quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mãe e Pai na escola? Por favor!

Companhia Musical
Lanterna dos Afogados - Paralamas do Sucesso
Perdendo os dentes - Pato Fu
Gentileza - Marisa Monte
Pro dia nascer feliz - Barão Vermelho
Toda forma de amor - Lulu Santos

Companhia Literária
"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra." [Rubem Alves in A alegria de ensinar]


Hoje, enquanto tomava o café, tive uma alegria muito grande ao ler um post. Mas logo depois da alegria, entrei num estado de reflexão necessário. E como a tagarela aqui não consegue guardar as coisas pra si, vim aqui dividir isso com você.

O post ao qual me refiro é esse AQUI, publicado pela Claudinha, do Feito a mão. Nele, a Claudinha relata sobre as atividades que já realizou na escola de suas pequenas. Não vou contar tudo sobre ele porque o bom mesmo é ir até lá conferir. Ainda mais com as fotos daquelas coisas fofas!


Fiquei feliz em ver uma mãe participando ativamente da vida escolar de suas filhas. Embora isso não seja novidade quando se trata de Dona Cláudia, pois em cada palavra que ela, docemente, compartilha conosco, podemos ver o cuidado e o amor que ela tem com suas bonequinhas sem pilha...

Imediatamente, o post me levou de volta aos meus anos como professora. Queria ter tido a lembrança de alguma mãe assim, que tivesse participado de alguma atividade na escola, mas, infelizmente, a única lembrança de mãe participativa que tive foi a da minha.

Minhas lembranças de professora só incluem mães desesperadas em fim de ano soltando os cachorros porque os filhos haviam ficado de recuperação. Ou então a lembrança que jamais esquecerei de uma mãe em prantos no meu ombro, quando eu tinha 20 anos, reclamando que apanhava do filho de 14 anos [Já contei essa e outras histórias de minha vida docente nesse post AQUI, lá no Mundinho Particular da Rosi]. Por mais que eu tente, não consigo ter uma lembrança sequer de mães [pais, então, duvideodó!] presentes na escola.

Como professora, a gente tem que ser um pouco de tudo. Um pouco psicóloga, um pouco atriz, um pouco palhaça, um pouco amiga, um pouco irmã, um pouco mãe, e, quando dá tempo, um pouco professora. Não tenho, e não terei rebentos, mas se fosse contar a quantidade de alunos que já botei no colo, daria mais do que família tradicional do sertão nordestino.

Muitos professores não acham que devem, além de ensinar sua disciplina, fazer parte da vida de seus alunos. Desdenham os pestinhas assim como desdenham seus salários. Acham que não têm obrigação nenhuma de, vez ou outra, demonstrar um pouco de carinho, um pouco de cuidado. Dizem sempre que o salário mal paga as horas em sala, quanto mais as horas "aturando" os alunos. Dizem que o tempo de aula mal dá pra passar a matéria no quadro, quanto mais pra conversar sobre a matéria do jornal ou sobre a morte do avô de uma das crianças.

Enquanto isso, as mães não sabem o que seus filhos andam fazendo, porque, ou trabalham demais, ou se interessam de menos. E, quando no fim do ano descobrem que seus filhos estão reprovados, vão correndo apontar o dedo na cara do professor, que, para elas, não fez seu trabalho direito.

Sim, a vida anda corrida e não há um ser humano sequer que não reclame da falta de tempo. Mas, cá entre nós, pensasse no tempo antes de ter um rebento, né não? Ou pensasse no tempo antes de jurar cumprir suas obrigações de educador...

Que a vida não é fácil a gente aprende desde cedo. Mas quem disse que ela precisa ser mal vivida só porque é difícil? Buscar os filhos na escola, ajudar-lhes a fazer a lição, ler um livro com eles numa tarde de domingo, conversar com os professores regularmente,  elogiar a nota da prova, elogiar a letra bonita no caderno, tudo isso não demanda tanto esforço, ainda mais se for feito com amor e dedicação.

