segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por uma Educação mais doce...

Quem me acompanha no Twitter [olha eu aqui mãe: @patriciapirota] deve ter visto meu descontrole ontem, quando falava sobre Educação. Na verdade, sobre a falta de respeito com nossa Educação. Eu já havia lido sobre o infortúnio do Governador do Ceará, mas só ontem fiquei sabendo sobre a situação do ensino público em Minas. Ao ir pesquisar um cadim sobre esse assunto, e ler que um professor pras bandas de MG ganha míseros 396 reais por 24 h/a semanais, meu estopim estourou de vez!

Fiquei revoltada, tuitei desaforos, e fui dormir com a cabeça doendo e com o coração entristecido. Por mais anos de estrada que eu tenha, não consigo me conformar com o modo como a Educação é tratada em nosso país... Poxa, dizer que deveríamos dar aula apenas por amor?! E vamos viver de quê? Ah, sim... Da esmola que eles chamam de salário, é verdade...

Nenhum sacripantas precisa nos dizer pra darmos aula com amor, pois fazemos isso diariamente. Eu amo o que faço, e é por isso que continuo no caminho. Mesmo com as pedras, mesmo com as bruxas más de leste a oeste, mesmo com o cansaço, com as dores, com a tristeza... Sigo por amor.

Mas o fato de amar o que faço não exclui minhas necessidades enquanto cidadã de uma sociedade capitalista, ou seja, trabalho = salário, e ponto final. Desde antes de eu entrar nessa profissão, vejo a guerra entre governos e professores. Aqueles sempre alegam que estes exigem demais. Mas será que pedir o que é justo é exigir demais? Será que querer receber um salário íntegro e que supra nossas necessidades é exigir demais? Será que esperar receber um salário digno de quem terminou o Ensino Superior é exigir demais?

Às vezes fico me perguntando por que diabos os funcionários públicos dos tribunais federais [com apenas ensino médio] ganham em torno de 4000 contos, enquanto professores tem seu piso salarial em  1.187,97 reais pra quase o dobro de trabalho...

Mas não quero mais falar sobre tristezas. Não hoje. Não no dia em que recebi doçura...

Logo pela manhã, uma aluna chegou pertinho de mim, com a mão fechadinha e com o sorriso aberto, e me disse que tinha viajado no final de semana e lembrado de mim. Então ela me entregou isso:


Até a minha Amelie sorriu... Vejam que delicadeza! É um potinho de Nutella de 30 gramas, pequetito pequetito...

Eu a abracei até apertar todos aqueles ossinhos fofos, e, pelo resto do dia, dei aula com um sorriso no rosto. Mesmo nas aulas da tarde, em que os alunos do cursinho resolveram seguir o manual de maneiras idiotas, e conversaram como se não houvesse amanhã. Mesmo lendo manchetes de professoras apanhando, sendo ameaçadas de morte. Mesmo o cansaço pesando toneladas sobre meus ombros. Mesmo com tudo isso, meu dia foi doce.

E o mais importante, na verdade, nem foi o presente em si [claro que essa delícia é de encher o coração de doçura!]. Poderia ter sido um chiclete. Uma flor roubada do jardim. Um adesivo. Um abraço. Poderia ter sido qualquer demonstração de carinho, porque é isso o que importa.

Porque o que me importa é saber que uma mocinha de 13 anos viajou e lembrou de mim. O que importa é ver o brilho nos olhos dos meus alunos, e lhes abraçar, e sentir que eles também me abraçam com a alma.

Além de tudo! O mais importante mesmo foi saber que essa mesma fofurinha que adoçou meu dia, vai quase todos os dias em um orfanato ajudar a cuidar de crianças junto com a mãe. Isso ela me contou enquanto mostrava a foto de uma das crianças do orfanato, e perguntava se não era linda.

Me deu um orgulho tão grande de ser professora de uma mini adultinha que já ajuda a fazer desse nosso mundo um mundo menos sofrido... E com isso ela me adoçou o dia duas vezes. Primeiro pela fofura em potinho, segundo por me fazer acreditar que ainda podemos ter esperanças no futuro...

No fim das contas, acabei esquecendo um pouquinho das minhas lamúrias de ontem. Claro que ainda não me conformo, mas não posso ficar presa à revolta, do contrário não continuo a caminhada.

Hoje, minha segunda-feira foi um cadinho mais doce. E eu termino o dia agradecendo aos deuses por me proporcionarem momentos tão gostosos, e, ao mesmo tempo, pedindo sabedoria pra poder continuar levando os dias.

Agora, pra adoçar mais um tiquinho seu restinho de segunda-feira, dá mais uma olhadinha no potinho de doçura. Coloquei ao lado de um mini-esmalte da Orly, pra mostrar o quanto é pequenininho o vidro:


É por isso que digo que não preciso de grandes acontecimentos... Preciso, sim, de pequenos acontecimentos que importem... Preciso de um pouquinho de doçura vez ou outra pra quebrar um pouco do amargo de meu coração de gengibre...


Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

domingo, 28 de agosto de 2011

Meu Bookshlef Tour - um passeio pelo céu [ops... pela minha estante]

Muito tempo depois da idéia de fazermos um Bookshelf Tour [nesse post AQUI da Ju você conhece a idéia original], coloco meus vídeos no ar...

