sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Bom!

Sim, esse é, oficialmente, o último post de 2011... Depois de algumas retrospectivas feitas ao longo do dia, eu vim aqui pra compartilhar com vocês meus desejos pro ano que está logo ali, dobrando a esquina [ou, dependendo da hora em que você ler, o ano que já dobrou a esquina...].

Eu desejo que você faça de cada dia de 2012 um ano bom. Que cada dia em sua vida seja um ano novo, deliciosamente pronto para ser comemorado.

Nesse momento, eu quero que você faça apenas uma coisa: feche os olhos e...

Tirei DAQUI



Eu espero que tudo aquilo que você acabou de desejar aconteça em 2012. Espero, do fundo do meu coração de gengibre, que esse seja um ano de muitos sonhos e muitas, muitas realizações...

E quando os sonhos parecerem se esconder, numa segunda-feira chuvosa, espero que você se lembre das sábias palavras do grande filósofo Mick Jagger: ;)

Tirei DAQUI


Que nós possamos nos lembrar sempre de que "a vida é pra valer/ e não se engane não, tem uma só/ duas mesmo que é bom ninguém vai me dizer que tem/ sem provar muito bem provado com certidão passada em cartório no céu/ e assinado embaixo: Deus!/ [...] A vida não é brincadeira, amigo!/ A vida é a arte do encontro/ Embora haja tanto desencontro pela vida" [Mestre Vinícius de Moraes]

Que nós possamos nos lembrar de que somos responsáveis por nossas vidas, e que isso não nos seja um peso, e sim uma alegria...

Penso que nada mais do que eu diga seja tão verdadeiro como o texto abaixo:

Linda Pyatt - Tirei DAQUI



Que em 2012 possamos continuar, de mãos dadas, celebrando a vida! E que, quando o mundo insistir em pesar mais que a mão de uma criança, nós possamos nos apoiar uns nos outros, pra ajudar a suportar as tristezas.

E, antes de terminar, quero agradecer mais uma vez a todos aqueles que compartilham comigo esse muquifinho. Muito obrigada, por tudo, sempre!

Um beijo procês!

Retrospectiva MininaMá [Ou os melhores posts de todos os tempos da última semana]

Desenho de Liniers [DAQUI], vício novo graças a Dona Ju ;)

Não tem jeito... Chega final do ano, e a vida se divide em duas: lembrar do que passou e pensar no que está por vir... E nessa onda de retrospectivas, decidi fazer um post com aqueles que eu considero os melhores posts do ano.

Tarefa não muito difícil, confesso. Afinal de contas, eu fui bastante negligente com o blog esse ano. E, como sempre, uma das minhas promessas de início de ano será tratar o blog com mais carinho; 'bora ver se esse ano vai...

De qualquer forma, vim compartilhar com vocês os posts que eu mais gostei, ou os que eu achei mais bem escritos [se é que eu tenho autoridade pra julgar isso no que eu mesma escrevo, mas enfim...]. Vou fazer a lista seguindo uma ordem meio cronológica, e não de preferência...

'Bora lá? [Ps: É só clicar no nome do post pra ser redirecionado pra página em que ele está]

Olhando pras minhas escolhas [nas quais não incluí os posts sobre os vídeos no canal no Youtube, que, aliás, me deu muita alegria em fazer! Caso você não conheça, é só clicar AQUI], vejo que, nesse ano, tratei basicamente de dois assuntos aqui neste muquifinho: minhas tristezas e minha profissão.

Durante o ano de 2011, eu mergulhei de cabeça na minha profissão. Peguei mais aulas do que, humanamente, eu daria conta, e acabei não fazendo quase mais nada da vida. Talvez isso [e otras cositas más] tenha gerado toda a minha tristeza...

No final das contas, percebi que preciso [com urgência] adicionar algo como "me divertir" a minha lista de coisas a fazer em 2012; porque trabalho é bom e a gente adora, mas também é essencial dar uma desligada de tudo de vez em quando, e lembrar que nós também somos gente como a gente...

Aproveito esse finzinho de post pra agradecer a você, que andou escutando todas as minhas lamúrias nesse ano de 2011. Você que comenta aqui e que não tem seu comentário respondido pelo simples fato dessa pseudoblogueira que vos fala ainda não ter conseguido criar um esquema satisfatório para isso [outro item pra listinha, que só aumenta, meu senhor!!!]. Você que me acompanha sem comentários. Você que, com suas palavras, me dá o ombro pra eu chorar minhas pitangas, e que sorri comigo nos bons momentos.

Você, amigo/amiga, que faz com que eu ainda não tenha deletado esse trem, mesmo que, às vezes, essa seja uma vontade latente... A você, eu dedico meus melhores posts e digo o meu muito, muito obrigada!

E você, gostou de algum post que não está na lista? Também está fazendo infinitas retrospectivas na sua vida? Conta pra mim, vai!

E péra lá que esse ainda não é o último posts de 2011, não! Daqui a pouco eu volto, pra desejar todas aquelas coisas boas que a gente diz todo ano, mas que é sempre gostoso de escutar...

Um beijo procês!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Post its #1

Eu sou dona de criar tags, fazer uns 2 ou 3 posts com elas, e depois abandoná-las. E muitas vezes são tags das quais eu gostei, mas, de algum modo e por alguma razão obscura, eu as esqueço...

A Post Its foi criada pra ser uma substituta da Samba do Crioulo Doido. Não lembro por que, ao invés de eu continuar com a "Samba", eu decidi criar a Post Its, afinal de contas, as duas tem o mesmo propósito: fazer um post com diversos assuntos, no estilo "tudo ao mesmo tempo agora"...

Penso que criei a Post Its porque o nome é menor; ou talvez seja porque eu sempre me assusto quando vou ver os motivos pelos quais as pessoas entraram aqui no muquifinho, e chove de "como falar blá blá blá em crioulo".

Enfim... Não sei porque mudei, só sei que foi assim... E assim continuará. Só que agora, a Post Its será uma tag semanal, que vai ao ar toda sexta-feira, pra falar das coisas bacanas que li/vi/escutei durante a semana.

E deixemos de enrolação, que o ano 'tá acabando, e eu quero compartilhar meus últimos post its aqui com vocês...

Trilha sonora de hoje: [Porque hoje é dia de Vinícius...]




Você gosta de fazer infinitas listinhas de resoluções pro Ano Novo? Então eu recomendo que você PARE TUDO o que você está fazendo e vá lá ler esse post da Nospheratt. Bem do tipo life changing, viu minha gente!

Com base em um artigo da Christine Kane, a Nospheratt fala sobre como, ao invés de nos perdermos em listas, podemos escolher apenas uma palavra que vá guiar o ano. Eu, indecisa que sou, ainda estou pensando na minha...

Vá lá, leia o post, e reflita. Juro que vale a pena!


Se você não quer pensar em nada, então se joga nesse site. Vá lá desenhar um boneco palito daquele bem do sem vergonha, só pra provar que a vida pode ter graça mesmo nas atividades mais bobas...


Durante esse ano, eu acompanhei o Vida Organizada religiosamente. Gosto muito, muito mesmo do modo como a Thais fala sobre organização e simplicidade. Os posts e a experiência dela tem me ajudado a mudar muita coisa nessa minha caótica vida.

