos participar da construção do passado de nosso país. Mas se hoje estamos aqui, sossegadinhos, em frente de nossos computadores, é graças àqueles que, com suas mãos, construíram nossa história.

Mas a ditadura passou!, você pode estar pensando. Sim, aquela ditadura "pé na porta e soco na cara" passou. Aquela ditadura escancarada, que batia em quem não queria ouvir está, sim, presa nos livros. Mas a ditadura moderna continua aqui, bem na frente de nossos narizes. Afinal de contas, você nunca se perguntou por que o voto é obrigatório se o pais é democrático? Ora, se algo é obrigatório imediatamente perde sua democracia!

Todos os nossos representantes governamentais enchem a boca pra falar da nossa democracia; enquanto isso seus acessores estão fazendo contato com os pobres pra garantir que seu voto seja depositado na urna. Dizem os governantes que a população tem o direito de participar das decisões parlamentares, enquanto que em nosso congresso e senado, diariamente, são votadas leis e projetos sem que nenhum  de nós tenha sido questionado e informado a respeito [Ou você sabia que está para ser aprovado um projeto que institui o Dia do Corínthians?!].

Dizem que somos livres para ir e vir, e que a liberdade de imprensa deve ser preservada. Mas não nos dão escolha ao instituirem a Propaganda Eleitoral Obrigatória. Mais uma vez, se é obrigatório não é democrático! Eu não sou contra a propaganda dos candidatos. Ao contrário, sou daqueles que assistem as propagandas por interesse, e, principalmente, por divertimento. Mas não concordo com o fato de obrigarem as pessoas a assistirem. No fundo acho que é só uma iniciativa dos partidos para que as pessoas gastem menos energia elétrica, afinal de contas, a maioria desliga a tv quando começa a propaganda eleitoral.

Você pode estar pensando "Mas o quê diabos eu tenho a ver com isso?!", e quase fechando a página, assim como faz com a tv. Mas espere só um pouquinho, por favor. Imagine se as pessoas que saíram nas ruas no Diretas Já pensassem o mesmo que você. Imagine se eles não se mobilizassem para que hoje pudéssemos ter uma pseudo-democracia. Pois é... Se eles não tivessem achado que era com eles, nós não estaríamos aqui exercendo nossa liberdade de expressão.

Quando você, em dia de eleição, vota em branco ou anula seu voto, ao mesmo tempo você está se esquecendo da quantidade de pessoas que já morreram em nome da democracia. Você está abdicando de um de seus mais preciosos direitos enquanto cidadão civil. Você está assinando o atestado de que o país pra você pouco importa.

Pode parecer chato demais pensar nisso meses antes das eleições. Pode parecer inútil discutir política, afinal de contas, "o país não tem mais jeito mesmo". Mas muitas vezes a gente se esquece de que os filhosdaputa que estão gastando nosso dinheiro, foram colocados lá, não pelos votos que compraram das pobres almas  analfabetas que precisam de um saco de feijão, mas pelo voto nulo, cheio de descaso, de um de nós, alfabetizados.

Não é preciso fazer parte de um partido político [aliás, o melhor é NÃO fazer parte] para fazer parte da política do país. Somos obrigados a votar, sim. Mas não somos obrigados a fechar os olhos pra patifaria que reina em nosso circo. Os políticos, parlapatões que são, ficam felizes quando um de nós troca o canal da vida, e, ao invés de assistir a Tv Senado, prefere assistir A Fazenda.

Por isso, cabe a nós, eu, você e o restante dos letrados, fazer parte da nossa política, e honrar os nossos mortos. Porque daqui a 100 anos, algum jovem vai ler nos livros aquilo que fizemos, e você não quer que no lugar de fatos e atos de bravura eles encontrem apenas uma folha em branco, quer?


"Agora diga tchau, Lilica.
Tchau Lilica!"

21 comentários:

  1. Nossa essa menina sabe das coisas!!Eh isso ai crianca, por causa de jovens como tu que acredito que esse pais aida tem jeito
    FANTASTICO....Bjs.

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  2. Menina quanta bravura...

    Bom seria se todos nós prestassemos atenção nisso,mais que isso fizessemos realmente algo a respeito!

    Certamente deve ser triste, muitos lutaram por uma causa que hoje poucos dão importância... país mesquinho esse...

    É, somos mesmo marionetes, isso é vergonhoso!