Tive diversos contratempos, desde falta de tempo até a morte de minha câmera [um minuto de silêncio em memória da estrupicinha]. No fim das contas, depois de muita luta contra tudo, eu consegui [This is Sparta, mermão!!!].

E sabe que eu gostei? Gente, é muito divertido fazer vídeo! Não sei se é porque eu falo pelos cotovelos [e quem assistir aos vídeos vai perceber, afinal, eu falei mais de 40 minutos!!! E nem falei tudo o que queria...], mas achei muito gostoso.

Perdoem os erros de iniciante, por favor. O som ficou absurdo de alto, e acabou virando trilha sonora... Sempre que troca a música, coloco uma observação dizendo qual é. A iluminação não é lá essas coisas. Os cortes abruptos são por conta da memória [ou seria falta dela?!] da câmera... Ela só suporta 2:22 minutos de gravação, de modo que a cada 2:22 eu tinha que parar de gravar, descarregar o vídeo no note e voltar...

Além disso, eu não sei editar vídeo! Eu sei jogar futebol, mas não sei editar vídeo. Assim, tive que "editar" [assim, entre aspas, porque editar vídeo no Youtube é a mesma coisa que editar foto no Paint. O que, by the way, eu também faço...] o trem no editor do próprio Youtube. Ou seja, não editei, apenas fiz umas anotações bobas e juntei tudo num vídeo só...

Preciso dizer que foi uma experiência maravilhosa... É muito gostoso, mesmo! E acho que você deveria fazer o seu também...

Falando sobre vídeos... Você pode ver o canal da Ju [O batom de ClariceAQUI, e o canal da Tatiana Feltrin AQUI. Quem sabe você não se inspira?

E se quiser que eu fale sobre algum livro em especial, ou algum assunto em especial, fique à vontade pra pedir, viu. Porque agora eu empolguei com esse trem e vou buscar motivos pra continuar fazendo vídeos...

Abaixo, os links pros meus vídeos. Meu canal no Youtube é esse AQUI ó... Tenho sérios planos de torná-lo uma extensão do blog. Que tal?


E é isso, minha gente... Já agradeço, de antemão, sua visita e sua atenção. Muito obrigada!

Tenhamos todos uma semana excelente!

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

sábado, 27 de agosto de 2011

Carinho pra pele e pra alma [ou o prêmio da República das Cores e d'O batom de Clarice]

Como disse esses dias, tive a imensa felicidade de ganhar o concurso promovido pela minha querida Ju Gervason [O Batom de Clarice] e pela República das Cores [República das Cores]. Não sei se o que me deixou mais feliz foi o prêmio [que como vocês vão ver daqui a pouco é LINDO!] ou o fato de uma idéia minha ter sido escolhida. Só sei que estou faceira que só com meus mimos... 'Bora ver?

Aqui, as duas camisetas e a latinha fofíssima na qual elas vieram super bem embaladinhas em um saquinho de pano. Olha a delicadeza dessa manga da camiseta da Amelie, minha gente! E a fofura do bolsinho na blusa do Drummond?!


Aqui as duas novamente, mas a do Drummond mostrada no verso.


Olha só a latinha, que graça! [Eu 'tava precisando taaaanto de uma latinha pra guardar tranqueirinhas... Acabei ganhando uma fofa!]


Olha as informações silkadas no tecido. Bem melhor que etiqueta, não é não?


Repararam na parte "100% algodão"? Pois é... É 100% de verdade! O tecido é uma delícia, parece que 'tá fazendo carinho na pele... Eu sou apaixonada por tecido natural. Acho que eles fazem toda a diferença em uma peça de roupa. Oi? Você não sente diferença? Como assim, rapaz?

Vá lá no seu guarda-roupa e pegue uma camiseta de algodão puro. Agora, pega aquela calça social de poliéster puro [valei-me deuses do What not to wear!]. Passe uma de cada lado do rosto. Percebeu o carinho do algodão?

Pois então. As camisetas do República das Cores são todas em algodão 100%, e são ecológicas. Isso, pra mim, já é mais de 70% do valor. Sem contar que as estampas são lindas, e as bolinhas da manga da camiseta da Amelie são bordadinhas.

Além de tudo isso, a minha ideia de camiseta será realizada, e vou poder participar do processo de produção. Bom é quando uma loja se torna próxima de seus clientes, fazendo com que eles sintam-se em casa. E o Fábio consegue fazer isso com maestria.

Recomendo "dicumforça" uma visita [e uma comprinha] lá no site da República, AQUI ó...

Assim que eu vestir as bonitinhas, perco a vergonha e mostro um look meu por aqui.

Por agora, agradeço novamente à Ju e ao Fábio, pelo presente lindo...

Ps: Me desculpem pelo sumiço, gente! O trabalho me ama e está me consumindo. Sem contar que o mês de Agosto é um martírio. Se quiser saber um pouquinho mais de mim, se encontre comigo lá no twitter ó: @patriciapirota ... A gente se vê em breve.

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

domingo, 14 de agosto de 2011

Dos presentes da vida...

