segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Resoluções pra vida...

Eu fiquei a semana toda pensando nas tais resoluções de ano novo e no último post do ano. Parecia que nada servia, até que li esse trecho no livro "Um dia", do David Nicholls. Achei pertinente. Excelente. Real.

E deixo aqui minhas novas resoluções pra vida. Quem sabe você também não se interessa?

"O futuro se estendia à sua frente, uma sucessão de dias vazios, cada um mais desanimador e incompreensível que o outro. Como iria preencher todos eles?

Retomou a caminhada para o sul, em direção a The Mound. "Viver cada dia como se fosse o último" - esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia pra isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar um pouquinho pra fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. Seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em... alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se houver oportunidade."
[NICHOLLS, David. Um dia. Rio de Janeiro: Intrínseca 2012 p. 317]

E como esse é o último post de 2012, aproveito pra desejar a todos aqueles que carinhosamente vem aqui me visitar um excelente 2013!

Que essa nossa vontade de mudar, de ser melhor, de fazer melhor não se acabe com a festa da virada. Que façamos de cada dia um novo ano. Afinal, temos 365 oportunidades pra acertar.

Liniers

Muito obrigada a todos pela sempre tão querida presença!

Um beijão procês!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Da economia do tempo - Sêneca


A persistência da memória - Salvador Dali
Eu descobri Sêneca em 2012, o ano em que tantas pessoas estavam preocupadas com o tal do fim do mundo. E foi com Sêneca que aprendi que o mundo acaba todos os dias, todos os segundos, e que o tempo é um de nossos bens mais preciosos.

A carta abaixo, destinada a Lucílio, está no livro "Aprendendo a viver", compilação de cartas feitas por Lúcia Sá Rebello, para a Editora L&PM Pocket. Uma de minhas melhores leituras de 2012. Uma de minhas melhores leituras da vida.

Espero que, assim como aconteceu comigo, Sêneca também mostre a você o quanto estamos desperdiçando nosso tempo pensando no quanto desperdiçamos tempo. Penso que essa reflexão seja bastante propícia nessa época de festas de fim de ano, na qual fazemos promessas, renovamos votos e todas essas coisas boas que, infelizmente, acabamos deixando só pro fim do ano.

Que tomemos consciência do quanto cada dia é único e importante. E do quanto precisamos tomar conta de nós mesmos todos os dias...

I - Da economia do tempo
Sêneca saúda o amigo Lucílio

Comporta-te assim, meu Lucílio, reivindica o teu direito sobre ti mesmo e o tempo que até hoje foi levado embora, foi roubado ou fugiu, recolhe e aproveita esse tempo. Convence-te de que é assim como te escrevo: certos momentos nos são tomados, outros nos são furtados e outros ainda se perdem no vento. Mas a coisa mais lamentável é perder tempo por negligência. Se pensares bem, passamos grande parte da vida agindo mal, a maior parte sem fazer nada, ou fazendo algo diferente do que se deveria fazer.

Podes me indicar alguém que dê valor ao seu tempo, valorize o seu dia, entenda que se morre diariamente? Nisso, pois, falhamos: pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte.

Então, caro Lucílio, procura fazer aquilo que me escreves: aproveita todas as horas; serás menos dependente do amanhã se te lançares ao presente. Enquanto adiamos, a vida se vai. Todas as coisas, Lucílio, nos são alheias; só o tempo é nosso. A natureza deu-nos posse de uma única coisa fugaz e escorregadia, da qual qualquer um que queira pode nos privar. E é tanta a estupidez dos mortais que, por coisas insignificantes e desprezíveis, as quais certamente se podem recuperar, concordam em contrair dívidas de bom grado, mas ninguém pensa que alguém lhe deva algo ao tomar o seu tempo, quando, na verdade, ele é único, e mesmo aquele que reconhece que o recebeu não pode devolver esse tempo de quem tirou.

Talvez me perguntes o que faço para te dar esses conselhos. Eu te direi francamente: tenho consciência de que vivo de modo requintado, porém cuidadoso. Não posso dizer que não perco nada, mas posso dizer o que perco, o porquê e como; e te darei as razões pelas quais me considero miserável. No entanto, a mim acontece o que ocorre com a maioria que está na miséria não por culpa própria: todos estão prontos a desculpar, ninguém a dar a mão.

E agora? A uma pessoa para a qual basta o pouco que lhe resta, não a considero pobre. Mas é melhor que tu conserves os teus pertences, e começaras em tempo hábil. Porque, como diz um sábio ditado, é tarde para poupar quando só resta o fundo da garrafa. E o que sobra é muito pouco, é o pior. Passa bem!

Referência: Sêneca. Aprendendo a Viver. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2012 p. 15-16.

Ps: Se você quiser saber o que eu achei da leitura de Sêneca, é só assistir a esse vídeo AQUI, ó. ;)

Beijo procês!

Resultado do Sorteio Poeme-se [Procura-se um amor que goste de...]