Já tive o desprazer de conviver com professores que agiam com seus filhos tal e qual os pais de seus alunos. Não se interessavam pelos moleques, e, se eram chamados na escola por conta de malcriações dos filhos, achavam que os professores tinham a obrigação de dar conta do recado. Cumprir o papel de pai e mãe? Pra quê? Eu sou professor, oras...

Assim como já tive o desprazer de ver professores maltratando seus alunos, jogando-lhes na cara que se não tinham pai ou mãe, o problema era deles, e que ele estava ali pra ensinar a fórmula de Báskara.

Ao mesmo tempo, já tive o prazer de ter alunos chorando no meu colo, me pedindo conselhos, dividindo comigo suas conquistas e suas tristezas. Já pude caminhar com eles na volta da escola, e ouvir suas histórias. Já fui chamada pra casamentos, batizados, formaturas. Como professora? Não. Como amiga. Porque, na cabeça dos alunos, não há uma linha que delimite onde termina a profissional e onde começa a pessoa. Pra eles é uma coisa só. E eles queriam muito que os professores pensassem assim também. Porque muitas vezes, o único sorriso que recebem é o nosso. Muitas vezes, sentem saudade de um pai que nunca viram, ou de uma mãe que os abandonou e de quem mal lembram da voz.

Os professores se dizem cansados de terem tanta responsabilidade, e que os pais é que deveriam dar educação a seus filhos. Os pais se dizem cansados, e afirmam que, pelo preço da mensalidade que pagam, os professores tem a obrigação de cuidar de seus alunos. E nessa guerra sem fim, quem sempre sai perdendo são os filhos/alunos, que, como uma batata quente, são jogados de um lado para o outro.

É por isso tudo que ao ler o post da Claudinha, meu coração de gengibre se encheu de esperança. Esperança de que um dia os pais [é, pais! Quem disse que é só a mãe que tem que tomar pra si todas as responsabilidades?!] sejam mais presentes, mesmo nos momentos mais ausentes de corpo. Esperança de que um dia os professores se lembrem do seu juramento na formatura ["Prometo, como professor, consciente de minhas responsabilidades profissionais, contribuir para o crescimento humano e cultural dos alunos, respeitar as normas e princípios éticos e cumprir as leis do País."], e passem a cuidar também da pessoa e não só do estudante.

Esperança de que um dia este texto não faça sentido algum, e que seja apenas o pedaço de uma  triste história que passou...

"Agora diga tchau, Lilica.
Tchau Lilica!"

12 comentários:

  1. Bem, quanto às escolas particulares eu não posso opinar, mas, quanto às públicas, ultimamente a única forma de fazer algumas mães aparecerem na escola onde seus filhos estudam é informar no formulário do Bolsa Escola a baixa freqüência da criança às aulas.

    Como o benefício fica temporariamente suspenso, as referidas mães correm à escola para saber o porquê, sendo que algumas já haviam sido chamadas inúmeras vezes por professoras e coordenação para conversar acerca da vida escolar de seus filhos, mas elas nunca podiam comparecer à escola em nenhum horário.

    Lamentável.

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  2. Oie Patrícia! que saudades dos seus lindos textos!
    Não sei se você sabe, mas dei aula durante um bom tempo... no turno da manhã era em escola pública e a tarde para crianças bem pequenas em uma escola particular.
    Adorei uma quarta série que peguei na escola pública, a barra era bem pesada, tínhamos alunos com problemas sérios, tipo roubo, violência familiar e outras coisas... eu e uma psicóloga amiga fizemos um trabalho muito legal com oficinas pedagógicas que surtiu um efeito maravilhoso na turminha. Chegamos ao final do ano letivo com toda a turma aprovada!
    Hoje não sei o que cada um deles faz da vida, se nosso trabalho ajudou um pouquinho, mas tentei fazer minha parte e alguns pais também.
    Quanto a escola particular eu era mais uma babá com curso superior hahah, nem tenho muito o que comentar...
    Mudando de assunto, temos mais uma coisa em comum, ops, mais duas, o bom gosto da companhia musical de hoje e o filme Pulp Fiction!
    na semana passada revi novamente, adoro os filmes do Tarantino! Você assistiu Bastardos Inglórios? Com certeza sim, eu amei e você?
    Nossa, escrevi um testamento...
    Bjo florzita :D