Me lembro do primeiro dia em que li o blog da Ju (O batom de Clarice)... Não sei dizer se o que me chamou mais atenção foi o fato de ela escrever absurdamente bem ou de eu ter me identificado com ela a ponto de ter vontade de assinar embaixo de tudo o que ela escrevia.

Como sempre acontece quando admiro um blog, demorei pra comentar. Não sei, mas, às vezes, tenho medo de escrever besteiras nos comentários. Sabe quando dá um branco? Você amou o post, mas não consegue uma palavrinha sequer pra acrescentar algo àquilo; e eu sempre acho que comentário tem que acrescentar...

Enfim... Me lembro que quando li esse post AQUI, não me contive e tive que comentar. E desde então, eu vivo visitando a casa dela e ela sempre visita a minha. Casa virtual, infelizmente...

A cada post que ela escrevia, eu me identificava mais; é só ler os posts dela, sempre recheados de poesia e humor, pra que a identificação se estabeleça. É fácil gostar da Ju... Porque ela é uma pessoa daquelas que parecem estar sentadas ao nosso lado enquanto lemos seus posts ou seus comentários. Ela não parece uma blogueira, ela parece uma amiga.

E, no fim das contas, ela se tornou minha amiga. Lembro do dia em que ela pediu meu endereço, "pra me enviar um carinho". E ela fez isso justo quando eu mais precisava de carinho. Quando sua caixinha chegou, eu me senti abraçada. Aquele abraço que nos lava de todas as nossas dores, sabe?

Não consegui, até hoje, juntar palavras pra agradecer... Até porque elas nunca ficam a altura do quanto eu me senti grata e honrada por receber aquela caixinha... Dá uma olhada nas fotos, e me diga se não é carinho demais pra uma pessoa só?
Fotos tiradas com o celular... Ignorem a terrível qualidade, please!

Tudo veio tão bem embaladinho... Cheio de lacinhos, como se cada um dos esmaltes e batons que recebi fossem um bombom, prontos para me adoçar a vida. E adoçaram. Como também me acarinharam...

Foi tão gostoso receber carinho de uma pessoa a quem admiro tanto. E, hoje, tenho orgulho de dizer que Ju Gervason é minha amiga. Me preocupo com suas tristezas, fico feliz com suas conquistas, sorrio com seus sorrisos, e isso é amizade. Ainda que os abraços sejam dados por nossas palavras e não por nossos braços.

Todos os dias tenho que agradecer a Deus e ao Mr. Gates por essa maravilhosa invenção que me fez conhecer pessoas tão importantes e queridas. Tenho amigos virtuais que me completam mais do que muitos reais. E por eles nutro um carinho de quem convive diariamente, ainda que em posts.

Além do presente carinhoso, e de sua amizade [que é o maior dos presentes] Ju ainda me proporcionou outra alegria. Fez um concurso junto com a República das Cores. E eu ganhei. Ganhei por minha idéia, o que torna tudo mais especial ainda... Veja AQUI o resultado do concurso, e AQUI o site da República.

Sinto que falta alguma coisa neste post... Não consigo fazer com que ele esteja a altura do carinho e da amizade que sinto por Ju [e por tantas outras almas virtuais que tenho espalhadas por este mundo]. Mas acho que essa é a parte ruim das palavras... Nem sempre elas conseguem mostrar o brilho dos olhos.

Ju, sua linda! Muito obrigada por tudo. E, principalmente, por me fazer acreditar que ainda há esperanças pra humanidade... Porque ao encontrar pessoas como você, continuo acreditando que a beleza e a poesia ainda irão dominar este mundo...

Ps: Se você ainda não conhece O Batom de Clarice, sugiro que vá correndo e se entregue. Entregue como eu me entreguei... Felicidade [ainda que clandestina] garantida!

E por falar nela, que tal ir lá na página do Eu amor Escrever e clicar no coraçãozinho? 'Bora ajudar, gente bonita? Clica AQUI ó, e ficaremos todas felizes...

Que tenhamos todos uma ótima semana. Cheia de encontros [e desencontros, se forem pro nosso bem] e carinho.

Aproveito pra agradecer a você, que visita este muquifinho sempre. Muito obrigada. Este blog existe mais por aqueles que o lêem do que por aquela que o faz...

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Desdefinindo a mim mesma...

Mafalda, de Quino
Enquanto lia minha postagem de ontem, tive a impressão de que alguém a havia escrito em meu lugar. Hoje, já não me reconheço naquelas palavras. Talvez em algumas, mas o fardo que elas parecem pesar já não recai sobre os meus ombros.

Não, não sou bipolar. Sou humana. Simples assim... Acho um inferno que agora todo mundo que mude de opinião ou de sentimento seja bipolar. Fosse assim, todas as mulheres seriam bipolares desde o nascimento, sem nem precisar de laudo e Valium. Mas não, meus queridos. Mulher é bicho do demônio por causa dos hormônios, e não de uma invenção da psiquiatria.

Vejam vocês... Ontem eu queria me jogar de um penhasco. Hoje, acordei tão bem que até vesti minha camiseta cheia de coraçõezinhos. Saí de casa me sentindo toda fofa. Até o sorriso era outro. A tristeza? Guardei-a numa caixinha no criado mudo. Sendo mudo, ele não pode alimentar as lamúrias dela.