Eis que, enfim, eu consegui colocar o resultado do sorteio no ar!

Eu estava esperando a sortuda responder antes de postar o vídeo, porque, caso ela não respondesse, eu faria outro.

E aos 45 do 2° tempo a dona Isadora TM me respondeu, direto da sua Lua de Mel, gente! Olha eu atrapalhando a vida das pessoas. x)

Aqui embaixo está o vídeo com as etapas do sorteio, e teve até testemunha ilustre: meu boneco do Mestre Yoda.

Muito obrigada a todos que participaram! Se pudesse, dava um prêmio pra cada um, mas a coisa 'tá feia, né... Ano que vem teremos mais sorteios, eu prometo!

Quero aproveitar e mandar também um abraço enorme pra galera da Poeme-se, que foi super gentil em ceder a camiseta, e ainda me dar uma camiseta linda!


Um beijão procês todos!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sorteio Poeme-se [Procura-se um amor que goste de...]

A Poeme-se é uma loja online que vende poesia em forma de matéria. Eles tem ideias incríveis, e materializam essa nossa sede de poesia de cada dia em camisetas lindas!

Abaixo, algumas imagens da nova coleção da Poeme-se, a "Procura-se um amor que goste de...".







A Poeme-se já é parceira antiga do blog da minha querida amiga Ju Gervason, O Batom de Clarice, e agora resolveu dar as mãos a outras blogueiras também. Estamos juntas nessa nova campanha eu, Ju, Denise e Luara.

E nesse semana vai rolar um sorteio lá no Youtube, de uma camiseta da nova coleção.

Pra participar é coisa fácil, fácil! É só deixa um comentário nesse vídeo aqui embaixo, dizendo "Quero vestir poesia com a camiseta da Poeme-se".


Só há duas exigências: morar no Brasil e se inscrever apenas uma vez.

Além disso, o participante deve ter uma conta do Youtube válida, pra que eu possa entrar em contato caso seja o ganhador.

Sim! É só isso, estrupício! Não precisa fazer promessa, clicar em milhões de botões, nem divulgar loucamente. É só deixar um comentário lá no vídeo e torcer.

As inscrições serão aceitas até o dia 15/12/2012, e o sorteio será realizado via Random.org no dia 16/12/2012.

O vencedor poderá escolher a estampa [dentre essas três aí de cima] e o tamanho da camiseta. Basta colocá-los no comentário.

Lembrando que só será aceita uma inscrição por pessoa, viu. Não vão querer me passar a perna, hein!

Visitem o site da Poeme-se e vistam-se de poesia.

Beijão procês, e boa sorte!

Ps: Todas as imagens foram "honestamente surrupiadas" desse post da Luara, porque a pessoa aqui não tem envergadura moral pra salvar as fotos direito! x)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Home [Phillip Phillips]


Singing Home, once again, Phillip Phillips! ;)

Porque hoje é sexta, e a gente merece começar bem o dia e terminar bem a semana.

And yes, I'm still in love with him! *-*

Beijo procês!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Antes de Partir [Ou sobre quando a morte leva um pedaço de nós]

Nos dois últimos meses eu chorei. Chorei litros. Chorei rios. E sim, adoro hipérboles.

Passei por inferno astral, aniversário infernal - afinal, não me venha com essa balela de dizer que chegar aos 30 é coisa fácil, porque não é! -, morte da vovó, acidente da mãe, trabalho, filme, livro, propaganda, música...

Ah! Pontequepartiu!!! Chorei até não aguentar mais chorar. Chorei até doer de tanto chorar. E, bem, eu tenho que manter a fama de coração de gengibre, por isso decidi parar com essa viadagem!

Fonte: Adoro Cinema
Sexta-feira eu assisti ao filme "Antes de Partir" [clica pra ir ver as infos do filme no Adoro Cinema], lançado em 2008, com Jack Nicholson [um dos melhores atores do Universo!] e Morgan Freeman [O cara é tão elegante, que até usando roupa de mecânico cheio de graxa ele ainda mantém o porte].

Eu não lembro de ter assistido a esse filme, de modo que essa deve ter sido a primeira vez. E já me bastou pra entender que não adianta mesmo ficar chorando.

Chorar pra desopilar o fígado? Tudo bem, afinal, infelizmente não dá pra sair espancando as pessoas por aí. Agora, chorar e se esconder debaixo das cobertas com medo da vida? Larga mão, companheiro! A vida é uma só, já cantava docemente o Poetinha...

O filme conta a história de Carter Chambers (Morgan Freeman), um homem inteligentíssimo, humilde, com um casamento estável e uma família linda. Ele trabalha como mecânico porque, sacomé, precisa sustentar a família. Um dia ele descobre que tem câncer e vai parar no hospital. Seu companheiro de quarto é nada menos que Edward Cole (Jack Nicholson), um bilionário arrogante que não suporta a si próprio. E embora tenha muito dinheiro, Edward também tem câncer, afinal, as doenças não escolhem suas vítimas pela conta bancária.