    Beijos

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  3. eu simplesmente amei o texto!)*

    olha,vou confessar um segredinho...rs
    eu passava longe de política,de tudo que dizia a respeito disso,mas passei a interessar-me depois que conheci o seu blog...
    vc ta sempre falando a respeito,e vc escreve de um jeito gostoso de ler,sem falar que vc tem o dom com as palavras*

    eita menina que escreve divinamente bem!)

    ah,lendo vc,eu descobri que vai publicar um livro? obaa! concerteza vou ler!!

    beijos*

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  4. kkkkkkkk...

    deixa eu explicar o motivo da minha gargalhada!..hihi

    estava aqui lendo um post antigo de se blog ( terça-feira 23 de dezembro de 2008)

    **AMOR E ÓDIO: PATRÍCIA ENTRE ARANHAS E QUEROSENE**

    ai menina morri de tanto rir...engraçadíssimo este post,e sem falar que passei por isso uma vez...aff quase tive um troço e passei a noite em claro...morava eu la no japão...chegando tarde do trabalho...quando tô entrando dentro do meu apartamento do de cara com uma ENORMEEEE aranha mas ENORMEEE mesmo,e fiz o mesmo que vc,corri ate minha vizinha..kkkk

    bejaooo

    deixa-me continuar minha leitura...hehe

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  5. A ignorância da maioria dos brasileiros é tão grande que nem sabem interpretar que toda pessoa é um ser político até mesmo quando diz que não gosta de política. Isso dá pano pra manga e discutir tal assunto muitas vezes é desgastante e não leva ninguém e nada a lugar algum. Resta a quem tem um pouco de bom senso a tentativa de fazer a diferença.
    Beijos

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  6. Pat minha amiga querida, muita saudade tb! Tenho passado por uma fase de cansaço extremo, sem tempo para visitar todos os cantinhos que amo. Mas saiba que vc e o seu bloguito moram no meu coração.
    Qaunto ao post, eita eu que quando crescer quero ser como você, rs; inteligente e engajada. Beijo beijo beijo

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  7. Sei não se a polílica no Brasil tem jeito, fico até triste quando vejo certas atitudes. Escolas sem merenda, sem lugares com o mínimo de higiene, descaso com os professores, descaso com os postos médicos, fico triste, e muito agoniada. As vezes me pego pensando: posso fazer alguma coisa? Votar em outra pessoa? Sim, posso, mas ele vai entrar na mesma corja de ladrão e que não dão a mínima para o povo. É muito triste, fico de mãos atadas!

    Bj!

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  8. Só passei para deixar uma beijoca e avisar que estou viva!!! Kkkkkkkkkkk

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  9. Good!!
    Sou a favor que o voto deixe de ser uma obrigação, um dever. É para ser um direito. Não creio, contudo, que os votos dos despolitizados e/ou mais necessitados deixem de ser vendidos. A corja sabe muito bem como seduzí-los...
    Mas acredito que passaremos a ter uma massa votante, e de fato interessada em política, muito mais significativa. É aí que se acabam os votos nulos e brancos, e quem sabe a gente comece enxergar uma luz no fim do túnel...

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Tem se tornado comum esquecer nosso passado ao invés de tomá-lo como exemplo para evitar erros e criar acertos no presente e futuro. “Honrar os nossos mortos” e nos tornarmos mortos a serem honrados, um bom modo de se manter vivo. Acho que isso começa nos lares, o melhor modo de aprender o significado de honra, o principio da educação. Revolução silenciosa e de extrema eficácia, mas lógico, sem deixar paginas em branco.

    Ótima musicas, “meu caro amigo" em especial gosto deste vídeo dela:
    http://www.youtube.com/watch?v=EbVm1EXbAuA

    Ótimo post.

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  12. Brilhante texto amiga...com boa dose de Cazuza (meu rei) Gal e Chico Buarque...

    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia
    Você vai ter que ver
    A manhã renascer
    E esbanjar poesia


    Beijão


    abraços


    Hugo

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  13. nossa, mas esse post ficou bom demais... e eu ainda por cima tô estudando esse período sabe, da ditadura e talz... pois é né?? eu sempre me sinto envergonhada por não fazer nada, por não tentar sei lá, protestar pelas promessas que os candidatos fazem e depois não cumprem [apesar de o prefeito eleito aqui não ser o qual eu votei..]... porque o lula, por exemplo, pode ser o q ser, fazer muito besteira e falar muita merda, mas ele fez o país se mexer, ele mudou muitas coisas, mas ao mesmo tempo outras foram deixadas de lado, e por assim vai... por isso que, oq eu mais odiei ao fazer 18 foi ter q votar obrigatoriamente, pq mesmo sendo meu dever, eu tenho medo de votar num cara de pau que depois vai revelar as garrinhas...
    política é um assunto que me faz até fikar tonta....
    bjussss