Notei que ando meio reclamona ultimamente. Ingrata. Meu sobrenome. Muito desprazer. Que a vida não 'tá fácil pra ninguém, não precisa ter o Q.I. do Sheldon pra saber. O que é importante perguntar é se estamos sendo fáceis pra vida, isso sim...

Eu tenho certeza de que não estou. Ando com síndrome de poor thing... E de coitada não tenho sequer a rima. Tenho uma vida boa, sim senhor. Muito aquém do que sonho, e é aí que está o problema! Eu sonho ser tantas que acabo não me contentando em ser uma por vez.

Sou insatisfeita por natureza. Podia ser bonita por natureza, mas fazer o que, né? Cada um tem a natureza que merece. E, no fundo, acho que é isso que me faz crescer, porque é justo essa insatisfação que nos leva a querer sempre ser mais e melhores.

Tudo bem que tenho pesado a mão na insatisfação do cotidiano. E isso acabou me rendendo uma puta marca de expressão no meio da testa, que não há Renew neste mundo que dê jeito! Então... Depois de olhar minha marca de expressão, minhas olheiras e meu sorriso amarelo hoje pela manhã no espelho, mandei essa bichice de tristeza praputaqueopariu, e saí vestida de coração e espírito de porco.

E pronto. E acabou. E eu sou birrenta pra diabo, e quando digo que não quero alguma coisa, só Iansã pra me convencer do contrário, meu filho!

Pensa comigo... Estamos todos vivendo num mundo ferrado, não estamos? Adianta chorar as pitangas por causa disso? Adianta fazer carinha de triste, e soltar um "Que absurdo!", quando você ouve no jornal que 70% dos casos de violência contra os idosos é cometida pelos próprios filhos? Putaqueopariu! Que mundo é esse no qual os filhos tem coragem de machucar um pai? Ainda mais um velhinho, que malemá consegue parar em pé!

Hoje, enquanto tentava engolir meu almoço e assistia ao jornal, prometi que ia parar com essa frescura. Não, não consegui expulsar o maldito do vazio de dentro de mim. Mas agora, se esse malacabado quer morar aqui, vai ter que começar a pagar aluguel. E não vai ser barato, não!

A tristeza é poética. É bonita. É Vinícius de Moraes. Mas não cabe na bolsa do dia-a-dia, minha gente! A gente já anda com uma bolsa do tamanho do mundo, tentando, inclusive, carregar o mundo nela. Se deixarmos a tristeza nos acompanhar por onde formos, ficaremos doentes. Do corpo e da alma.

Peço desculpas ao meu Eu SegundaGeraçãodoRomantismo, mas ele vai levar uma surrinha do meu Eu MachadodeAssismeetsBukowski...

E, como uma espartana [mas não tão gostosa quanto um], grito meu lema: "Vida é luta! Vida sem luta é um mar morto no meio do organismo universal" [Machado em Memórias Póstumas].

Tenho emprego. Tenho saúde. Tenho família. Tenho casa. Comida. Roupa lavada. Tenho mais livros do que dou conta de ler. Mais sapatos do que pés para calçá-los. Mais camisetas do que dias do mês para vesti-las. Tenho O Bando do Velho Jack. Tenho Bêbados Habilidosos. Tenho amigos. Tenho beijoabraçoapertodemãoeotrascositasmás mesmo sem ter um namorado. Tenho um blog no qual eu posso escrever com o eu que me der na telha. Tenho todo o tempo do mundo...

Sabe uma das coisas que mais gosto do fundo do poço? É que toda vez que chego nele, levanto putíssima e saio feito um furacão tentando reaproveitar o tempo que passei lá.

Se ontem minha música era Soledad, hoje estou vestida de Velha Guarda da Portela... Toda de azul... E é com essas duas músicas, que me ressuscitaram hoje, que continuo pensando no futuro...

"Sei que reclamas em vão / Porque não tens a compreensão/Que o mundo é bom/Para quem sabe viver/E se conforma com que Deus lhe dá/A nossa vida é nascer e florescer/Para mais tarde morrer"

"O dia se renova todo dia/Eu envelheço cada dia e cada mês/O mundo passa por mim todos os dias/Enquanto eu passo pelo mundo uma vez/A natureza é perfeita/Não há quem possa duvidar/A noite é o dia que dorme /O dia é a noite ao despertar"

Hoje eu quero me vestir de azul e cantar Velha Guarda da Portela... E se a Dona Tristeza não me pagar o aluguel em dia, contrato um bom advogado e entro com ordem de despejo! Porque é bom mergulhar em nós mesmos vezemquando, mas tem horas que é mais confortável ficar com a cabeça pra fora da água. Solidão é gostoso, faz crescer nossa poesia interior, mas, muitas vezes, nos impede de viver o mundo que está fora de nós.

Amanhã, talvez, uma professora do tipo Professora Helena escreva um post falando de seus alunos fofos. Ou, quem sabe, na sexta, baixe em mim o espírito de Penny Lane. E, talvez, no domingo, eu seja só mais uma alma cansada da ressaca. Não sei, e, sinceramente, não quero saber...