Uma das ideias mais legais do filme é a tal da "Lista de Bota", que é uma listinha [quem ama lista, levanta a mão!] de coisas que a pessoa quer fazer antes de morrer. Bom, ambos estão em estágio de câncer terminal, e se juntam pra ir fazer as coisas que gostariam antes que a luz da vida se apagasse de seus olhos.

O filme é lindo. Engraçado. Comovente. Não poderia ser diferente, por se tratar de vida e morte. Não poderia ser ruim, tendo Nicholson e Freeman.

Daí vem a minha relação com o filme...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As mulheres de 30, Mario Prata


Fonte
Há quase um mês, eu entrei pro time das balzaquianas. Sim, a MininaMá, já nem tão menina assim, fez 30 anos.

Vou contar uma coisa procês: não é fácil. Quem disser que é, é daquele tipo de gente que diz que tatuagem não dói. Sabe que dói, mas não quer contar o segredo.

Na verdade, o mais difícil não é fazer 30, mas sim os 3 ou 4 anos que antecedem os 30. Porque a gente fica meio que sem saber o que fazer, sabe?

Só que hoje não quero falar sobre a minha experiência com os 30 não... Falo sobre ela depois. Hoje quero deixar aqui as palavras do sempre tão querido e sábio Mario Prata.

Se você está chegando na era balzaquiana ou já passou dela, recomendo que leia. Depois das palavras de Mario, qualquer idade fica leve, e qualquer história se torna sorriso.

As mulheres de 30

O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: 
'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'. 

Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40? 

Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha! 

A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo. 
A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar. 

Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar. 

O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia. 

A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer. Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30? 

Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam. 

São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam. 

Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'. 

Ponto. Pra elas.

Referência: PRATA, Mário. Disponível em http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,,EPT670368-2813,00.html. Acessado em 02/12/2012.

Beijo procês!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Post Its #11

E então eu vim aqui, toda prosa, no início da semana, pra dizer que voltaria a postar... A semana acabou, e não consegui colocar nenhum post no ar.

Gente, foquem no "a semana acabou". Eu não vi a semana acabar! Não vi! Dormi na segunda, e quando percebi já era manhã de sexta. Que diabo é isso?!

Não sei, de verdade não sei... Ou eu ando com problemas de memória e competência, ou o tempo anda me dando rasteira atrás de rasteira...

Mesmo eu tentando ser discípula do Vida Organizada, não dou conta.

Mas né, 'bora deixar essa falação sobre o tempo pra lá porque isso é... perda de tempo!

Voltemos com nosso Post Its, hoje bem aleatório. Quer dizer, ele é sempre bem aleatório, né não? ;)

Companhia Musical

[Sim! Uma das músicas mais lindas ever interpretada pela melhor candidata do The X Factor USA!]
[Alguém duvida que eu esteja viciada nessa menina? ;)]
[Ouvi muuuito essa semana!]
´[Tia Rita sempre delícia!]
[Sim! É a música do Backstreet Boys! Mas esses caras aí são incríveis! Recomendo todos os covers!]



Fiquei sabendo dessa campanha através do delicioso blog Hoje vou assim off, da Ana. Eu sou daquelas que não cuida do jeito que deveria da pele, porque né, só protetor solar não é cuidado suficiente.

Se você também é dos times da preguiçosa como eu, vá lá e dê uma olhadinha nos riscos que estamos correndo... Quem sabe você também descubra que com a pele a gente não pode brincar.


Embora o mundo tenha transformado o "espírito natalino" em uma estratégia de marketing, a gente ainda pode carregar conosco um cadinho dos valores morais que são próprios dessa data.

Eu acho louvável o projeto que os Correios fazem com as cartinhas enviadas para o Papai Noel, uma pena que haja muito mais crianças do que padrinhos.

Estou um cadinho atrasada com o meu presente, mas vou essa semana nos Correios pra pegar a cartinha, comprar o presente e enviá-lo para uma criança que ainda sonha com um mundo melhor...

E você, já participou dessa iniciativa dos Correios? 'Bora participar?


No site Quebrando um galho [não faço ideia de como fui parar lá!] encontrei esse "teste", no qual as imagens possuem apenas fragmentos de personagens, filmes, artistas e a gente tem que adivinhar quem/o quê são.

Eu adoro esse tipo de jogo! E já que o fim de ano está loucura loucura loucura pra todo mundo, é bem bom relaxar um pouquinho, né, minha gente?

Aqui embaixo uma das imagens que retirei lá do site, de uma das minhas bandas favoritas do Universo!

Fonte: Quebrando um Galho

E eis que a mulherada que ama livro, resolveu se juntar pra falar de belezuras no Youtube!

A querida Tati Feltrin cedeu o espaço do seu, já consagrado, Tiny Little Things 2, e estamos, todas juntas, falando da beleza exterior, enquanto deixamos a interior pros nossos vlogs de costume.