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  3. Paty, fico feliz de ver meu post inspirando um post crítico, inteligente e consciencioso como esse! Sou fã de suas palavras e do seu modo de ver a vida.
    Acho que o fato de eu ter sido professora (digo ter sido, mas me considero até hoje, ao menos das minhas duas) ajuda a dar valor a essa participação. Tudo o que vc falou de desmotivação aí eu tb sentia na minha sala de aula.
    E olha que ensinei em escolas particulares, as melhores de Maceió, as que pagavam mais. Mas mesmo assim, os professores ganhavam insuficiente em comparação ao trabalho que faziam.
    É por isso que eu valorizo tanto esse profissional. Faço questão de participar, de conversar, de elogiar seu trabalho. Acho que um pouquinho de reconhecimento não custa nada.
    Quando eu voltar do trabalho (aqui não estamos em horário de verão) farei um post indicando esse seu. Ele merece ser lido pelo máximo de gente possível!
    Um beijo enorme!

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  4. Querida, pelo jeito vc voltou com tudo.

    Já conhecia esse lado seu, conforme mencionou sobre a entrevista. E bato palmas à você.

    É realmente louvável sua percebção e postura perante os problemas da educação. Uma pena que não há tantas Patrícias por aí.

    Gostaria muito que meu (futuro) filho pudesse ter professores qualificados e comprometidos não só com o conteúdo, mas com o bem estar de seus alunos, ultrapassando os limites que a maioria das escolas impõem.

    Já te disse que pensei por diversas vezes nessa vida em ser professora, e juro que se isso se tornasse realidade, seguiria seu belo exemplo.

    Obrigada pela lição de hoje.

    bjs

    Ah, amei as músicas de hoje. Identificação total.

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  5. Taí uma coisa da qual eu sempre me orgulhei... Mamis sempre esteve presente... em todas as reuniões, em todas as festividades e naqueles trabalhos hiper difíceis... tinha gente que sentia inveja, mas daí minha mãe os "adotava", e era mãe de todos ali, ajudava todo mundo que precisasse... meus colegas de classe adoravam ela, e quando ela se foi, alguns choraram mais que eu [oq é meio impressionante]...
    Mas tbm já tive professoras que de tão amigas, saíam com a gente nos fins de semana, ligavam e mandavam cartas... ah, impossível esquecer, né?? mas mesmo assim, fico triste ao ver que isso é raro, hoje em dia então, mais raro ainda.... e os professores q agem dessa forma, ignorando seus alunos, já tive muitos tbm, mas graças a Deus, nunca precisei deles além da sala de aula... é, quem sabe um dia mude mesmo, né?? xD
    bjuss

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  6. Raven...

    Nos anos que dei aula [8], só duas vezes trabalhei em escolas particulares, e em amabas fui despedida porque não quis aprovar alunos que não tinham condição de serem aprovados, mas cujos pais pagavam a mensalidade em dia. Disse não e recebi um "despedida"...
    "Na minha época" a Bolsa Escola ainda não alcançava tanta gente. Mas hoje vejo que essa esmola criada pelo governo só faz com que mais e mais alunos percam total respeito pela instituição da escola, pois só estão ali pra poderem receber o dinheiro que o governo promete...
    Como voccê disse, lamentável =(

    *******

    Ruby,
    Saudades de você, bonita!
    Eu li seu texto no Bicha Fêmea contando sua experiência como professora. E lembro dele sim =)

    Ê! Eu amo Tarantino!!! Acho ele tão genial que chego à insanidade de achá-lo bonito, de tão brilhante =)
    Pra mim, qualquer coisa em que ele coloque o dedo é incrível.
    E que bom saber que partilhamos tantos gostos assim!
    Ah! Fique à vontade pra escrever mais testamentos, viu =)

    Beijão procê!