Eu só quero ter a liberdade de ser todas aquelas que sou. Não quero mais me prender a uma camisa de força, e tentar esquecer que somos tantas a cada dia, que qualquer tentativa de definição nos frustrará mais do que acabar o espaço do Memory Card bem quando você consegue matar o último chefão do Mário, e tem que começar o jogo todo de novo!

Quero me desdefinir. Pronto. Talvez, assim, eu consiga me sentir confortável em minha própria pele, independente do Eu que ela esteja vestindo...

Me reservo o direito de me vestir de cinza quando eu assim precisar... E acho mesmo que esses nossos direitos são o que nos fazem feliz. Ter o direito de ser e sentir o que quisermos, independente do que o mundo quer, nos desescraviza de nós mesmos.

E eu cansei de ser escrava. Hoje assino a abolição da minha escravatura do mundo, pra voltar a ser escrava apenas dos meus desejos... Mesmo que eles sejam mundanos; mesmo que essa seja uma discussão que nunca tenha fim; mesmo que amanhã eu volte encharcada em suor e lágrimas; mesmo que o mundo não acabe em 2012, ou acabe... Mesmo assim, quero continuar me desdefinindo, até o dia em que puder sair com a alma nua e sem grilhões. Até lá, vou me vestindo com as cores que minha alma sussurra...

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dos vazios que me tomam conta...

Eu e minha solidão, em
foto e arte feitas por Ana Cacau.
Há certos dias em que os vazios me inundam. Na verdade, penso que tenho estações de vazio; como se de tempos em tempos eu precisasse me sentir assim, como uma bolha de sabão passeando por entre os raios de sol, pra depois cair na grama e derreter-me em lágrimas.

Quando entro na estação do vazio, tento não pensar, porque pensar apenas me machucaria. Fico absorta com as folhas que caem das árvores que não plantei, com as páginas dos livros que não escrevi, me abandono às lembranças de amores que nunca tive.

Tenho sonhado acordada. Penso até que mais do que devia, e isso é um sinal. Um sinal de que a realidade está me sufocando. Um sinal de que mais cedo, espero que mais tarde, entrarei novamente no outono.

Minhas estações não batem no mesmo compasso da natureza. Tenho sentido um frio na alma que não remete ao sol que inunda meus olhos. Mesmo cercada de vontades, me jogo no vazio que é não querer vontade nenhuma.

Às vezes penso no quanto seria bom um afago, um sorriso, a sensação de que o mundo para ao nosso redor, exatamente como em "Peixe Grande e outras histórias". É num desses momentos que me transporto para um jardim de narcisos, e espero que alguém me venha colher os frutos.

Quando me outono, me sinto mais sozinha que nunca. E me agarro ao vazio como se ele me acarinhasse a alma. Por fora sorrio e trabalho, como as formigas. Por dentro, me estremeço como o gafanhoto no frio. Quem me dera ter colhido as flores na primavera... Ao menos eu não estaria olhando pr'esses botões secos que me enfeitam o inverno.

Tento compreender, mas, de que adianta a compreensão quando tudo o mais parece perder o sentido?

Nesses dias em que me sinto vazia, de nada adianta encher as mãos de esperanças, pois elas escorrerão por entre meus dedos como o pó das estrelas que nunca conheci.

Amor? Onde? Será que o esqueci num dos bancos da praça em que parei pra descansar da jornada?

Sei que, depois de amanhã, o vazio terá me abandonado, e eu deixarei de lhe dar as mãos para passearmos por entre minhas solidões. O diabo é que, quando ele vai embora, fico eu, sozinha. E ando preferindo o vazio à solidão. Ao menos o vazio me preenche de perguntas das quais jamais encontrarei as respostas. E isso me leva a seguir em frente.

Ando ouvindo repetidamente a música Soledad, do Jorge Drexler... Me sinto abraçada por ela. Sinto aquele carinho de um beijo suave. E ontem fui parar pra analisar a letra [porque pra tentar sair do vazio, às vezes, clamo pela razão]. Como um vestido feito sob medida, ela me vestiu e desde então é meu uniforme...



Soledad
Jorge Drexler

Soledad,
Aqui están mis credenciales,
Vengo llamando a tu puerta
Desde hace un tiempo,
Creo que pasaremos juntos temporales,
Propongo que tú y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
Te traigo mis cicatrices,
Palabras sobre papel pentagramado,
No te fijes mucho en lo que dicen,
Me encontrarás
En cada cosa que he callado.
Ya pasó,
Ya he dejado que se empañe
La ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
Quien me acompañe, soledad,
A mi que nunca supe bien
Cómo estar solo.

Ouça a música enquanto acompanha a letra. Sabe esse aperto no peito, esse sentimento que não tem nome, e, talvez, por isso mesmo seja tão poderoso? Essa é minha roupa dos últimos dias...

Por fora de visto de bons dias, mas por dentro tenho me vestido de soledad...

E assim vou seguindo... Até o dia em que minha primavera voltar, e eu puder colher os frutos que não tive coragem de plantar...

Me desculpe pela tristeza, mas, às vezes, é impossível evitar que ela nos visite...

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

Me perdoe, Clarice...

