terça-feira, 27 de março de 2012

Não sei paquerar... E você?

Sabe quando é a sua cara? ;)
Depois de escrever o título do post, fiquei pensando... Será que ainda se usa o verbo paquerar? Será que já inventaram outro, e a velha paquera [e as pessoas que ainda usam o termo] ficou fora de moda? O que eu sei é que, independente do nome, eu não sei como se faz. Definitivamente, me falta esse software!

Veja só... Nesse fim de semana saí na sexta-feira pra ouvir a melhor banda do mundo, também conhecida como O Bando do Velho Jack. Como sempre, saí sozinha, com a intenção de ouvir um bom rock'n roll e tomar uma cervejinha.

Sei, já prevejo alguém se indagando: "Mas ela tem coragem de sair sozinha?!" E eu explico... Tenho mais de 10 anos de vida noturna [olha lá, não vá entender essa parada de modo errado, hein!] em CG. Boa parte desse tempo passei trabalhando com música. Isso me garante que, não importa onde eu vá [em bares de rock é claro!], eu vou conhecer, no mínimo, os donos do bar, os músicos e uma dúzia de pessoas. Assim, eu posso até sair sozinha, mas acabo não ficando sozinha...

Enfim... O que acontece é que, quando saio pra ver a banda, nada mais importa além da banda. Ah, sim! A cerveja, é claro! Mas abafa o caso, que pode ter aluno lendo esse post. Fico ali, completamente absorta, envolvida pela música. Danço, canto, bebo sem olhar pro lado. Resultado: nem adianta o cara mais gato do bar olhar porque... eu não vou ver!

Agora, temos uma situação nova: com a lei anti-fumo, nos é relegado um cantinho para que exerçamos nosso direito ao vício fora do bar. Pois bem... eu vou lá e fico com a cabeça na música que toca lá dentro. Nessa hora, se o cara pediu o isqueiro emprestado, eu imagino que é porque ele precisa de um isqueiro e não o que eu descubro depois [com o meu detector de paqueras mais lerdo que internet discada]: que ele queria mesmo era puxar conversa.

Agora me diz... Como demônios eu iria saber?!

O problema mesmo é quando o cara é direto e, via de regra, inconveniente. Esses dias um carinha chegou, me pediu o isqueiro, e disse que havia me observado a noite toda [Nessa hora, já imaginei um episódio de CSI com o cara tentando esconder meu corpo depois de morto!]. Disse que eu ia, sozinha, beber minha cerveja, e achou estranho [Estranho seria eu ir num bar e beber Toddynho, né estrupício!]. No fim, perguntou qual era minha intenção.

Primeiro, perguntei se ele era um psicopata. Ele riu. Depois, eu disse que a minha intenção era das melhores, e, realmente essa: a de tomar minha cerveja e curtir a música sozinha. E enfatizei bem a palavra SOZINHA. Não contente, o cidadão queria meu telefone, e foi chegando mais perto, numa distância absurdamente inaceitável pra estranhos com cara de louco, quando um conhecido veio falar comigo e eu já o abracei como se não houvesse amanhã, ou, até o cara se tocar e ir embora dali...

'Tá bom, eu confesso. Sei que tem gente aí agora dizendo que eu só não me empolguei porque não gostei do cara. Sim! Sou culpada. O cara não fazia o meu tipo. E, mesmo que fizesse... eu falo sério quando digo que o que me importa é a música.

Até hoje não entendo qual é o problema de escutar minha música e tomar minha cerveja sozinha... Se eu fosse homem, alguém acharia estranho? Provavelmente não... [Nem a pau que começarei uma discussão feminista nesse momento! Deixemos isso pra outro post...]

Oi? Ah, sim, é verdade... Acabei fugindo do assunto da paquera. 'Tá vendo como nem falar sobre isso eu sei?!