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  14. Pouquíssimas vezes vi a história do país ser contada de forma tão leve e contundente. Prosa gostosa, que dá vontade de ler. E no final? Vergonha total! Vergonha por ser de uma geração que deveria ter aprendido com o movimento das Diretas Já! e/ou do Fora Collor!, mas que ao invés disso diz a tal frase "o país não tem jeito mesmo". Brinquei que se o Sarney fosse argentino eles já o teriam tirado do poder: eita povo pra gostar de manifestação. A gente? Fica aqui, achando o texto bacana, a ênfase bem interessante, mas... só um instante que tenho outras coisas pra fazer. -- Agora vou agradecer: pelo voo no meu céu de brigadeiro, e pelos elogios deixados ali como nuvens coloridas. Adorei! Ah, e eu fiz aniversário dia 19. Bjs e o prazer é todo meu :*

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  15. Patricia,

    Como sempre, poderia escrever horas sobre isso. Melhor ainda seria conversar com você durante horas...sobre esse e outros temas. Faço parte de uma outra geração. Em 1968, tinha 10 anos. E quando entrei na universidade, aos 18 anos, estávamos no auge do governo Geisel, em 1976. Ou seja, atravessei minha adolescência durante o periodo da ditadura do país. Sempre fui um ser político. Na minha casa, discutíamos política desde sempre, e cresci construindo dentro de mim a ideia de que somos sempre responsáveis pelo governo que temos. Portanto, se nos coube - porque nos coube também - romper com o estigma da ditadura, impondo e reconquistando um modelo democrático de escolha dos governantes, é também nossa responsabilidade entender e aceitar que os governantes e politicos que nos representam, o fazem porque não apenas foram por nós escolhidos, como são espelho do que e de quem somos. Ainda assim não vejo nenhum outro caminho para uma sociedade democrática que não seja a conquista através do voto, da escolha, da opção o mais consciente possível. Assim o fiz e o faço sempre. Tenho o maior orgulho pessoal de ter vivido isso bem de perto. De ter feito vida política na universidade, de ter participado de todas as manifestações e passeatas pela anistia, pelas diretas e, depois, pela eleição do Lula. Críticas e desvios à parte, essa história será sempre para mim um bem inalienável.
    Bom...como te disse, falaria horas sobre isso. Quem sabe um dia nos encontremos para o café e aí deixemos rolar.

    beijo grande, querida minina

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  16. Milu,
    'Brigada pelo elogio, meu bem!
    Acho que, no fundo, é um instinto de sobrevivência pensar assim, viu...

    E seja bem-vinda ao Ainda MininaMá!
    Beijo procê.

    *******

    Tyna,

    Tomara que logo as marionetes resolvam se soltar das cordinhas, né =)

    Beijão procê, bonita!

    *******

    Lu,

    Olha que coisa boa [eu acho]! Bom saber que você se interessou mais por política por causa dos meus pitacos... Política é divertida! =)

    'Brigada pelos elogios, minha querida...

    Pois é...Eu espero um dia conseguir publicar, né. Mas antes tenho que terminar de escrever. Mas fico feliz em saber que já tenho uma leitora =)

    Menina do céu! Então você entende o que passei com a aranha, né?
    Eita bicho do inferno!
    Ainda bem que nós temos vizinhos xD

    Beijão procê!

    *******

    Carol,

    Também concordo que todos somos seres políticos. Mesmo nossa renúncia em fazer parte dela é uma escolha...
    O jeito é continuar tentando mudar, nem que seja aos poucos.

    Beijo procê.

    *******

    Isa, minha querida!

    Ah! Fico toda prosa com sua visita, viu.
    E você sabe que também mora no meu coração [de gengibre] né?

    Capaz que você precisar ser eu quando crescer... =)
    Beijão procê, bonita!

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  17. Fabiana,
    Eu entendo que na maioria das vezes a gente se sente de mãos atadas. Mas eu fiz o post exatamente por isso... Porque é uma das formas que tenho pra contribuir. Pode ser pequena perto do tanto que ainda se tem por fazer, mas acho que qualquer atitude nossa, seja com relação à política, seja com relação às mudanças necessárias no mundo, já é de grande ajuda...

    Beijo procê.

    *******

    Rosi,
    Saudades de você, estrupícia!
    Ai que eu vou correndo conferir se você está viva mesmo =)
    Beijo procê!

    *******

    Lidi,
    Eu também queria muito que o voto fosse apenas um direito, sem se tornar obrigação...
    Tomara que um dia isso aconteça, né. Seria um passo importante pra melhora dese país...

    Beijo procê, Bicha.

    *******

    Mr. Hide,

    Pena que nossos lares andam cada vez mais despedaçados... Por isso acho que as escolas deveriam cumprir a função de educar também para a vida...
    Vou conferir sua indicação. 'Brigada!

    *******

    Hugo,

    'Brigada pela visita.
    Beijo procê.