Eu já havia falado sobre um poema meu que alguém, sabe deus como e porquê, publicou na rede com a autoria de Clarice Lispector. Não que eu me importe de ter um texto meu "assinado" pela Clarice, de jeito nenhum! Mas acredito que as pessoas têm o direito de saber que ele não foi escrito pela grande escritora, por quem tenho tamanha admiração.

Esse poema, o Cada pedaço de mim, foi escrito por mim em um pedaço de papel de bar, em novembro de 2006. A primeira vez que o postei foi no meu antigo blog, o MininaMá, nesse post AQUI.

Mas se você já explicou uma vez, pra quê explicar de novo, estrupícia? Me parece que a cada dia que passa, mais pessoas gostam do poema, e o colocam em descrições de perfis e posts de blogs, todos com a assinatura da Clarice. Não gosto quando é creditado a um autor algo que não é dele, e, na internet, isso tem sido cada vez mais frequente.

É só observar pra ver quão pouco essas pessoas que banalizam as citações conhecem sobre os escritores. É só olhar pro meu poema, um rascunho ébrio e mal feito. Como alguém pode imaginar que essas palavras tão bobas teriam sido escritas por Clarice, minha gente? Mas daí, você vai no Santo Google, e descobre a quantidade inimaginável de gente postando o poema assinado por Clarice. A maioria, aliás, o escreve em prosa, ignorando que o poema tem uma estrutura necessária pra compreensão do seu significado.

Por esse motivo, decidi, mais uma vez, avisar às pessos que o poema é meu. Foi escrito por essa humilde criatura, que nunca será tão genial quanto Clarice. Espero que aqueles que copiaram compreendam. E que os que pensam em copiar, aceitem o fato de que o poema foi escrito por uma mera mortal.

E pra terminar, 'bora lá colocar o poema mais uma vez por aqui, e pedir desculpas pra grande Clarice pelo mal-entendido...

Cada pedaço de mim
Patrícia Pirota nov/2006

Cada pedaço de mim
sabe o inferno que é
ser sol em noites de chuva
ser cor nos cinzas dos edifícios
ser luz na escuridão das manhãs
Cada todo de ti
sabe a delícia que é
ser flor nas asas do vento
ser cristal nos olhos das fadas
ser azul no fundo do mar
Cada suspiro de nós
sabe a angústia que é
ser só na multidão dos dias
ser muito na pobreza da esquina
ser ninguém na roda da vida
Enquanto isso
os relógios se vão e vêem
aqueles que sabem o que é
apenas ser na ausência do nada.

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Meus feijõezinhos mágicos ou sobre a doçura de meus alunos...

Segunda-feira, volta às aulas. Os alunos, que normalmente são plugados no 220, estavam agitadíssimos! Nessa hora, o único jeito é ter jogo de cintura, do contrário, perde-se a cabeça, a paciência, e, quiçá, até o emprego. Sabemos bem que tudo o que eles mais querem é compartilhar o que aconteceu nas férias, embora tenham passado as férias juntos. Falam, falam, falam e o assunto nunca acaba. Ossos do ofício, my dear...

Eis que eu entro em um dos 9° anos, uma sala que eu já tive vontade de esganar mais da metade, e da qual hoje eu sinto orgulho pelo tanto que progrediu. Sim, eles cresceram... Não só na altura, mas na personalidade. Continuam conversando pra diabo! Mas... estão mais atentos, mais obedientes, e eu diria que até mais estudiosos... Fala se não é pra ter orgulho?!

Nessa sala, há duas alunas daquelas que você tem vontade de clonar, e encher uma sala só com os clones. As duas tem personalidades tão distintas, mas são as alunas ideais, daquelas que a gente sonhava em ter no 1° ano da faculdade. São inteligentes, esforçadas, críticas, criativas, engraçadas, amigas, parceiras, dedicadas, educadas, e eu poderia passar horas e horas falando sobre as qualidades dessas duas fofuras.

Não que eu não tenha outros bons alunos, que isso fique bem claro! Mas é que com elas, rola aquela empatia, sabe? Aquele bem querer que, confessemos, não acontece com todos os nossos alunos. Eu tenho alunos dos quais gosto muito, daquele gostar da pessoa, de sentir a falta, de fazer carinho na cabeça. E olha que, pra minha alegria, a quantidade desses alunos é até razoável...

Claro que tem os estrupicinhos que, caso não fossem meus alunos, eu sequer me daria o trabalho de dar bom dia, de tão detestáveis que são. Sinto muito, mas não sou a Irmã Dulce, e não vejo o bem em todo mundo. Eu tento, e como tento, mas não consigo... Tem alunos que fazem questão de te olhar como se você fosse a pessoa mais insignificante do mundo, e ficam com aquela maldita cara de nojo a manhã inteira! Fico me perguntando como conseguem se olhar no espelho... Mas, chega de falar de coisas ruins, né não?!

As duas fofuras do 9° ano foram pra Disney. E, na volta, me trouxeram duas lembranças. Assim que eu cheguei na aula de segunda, lá vieram me entregar meu presente. Eu as abracei como quem abraça a um amigo, e pulei como se fosse uma criança ao ver o conteúdo dos meus presentes. Elas me conhecem tão bem, que não poderiam ter escolhido melhor. Dá uma olhadinha no carinho:



Sim! São os feijõezinhos mágicos do Harry Potter!!! Sim! É um lápis cor de rosa com o formato do Mickey! Sim! É muito carinho pra uma pessoa só...