    *******

    Claudinha,
    Ah, bonita... Coisas boas sempre inspiram coisas boas, né não? ;)
    É... Sabe que muitas e muitas vezes chegava em casa bem triste, porque achava que meu trabalho não tinha valor nenhum. Mas daí deitava no colo da minha mãe, e ela me dizia que a minha era a profissão mais bonita do mundo. E isso me enchia de alegria e motivação de novo.
    E mãe sabe das coisas, né =)
    Ô, minha querida... Agradeço desde já a indicação, viu! Vindo de você é uma honra...
    Beijão procê!

    *******

    Rosi,

    Ah rapaz! Tinha que voltar, né!

    Sabe, eu queria que minha atitude não fosse louvável, e sim normal... Queria que todo professor pensasse assim.
    Eu sei que não é fácil, que tem dias em que a gente quer fazer um paredão e dar um tiro em cada aluno. Que o salário é uma piada. Mas não consigo ser de outro jeito...
    Muitos professores me diziam que, com a idade, essa minha animação iria passar. Mas, ao mínimo sinal de que eu não estava mais apaixonada pelo que fazia, larguei tudo!
    Nada de bom nessa vida é feito sem paixão, né não?

    Ó, tenho certeza que você seria uma professora incrível! E nem precisa seguir meu exemplo, não bonita. Porque você já é um exemplo prontinho =)

    Beijão procê!

    *******

    Debbys,
    Ai, tão bom ouvir sua história, suas lembranças...
    Minha mãe também foi [e é, porque tenho uma irmãzinha de 11 anos] assim, bem mãezona, bem presente. E tenho certeza de que isso fez muita diferença na minha caminhada como estudante...
    O jeito e acreditar que um dia mude. Mas, se não mudar, a gente continua tentando fazer o melhor.
    Beijo procê!

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  7. Eita, e enquanto lia pensava: e no fim de tudo quem só se ferra são as crianças. Aí você concluiu assim. E não é? Aff!!

    Todo mundo vai sempre dizer que está correndo de um lado para outro e não tem tempo para nada. Parece mesmo ser o mal da modernidade. Tantas coisas que inventaram para facilitar, para as pessoas ganharem tempo, e no fim ninguém tem tempo para nada... virou disco arranhado. Pôxa! Por que assumir o que não pode dar conta? Passa por isso a discussão no Bicha Fêmea de hoje.

    Quando os adultos correm de uma lado a outro por causa de trabalho e ferram somente com a vida deles, vá lá...tá, engulo e fico quieta porque cada um sabe de si. Agora, quando o irresponsável ferra com a vida da criança por se esquivar das responsabilidades que tem, aí é duro, viu? É duro...

    Ah!

    “...Não dá pra negar que os movimentos em prol da emancipação feminina afetaram por demais o comportamento das mulheres que vieram depois deles. É como se fôssemos, hoje, obrigadas a honrar os sutiãs queimados em praça pública tantos anos atrás.
    E assim se vai engolindo o tempo com água, pra ver se consegue-se dar conta de fazer tudoaomesmotempoagora.
    Eu já cansei de tentar ser a Mulher-Maravilha [até porque aquele collant é soooo last week xD]. Aceitei minhas limitações, minhas escolhas. Corro sempre, faço muita coisa, mas sempre o que me dá prazer. E se vou deitar na cama podre de cansada, fico feliz por ter feito o melhor pra mim, por mim, por ter feito o que quis...”

    Porque o importante é fazer o que se está a fim e dentro das possiblidades. O resto é bobagem. :D

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  8. O sistema ou modo de ensinar mudou muito desde quando eu estudei, no entanto, os personagens são os mesmos! Minha mãe lecionava à época mas não lembro dela, sentada me explicando alguma lição. Diz ela, que sempre fui muito 'responsável'.

