quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E o dia seguinte? #comofas [Senta que lá vem história...]

Acorda, estrupícia!
Sábado à noite, você sai toda trabalhada na maquiagem, no salto e no sorrisão, e lá pelas tantas, depois de só ter sobrado o sorrisão e o salto [porque ficar descalça em boteco #nempensar, estrupícia! Não importa seu estado alcoolico! Você não sabe, e emnomedejesus nem quer saber, o que já passou por aquele chão], você encontra um gatinho no caminho [Seria infame demais fazer uma trocadilho com Drummond... Com os grandes mestres prefiro não brincar...].

Depois de umas palavrinhas, uns olhares enviesados e uns beijinhos, vocês trocam telefone e se despedem. Você vai pra casa toda sorrisinhos, lembra do cheiro dele, e dorme feito uma pedra [porque com aquela cara de panda, sinto muito, mas não dá pra te chamar de anjo, né minha filha!].

Depois de quase um dia de sono, você acorda já com a mão no celular. Nada de ligação. Você vai, assiste qualquer coisa que esteja passando na tv, lê todos os blogs do seu reader, tuíta, come porcaria e... nada.

Então você resolve dar umas voltinhas por aí, e vai tomar banho. Aí sim a maldição do telefone toca [nessa hora, pelamordedeus, não saia correndo do banheiro enrolada na toalha! Ou seu encontro vai ser com a enfermeira do hospital mais próximo!]:

- Hum... Uhum... Ah, sim... Tal hora? 'Tá bom... Beijo.

Sentiu a pseudo indiferença? Coisas da geração Cosmopolitan, meu bem... Demonstre indiferença, não seja fácil, não vá pra cama nos 10 primeiros encontros, não tome decisões, deixe que nós a tomamos por você... Coisas assim... Ou não...

Ao desligar o telefone, você daria um dedinho [as mais afortunadas makeupisticamente {senhor, que palavra horrorosa!} falando, dariam um batom MAC] pra que uma das meninas do Look do Dia ou da Oficina de Estilo viesse te ajudar a escolher a roupa.

Dez blusas e a certeza de que você nunca tem roupa arraigada em seu coração depois, você vai se encontrar com o gatinho...

- Hum... Ele me beijou logo de cara... Isso deve ser um bom sinal.
- Hum... Estamos de mãos dadas, que fofo...
- Hum... Ele tem pegada...

E então você sorriem. Beijam-se. Esquentam-se. Dão-se bom dia, e ele te deixa em casa no céu... Nessa hora, você já está pensando que encontrou o homem da sua vida. ACORDA estrupícia! Ele NÃO é o homem da sua vida, rapaz! Talvez um dia ele seja, mas agora, agora, ele é só um carinha que você sabe malemá o sobrenome...

E então é chegada a hora de rememorar o caro Dante Alighieri: "Deixai toda a esperança vós que entrais", pois você acabou de entrar no inferno do dia seguinte.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Primavera fora de hora...

Sei que a Primavera já acabou... Com o calor do inferno que anda fazendo, não seria preciso olhar na "folhinha" pra saber que já fomos invadidos pelo verão. Mas hoje, 27 de dezembro de 2010, declaro o início de minha primavera.

Ontem, depois de alguns tweets, notei que meu background ainda mostrava as amareladas folhas de outono caindo. Foi então que, ao olhar no espelho, vi meus olhos mostrarem meus sonhos desfolhados pelo chão.  Então entendi que eu havia estacionado no outono de minha vida...

Nos últimos meses tenho arrastado a mim e a meus desejos como se fossem pesados grilhões... Tenho sorrido pouco, e andado de mãos dadas com o passado. Tenho guardado palavras e distribuído silêncios. Tenho me vestido de outono...

Mas hoje decidi que não quero mais. Hoje decidi que quero plantar e colher as cores que a vida, sempre tão generosa, me oferta diariamente. Decidi que quero entrar no ano que se aproxima leve como uma pluma que cai das asas de um anjo...

Tenho acalentado essa vontade já há algum tempo, e, como sempre, a blogosfera me ajudou a maturá-la até chegar ao ponto de colocar em prática.

Foi ouvindo a minha querida mãe virtual, Dona Luci (@LuciCardinelli) e lendo posts como esse AQUI, da própria Luci, que fala sobre fazer uma faxina não só física quanto mental nesse fim de ano...

Ou esse AQUI, da Elaine (@elainegaspareto), que fala sobre o que fazemos com nossa dor...

Ou esse AQUI, da Ju Gervason (@jugervason), no qual ela faz uma retrospectiva linda, linda do seu 2010, e já em novembro declara seu ano novo...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sobre nós...

Esse não é um blog sobre literatura. Esse não é um blog sobre cinema. Esse não é um blog sobre futebol. Esse não é um blog sobre moda. Esse não é um blog sobre música. Esse não é um blog sobre beleza.

Mas então sobre o que é esse blog, estrupícia?

O Ainda MininaMá (assim mesmo, juntinho, sem espaço) é um blog sobre minhas experiências. Afinal, não é esse o objetivo da blogosfera: a troca de experiências?

Até hoje, o blog foi feito mais de palavras do que de imagens. Timidamente fui colocando os quadrinhos (depois do início do Mestrado), e hoje quero colocar o mundo. Sempre soube que uma imagem não vale mais do que mil palavras, porque, pra mim, há imagens que valem e palavras que valem, e ponto final.

Sou amante da arte, seja ela da palavra, da tinta, da bola, do som, do batom, da camiseta...

Acima de tudo, sou amante da vida, a maior de todas as artes. E é sobre isso que esse blog é: um relato do meu amor pela vida...

Aqui, compartilho minhas experiências, alegres ou tristes. Aqui faço amigos (as), não faço leitores. Em tempos de outrora, podia te convidar pra tomar um café na minha rede amarela, mas hoje convido pra sentar aqui na cadeira de madeira da área... Afinal, eu mudei.

Mudei o endereço, mudei a idade, mudei os conceitos... Por isso, quem se aventurar a ler os posts antigos, vai achar que foram escritos por outra MininaMá. E acho até que talvez tenham sido...

Mas 'bora deixar de lembranças, pois meu tempo é o hoje.

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