Recomendo que você leia o blog todo, e que o adicione no seu reader, mas, antes, leia esse post... Outro life changing...


Descobri esse Tmblr através da Hillé. E fiquei me perguntando por que diabos eu passei a vida sem conhecer isso!!!

A ideia do cara é genial: ele posta fotos de autores famosos em algumas de suas poses mais famosas, e faz um resumo inteligentíssimo sobre o estilo do autor.

Muito, muito bom!


Acredito que devemos refletir todos os dias, e não apenas em datas comemorativas; e por isso esse post da Luma me parece tão urgente.

Precisamos repensar o modo como estamos compartilhando nossas vidas... Vá lá, leia o post [e o blog inteiro, é claro!], e, como eu, veja se não há nada que você possa mudar na sua vida e na vida dos que estão próximos a você.

Acho que mudanças de atitude são sempre bem-vindas, principalmente quando elas ajudam a tornar o nosso mundo melhor...


Essa semana postei mais dois vídeos no canal: um com as leituras da semana passada, e outro para responder a tag Isto ou Aquilo. 'Bora lá ver?


Eu já havia lido alguma coisa do Liniers, mas penso que meu amor por Mafalda e Quino nunca tinha me deixado dar a devida atenção que esse outro argentino merece.

Mas daí a Dona Ju resolveu falar dele com tanto amor, lá no canal dela no Youtube, que meus olhos brilharam.

Liniers é genial! E Henriqueta é tão fofa quanto Mafaldinha. Recomendo dicumforça que você visite a página desse artista argentino brilhante e a página dedicada às tirinhas diárias do Macanudo.

É amor na certa!

Pra terminar o último Post Its de 2011, deixo duas tirinhas dele, do novo gênio dos quadrinhos argentinos.

Daqui

Daqui

Um beijo procês!

Mais carinho pra alma vindo direto da República das Cores

Eu devia ter feito esse post há uns 10 dias [mais ou menos], mas tive um problema técnico: desde que essas camisetas chegaram, elas se tornaram parte de um ditado clássico que minha mãe sempre fala [e do qual eu sempre dou risada]: "bate não quara, torce e não enxuga...". Ou seja, ou elas estavam sendo usadas, ou estavam pra lavar.

Mas eu não poderia fechar o ano sem demonstrar todo o meu carinho e gratidão pela República das Cores.

Já havia feito um post sobre eles AQUI, e hoje, é com orgulho que venho mostrar minha primeira parceria "física" com esse pessoal que só tende a crescer, e crescer com qualidade.

Como eu já havia dito no post anterior, eu ganhei um concurso feito entre a República das Cores e O Batom de Clarice. Dei uma ideia pra que fosse feita uma camiseta, e o Fábio e a Ju gostaram. E cá está, depois de muita conversa e de um trabalhão por parte da equipe criativa da República [porque trabalho meu mesmo foi só dar a ideia, já que de imagem eu entendo menos que de carburadores e rebimbocas de parafusetas].

Além da camiseta com a estampa que ajudei a criar, Fábio também me deu direito de escolha de outra camiseta, e é claro que eu não poderia deixar de escolher a estampa criada pela Ju Gervason. Se você ainda não viu as camisetas que ela ajudou a criar, dá uma olhadinha nesse post AQUI.

E, de quebra, ainda me apaixonei por mais um, irmã de tecido da minha camiseta do Drummond, que já mora aqui em casa.

Antes de mostrar as imagens, deixa eu lembrar que todos os produtos da República das Cores são feitos com algodão 100% e em processos que não agridem a natureza.

Se você não conhece a diferença entre algodão 100% e poliéster [What not wear feelings!], experimenta acarinhar seu rosto com uma camiseta da República, experimenta. Você nunca mais na vida vai querer comprar aquelas blusinhas de 100% poliéster.

Agora, 'bora lá ver as bonitas? [clica que aumenta]

Primeiro, todas elas juntinhas...

1. Van Gogh + Tom Zé [essa é a minha]; 2. Ipê; 3. Frida Kahlo [essa é da Ju]

Para ver o restante das imagens, clique no links abaixo:

Retrospectiva Literária 2011


E cá estamos nós, chegando ao final de 2011... Não vou me despedir totalmente, porque amanhã farei o clássico post de final de ano. Por hoje, deixo minha participação na Retrospectiva Literária 2011, ideia bem bacana da Angélica Roz, lá do Pensamento Tangencial.

Então 'bora lá, minha gente!

1. O livro infanto-juvenil que mais gostei:
Machado e Juca, Luiz Antonio Aguiar [Editora Saraiva]

2. A aventura que me tirou o fôlego:
Então... Aqui temos um problema... O que seria "aventura"? Se formos considerar como aventura esses livros YA, que tem super personagens, eu não li nenhum. Eu até consideraria o Vendedor de Armas, do Hugh Laurie [casa comigo?], como uma aventura. E, se for, com certeza foi a melhor do ano.

3. O terror que me deixou sem dormir:
Então [2]... Eu não leio livros de terror. Só se eu considerar o Criaturas da Noite, do Neil Gaiman e do Michael Zulli, como terror; mas ainda que eu o fizesse, ele não me deixou sem dormir... Pelo menos não pelo fato de ter me assutado...

4. O suspense mais eletrizante:
Então [3] [Já 'tá virando uma saga isso...]... Eu não leio livros de suspense. Não gosto. A não ser que Literatura Fantástica [como Edgar Alan Poe] seja considerada suspense. De qualquer forma, não li nenhum nesse estilo durante esse ano.

5. O romance que me fez suspirar:
Aída [Ópera em Quadrinhos], de Giuseppe Verdi - Roteiro: Rosana Rios Arte Klayton Luz [Editora Scipione]

6. A saga que me conquistou:
O mochileiro das galáxias, Douglas Adamns [Editora Sextante]

7. O clássico que me marcou:
Toda Mafalda, Quino [Editora Martins Fontes] Ai de quem ousar dizer que Mafalda não é clássico!

8. O livro que me fez refletir:
Todos. Em toda obra de arte [e de vida] há matéria para reflexão....

9. O livro que me fez rir:
Cotoco, John van de Ruit [Editora Intrínseca]

10. O livro que me fez chorar:
Triângulo das Águas, Caio Fernando Abreu [Editora L&PM Pocket]

11. O melhor livro de fantasia:
Batman - a piada mortal, Alan Moore e Brian Bolland [Editora DC Comics]

12. O livro que me decepcionou:
Ler, viver e amar em Los Angeles, Jennifer Kaufman [Tem pseudoresenha do livro AQUI]

13. O livro que me surpreendeu:
Clube dos leitores de histórias tristes - Lourenço Cazarré [Editora Saraiva]

14. A frase que não saiu da minha cabeça:
Na verdade, não é uma frase lida esse ano, mas é uma frase que me acompanha já há algum tempo, e que eu tento nunca esquecer: "É preciso ter força para rir, relaxar e ser leve. A tragédia é ridícula", Frida Kahlo.

15. O(a) personagem do ano:
Me recuso veementemente. Não consigo escolher uma personagem só, infelizmente. Seria injustiça. ;)

16. O casal perfeito:
Bridget Jones e Mark Darcy [Bridget Jones no limite da razão, Helen Fielding]

17. O(a) autor(a) revelação:
Luiz Antonio Aguiar. Apesar de o cara já ter anos de estrada, eu não conhecia praticamente nada dele. Esse ano pude ler várias coisas, e fui obrigada a me tornar fã, porque o cara é ótimo.