Porque inteligência não exclui beleza, não é? ;)

As participantes do canal são:
Além do canal, as meninas também fizeram uma fanpage lá no Facebook. Espia: Rubro Coletivo.

'Bora lá conferir, mulherada!


Eu conheci o blog A felicidade é o caminho através do The busy woman and the stripy cat, que é uma delícia de leitura diária, e já foi recomendado por aqui!

No A felicidade é o caminho, a Mafalda fala de coisas que podem melhorar essa nossa vida de cão, como essas dicas pra gente não endoidar de uma vez por todas.

Os posts dela são sempre bem objetivos e muito úteis, principalmente no que diz respeito de olharmos pra nós mesmos.

Porque a gente faz listinhas pra coisas da casa, do trabalho, dos filhos, dos estudos, mas ninguém coloca lá na agenda "Descansar dez minutos enquanto ouço Frank Sinatra". E como isso é bom!

A gente esquece de se colocar como prioridade também, e o blog da Mafalda ajuda a lembrar disso sempre.


Eu não sou a mais adepta do tal do Tumblr, confesso. Parece que falta alguma coisa, não sei... Prefiro o Pinterest [no qual, aliás, estou viciada!]. Mas vezenquando encontro algo que realmente vale a pena.

Nessa matéria do Jornal Opção, eles listaram 30 Tumblrs cujo tema é Literatura. Tem de tudo! Fotos, citações, curiosidades... Enfim, bom pra quem vive da grande arte.


Amo, amo, amo Um Sábado Qualquer e a genialidade sempre delícia do Carlos Ruas!

A tirinha aí embaixo é praticamente "piada interna" com um dos meus últimos vídeos no canal do Youtube [Post Its #6 Sobre as Eleições e os livros que chegaram]. Não vou escrever o porquê aqui, que é capaz dos discípulos do senhor virem bater na minha porta virtual também. x)

Fonte: Um Sábado Qualquer


Um beijo procês!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Oi, tem alguém aí?

Hoje, por algum motivo que não me lembro mais, entrei na página do blog e descobrir que não publico um post há 3 meses. TRÊS MESES!

Não me perguntem o que aconteceu, porque se eu fosse contar, ao invés de um post precisaria de um livro do tamanho de um Vade Mecum...

Só peço que me desculpem, pois sei bem que tem gente que vem aqui vezenquando pra ver se tem novidade, e a única coisa que encontra é poeira e teia de aranha...

Pois bem, depois do susto de ver que não escrevo há tanto tempo, volto essa semana com os textos. Eu prometo! [E sim, eu sei que você não acredita mais nas minhas promessas, mas vamos lá, tenha fé, companheiro!]

Quero aproveitar e agradecer a quem tem se inscrito no blog e no canal do Youtube. Muito obrigada, seus lindos! Me desculpem por não ter dado a atenção que vocês merecem...

Mas por hoje é isso aí, afinal, já é quase uma da manhã e amanhã é segunda-feira brava...

Espero que vocês tenham todos uma semana maravilhosa! E que esses meses que passei longe tenham sido ótimos...

Beijão procês!

Fonte: Macanudo del dia

sábado, 18 de agosto de 2012

A morte em Andreiev, Tolstói, Örkény e Lessa [Leituras de MininaMá #14]

Oi! Tudo bem com você? ;)

E não é que faz um tempão que não divulgo meus vídeos aqui no blog?! Acho que acabei meio que trocando um pelo outro temporariamente... Andei cheia de amores pelo Youtube, mas agora estou voltando pro bloguito velho de guerra.

E o post e hoje é pra falar sobre o último vídeo [clica que ele te dá a mão e te leva pro Youtube]


Nesse vídeo eu faço considerações sobre quatro livros que falam, cada um sob uma ótica diferente, da Morte. Não a Morte de Gaiman, mas a morte-morte, aquela maldita que nos espera no fim da estrada.

Os livros sobre os quais falei são:
  1. Os sete enforcados - Leonid Andreiev [Editora Rocco Jovens Leitores]
  2. A exposição das rosas - István Örkény [Editora 34]
  3. A morte de Ivan Ilitch - Leon Tolstói [L&PM Pocket]
  4. A desintegração da morte - Orígenes Lessa [Editora Moderna]


Foram citados no vídeo:



Durante o vídeo, eu li uma passagem da "Introdução à edição americana", escrita pelo Andreiev em ocasião do lançamento do livro nos Estados Unidos. Vou escrever abaixo a passagem que li, pois é um daqueles textos capazes de nos fazer encarar o mundo de outra forma. Espero que gostem tanto quanto eu...

Introdução à edição americana
"Fico muito feliz de ver Os Sete Enforcados publicado em inglês. O infortúnio de todos nós é conhecermos tão pouco, ou mesmo nada, uns aos outros. A Literatura, a quem tenho a honra de servir, é importante exatamente porque a tarefa mais nobre que ela se impõe é a de anular fronteiras e distâncias.