    *******

    Debbys,
    Estudar o período da Ditadura dá uma tristeza, não dá não?
    Sobre o Lula... É difícil um governante ser 100% aceito. A balança sempre acaba pendendo pro lado das coisas ruins. Mas a gente não pode esquecer que sempre há alguma coisa útil...
    Eles sempre revelam suas garrinhas =)

    Beijo procê.

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  18. Lusinha,
    Isso me lembrou o "Proteste já" do CQC xD
    Beijo procê.

    *******

    Lathife,

    'Brigada pelos elogios, meu bem! De verdade!
    Pois é...Os argentinos têm muitos defeitos, mas se tem uma coisa na qual eles são bons é em fazer revoluções. E isso a gente deveria aprender...

    Não precisa agradecer não, viu... Adorei seu "céu de brigadeiro", e com certeza voltarei pra lambuzar os dedos um pouco mais =)

    Beijo procê.

    *******

    Vê,

    Ô minha querida... Quem me dera ter a honra de tomar um café e prosear com você. Mas quem sabe o dia em que conseguir visitar a Cidade Maravilhosa não podemos tornar isso realidade, não é?
    Eu imagino que não deva ter sido nada fácil viver todo esse período. Eu, só de ler, já fico om um nó na garganta...
    E fico imaginando você, uma pessoa consciente e crítica tendo que se calar diante daquilo...
    Concordo que os governantes são o espelho da nação. Embora haja aqueles que não se reconhecem nesse espelho, ele reflete o que a maldita maioria pensa...
    Ai como seria bom discutir isso num café =)

    Beijão procê!

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  19. Amiga, que saudades dos seus -belos- textos!!
    Não é novidade o tanto que adoro a maneira como você escreve né?
    Bjo florzita :)

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  20. Bem, começando pelas duas músicas do Chico.. amo esse homem de paixão!!!!
    Não brigue comigo, mas não gosto de Nelson Rodrigues sabia? Ele faz parte de um grupo de coisas e pessoas que a maioria gosta e tal e que eu não consigo. Mas boa a citação.
    Parei de ler na parte onde vc descreve a história política e já vim escrever. Assim como a verônica eu vivi bem a ditadura, nasci em 59, mas ao contrário dela não me envolvi muito. Fui fazer faculdade de Letras na UFRJ que era considerada a faculdade vermelha na época. Porém tive que parar no segundo ano por causa de ter que trabalhar e nunca mais retornei. A vida me levou a ter que me preocupar com outras coisas.
    Sabe, não gosto muito de falar de política pois já é um tema muito polêmica e eu acabo piorando as coisas. Enfim, só converso com pessoas que sei são capazes de trocar idéias sem acabar em briga e tal, pessoas com quem aprendo e que respeitam. Vou fazer só uma observação e é na parte do Collor (aff) . Acredita que esse indivíduo foi o único político para quem fiz campanha? Pois é né? Mas não me envergonho nem me arrependo porque naquele momento eu acreditava. Mas aí veio o que veio e eu lhe digo que perdemos a maior oportunidade de fazer uma faxina no país. Estavam TODOS lá na votação. Cadê as balas perdidas? (que aliás torço prá uma achar o Lulla quando vem ao rio mas ainda não dei sorte)Cadê um homem bomba que deveria ter entrado lá no Congresso. É, não apareceu....
    Você diz que o povo foi para a rua.. não, não foi, infelizmente. Quem foi para a rua foram estudantes que ficaram conhecidos como cara pintadas e responsáveis pela saída dele. Não, não acredito que eles foram responsáveis por isso. O Collor saiu porque os políticos queriam ele fora, porque ele não estava dividindo e decidiram usar os estudantes e fizeram o que eles queriam, porque se não quizessem não teria feito. Amiga, PC Farias perto do delúbio é fichinha, deve ter se revirado no túmulo. Collor foi atacado por causa de um fiat uno, lembra? só um dos carinhas do PT (graças a Deus nem lembro o nome, ganhou uma LandHover.. E o que aconteceu com toda aquela sujeirada do PT? Absolutamente nada e o cara foi reeleito. Todos estavam envolvidos e a sujeira foi prá debaixo do tapete. E assim a vida continua.
    Acabei de ler seu texto, que está ótimo como sempre. Eu não tenho nenhuma esperança mais de que as coisas vão mudar. Seja com voto obrigatório ou não. Será sempre assim. Lamento...
    Os estudantes foram prá rua no Collor. Onde estão nossos estudantes? Onde está a UNE. Nossa, me envergonho pensando em quanto os estudantes lutaram no passado e hoje ver o que vejo. Hje a UNE faz parte desse mundo político ordinário que vemos todos os dias e que não fazemos praticamente nada para mudar. O povo não sabe a força que tem e a grande maioria gosta de reclamar e seguir, nada de se comprometer.

    Ai ai ai falei demais hem? desculpa :D

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