18. O melhor livro nacional:
Feliz por nada, Martha Medeiros

19. O melhor livro que li em 2011:
Oi? Alguém falou comigo? Sou incapaz de escolher um só, minha gente... Sinto muito, mas essa pergunta vou ter que passar...

20. Li em 2011 50 livros.

21. A minha meta literária para 2012 é:
No mínimo, 50 livros.

É isso! Desafio cumprido! E que venha 2012, cheio de novos desafios!

Beijo procês!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Leituras de MininaMá #1 e #2

Férias. Ô palavra linda, cheia de significados... Um dos significados das minhas é gravar muitos vídeos para o canal.

E como hoje eu fiz muitos vídeos, e estou cansada, sem mais delongas, 'bora lá apresentá-los. [É só clicar no título dos vídeos para ser direcionado ao Youtube]


Vídeo para contar como funciona/não funciona o canal no Youtube, e agradecer a duas pessoas fofas: Tatiana Feltrin e Thatys [do blog Eu sou assim], que fizeram, respectivamente, um vídeo e um post citando meu muquifinho.


Livros lidos na primeira quinzena de Dezembro.


  • Quintana de Bolso - Rua dos Cataventos e outros poemas - Mario Quintana [L&PM Pocket]
  • Fuga dos hospício e outras crônicas - Machado de Assis [Editora Ática]
  • Aída (Ópera em Quadrinhos) - obra de Giuseppe Verdi, adaptação de Rosana Rios e arte de Klayton Luz [Editora Scipione]
  • O imperador amarelo - adaptação de Heloisa Prieto[Editora Moderna]




Livros lidos na primeira quinzena de Dezembro.


  • Histórias da Turma - Marcia Kupstas [Atual Editora]
  • Histórias de Professores e alunos - Vários Autores [Editora Scipione]
  • Crônica Brasileira Contemporânea - Vários Autores [Editora Moderna]
  • Histórias sobre Ética - Vários Autores [Editora Ática]



E é isso, minha gente... 'Brigada por assistirem, comentarem e me aturarem. ;)
Beijo procês!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"Como comportar-se no bond", de Machado de Assis [Ou sobre como o passado pode ensinar o presente...]


Eu estava lendo o livro "Fuga do hospício e outras crônicas", do meu querido Bruxo do Cosme Velho, quando me deparei com a crônica que dá nome ao título desse post.

Como alguns de vocês devem saber, eu sou uma estrupícia que até hoje não aprendeu a dirigir [Oi, meu nome é Patrícia, tenho 29 anos, e não tenho carta de motorista]. Por conta disso, dependo de carona ou transporte público para me locomover, já que minha firebolt nunca chegou pelo correio, tampouco pelo bico da Edwirges...

Eu tenho um caso de ódio com o transporte público, em especial o de Campo Grande. Pra mim, ele consegue representar a tremenda falta de respeito que o governo tem para conosco; além de unir num mesmo espaço vários dos tipinhos odiáveis que povoam nossa sociedade.

Ah, mas por que então você não toma vergonha na cara e não aprende a dirigir? Pois bem... Primeiro, porque sempre tive medo. Não, medo não. Pavor. Segundo, porque tenho quase certeza de que teria um infarto nesse trânsito caótico da cidade. Terceiro, porque eu não vou sair à noite, encher a cara e voltar lépida e barbeira dirigindo. Quarto, e último [ao menos nesse post...], ainda acredito que o transporte público seja um bom meio de locomoção, pois polui menos o ambiente e não torna o trânsito uma verdadeira babel; isto é, quando o tal do transporte público funciona, coisa rara nesse país...

Mas deixemos pra lá minhas lamúrias sobre o transporte coletivo e minhas desculpas dadas pra justificar minha ausência do volante. O que importa nesse post é o texto de Machado...

Atualíssima, modificado um ou outro vocábulo, essa crônica poderia ser pregada nos ônibus e metrôs do país.

Eu me diverti horrores [como sempre acontece com meu Bruxo querido], e resolvi trazê-la até aqui, pra que você se divirta também.

A crônica me lembrou também o blog incrível, da querida Hillé: [manual prático de bons modos em livrarias].

Clique no link abaixo e aproveite a pena de galhofa de Machado...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sobre o diferente, o mais do mesmo e os entremeios... [Ou sobre o que anda acontecendo com os blogs]

Escrevi esse post mentalmente por quase uma semana; o que quer dizer que ele não está nem perto do tema inicial, e de que não faço nem idéia de onde queria chegar quando o imaginei. Uma das peculiaridades dos posts mentais é essa: tudo interfere no processo.

Se hoje eu resolver falar sobre a cor amarela, e amanhã eu vir um quadro de Van Gogh, e depois de amanhã vir um quadro de Matisse, e uns três dias depois vir uma camiseta na CeA ou uma bolsa na Marisa, e durante o jornal assistir a uma reportagem sobre a diferenciação das raças... Se tudo isso acontecer, a ideia inicial de falar do amarelo enquanto uma das cores primárias vai ser diluída entre culturas, obras, pessoas, sensações... No fim das contas, não vou mais falar sobre o amarelo, vou falar sobre como eu vejo o amarelo, e sobre como o mundo me mostra o amarelo.

Pois bem... O amarelo desse post foi minha vontade de falar sobre as relações virtuais, sobre o espaço virtual/real, sobre o papel dos blogs, dos blogueiros, sobre nosso direito à liberdade de expressão e nosso dever de respeitar ao próximo. Essas coisas, tão próximas e tão distantes.

Mas daí, no meio do caminho encontrei outros ocorridos que me levaram pra um looping infinito [lembrei do episódio de The Big Bang Theory, em que o Sheldon resolve que quer ser amigo do Kripke... Meio que me lembrou os relacionamentos na blogosfera, mas deixa isso pra lá, por enquanto...] de questionamentos.

No início, queria apenas falar sobre quão triste eu fiquei com o que motivou esse post AQUI da Ju [d'O batom de Clarice] [E antes que alguém diga alguma coisa, não eu não sou paga pra fazer propaganda da Ju, tampouco procuro troca de links ou favores vazios. Faço por gosto, por carinho, por amizade]. Não me lembro bem se fiquei mais triste ou mais revoltada. Penso que a proporção foi de 1 pra 1.

Foi quando passei a questionar a blogosfera/tuitosfera/raioqueopartasfera e a mim mesma.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

As melhores coisas, de Domingos Pellegrini [Ou, "mas é claro que o sol vai voltar amanhã..."]


Depois do post/desabafo de ontem, fui terminar de ler o "Crônica Brasileira Contemporânea" [logo tem resenha. Aliás, todos os livros lidos terão resenha neste muquifo. Aguardem os próximos capítulos da mudança deste bloguinho...].

Eu já estava me sentindo um pouco melhor do que na hora em que escrevi o post, porque recebi comentários queridos e que me acarinharam a alma...

E, depois de ler essa crônica do Domingos Pellegrini - que me deu um chute no saco [imaginário, imaginário!] -, percebi que a gente é assim mesmo... Uma hora sorri, na outra chora. Num minuto está presente, no outro vai-se embora.