Como uma casca espessa, todo ser humano está encerrado em uma capa de corpo, roupa e vida. Quem é o homem? Podemos apenas conjeturar. Que constitui sua alegria ou tristeza? Podemos adivinhar apenas, por seus atos, que com frequência são enigmáticos, e por seu riso e suas lágrimas, que muitas vezes nos são inteiramente incompreensíveis. E se nós, russos, que vivemos tão unidos em constante miséria, compreendemos tão mal uns aos outros a ponto de matarmos sem piedade aqueles que deveriam ser lamentados ou mesmo recompensados, e elogiamos aqueles que deveriam ser castigados, muito mais difícil é pra vocês, americanos, compreender a distante Rússia. Entretanto, para nós, russos, é igualmente difícil compreender a distante América, com a qual sonhamos em nossa juventude e sobre a qual refletimos tão profundamente em nossos anos de maturidade.

Os massacres dos judeus e a fome; um Parlamento e execuções, saques e o maior heroísmo; A Centena Negra e Léon Tolstói - que mistura de figuras e conceitos, que fonte fecunda de todo tipo de equívocos! A verdade da vida silencia, consternada, e a falsidade atrevida grita bem alto perguntas urgentes e dolorosas: 'Com quem serei solidário? Em quem confiarei? A quem amarei?'.

[...] E se minha história real de sete dos milhares de enforcados ajudar a destruir pelo menos uma das barreiras que separam uma nação da outra, um ser humano do outro, uma alma de outra alma, eu me considerarei satisfeito."

[Referência: ANDREIEV, Leonid. Tradução Eliana Sabino. Os sete enforcados. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2011 p. 11-15]

Um beijo procês!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Canção da tarde no campo - Cecília Meireles

Fonte da imagem: Releituras
Recebi esse poema por e-mail da minha mais do que querida Juliana Gervason, e ele ficou ecoando em mim desde então.

Daí que o trouxe pra cá, pra que ele ecoe em você também...

Pra que você não se esqueça que estar sozinha não quer dizer deixar-se abandonar....

Pra que você não perca a esperança no amor, mesmo que seja o seu próprio...

Pra que nessa semana que começa, você carregue consigo sua  tarde, sua flor, sua fonte e sua estrela...

Pra que a vida que ecoa nas palavras e no sorriso de Cecília também possa fazer-lhe companhia.




Canção da tarde no campo

Caminho do campo verde,
estrada depois de estrada.
Cercas de flores, palmeiras,
serra azul, água calada.

            (Eu ando sozinha
            no meio do vale.
            Mas a tarde é minha.)

Meus pés vão pisando a terra
Que é a imagem da minha vida:
tão vazia, mas tão bela,
tão certa, mas tão perdida!

            (Eu ando sozinha
            por cima de pedras.
            Mas a flor é minha.)

Os meus passos no caminho
são como os passos da lua:
vou chegando, vais fugindo,
minha alma é a sombra da tua.

            (Eu ando sozinha
            por dentro dos bosques.
            Mas a fonte é minha.)

De tanto olhar para longe,
não vejo o que passa perto.
subo monte, desço monte,
meu peito é puro deserto.

            (Eu ando sozinha,
            ao longo da noite.
            Mas a estrela é minha.)

Referência: MEIRELES, Cecília. Obra poética de Cecília Meireles. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958,
p. 229-30.

Ps: Me desculpem pela ausência do blog, meus queridos... Essa semana eu volto a aparecer por aqui.
Enquanto isso, meu muito obrigada a quem, mesmo no meu vazio, continua preenchendo minhas palavras.

Tenham todos uma excelente semana!
Um beijo procês!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Destino - Salvador Dali e Walt Disney

Por pura ironia do destino, encontrei esse vídeo quando estava procurando algum curta pra postar no blog. Não há perfeição maior na animação do que juntar a genialidade de Salvador Dali e Walt Disney.

Não tenho outra palavra pra definir o vídeo além de maravilhoso! Enjoy!


Beijo procês!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eu sei, mas não devia - Marina Colassanti


Fonte da imagem: Releituras

Ah, o comodismo.... Tão arraigado em nossas veias, tão necessário pra manutenção da sociedade moderna, tão prejudicial aos nossos sonhos...

Esse texto de Marina Colasanti é daqueles pra gente colocar num quadrinho e ler todos os dias, como se fosse uma oração, pra modo de não esquecermos que sempre podemos ser e fazer mais...

Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti (1972)

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Ficha técnica: Retirado do site Releituras [link aqui]

Que tenhamos todos uma excelente semana!
Beijo procês!

domingo, 15 de julho de 2012

Post its #10

Oi. Tudo bem com você? Pois é, eu sei, faz tempo que não apareço... Mas a vida anda corrida, sabe? É claro que você sabe, afinal de contas, imagino que a sua também esteja.