Eu amo Harry Potter. Converso muito sobre a saga com meus alunos, e a maioria das frases das minhas provas de Inglês tem algum personagem da J.K. como sujeito... E a V. teve a delicadeza de me trazer feijões mágicos. Não vou comê-los! Sequer tive coragem de abrir a caixinha, do tanto que fiquei encantada... Sou boba?


Aqui os feijões pertinho dos meus livros do Harry... Sentiram-se em casa...

O lápis dado pela L. eu fiz de varinha de condão... Fiquei brincando em sala que só me faltava agora o pó de pirlimpimpim... Algumas pessoas podem pensar: Mas é só um lápis... Não! Pra mim não é só um lápis... É uma demonstração de carinho! Pense numa adolescente de 13 anos, dentro do mundo mágico da Disney, que teve a delicadeza de lembrar de sua estrupícia professora e comprar pra ela algo que lembrasse a viagem. Pois bem... Como eu disse, não é só um lápis, é carinho pintado de cor de rosa com orelhas de Mickey!

Outros alunos também foram à Disney na mesma excursão. Não, eles não me deram presentes, mas compartilharam comigo sua emoção em pisar no mundo dos sonhos. Também me senti feliz por ser merecedora de ouvir histórias...

Hoje, quando olho pro meu lápis e pra minha caixinha de "Every flavor beans" sorrio por me sentir querida. E, na nossa profissão, esse é um dos combustíveis que nos faz continuar em frente...

Na volta às aulas, fui abraçada, beijada e quase derrubada... Ganhei sorrisos, olhos doces, muitos muitos abraços. Ganhei presentes, histórias, carinho... Claro que também ganhei decepções, tristezas, raiva, indiferença, desrespeito, bagunça, falta de educação.

Já no primeiro dia de aula, vivi uma manhã de contrastes... Na verdade, todos os dias eles fazem tudo sempre igual, porque são humanos... Depois que aprendi que nem todos os meus alunos irão gostar de mim, e eu não irei gostar de todos, meus ombros passaram a pesar menos... Hoje, respeito a opinião de todos, e os trato com todo o carinho que recebo; mas não tenho mais a ilusão de conquistar e mudar o mundo.

Hoje, me satisfaço com mudar a mim mesma, diariamente. Me satisfaço com a conquista de um aluno por vez, porque, se não for assim, a gente não vai em frente não, viu...

Mas no dia em que eu me sentir triste, é só comer um feijão mágico [contanto que não seja o de cera de ouvido!], agitar meu lápis/varinha e sonhar com o dia em que terei uma sala cheia de "ves e eles"...

Ps: Omiti o nome das meninas por uma questão de responsabilidade. Apesar de estar falando bem delas, achei melhor não expô-las tanto...

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...
@patriciapirota

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Post its de quarta...

1. Jorge Drexler
Estou apaixonada por Jorge Drexler. Quem me segue no Twitter [@patriciapirota] já deve estar cansado do tanto que eu linko os vídeos desse uruguaio fofo! A música de Jorge é gostosa, tem um ritmo bom, parece meio que um sussurro de uma tarde fresca de primavera. Gosto muito, e escuto todo dia! Vou deixar um Top 5 das músicas que ando escutando mais [se clicar, você vai ser direcionado aos vídeos no Youtube]... AQUI você pode ver o site sobre ele. Vai lá e me diz: ele não é fofo?!

1. High and Dry - versão da música do Radiohead. Atualmente, gosto muito mais da versão do uruguaio...
2. Soledad - parceria com Maria Rita. É daquelas músicas que dói, de tão linda que é.
3. Al otro lado del rio - tema de "Diários de Motocicleta", e que fez com que Jorge ficasse conhecido. É gostosa, bem nostálgica...
4. Oh que será - versão da música de Chico. Tem uma bossa diferente, bem gostosa de escutar.
5. Dos colores blanco y negro - uma "quase" valsinha coisa mais linda do mundo!

Recomendadíssimo, como dá pra ver... Mesmo eu, a mais amante das amantes do rock, fico com o coração todo derretido e com a alma acarinhada sempre que escuto este uruguaio...

2. Historietas Assombradas para crianças mal-criadas
A primeira vez em que vi esse curta, foi numa sessão em que o Cinemark exibia de graça [bons tempos] alguns curtas do projeto Petrobrás. Desde então, a criação de Victor-Hugo Borges se ornou item obrigatório das minhas aulas. Acho genial a forma como ele misturou as lendas, as cores e tornou sua história encantadora tanto para crianças quanto para adultos.

Já usei pra fazer reconto e ilustração com os 8°s; como exemplo de Narração no Pré-vestibular; como base pras atividades do mini-curso pros professores... Enfim, essa obra de Victor-Hugo Borges é uma fonte inesgotável de idéias pra atividades em sala de aula.