As constantes mutações, a enorme roda vida... Estar vivo é mudar sempre. E reclamar sempre. E agradecer sempre. Por isso decidi trazer a crônica pra cá, pra marcar o sorriso; já que a minha, de ontem, mostrou meu choro.

Hoje eu trouxe crônica, música e poema. Palavras alheias pra ajudar a seguir o caminho...

Clique no link abaixo, e aproveite:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um dia de Laura Brown... [Ou, ignore and carry on...]

Death, by Neil Gaiman
Se você é leitor antigo deste cafofo, releve minhas lamúrias, e volte no próximo post. Se você é leitor novo, pule esse post também. Volte no próximo post, reveja os antigos, qualquer coisa... Tudo pra não ficar com a impressão de que nesse meu pedaço virtual só há amargura.

Eu precisava escrever. Mas você não precisa ler. A não ser que você também esteja tendo um dia de cão, e sonhe em ter um dia de Laura Brown...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desafio Literário 2012

Eu lutei. Lutei com todas as minhas forças de pessoa que não sabe ler listas impostas, não sabe cumprir prazos que não sejam de morte [como entregar notas e diários na secretaria], não gosta de autores e leituras desconhecidos. Tentei evitar, mas depois que Gabriela Ventura [Quinas e Cantos] e Luara Franco [Isaac Sabe] fizeram vários convites no Twitter, e postaram em seus maravilhosos blogs, meio que me senti compelida a fazer parte do desafio...

Afinal, é sempre bom encararmos um desafio. Mesmo eu, que tenho medo do novo. Mesmo eu, que às vezes acho que tenho desafios por demais. Penso que será bom expandir esse universo literário.

Na primeira vez que as meninas falaram do Desafio, eu fiquei empolgada. Mas logo desempolguei quando soube que teria que ler apenas livros nunca d'antes lidos [como se isso fosse coisa de outro mundo, relevem a casmurrice...], e, além disso, teria que fazer uma lista, agora, já, planejando o que eu irei ler...

Além do fato de eu estar de porre de planejamentos, alguns temas não cabem muito bem no meu gosto literário. E nem comida diferente eu gosto de provar, imagina livro!

Mas uma de minhas resoluções de ano novo - as quais, provavelmente, não cumprirei nem metade - é tentar dar uma chacoalhada na rotina. Tentar novos caminhos, experimentar novas cores, novos sons. Não deixar o cotidiano me arrastar para um mundo de mesmices e lamúrias sem fim.

Por isso tudo, e otras cositas más, cá estou. Pronta pra um desafio que tem tudo pra enriquecer meu ano de 2012.

Pra saber mais sobre o Desafio Literário 2012, é só clicar na imagem ali de cima. Você será direcionado para o site, com todas as informações.

'Bora lá para os temas e minha lista inicial, que poderá ser drasticamente modificada, dependendo do meu mau/bom humor do mês, e das indicações lidas em outros blogs. [Ps: os trechos em itálico são definições do blog Desafio Literário]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Minhas leituras de Novembro [Treze livros em quatro vídeos] ]

Não vou me atrever a começar esse post pedindo desculpas pelo sumiço e dizendo que o tempo está curto e que a escola está me enlouquecendo. Ops! Já comecei... Mas vocês sabem, né gente? Todo mundo sabe. Aliás, todo mundo está sem tempo, artigo que, se vendesse nas lojas, estaria sendo disputado a tapas.

Esse post é pra falar sobre os vídeos fresquinhos que eu postei lá no canal do blog [Ainda MininaMá]. A ideia inicial era falar sobre os livros que li em Novembro, mas, como eu sei que falo pra diabo, pensei que 13 livros não caberiam em um vídeo de 20 minutos; e vídeos mais longos que isso são cansativos e demoram para fazer o upload.

Por isso, e pelo fato de ter reconhecido algumas semelhanças entre os livros que li, os dividi em três partes (sendo que a 3° parte ficou com 2 partes, por conta de alguns probleminhas técnicos, além do fato de eu ser uma estrupícia, claro!).

Abaixo vão os links para os vídeos, links para os sites aos quais eu faço referência e a lista dos livros comentados [É só clicar no título para ser redirecionado aos videos e no nome das referências para ir para as páginas].

  1. Cotoco - John van de Ruit (Editora Intrínseca)
  2. Adulterado - Antonio Prata (Editora Moderna)
  3. As cerejas - Lygia Fagundes Telles (Coleção Outras Palavras - Editora Atual)
  4. Feliz por nada - Martha Medeiros (Editora L&PM Pocket)



  1. Que raio de professora sou eu? - Fanny Abramovitch (Editora Scipione)
  2. Clube de leitores de histórias tristes - Lourenço Cazarré (Editora Saraiva)
  3. Projetos Póstumos de Brás Cubas - Ivan Jaff (Editora Atual)
  4. Machado e Juca - Luiz Antonio Aguiar (Editora Saraiva)

  1. Criaturas da Noite - Neil Gaiman e Michael Zulli (Editora Dark Horse Books/Pixel)
  2. Batman - A piada Mortal - Alan Moore e Brian Bolland (Editora Panini Comics)
  3. Fernando Pessoas e outras pessoas - Guazelli e Dav Fazzolari (Editora Saraiva)

  1. Domínio Público 1 - Vários Autores (Editora Difusão Cultural do Livro, 2008)
  2. Domínio Público 2 - Vários Autores (Editora Difusão Cultural do Livro, 2010)

E é o que tem pra hoje, gente bonita! Assista, opine, dê sua sugestão, concorde, discorde. Espero que estejam gostando dos vídeos, e que possamos abrir caminho pra mais discussões sobre Literatura e mais incentivo à leitura.

Antes de terminar...

A Thati, do blog Eu sou assim, me pediu pra mostrar melhor as tranqueirinhas que moram em minha estante, e que aparecem no novo "background" [quem vê, pensa que é coisa bem feita... Ledo engano, ledo engano...] dos vídeos. Bati umas fotos meio corridas, então relevem a bagunça e a [falta de] qualidade.







Aí estão as tranqueirinhas... Praticamente todas ganhadas, todas um pouquinho de carinho em forma de bichinho, marcador, lápis... Cada uma, um pedacinho da pessoa que me presenteou guardado comigo, junto aos meus tesouros...

E é isso, meus queridos! Obrigada pela visita aqui neste empoeirado cafofo, que terá sua faxina assim que eu entrar de férias [embora eu ache que isso nunca mais vai acontecer, ao menos não nessa vida...]; e obrigada por assistirem aos vídeos, comentarem, opinarem e serem pacientes com esta estrupícia que vos fala...

Logo volto às atividades normais, respondendo comentários e tudo, viu!

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim.


domingo, 6 de novembro de 2011

Minhas Leituras de Outubro - De Neil Gaiman a Bridget Jones [e um presente não esperado, mas muito bem-vindo]

Penny! Penny! Penny!
O título é longo. O vídeo é longo. E longa foi minha paciência nesses últimos dias. Em todas as vezes em que tentei filmar, tudo [eu disse TUDO] dava errado. Era barulho atrapalhando. Lapsos de memória. Telefone. Cansaço. Praticamente o Sheldon batendo na minha porta...