Eu sei, eu sei... Eu não deveria sumir desse jeito. Sim, eu sei, já prometi diversas vezes que não sumiria mais. Mas sabe como é. Final de semestre, mudança de casa. Sim, estou em processo de mudança DE NOVO! Daqui uns dias vou ter que me apresentar assim: Mudança, muito prazer!

E olha, vou dizer uma coisa procê, prefiro ter um filho viado que um filho imobiliária e mudança! Mas nem vou me estender nesse assunto, porque depois faço um post no estilo Reclame Aqui.

Por enquanto, 'bora pro Post its dessa semana?

Companhia Musical
[Porque todo dia é dia de rock'n roll!!! E hoje é dia das bandas com "The".]


Eu descobri o blog da Rita num dos posts do Vida Organizada, blog da Thaís no qual eu sou vicíadíssima. Rita é uma portuguesa, e em seu blog ela fala, dentre outras coisas, de Minimalismo e Organização, assuntos que tem me interessado deveras.

Ultimamente tenho buscado alternativas para viver melhor, e muito do que a Rita fala tem me ajudado por demais. Ela também escreveu um livro, Guia rápido para simplificar a vida, que pode ser baixado nesse link aqui.

Se você também está buscando novos caminhos pra tornar sua vida melhor, corre lá que vale muito a pena.


Minha mama virtual mais do que querida, dona Luci Cardinelli, fez um post lá no Vida com fotos das vinte livrarias mais lindas do mundo. É de encher os olhos de suspiros. Se você é bibliófilo, PRECISA ler esse post! Já foi?


Não sei como cheguei a esse link, só sei que Felipe Vega fez uma reflexão pra lá de necessária nesses nossos dias.

No texto, ele fala sobre essa nossa sociedade do espetáculo, e sua necessidade de registrar tudo como se não houvesse amanhã.

Por vezes eu tenho um certo medo de deixar de viver a minha vida pra compartilhar virtualmente a vida dos outros. Tenho me esforçado pra viver mais fora da tela, pois acho que estamos nos perdendo de nós mesmos em tantos links e imagens.

Se você também tem refletido sobre isso, ou ainda, se não pensou nisso, sugiro que leia o texto.


Penso que só o nome de Antonio Prata seja suficiente pra que você vá correndo ler esse texto, que, como todos os outros escritos dele, é genial.

Bom pra pensar nas pequenas hipocrisias desse nosso mundo cada vez mais cão.


Estamos cada vez mais endurecidos pela vida, e, a cada dia que passa, deixamos de praticar pequenos gestos de gentileza, seja para com o outros, seja para conosco mesmos...

Penso que é sempre bom retribuir ao universo aquilo que ganhamos. Como muito bem sabemos, gentileza gera gentileza, então, por que não sermos mais gentis?

É claro que essa matéria, que encontrei no MdeMulher, não é uma tábua de leis eternas, mas pode bem ser aquele empurrãozinho que faltava pra você deixar a gentileza entrar em sua vida.


Essa dica é rapidinha, pois o sorteio acaba no dia 20 de julho. Corre lá nessa página do blog da Ju, e participe do sorteio.

Depois que fizer isso, pode demorar no site da Poeme-se, ideia linda de fazer camisetas literárias. Estou apaixonada pela camiseta do Machado, e pela do Olavo Bilac e pela...

Enfim, a loja é linda. E aproveita, porque os leitores d'O batom de Clarice tem 20% de desconto nas compras da loja.

O quê?! Você não é leitor d'O batom de Clarice?! Então corre lá, rapaz!


E hoje eu vou terminar esse Post its com a minha personagem favorita de todos os tempo do Universo: Mafaldinha.

Gosto por demais dessa tirinha, pois ela me lembra o quanto desperdiçamos momentos felizes nessa vida.

Tirei daqui

Que tenhamos todos uma excelente semana!
Um beijo procês!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Small Pleasures [Constantin Pilavios]

E já que tenho tentado ficar sobre minha mesa para ver a vida de forma diferente, trago um dos vídeos mais lindos que vi nos últimos anos, do diretor grego Constantin Pilavios. Dele também recomendo assistir "What's that".

Enjoy. Enjoy your life. Enjoy yourself.


Beijo procês!

domingo, 24 de junho de 2012

Sobre mortes e renascimentos...

Tirei daqui
Eis que Junho se mostrou um mês cheio de aprendizados. Quer dizer, no fundo no fundo, tive um aprendizado: de que as coisas precisam morrer para que em seu lugar outras possam nascer. Pois é... Esse é o Inverno chegando de sola pra me ensinar o que eu já devia ter aprendido há muito tempo...

Há uma semana eu perdi um amigo. Acidente de moto, esse veículo maldito... Há uma semana vi o irmão desse amigo, amigo mais do que querido, parte da minha família de coração, sofrer por dentro, tentar segurar a onda de perder um irmão pra uma brincadeira do destino. Há uma semana encarei a morte de frente, sem aviso prévio, nem notificação com três vias registradas em cartório.