Mesmo praqueles que não tem o pezinho na senzala educação, recomendo também, porque são vídeos gostosos, com uma direção de fotografia linda, e umas personagens absolutamente cativantes!

AQUI tem o episódio do Boitatá; AQUI o do Corpo Seco e AQUI do Jurupari. Clique e divirta-se!


3. 1009 coisas pra fazer antes dos 30 - AQUI
Se não me engano, encontrei esse link no blog Morando Sozinho, e achei ótimo! Apesar de os meus 30 estarem se aproximando a passos largos, achei uma lista bem bacana, e dá até pra intitular "Pra fazer antes de morrer", não dá? Claro que tem algumas coisas que eu jamais faria, mas...

4. Entrega Submarino em dois dias
Nunca antes na história de minhas compras virtuais, recebi uma entrega do Submarino em tempo tão recorde! Os livros que encomendei no domingo, e paguei na segunda [só pago compra virtual com boleto], chegaram hoje, às 14:30 da tarde!!! Como assim, Bial?! Entrega em 2 dias?! É um sonho?!

Parabéns, Submarino e Correios! Obrigada por não me fazerem perder os cabelos esperando meus livrinhos queridos... É assim que a gente gosta, e essa eficiência só nos faz querer comprar mais e mais!

5. Vote no conto da Ju, no concurso Eu amo escrever - AQUI
Eu podia 'tá roubando, eu podia 'tá matando, mas 'tô aqui pedindo seu voto... Esse link ai de cima é pra você votar no conto da Juliana Gervason, dona d'O batom de Clarice. Essa fofura em forma de gente está participando do concurso da Cantão, o Eu amo escrever. Leia o conto, e depois me diga se não vale o voto. É rapidinho e você vai fazer feliz uma pessoa querida, olha que beleza!

6. Bookshelf tour
Depois que a Ju Gervason descobriu o canal da Tatiana Feltrin no Youtube, e compartilhou com a gente, minha vida é outra. Nesse post AQUI a Ju fala sobre ela, e, minha gente, que criatura incrível! Adorei os vídeos dela! Ela é bem engraçada, e, além de tudo, professora. Olha a identificação...

Pois bem, depois da descoberta dos vídeos em que a Tatiana faz um tour pela sua estante de livros, eu e Ju, inebriadas pelo ócio das férias, resolvemos fazer uma blogagem coletiva mostrando nossas estantes. Ainda não fiz a minha por problemas técnicos, pois minha câmera decidiu entrar em greve. Já mandei a bichinha pro hospital e aguardo ansiosamente seu retorno.

A Ju, eficiente que só ela, já fez os vídeos. Clica AQUI e veja o post dela.

'Bora entrar nessa blogagem com a gente?

7. Quase Nada, Moon e Bá

Pra terminar, mais uma tirinha da série Quase Nada, de Fábio Moon e Gabriel Bá. Quem lê o blog há mais tempo sabe o quanto eu gosto desses dois quadrinistas. Falei muito sobre eles na dissertação, e posto direto as tirinhas dos gêmeos. Essa série, Quase Nada, é publicada no jornal Folha de São Paulo; eu gosto muito da temática, das cores e do traço deles. Acho até que poderíamos chamar essa série de literatura em quadrinhos, pois é um novo formato das histórias em quadrinhos; mas, pra isso, eu teria que continuar estudando e escrevendo academicamente... Então, deixemos a classificação pra daqui uns anos...

Por hora, deixo apenas mais uma tirinha deles...
10 Pãezinhos - Moon e Bá

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Meus cadernos de retalhos...

Nesse fim de semana, eu terminei de encapar o caderno que irei usar durante esse bimestre. Daí pensei comigo: por que não fazer um post mostrando como encapo meus cadernos? Porque, né... Arrumar idéia pra post não anda muito fácil...

Desde a época da faculdade, eu encapo meus cadernos com colagens. Sou apaixonada por produtos de papelaria, e adorava passar horas olhando as capas dos cadernos, mas, no fim das contas, achava um abuso pagar 30 reais em um caderno que, não fosse a capa, custaria 5. [Patrícia, mão de vaca since 1982...]

Pra não ficar andando por aí com um caderno com a capa feiosa, eu recortava algumas imagens de revistas, pegava uns postais e cobria tudo com fita adesiva transparente, porque, vou te contar, o Papel Contact me odeia e o sentimento é absolutamente recíproco! Nunca consegui me entender com aquele bicho... Já a fita transparente [daquelas mais largas] é minha amiga fiel, minha irmã camarada... É mais fácil de controlar, e quase nunca deixa bolinhas...

O bacana de fazer isso nos meus cadernos [que são cadernos de planejamento, notas, essas coisas...], é que meus alunos adoram, e alguns acabam até fazendo igual, e vem, todos faceiros, me mostrar a arte que fizeram... E vamos combinar que é sempre muito bom inspirar alguém a fazer arte, né? Mesmo que esta arte seja a mais simples de todas...

Na arrumação do quarto, estava guardando os cadernos do ano passado, e resolvi tirar foto e mostrá-los por aqui. Cada uma das figuras é pensada, e reflete meus gostos e minhas querências... 'Bora espiar? [Ps: se clicar na imagens, elas aumentam...] Primeiro, uma visão geral...

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