No fim das contas, saiu. Saiu meio torto, recheadíssimo de erros de gravação. Com um pequeno "lapso de tempo", porque eu jurava que a câmera estava gravando, mas a estrupícia havia se dado um descanso pro café, e, pior!, sem me avisar.

Enfim... 'Tá aqui o vídeo sobre minhas leituras de Outubro, e mais um super presente que ganhei num sorteio ontem pela manhã.

A parte "faltante" do vídeo, é exatamente aquela em que eu falava sobre os livros que estou lendo. Como falarei deles no vídeo de dezembro, não fiquei tão preocupada. Além disso, ficou faltando falar sobre o "Ler, viver e amar", mas, como eu já fiz um post sobre ele, e não quero gastar mais um segundinho lembrando da terrível experiência, também deixemos essa parte pra lá...

Você pode acessar o vídeo no link abaixo.


Vamos a lista dos livros:

  • Coisas Frágeis 1 - Neil Gaiman
  • Coisas Frágeis 2 - Neil Gaiman
  • Sandman (Despertar) -  Neil Gaiman
  • Classificados Poéticos - Roseana Murray
  • Triângulo das Águas - Caio Fernando Abreu
  • Bridget Jones, no limite da razão - Helen Fielding
  • Ler, viver e amar em Los Angeles - Jennifer Kaufman [Pseudo-resenha AQUI]
Sete livros e apenas uma decepção. Apesar de eles me terem tirado o sono - literalmente, porque ia dormir às 3 da manhã pra acordar às 6 -, foram livros incríveis, que me fizeram companhia e me alimentaram nesse Outubro que foi, ao mesmo tempo, tão bom e tão ruim.

O presente do qual falo no título é o resultado de um sorteio feito pela Editora responsável por nosso material didático. A Pearson/Longman não só nos ofereceu um ótimo mini-curso, como também fez uma pessoa feliz, com todos esses livros lindos e, melhor!, necessários! Não, eles não me deram livros "pessoalmente", tampouco recebi algo pra falar sobre eles, mas achei tão bacana ter ganhado [já que eu não ganho nem bingo de Igreja] [talvez seja porque eu não vá à igreja, mas aí já são outros quinhentos], além de o material ser bom de verdade, que acabei juntando tudo num vídeo só. Espia aqui ao lado o meu "singelo" presente [praticamente uma pequena fortuna].

Prestem atenção na minha empolgação enquanto falo dele no vídeo. Guardem essa imagem na cabeça caso, um dia, queiram se tornar professores(as). ;)

Pra terminar, vou mostrar as imagens de backstage. Bem das sem-vergonhas, é claro! Afinal, eu sou analfabeta funcional em termos de manipulação de imagem. A idéia de mostrar os detalhes foi da querida Ju Gervason ['Brigada, mais uma vez, fia!].

Primeiro, os livros lidos e ganhados. Também estão na foto os livros que estou lendo. Como bati a foto antes, não havia como saber que a máquina ia me dar uma surrinha hoje...


E por último, uma olhadinha nos detalhes de mulherzinha... 'Tava com bem pouca coisa, porque o calor derrete minha vontade de me arrumar...

Camiseta  de corujinha [Linda!]: C&A + Colar e TicTac: Presente da Ju +  Brincos: Lojinha de São Paulo
E por hoje é só, minha gente...

Assistam, comentem, deem sugestões. Fiquem à vontade, porque essa casa também é de vocês.

Ps: Estou, atéqueenfim/aleluia!, respondendo aos comentários atrasados. O estou fazendo na própria caixinha de comentários. E quando tenho um tempinho, vou até o blog de quem comentou pra fazer uma visitinha.
Me desculpem mesmo pela falta de respostas, viu gente. Não é falta de carinho e respeito não...Esses eu tenho de sobra por vocês! É que os alunos andam precisando por demais de mim...
Mas eu agradeço todos os dias por sua visita, seu comentário e até mesmo pelo seu silêncio. Muitíssimo obrigada!

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...
Patrícia Pirota

Um café com a Bicha Fêmea

Hey... Que tal dar uma passadinha lá no Bicha Fêmea pra tomar um cafezinho comigo e com a Lidi?

Aquela linda publicou um texto meu por lá. 'Bora ver? Clica AQUI, ó.

E depois de ver o texto, que tal passear pelo site? Eu adoro o Bicha Fêmea, e acredito que a Lidi tenha conseguido criar e, principalmente, manter um blog que virou referência em nosso meio.

Em um universo de informações muitas vezes perdidas, desencontradas e até inúteis, dona Lidiane Vasconcelos e suas leitoras/colaboradoras conseguem fazer daquele cantinho um lugar todo especial.

Ela se propôs a manter um espaço no qual as mulheres pudessem falar sobre tudo, de "corpo, alma e mente sãos". E é exatamente isso que ela faz, com um tempero único.

Eu tenho um carinho muito grande por essa Bonita, e tenho certeza de que você também terá, se a conhecer um cadinho mais. Vale a visita diária!

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...
Patrícia Pirota


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vamos de mãos dadas... [DiaD]

Meus pedaços de Drummond...
Já escrevi e desescrevi tanto, que o único modo que encontrei de começar esse post é citando Drummond:


"Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira. "

E é assim que está Drummond em mim: inquieto, vivo. Inundando tudo ao meu redor...

Hoje é o Dia D. Dia de prestarmos uma homenagem àquele que foi e sempre será um dos nossos maiores escritores.

Drummond sempre foi uma de minhas referências de poesia e de vida. Suas palavras já me acalentaram, perturbaram, enlouqueceram e alimentaram.

Lá pelas bandas do twitter, formamos uma Quadrilha em homenagem a nosso querido Itabirano. Demos as mãos, assim como ele pedia em seu poema...

"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente."

E numa tentativa de não deixarmos a distância nos afastar, demos as mãos; e dessa brincadeira de roda saiu nossa quadrilha, que você pode ver nesse vídeo...


Da nossa quadrilha, fizeram parte:

Aline - RJ - Blog Little Doll House
Daniela - RS - Blog Trecos e Trapos
Juliana - MG - Blog O batom de Clarice
Gabriela Ventura - RJ - Blog Quinas e Cantos
Santiago - GO  - Blog Santiago Regis
Luara - RJ - Blog Isaac Sabe
Patrícia - MS - Blog Ainda MininaMá
Chico - RS - Blog Contextos


Eu fico aqui pensando, como é que Drummond viveria nesse mundo tão cruel...

Ainda que seu corpo não esteja mais entre nós, Drummond continua vivo em cada uma de suas palavras, em cada um dos olhos que o aceitam, em cada um dos corações que ele acarinha, em cada um dos integrantes de nossa quadrilha...

Se você não conhece Drummond [sua vida não tem sentido!!!], visite o Memória Viva, ouça nosso poeta sussurrando suas palavras em seus ouvidos. Garanto que você jamais verá as pedras no caminho com os mesmos olhos...

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

sábado, 29 de outubro de 2011

Sobre o tempo dos desprazeres...

Hoje, a tal da história de que talento é 1% inspiração e 99% transpiração me faz mais sentido do que nunca. Não só porque Campo Grande decidiu se tornar a filial mundial do inferno, mas porque tenho trabalhado mais do que dou conta.

Sim, eu sei, eu sei. Você não aguenta mais ler sobre meu trabalho. Mas, veja bem... Se esse blog é sobre minha vida, e minha vida é trabalho, logo...

