segunda-feira, 21 de março de 2011

Tinha uma poesia no meio do caminho...

Nunca me esquecerei da primeira poesia que li, aos 9 anos: O vestido de Laura, de Cecília Meireles [que você pode ler nessa minha postagem AQUI]. Ele me acompanhou por anos a fio, até o dia em que a realidade acinzentou minhas retinas (já tão fatigadas pelas pedras no meio do caminho)... Foi mais ou menos nessa época que declamei em público o primeiro poema: Traduzir-se, de Ferreira Gullar. Como se ali, naquele dia de 1995, aos 13 anos, eu aprendesse que a vida era duas, e que, assim como ela, eu também era duas, ou várias, como aprenderia depois com Drummond e suas sete faces.

Escrevi meus primeiros e bobos poemas aos 12 anos. Guardei-os a tantas chaves que já não os posso desempoeirar, pois sinto que deles brotarão lágrimas que me inundarão os olhos, e farão meu coração querer morrer pra poder ressuscitar na doçura do passado...


Foram anos e anos fazendo das palavras meu espelho. Elas me traduziam, me preenchiam, tomavam-me nos braços quando a adolescência teimava em envolver-me em um furacão. Mas chegou um tempo em que eu não podia apenas viver na poesia, eu precisava era viver poesia!

"Tudo no embalo dos sonhos
que não mais carrego
mas que me levam nas asas."
Desse poema AQUI
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