Some-se a isso eu ter lido apenas livros cujo tema principal seja a morte [Os sete enforcados, Andreiev; A Exposição das Rosas, Orkény; A morte de Ivan Ilitch, Tosltói - falo sobre eles depois, num vídeo pra desempoeirar o canal...].

Entrei em parafuso, é claro. Meu corpo esmoreceu e fiquei doente. Minha alma ficou doente. E então o fantasma do "se" veio morar comigo...

E se eu perdesse outras pessoas? E se eu perdesse minha família? E se eu perder meus amigos mais próximos, parte da minha família do coração? E se eu não aguentar?

Porque a morte só é triste pra quem fica. A morte só é insuportável pra quem tem que conviver com a falta, e eu não sei conviver com a falta. Eu ainda não aprendi a viver com a distância, com a ausência, com a saudade.

Mas como eu estava dizendo, o solstício de Inverno veio me lembrar que é preciso morrer para renascer...

Ontem, com febre, tosse, dor no corpo e todas essas outras coisas que vem de brinde numa gripe profissa, fiquei em casa, de cama. Cansei da internet, e resolvi pegar uns filmes pra assistir. Olhei minha humilde videoteca, repleta de Tarantinos e filmes sangrentos [quem não conhece minha "videoteca", pode conferir nos meus vídeos lá no Youtube], e me deu vontade de, pela milésima vez, assistir Curtindo a vida adoidado e Sociedade dos Poetas Mortos.
Tirei daqui

Foi assim, de súbito, sem nem pensar muito, e, talvez, tenha sido uma das decisões mais acertadas do mês...

Comecei com Ferris Bueller, aquele traquinas. E como eu ri. E como eu me diverti. E como eu me vi no Cameron...

[Ps: Se você nunca assistiu Curtindo a vida adoidado, sugiro que você pare o que está fazendo e corra. Sua vida nunca mais, eu disse NUNCA MAIS, será a mesma...]

Ao olhar pro Cameron, doente, desmotivado, quase que vivendo por obrigação, eu vi a mim mesma nos últimos tempos. Vi uma vítima sem reação diante dos problemas. Vi uma pessoa que teria tudo, ou quase tudo, pra ser feliz, e que anda se arrastando por aí...

Sim, essa sou eu. Uma pessoa que se deixou abater pela falta de tempo, mas, principalmente, pela falta de amor pela vida. Uma pessoa que deixou as pedras desviarem a atenção das flores do caminho. Uma pessoa fraca.

Ou melhor, essa era eu até ontem, antes de assistir Sociedade dos Poetas Mortos.

Eu assisti a essa obra prima pela primeira vez quando ainda era adolescente, e a tenho assistido quase que anualmente, sempre que sinto que minhas forças pra lutar estão ficando escassas. Sempre que me vejo desistindo, vou lá, e tomo uma injeção de Carpe Diem. Me submeto ao tratamento Keating de choque.
Tirei daqui

E foi exatamente o que aconteceu ontem: Mr. Keating me salvou de mim mesma.

Se você ainda não assistiu ao filme, peço encarecidamente que o faça, pelo seu próprio bem, pois Sociedade dos Poetas Mortos não é apenas um filme, é um salvador. Ele é capaz de nos resgatar do quarto escuro em que nos trancamos, com medo de enfrentar a vida. Porque é muito fácil, muito cômodo nos fazermos de vítima, nos abandonarmos, nos esquecermos.

Difícil mesmo é continuar em frente, é ver que, apesar de tudo e todos, ainda temos tanto e tantas coisas maravilhosas a viver. Porque a alegria é perigosa. A alegria nos torna melhores, e, muitas vezes, para viver na sociedade em que vivemos, é necessário que sejamos piores, para que o próximo não se sinta incomodado.

E ontem eu decidi não mais ser pior. Decidi aproveitar a vida, decidi estampar na alma o lema de Mr. Keating...

Claro que essa sensação não durará pra sempre, e, no próximo obstáculo, me verei tentada a me esconder na escuridão novamente. Mas quando esse momento chegar, me lembrarei de Ferris, me lembrarei de Mr. Keating, e me lembrarei do quanto é boa a sensação de se sentir bem na própria pele.

Porque a tristeza nos afasta de nós mesmos. A tristeza nos corrói, como se fôssemos metal jogado ao mar. A tristeza alimenta o que de pior existe guardado em nós.

Sei que esse não é um texto pertinente pra um Domingo, véspera de Segunda-feira, afinal, Segunda é o dia oficial do mau humor e da insatisfação de estar vivo. E não, não me tornei repentinamente a Pollyana.

Continuarei casmurrando por aí, pois velhos hábitos não são facilmente deixados para trás. Mas hoje eu quero ter a sensação de que tudo vai dar certo. Hoje eu preciso acreditar que vou conseguir chutar as pedras, mesmo que elas me machuquem os pés. Hoje eu convido você a aprender também com Mr. Keating:

Tirei daqui

Que tenhamos todos uma ótima semana! E que o Inverno não venha apenas para nos lembrar de que o frio está por vir, mas sim que logo logo a Primavera virá cheia de flores a nos enfeitar os caminhos...