Eu até me afastei daqui, porque, por mais que tivesse idéias, me faltava a transpiração. Me faltava a coragem pra escrever, a vontade de editar, tirar fotos, me traduzir em palavras. Me faltava uma definição de o que eu quero com esse espaço. Sobre o que quero falar. Sobre o que quero calar... E, pra falar bem a verdade, ainda me falta.

Nem no twitter ando dando as caras mais. Meio que cansei de falar com caracteres contados. Meio que tenho tanto a dizer em tão pouco tempo. Meio que ando me sentindo e me vivendo pela metade.

Daí que até pensei em comprar um desses livros de soluções mágicas da vida for dummies. Mas entendi que às vezes é necessário ficar de saco cheio. Temos essa cultura de que tudo tem que ser lindo. De que o céu precisa ser azul Faber Castell, de que sorrisos abrem portas e pessoas descontentes e rabugentas não vão para o céu.

Sempre procuramos formas de nos livrarmos da insatisfação, da tristeza, da solidão que, lentamente, nos devora a alma. Vivemos num mercado negro atrás de pílulas mágicas, sejam elas livros, filmes, cervejas, bares, amores ou aquelas mesmo, da tal tarja preta.

Às vezes eu me pergunto se toda essa busca desenfreada pela felicidade não é um dos fatores que mais nos deixam infelizes. Vamos ser sinceros aqui: será que a alegria não cansa? Será que a realização não esgota? Será que existe alguém que não sente nem um tiquinho de raiva, descontentamento, tristeza, nojo, solidão, revolta durante as tantas horas que tecem um dia [dizem por aí que são 24, mas ando querendo saber quem é que roubou as minhas, pois meu dia anda durando, no máximo, 12!]?!

Cheguei à conclusão de que é importante nos sentirmos mal. É, isso mesmo que eu disse. É importante vivermos os sentimentos ruins, sejam eles a dor pela morte de um ente amado, seja a frustração no trabalho, seja a tristeza de se saber mulher, mas não se saber amada.

É importante nos vermos como humanos. E humanos erram, choram, se rasgam inteiros. Humanos gritam, fecham a cara e mandam tudo à putaqueopariu quando é preciso. Humanos vivem, não fingem viver.

Ontem, eu chorei. Chorei de soluçar, de escorrer lágrimas, de pedir que o mundo acabasse só pra não ter que explicar os olhos vermelhos. Mas a libertação só veio muito tempo depois que a garganta começou a doer de tantos sapos engolidos.

A gente vai levando a vida, mas tem horas que o melhor mesmo é deixar a vida nos levar. Há momentos em que precisamos aceitar que o rio no qual navegamos não aceita senhores, pois ele é senhor de si mesmo e de todos os que nele estão.

Essa semana me deixei levar. Vivi minhas tristezas e raivas cotidianas, e devo dizer que me fez bem. Não me deixei fingir que estava tudo bem. Não, fiz questão de mostrar a língua pro mundo e mandar teorias de "como ser mais feliz" e "como não ter problemas" pro raioqueasparta.

Quanto mais tentamos deixar os problemas e as tristezas de lado, mas esses filhosdumaputa nos perseguem. E, no fim das contas, a vida é um problema! Um puta de um problema, do qual estamos sempre procurando a solução. E a tal solução, resposta, seja lá o que perseguimos, pode tanto ser 42 quanto nada.

Não importa a resposta! O que importa mesmo é saber fazer as perguntas, e, principalmente, saber a hora certa de não fazer perguntas. Por enquanto não quero perguntar nada.

Hoje, quase nada está conseguindo me fazer sorrir. Irônico, porque mais tarde vou a uma festa de Halloween fantasiada de Death, a personagem da obra Sandman, criada por Neil Gaiman [idéia linda da fofa da Raven, lá do Memórias do Subsolo]. Irônico porque ela é uma das criaturas mais fofas do mundo dos Perpétuos [depois farei um post sobre Sandman e sobre o lindo do Gaiman, 'tá?], mesmo que seja aquela que leva as pessoas da vida.

Espero que ela leve embora essa minha frustração, que já anda me dando no saco. E não, antes que alguém pergunte, não é TPM. Só se eu fui premiada com o cuponzinho de TPM mês integral... Mas não, não é.

Death, by Neil Gaiman [Tirei DAQUI ]

E não quero saber o que é também. Vivi meu luto, e isso me basta. Porque precisamos sim viver os desprazeres da vida, mas não o tempo todo, não para quase todo o sempre amém. Porque no dia em que ela vier me buscar, eu quero poder ir com a alma leve, e pra que isso aconteça, eu tenho que viver tudo...

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"Ler, viver e amar em Los Angeles" [Pseudo resenha para um pseudo romance]

ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS!
E contém linguagem inapropriada para menores de 18 anos.

[Eu avisei que o texto é cheio de Spoilers, não avisei? Pois bem, continue por sua conta e risco...]
Pois bem... Um belo dia eu vi essa capa aqui do lado. Linda! E logo em seguida vi essa descrição aqui: "Uma Bridget Jones que gosta de ler. Algumas comem. A maioria faz compras. Há aquelas que fumam ou bebem. Outras ligam para o terapeuta. Dora cura a sua tristeza lendo - às vezes por dias consecutivos. Separada pela segunda vez, sua vida se resume a ficar na banheira com vinho e livros - de Tolstoi a Mark Twain, de Flaubert a Jane Austin. Best-seller e livro cult na Costa Oeste americana mostra como a boa literatura pode ser reconfortante e um chave contra os momentos mais difíceis da vida. Tudo isso tendo como cenário a luxuosa Los Angeles, suas lojas, paisagens e ruas que moram no imaginário dos amantes de cinema e dos seriados de TV." [Livraria Saraiva]

E então eu li esse primeiro capítulo AQUI. Pronto! Fiquei louca pelo livro. Precisava dele desesperadamente. Até que o Submarino resolveu atender minhas preces e o colocou a dez reais mais frete grátis.

Uma das coisas que eu já deveria ter aprendido após anos como leitora, é que nunca se deve ir com muita sede ao pote, porque as chances de nos decepcionarmos são maiores. Dito e feito.

A capa realmente é linda. A contracapa é uma das mais convidativas que li em anos. A Publishers Weekly assim descreveu o livro: "Completo. Leva a pensar. Dora é o tipo de heroína imperfeita com quem os leitores facilmente vão se identificar". Assim falou o New York Post sobre o livro: "Quase chorei quando o livro acabou. É simplesmente fabuloso". O primeiro capítulo foi ótimo. E acabou-se o que era doce.

Assim que terminei os dois primeiros capítulos, a Ju [d'O batom de Clarice, aquela linda!], fez esse vídeo AQUI falando sobre o livro. E então eu me perguntei se valia a pena continuar lendo. Ela disse que eu deveria, e eu não iria jogar fora dez realidades, né minha gente? E em menos de dois dias terminei de ler o bendito.

Eu costumo fazer anotações nos meus livros. Rabisco, escrevo comentários, faço desenhos, essas coisas que bibliófilos adoram #not. Só que dessa vez, eu fiz anotações com um propósito: fazer esse post! Fui sublinhando as partes que iria citar. Fazendo comparações. Caretas. A cada página lida, eu me retorcia ainda mais. A cada parágrafo lido, eu tinha mil idéias pra mil posts. Mas quis deixar aquele sentimento todo passar...

