segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Me perdoe, Clarice...

Eu já havia falado sobre um poema meu que alguém, sabe deus como e porquê, publicou na rede com a autoria de Clarice Lispector. Não que eu me importe de ter um texto meu "assinado" pela Clarice, de jeito nenhum! Mas acredito que as pessoas têm o direito de saber que ele não foi escrito pela grande escritora, por quem tenho tamanha admiração.

Esse poema, o Cada pedaço de mim, foi escrito por mim em um pedaço de papel de bar, em novembro de 2006. A primeira vez que o postei foi no meu antigo blog, o MininaMá, nesse post AQUI.

Mas se você já explicou uma vez, pra quê explicar de novo, estrupícia? Me parece que a cada dia que passa, mais pessoas gostam do poema, e o colocam em descrições de perfis e posts de blogs, todos com a assinatura da Clarice. Não gosto quando é creditado a um autor algo que não é dele, e, na internet, isso tem sido cada vez mais frequente.

É só observar pra ver quão pouco essas pessoas que banalizam as citações conhecem sobre os escritores. É só olhar pro meu poema, um rascunho ébrio e mal feito. Como alguém pode imaginar que essas palavras tão bobas teriam sido escritas por Clarice, minha gente? Mas daí, você vai no Santo Google, e descobre a quantidade inimaginável de gente postando o poema assinado por Clarice. A maioria, aliás, o escreve em prosa, ignorando que o poema tem uma estrutura necessária pra compreensão do seu significado.

Por esse motivo, decidi, mais uma vez, avisar às pessos que o poema é meu. Foi escrito por essa humilde criatura, que nunca será tão genial quanto Clarice. Espero que aqueles que copiaram compreendam. E que os que pensam em copiar, aceitem o fato de que o poema foi escrito por uma mera mortal.

E pra terminar, 'bora lá colocar o poema mais uma vez por aqui, e pedir desculpas pra grande Clarice pelo mal-entendido...

Cada pedaço de mim
Patrícia Pirota nov/2006

Cada pedaço de mim
sabe o inferno que é
ser sol em noites de chuva
ser cor nos cinzas dos edifícios
ser luz na escuridão das manhãs
Cada todo de ti
sabe a delícia que é
ser flor nas asas do vento
ser cristal nos olhos das fadas
ser azul no fundo do mar
Cada suspiro de nós
sabe a angústia que é
ser só na multidão dos dias
ser muito na pobreza da esquina
ser ninguém na roda da vida
Enquanto isso
os relógios se vão e vêem
aqueles que sabem o que é
apenas ser na ausência do nada.

Um beijo, cheio de uma maldade nem tão má assim...

4 comentários:

  1. nóóóóssa!isso prova a grande escritora que vc é!
    ta vendo so!...vc poderia escrever um livro,eu serei a primeira a comprar!

    beijos

    sucesso minha idola!*-*

    obs: não te conheço pessoalmente...mas adoro ler tudo que vc publica!

    grande escritora!!!

    ResponderExcluir
  2. ...

    Capaz! Mas ainda assim, 'brigada pelos elogios... ;)

    No fundo, acho que isso prova o quanto as pessoas andam meio perdidas =P

    Um beijo!

    ResponderExcluir
  3. A sua poesia é tão linda que todos deveriam parar um momento escuta-la. E depois escutar de novo e de novo.
    É de uma clareza, uma sutileza estonteante. Mexeu comigo de uma maneira que nada mexia há muito tempo. Já decorei ela.
    Por favor, escreva mais. O mundo precisa de mais poesias suas.
    Parabéns, abraço!

    ResponderExcluir
  4. A sua poesia é tão linda que todos deveriam parar um momento escuta-la. E depois escutar de novo e de novo.
    É de uma clareza, uma sutileza estonteante. Mexeu comigo de uma maneira que nada mexia há muito tempo. Já decorei ela.
    Por favor, escreva mais. O mundo precisa de mais poesias suas.
    Parabéns, abraço!

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