    Quer saber a minha opinião, como filha e mãe? Filhos seguem exemplos e mesmo que você não note, eles estão ali te observando. Se você não se dá o respeito, ele não te respeitará; Se você não embute responsabilidades, ele não terá. A questão do limite, hoje tão em voga, é repressora se vista pelo lado do desenvolvimento da criatividade.

    Nunca precisei de limites, porque simplesmente, a minha mãe dizia: "Pense sempre nas consequências, não pense que vou te apoiar em algo errado que fizer" - os laços de família eram muito fortes para eu 'querer' decepcioná-la e este limite ou freio inconsciente, estava presente, porque eu não pensava somente em mim, não queria magoar as pessoas que me amavam.

    Porém eu não tinha problemas de aprendizado ou mal funcionamento de qualquer química no cérebro - daí ficou fácil me educar!

    Amore, essa questão vale um postezito! :)

    Obrigada pelo carinho e citação no post abaixo.

    Desculpe escrever correndo, ainda estou com aquele problema da página fechar do nada. Ah, e já perdi um comentário anterior!

    #partiu!! Beijus Lilica!

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  9. Muito bom Patrícia, gosto do seu estilo de escrever, falando sobre algo errado que viu de perto sem agressividade. Meu medo de fazer um blog é que, ultimamente ando meio sem paciência (meio no mercy, panela de pressão), vai ser difícil não descontar nas palavras. Eu estava pensando um dia, que para melhorar o mundo, não é preciso nem um ato heróico, basta uma pequena contribuição de cada um, uma pequena mudança de hábito, nada de extraordinário, como por exemplo, ceder um lugar no "busão" pra quem parece estar bem cansado de um dia de trabalho, ou trocar "o importante é competir por" o importante é cooperar. Ou mesmo algo como sua postura em relação aos seus ex-alunos, que é algo bem simples e muito significativo. Um abraço pra você, t+ (to ficando fã do seu blog.. hehe)

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  10. Nossa, quase esquecí... tchau Lilica!

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  11. Lidi,
    Pois é, menina... As crianças é que acabam sendo prejudicadas, hoje, pelo descaso com que são tratadas, e amanhã, pois certamente isso terá algum reflexo, né não?


    Pois não é que é verdade, a discussão do Bicha conversa com essa...

    "Porque o importante é fazer o que se está a fim e dentro das possiblidades. O resto é bobagem. :D" E eu assino embaixo!!!

    *******

    Luma,

    Ô mulher, que questão boa essa que você levantou! Só não sei se tenho capacidade pra transformar isso em post não, viu bonita...

    Mas é coisa a se pensar, e muito.

    Engraçado que minha mãe também sempre jogava a responsabilidade pra mim. O que foi bom, porque cresci sabendo que teria que tomar conta das consequências de meus atos.

    Ah! Tem que agradecer nada não, amiga... É verdadeiro e merecido!
    Eu é que tenho que agradecer sua indicação.

    Eita que ainda não resolveu o problema da página?

    Beijo Lilica!

    *******

    Nano,

    'Brigada, querido.
    No fim das contas, a gente sempre desconta nas palavras sim. Só que, com o passar do tempo, elas é que vão nos tornando mais pacientes, sabia?
    No começo, meus textos eram bem revoltadinhos. Depois fiquei pensando se meus leitores mereciam mesmo ler aquilo, ou se eu não poderia falar do mesmo assunto de um modo diferente. Acabei optando pela segunda opção.
    Mas isso é coisa que só o tempo e a prática trazem, eu acho...

    Tchau Lilica =)

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  12. textos assim são porradas na boca do estomâgo!

    do nosso e dos deles.

    te falo uma coisa, tenho quase dez anos de profissão e conto nos dedos quantos pais vieram realmente conversar comigo até hoje.

    =/

    adeus, lilica.

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Entre e fique à vontade!
'Bora prosear, porque esse blog também é seu.
Obrigada por sua visita, e por sua opinião.
Seu comentário será respondido aqui, nesse espacinho, assim que possível.
Um beijo procê!

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