Terminei de ler o livro de Sábado pra Domingo. E hoje estou aqui pra dizer que sinto muito, mas ele não vale os 10 reais que paguei. Mas por que, estrupícia?!

Por quê?! Por quê?! Senta que lá vem história...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E o salário, ó... [Feliz dia dos professores!]

Em setembro passado, fez 12 anos desde que pisei pela primeira vez em uma sala de aula como professora. Faltava um mês para que eu completasse 17 anos, e sequer havia prestado vestibular (naquela época, ainda estava em dúvida entre Letras, Jornalismo e Física). Aceitei a proposta de um amigo, que me chamou para dar aulas de inglês num curso supletivo de "segundo grau" [é, minha filha! Eu sou velha! E ainda por cima se dizia Científico! Não tinha essa coisa de Ensino Médio não!]. 

Fui, toda faceira, de saia+All Star+camiseta polo+ingenuidade [sim! Eu lembro exatamente o que estava vestindo!] lá nos cafundósdojudas dar minha primeira aula. A coisa já começou meio torta, porque tive que mentir minha idade, afinal, o aluno mais novo tinha 18 anos (obrigatório por lei), e ninguém ia querer ter aula com uma moleca de 16, né não? Lembro bem da sensação de ter levado um soco no estômago, e do quanto era estranho ser chamada de "senhora" por um senhor de 73 anos.

Seu José. Me lembro de seus olhos azuis como água, e da sua educação sem igual. Me lembro da sua dificuldade em aprender aquela língua tão estranha. Mas o que mais me lembro era do carinho com o qual ele me tratava, como se eu fosse sua verdadeira mestra. Mal sabia ele que, no fim das contas, aprendi mais com ele, do que ele comigo...

Descobri então que a sensação que se tem de ensinar alguém, e, em troca, receber carinho e admiração, era a melhor coisa que eu podia experimentar na vida; e o que começou como uma brincadeira, transformou-se em vocação. Em fevereiro de 2000, entrei pra faculdade de Letras. E fui equilibrando faculdade e docência...

Eu cresci dando aula. E não é só "crescer" de idade, mas crescer por dentro. Me lembro de que às vezes chorava escondida no banheiro dos professores [do qual já fui expulsa infinitas vezes, aliás, por me confundirem com alunas]; chorava de medo, de cansaço, de vontade de levar uma vida normal...

Nessas horas, buscava na lembrança os meus melhores professores, e tentava fazer como eles faziam. Porque essa sim foi minha grande escola. Me lembro da professora Antônia, a responsável por hoje eu ser tão apaixonada por língua portuguesa; da professora Lourdes, que abriu meu coração para a Literatura; do Edson, que me ensinou os encantos da Física e o charme da Matemática; do Túlio, que de tanto que me botava medo, me fez decorar todos os malditos afluentes do Amazonas; do Zé Carlos, que fazia com que História parecesse coisa tão simples, mas, ao mesmo tempo tão importante.

Eu poderia ficar aqui por horas lembrando de tantos mestres que me ensinaram muito além de suas disciplinas. Mas antes de continuar, não posso esquecer daquela que acredito que tenha sido minha maior referência, meu melhor modelo: a Dra. Regina Célia Vieira, minha professora de Língua Inglesa da faculdade. Me lembro que, quando frequentava suas aulas, eu ficava sonhando com o dia em que meus alunos teriam a mesma admiração que eu tinha por ela. Uma mulher extraordinária, que ensinava não só com suas palavras, mas com seus gestos, seus olhares, seu sorriso, sua energia. Sempre disse que quando crescesse queria ser exatamente como D. Regina. Mas, pelo visto ainda não cresci...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meus Filmes [Vídeo]

E então eu fiz 29 anos. Não parece, necessariamente, que mudei. Na verdade, descobri que não tenho mais pique pra sair 3 dias seguidos, mas isso já vinha acontecendo há algum tempo... Tenho preferido meus "porres literários" a porres alcoólicos. Minha pele parece a mesma, embora eu confesse que não fiquei procurando rugas novas [Quem procura, acha! Né não, minha gente?]. Sabe deus se tenho cabelos brancos, porque pinto o cabelo religiosamente já pra evitar o encontro com estes malditos... A comemoração foi memorável, mas sobre essa falo no próximo post [ilustrado].

Mas enfim... Nem era sobre isso o post... Esse post é pra te contar que tem vídeo fresquinho lá no meu canal no Youtube, rapaz.

A sugestão foi da Livia123456789 [conta do Youtube] [que eu acredito que seja a Livianne, que é aqui de Campo Grande]. Se não for a mesma pessoa, vocês duas me perdoam, por favor? Não sei de onde tirei que era a mesma pessoa. Se eu estiver errada, vocês me corrigem? E desculpam a insanidade da estrupícia aqui? ;)

Pois bem... Dividi em três vídeos, nos quais falo sobre os filmes que tenho na estante.

'Bora lá ver?


Sintam-se à vontade para opinar, sugerir, reclamar, essas coisas todas que só meus leitores e leitoras fofas tem direito...

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vinte e nove...

Companhia Musical: Vinte e nove, Legião Urbana

"A gente não faz aniversários. Os aniversários é que vão fazendo a gente. E depois, lentamente, desfazendo. [...] Até uma certa idade se faz festa por um ano a mais, depois de uma certa idade se faz festa por um ano a menos, mas aí a festa é pra disfarçar." (Luis Fernando Veríssimo)

Desde que li esse texto do Veríssimo, que todos os anos, no dia do meu aniversário, me lembro dele. Não sei se é porque me apeguei, ou se é porque ele sempre faz sentido. Afinal, no fundo, também acho que são nossos aniversários que nos fazem.

É engraçado, pois vivemos 365 dias no ano, e resolvemos fazer festa em apenas um. É esse um dia que esperamos ansiosamente, na esperança de que, com a mudança na idade, venha também a mudança de vida.

Acho que a comemoração do dia em que nascemos é importante, pois ali começa um novo ano. Aliás, pra mim, o aniversário é mais ano novo que o próprio Ano Novo. Porque não é coletivo, mas só meu [e sim! Eu sou egoísta! Ao menos com meu ano novo...].

Hoje, eu celebro mais uma volta de minha alma em torno do sol. Hoje eu celebro minha família, meus amigos. Hoje eu celebro meu trabalho. Hoje, eu celebro o fato de estar viva. E ponto.

Porque viver é meu grande presente. E eu vivo todos os dias. Logo, sou presenteada todos os dias...

Acredito que a data do nosso aniversário é o momento ideal pra olharmos pra dentro. Pra nos perguntarmos sobre o que já fizemos e o que ainda precisamos e queremos fazer. Pra sepultarmos tristezas, e abrirmos espaço pra futuras alegrias. Porque, quando o coração e a alma estão cheios de tristeza, nada mais ali cabe.

Hoje eu completo 29 anos. O último antes de entrar na era balzaquiana. O último pra poder dizer "Tenho vinte e poucos anos". O último de uma década memorável e na qual vivi pra valer. Nos últimos dez anos, eu não brinquei de viver, eu vivi de verdade. Me joguei na vida, e recebi tudo o que ela tinha a me dar, fosse bom ou mau.

