quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As impurezas do branco...

Aquarela de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe
Hoje cometi a insanidade de pintar as unhas de "Renda". Algo nunca antes ocorrido na história de minhas mãos. Assim que terminei, tive a certeza de estar olhando para as mãos de outra pessoa. Ao olhar praquelas unhas de mocinha, minha primeira reação foi correr e me jogar no vidro de removedor de esmaltes. Mas depois que a mãe disse que estava bonito, acabei deixando, porque Dona Maria entende de bonitezas...

O xdaquestão não foi a cor em si, mas sim o que me levou até ela. Tenho uma caixinha de esmaltes com mais de 20 vidrinhos, que não é absolutamente nada perto das coleções das blogueiras do assunto, eu sei... O problema é que 90% deles foram comprados em 2 meses!

Nos últimos 3 anos, minha coleção se resumia a 3 vidros de esmalte, todas variações de vermelho, a única cor que habitava em minhas maltratadas unhas. Foi quando comprei um roxo, e outro roxo, e enlouquecida um verde, um azul e daí por diante. De repente, minha vida se tornou um arco-íris! E apesar de ter uma aquarela pra escolher, escolhi o bendito do branco! Esses dias pensei em escrever alguma coisa sobre essa febre dos esmaltes, ou então sobre a influência das cores, mas não é bem sobre isso que quero falar hoje...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O mundo é mesmo um moinho, querido Cartola...

São cinco e quinze da manhã quando Metallica começa a tocar na primeira tentativa de acordá-la. Nada acontece. Talvez ela esteja sonhando, e EnterSandman seja a trilha sonora ideal. Cinco e vinte. É a vez de apelar para Tarantino, e então Dick Dale faz sua entrada triunfal com Misirlou. Nada. Vai ver ela está sonhando com Mr. Blonde, ou com o dia em que deixaria de ser mais uma severina pra virar personagem de romance...

Às cincoetrintaequatro ela levanta de sobressalto. Vai até a geladeira, beber seu copo de água matinal, enquanto trava luta com seus olhos, que insistem em continuar fechados. Escova os dentes. Lava o rosto. Passa filtro solar. Veste a roupa. Bagunça o cabelo. Pega a bolsa. Esquece a chave. Pega a chave. Esquece o caderno. Pega o caderno e espera no vento frio. A rua ainda escura, o sol ainda com preguiça de levantar.

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