Um beijo procês!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tirinhas de Sabedoria...

Estou tentando, mas às vezes penso que não o suficiente...

Charles Schulz

Me perdoem pela ausência. Assim que eu aprender a viver o presente, eu prometo que volto.

Beijo procês!

terça-feira, 8 de maio de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Falhas - Martha Medeiros

Imagem daqui
Eu falho, tu falhas, ele falha. Nós somos humanos... E essa é a graça de poder mudar sempre, pra melhorar sempre.

Falha

Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está muy faceiro caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a Golden Gate, e de uma hora pra outra, pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?

Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.

Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.

Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas não a ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hra do cansaço, é preciso ter cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.

Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrar  um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter crédito e errar outra vez.

Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, generosas e abrir suas portas, devem nos querer fazer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar, nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas, portanto, podem surpreender.

Falhas. Agradeça as suas, que é o que humaniza você, e nos fascina.

Ficha técnica: MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM, 2009 p. 58-59.

Beijo procês!
Tenham todos uma excelente semana!

domingo, 6 de maio de 2012

Post Its #9

Ao contrário do último Post Its - no qual eu comemorava a marca de 6 posts seguidos -, no de hoje eu tenho que pedir desculpas pelo sumiço de um mês.

Pois é... Um mês passa rápido. Principalmente um mês em que o fim do bimestre me toma todas as forças do mundo.

Mas... Nada de desculpas e reclamações! Brindemos a minha volta, a chegada de novos amigos [porque aqui no Ainda MininaMá eu não tenho leitores, tenho amigos] e a querida companhia dos velhos amigos.

'Bora pra mais um Post Its, estrupicinhos?

Companhia Musical [Porque hoje é dia de Philip Phillips, aquela delícia!]
1. Somebody that I used to know - dueto com a Elise


Descobri esse Tumblr graças a fofa da Luara, do Isaac Sabe, que me mandou o link por e-mail. Pra quem gosta de Neil Gaiman, é um prato cheio!


Tudo o que vem acontecendo na Nobody's land da internet tem me incomodado bastante. Mas hoje eu não vou falar sobre isso não. Hoje eu vou convidar você pra ler esse post da Ju, lá n'O batom de Clarice. Assino embaixo e bato palmas!


A Raquel, dona fofa do Da Editora, fez um post bem bacana falando sobre como podemos considerar um clássico como sendo um clássico. Gostei muito da forma como ela abordou esse assunto que, convenhamos, é pra lá de espinhoso.

Complementando a discussão levantada pela Raquel, a Ju Gervason fez um vídeo lá na delícia do canal dela no Youtube falando sobre Preconceito Literário.


Aline Aimée, Little Doll House, é uma das pessoas mais fofas desse mundo virtual, e a Bonita vive dando dicas de coisinhas fofas que ela compra por aí. Sempre que tem um post desses eu fico me corroendo de vontade de ter também.

Mas dessas vez ela passou dos limites! Veja se não dá vontade de ter dois, três de cada um desses bloquinhos fofos?! E o melhor! Dá pra comprá-los aqui no Brasil mesmo!

Corre lá pra ver!


Acho que já elogiei por diversas vezes a escrita da dona Gabriela Ventura, Quinas e Cantos, por aqui, né? Ela escreve sempre muito bem, e dessa vez essa quebrou a banca!

Adorei o texto, e me identifiquei mais do que deveria....


Eu ando viciada em seriados. Mais do que deveria, na verdade. E um dos que mais tem chamado minha atenção é essa produção linda do "Once Upon a Time".

A querida da Lia, Quero morar em uma livraria, fez um post bem bacana sobre a série, cheio de imagens lindas. 'Bora lá conferir?


Já falei que acho uma graça tudo o que a Samanta Flôor desenha, né? Então, pra encerrar o Post Its de hoje, 'bora de mais uma fofura feita por ela.

Imagem daqui


Beijo procês!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eu juro - Antonio Prata


Fonte: Casmurro

Eu sei, há momentos em que parece que nada mais faz sentido. Há momentos em que mergulhamos fundo na dor, e não conseguimos nos salvar. Há momentos em que a esperança não basta e não salva.

É em momentos como esses que essa crônica do fofíssimo Antonio Prata se torna indispensável!

Eu juro

"Você está passando por um momento difícil? Calma. Vai passar.

Olhe, não fique assim, não, vai passar. Eu sei como dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar pra se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, "hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu").

Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores e a vida.

Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.

Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe.

A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, esse chumbo na garganta, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.

Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é uma bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. 

Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa.

Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz.

Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar."

Referência: PRATA, Antonio. Adulterado. São Paulo: Moderna, 2009 p. 113-115

Tenham uma ótima semana!
Beijo procês!
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