Hoje sinto a necessidade de parar e refletir. Refletir sobre as mudanças da vida. Ontem, estava um calor absurdamente insuportável. Agora, enquanto escrevo o post, caiu uma chuva nervosa, com vontade de arrancar a sujeira do mundo. Respiro aliviada o ar fresco que ela traz, e penso sobre o quão imprevisíveis são os passos dessa dança da vida...

Hoje eu vou limpar meu quarto [que andou esquecido tamanha a correria dos últimos dias] e reorganizar minha estante de livros. Hoje eu vou sorrir e agradecer por poder agradecer. Hoje eu vou fazer listas de desejos e de promessas... Hoje eu vou comemorar pelos dias que já se passaram, e, principalmente, pelos dias que estão por vir...

E hoje até o Google me desejou Feliz Aniversário, espia só:
Thanx Google! ;)

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

Ps: Como meu maior presente de aniversário é a Semana do Saco Cheio, podem esperar por vários posts e por todos os comentários devidamente respondidos. Peço desculpas pela demora tão longa em respondê-los. Mas, você não teriam coragem de brigar com uma aniversariante, teriam? ;)


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quem é você em uma palavra?


Defina-se com apenas uma característica. Você consegue responder, assim, de bate pronto? Com o olhar do outro repousado nervosamente sobre você, esperando um deslize, uma bobagem, esperando que você admita que não sabe quem é?

Foram poucas as vezes em que passei por essa situação. Acho que devo ter feito, ao todo, umas 5 entrevistas de emprego que requeriam essa informação (uma das vantagens de ser professora), e me lembro de sempre, SEMPRE, ficar nervosa na hora em que tinha que dizer minha maior qualidade e meu maior defeito.

Acho um inferno! Sou uma pessoa de quantidades (e muitas qualidades também, que o santo é de barro, e a humildade viajou), e não consigo me definir em uma palavra. Sinto muito! Por mais que eu ame palavras, e ache que elas definem o mundo, preciso delas em conjunto, assim, umas do ladinho das outras, bonitinhas, de mãos dadas.

Ontem, durante a reunião na escola, começamos com essa pergunta, que, na verdade, foi mais um "comando": Diga seu nome, a disciplina que leciona, e uma característica marcante. Momento de desespero pra maioria dos professores presentes. Nós, que trabalhamos com definições teóricas dia após dia, simplesmente não sabemos nos definir!

Depois de alguns professores [os quais se deram definições como exigente, alegre, perfeccionista, disciplinado] chegou a minha vez. E dentre tantas, mas tantas características possíveis nesse meu mundo, eu disse que era engraçada e irônica. Deusdocéu!!! O que eu tinha na cabeça naquela hora?! Aquilo era uma reunião de trabalho, e, por mais que fosse descontraída, por mais que eu me sinta à vontade na escola, essa, definitivamente, não é uma característica pra citar para uma coordenadora e para uma psicóloga.

Depois, pensando friamente no que aconteceu, porque SIM! eu fiquei remoendo isso ontem o dia todo, e, provavelmente devo ter sonhado com isso, só consigo chegar à conclusão de que fui abduzida, ou um espírito de porco resolveu se apoderar da minha língua. Não tem outra explicação! NÃO TEM!

O pior é que, daqui a dez anos, esse episódio vai continuar me aporrinhando, e aumentando minha futura úlcera, porque eu sou do tipo de gente que guarda momentos vergonhosos pras horas em que está à toa, e gosta de se auto-flagelar mentalmente.

Me lembro até de ter pensado em dizer que sou criativa. Mas não lembro quais tortuosos caminhos levaram minha boca a dizer irônica. Qualquer um, em sã consciência, vai concordar comigo que essa não é uma característica que os empregadores buscam em seu funcionário ideal. Ela pode ser bacana em se tratando de textos, e no Twitter é uma beleza, agora, ninguém quer uma professora cuja maior característica seja a ironia.

Eu poderia ter dito que sou organizada (minhas coleções de cds e dvds por ordem alfabética que o digam!), que sou criativa, que sou enérgica, que sou prestativa, companheira, dinâmica, inteligente, paciente. Se tivesse escolhido qualquer uma dessas características, com certeza, não estaria mentindo. Mas não! Preferi dizer que sou engraçada e irônica.

Certeza que isso vai me render uma chamadinha em particular na sala da psicóloga (que, bytheway, é uma fofa que eu adoro!), além de anos e mais anos de terapia (que ela já me intimou a fazer, inclusive). Certeza que não vou esquecer isso tão cedo, e que no dia em que sair da escola, acharei que foi por causa disso. A única certeza que não tenho é de porquê isso aconteceu...

Todos nós temos nossos medos, mas acho que um medo quase unânime é o de ser julgado pelo que pensamos de nós mesmos. Ou ainda, sermos julgados pelo que somos. Ainda que saibamos que o julgamento ocorre 24 horas por dia, e que jamais estaremos livres da opinião alheia.

O que nós somos, afinal? Ora, somos o conjunto de tudo aquilo que temos, dizemos, amamos odiamos, falamos, calamos. Somos a nossa meia furada, o nosso esmalte descascado, a nossa barba por fazer (e isso é uma metáfora, porque É CLARO que eu não tenho barba...).

Somos os livros que lemos, os filmes que assistimos, as músicas que escutamos. Somos o dinheiro que sobra no fim do mês, isso, quando não sobra mês no fim do nosso dinheiro...

Somos o batom que usamos, o perfume que escolhemos, o abraço apertado que damos no amigo que não vemos há tanto tempo...

Somos o bom dia que damos ao porteiro, o beijo carinhoso que recebemos da mãe, somos a flor que nos faz sorrir em começo de primavera.

Somos as noites mal dormidas, as noites bem gozadas, os dias que passam arrastados e os dias de festa.

Somos, acima de tudo, nossas escolhas. Ou então, estamos nossas escolhas. Será que nossos momentos definem quem somos? Será que o meu momento ironic vai definir o resto dos meus dias? Provavelmente não...

Continuo com pânico de ter que me definir em uma palavra, mas, só por precaução, já salvei "criativa" no meu desktop mental. Continuo querendo levar uma surra por ter feito o que fiz, mas, justincase, não lerei ou assistirei "O Clube da Luta" por um tempo. Continuo...

Falta apenas uma semana para o meu aniversário. No próximo domingo, 10/10/10, farei 28 anos. Todos os anos, desde que me conheço por gente, esse período que antecede a comemoração do dia em que nasci me deixa estranha. Penso e repenso em tudo o que já fiz, tento descobrir o que ainda quero fazer, e, apesar de todos os meus esforços, nunca consigo descobrir quem sou.

Quer saber, como diria Lulu (o Santos, não a "zinha"), "deixa assim ficar subentendido"...

**********************************************

Ps: Mexendo no novo layout do blogspot, encontrei alguns rascunhos antigos, e me deparei com esse texto. O escrevi há quase um ano, mas parece que foi escrito hoje... Resolvi postá-lo, pois continua fazendo sentido... Continuo buscando respostas. Continuo fazendo perguntas...
Mas e você, consegue se definir em uma palavra? Diz pra mim, vai...

Um beijo cheio de uma maldade nem tão má assim...
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