Se bem que, no fim da noite, acabei conhecendo um rapaz. Ele pediu o isqueiro e se apresentou, mas já eram 4 da manhã, e o departamento de registros de nomes do meu cérebro já estava fechado. Lembro que era moreno, tinha a barba por fazer, e um sorriso daqueles... Ô se lembro! Mas não lembro do nome e, na hora, nem me toquei que ele pegar na minha mão e segurá-la enquanto me devolvia o isqueiro era paquera. Pois é.. Agora eu vejo o quanto é claro, mas na hora, meu bem...

Quem sabe na próxima sexta eu encontro com ele. E, dessa vez, eu é que vou pedir o isqueiro! Mas... vai que ele também não sabe paquerar?!

É... Vida de solteira é assim...

E você, sabe paquerar? Conta pra mim, vai!

Beijo procês!

8 comentários:

  1. Acredite, você não está só na arte de não saber paquerar, rsrsrs

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  2. Oiii Patrícia,

    Confesso que talvez eu não saiba também. Pode ser que hoje em dia, qualquer um que chegue perto deixe a gente pensando que é psicopata.
    Aqui, em São Paulo/SP, muitas vezes a paquera fica somente na desconfiança que o rapaz quer conhecer melhor a moça, e se perde a paquera.

    Beijinhos**

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  3. Eu eu achando que estava sozinha nesse barco... também não sei paquerar, não! XD

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  4. É, Patty. Apesar de estar casada, confesso que não sei paquerar. O que acontece com vc de ir para algum lugar ouvir música e tomar um cervejinha era o que acontecia comigo, portanto, não via as paqueras surgindo a minha volta... Se num fosse a internet, acho que não teria nem arranjado namorado... hauhauahauhau.. SIM SIM... Meu marido e eu nos conhecemos pela internet - ORKUT. Nesta rede social tinha uma comunidade EU AMO GORDINHO/GORDINHA..e bem.. foi lá que demos nossa primeira paquera virtual..rsrsrsrsrsrsr... Estamos juntos há quatro anos...
    Um beijo pra vc e que no próximo final de semana o moço INTERESSANTE apareça... Bjs!!

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  5. Muito bom o post! Quanto a discussão feminista: no meu tempo de solteiro, teve uma época q era regra fly na sexta pra ouvir moscas e bêbados, que nem ir ao cinema sozinho pra assistir um filme... sempre ficava num canto, bebendo alguma coisa e curtindo o som... pouquíssimas raríssimas vezes fui paquerado (acho q lembro de 1 vez só), mas nesse clima de ir curtir um som, ñ deu em nada... mas como eu não sou menina, isso não era estranho...

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  6. Querida,

    eu também sou uma péssima solteira. Não sei paquerar mas, na verdade, não é nem meu radar de paquera que funciona mal: eu não tenho mesmo paciência. Se um cara chega com papinho torto para mim, mesmo que seja meu tipo, vou achar que ele não tem criatividade alguma. E gente sem criatividade costuma ser um pé no saco. E aí eu acabo sendo grossa sem querer, ou assustando o pretendente. Vai vendo. De um relacionamento para o outro passei dois anos sozinha, e acumulei histórias bizarras. A verdade é que fico bem em dois estados. Ou sozinha-sozinha (porque sozinha-paquerando é muito difícil) ou namorando. Mas eu não sou modelo pra falar de paquera, muito pelo contrário. Bêjo! ;)

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  7. Deliciiiiiosos! A sua forma de pedir isqueiro é escrevendo tao bem. Assim, vai acabando por seduzir todo o mundo.

    Olá, pode-me emprestar o seu isqueiro?

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  8. Olá, Conheci o seu blog a pouco através do canal no youtube, e poxa vida, me deparei com uma situação como essa a poucos dias... Pois já fui casado (apesar de ter só 28 anos)... só que percebi que não sei paquerar... e fiquei me sentido horrível por isso ... fiz muito pouco isso na minha vida... e já fui ate motivo de chacota entre os amigos.. afinal "um homem que não sabe paquerar"?!?!? ... fico bem aliviado que não estou sozinho e que não é a idade chegando ... kkkk ou outros zilhões de coisas que pensamos de nós mesmos quando queremos fazer isso e não conseguimos... kkk adorei o post...

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