terça-feira, 17 de julho de 2012

Destino - Salvador Dali e Walt Disney

Por pura ironia do destino, encontrei esse vídeo quando estava procurando algum curta pra postar no blog. Não há perfeição maior na animação do que juntar a genialidade de Salvador Dali e Walt Disney.

Não tenho outra palavra pra definir o vídeo além de maravilhoso! Enjoy!


Beijo procês!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eu sei, mas não devia - Marina Colassanti


Fonte da imagem: Releituras

Ah, o comodismo.... Tão arraigado em nossas veias, tão necessário pra manutenção da sociedade moderna, tão prejudicial aos nossos sonhos...

Esse texto de Marina Colasanti é daqueles pra gente colocar num quadrinho e ler todos os dias, como se fosse uma oração, pra modo de não esquecermos que sempre podemos ser e fazer mais...

Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti (1972)

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Ficha técnica: Retirado do site Releituras [link aqui]

Que tenhamos todos uma excelente semana!
Beijo procês!

domingo, 15 de julho de 2012

Post its #10

Oi. Tudo bem com você? Pois é, eu sei, faz tempo que não apareço... Mas a vida anda corrida, sabe? É claro que você sabe, afinal de contas, imagino que a sua também esteja.

Eu sei, eu sei... Eu não deveria sumir desse jeito. Sim, eu sei, já prometi diversas vezes que não sumiria mais. Mas sabe como é. Final de semestre, mudança de casa. Sim, estou em processo de mudança DE NOVO! Daqui uns dias vou ter que me apresentar assim: Mudança, muito prazer!

E olha, vou dizer uma coisa procê, prefiro ter um filho viado que um filho imobiliária e mudança! Mas nem vou me estender nesse assunto, porque depois faço um post no estilo Reclame Aqui.

Por enquanto, 'bora pro Post its dessa semana?

Companhia Musical
[Porque todo dia é dia de rock'n roll!!! E hoje é dia das bandas com "The".]


Eu descobri o blog da Rita num dos posts do Vida Organizada, blog da Thaís no qual eu sou vicíadíssima. Rita é uma portuguesa, e em seu blog ela fala, dentre outras coisas, de Minimalismo e Organização, assuntos que tem me interessado deveras.

Ultimamente tenho buscado alternativas para viver melhor, e muito do que a Rita fala tem me ajudado por demais. Ela também escreveu um livro, Guia rápido para simplificar a vida, que pode ser baixado nesse link aqui.

Se você também está buscando novos caminhos pra tornar sua vida melhor, corre lá que vale muito a pena.


Minha mama virtual mais do que querida, dona Luci Cardinelli, fez um post lá no Vida com fotos das vinte livrarias mais lindas do mundo. É de encher os olhos de suspiros. Se você é bibliófilo, PRECISA ler esse post! Já foi?


Não sei como cheguei a esse link, só sei que Felipe Vega fez uma reflexão pra lá de necessária nesses nossos dias.

No texto, ele fala sobre essa nossa sociedade do espetáculo, e sua necessidade de registrar tudo como se não houvesse amanhã.

Por vezes eu tenho um certo medo de deixar de viver a minha vida pra compartilhar virtualmente a vida dos outros. Tenho me esforçado pra viver mais fora da tela, pois acho que estamos nos perdendo de nós mesmos em tantos links e imagens.

Se você também tem refletido sobre isso, ou ainda, se não pensou nisso, sugiro que leia o texto.


Penso que só o nome de Antonio Prata seja suficiente pra que você vá correndo ler esse texto, que, como todos os outros escritos dele, é genial.

Bom pra pensar nas pequenas hipocrisias desse nosso mundo cada vez mais cão.


Estamos cada vez mais endurecidos pela vida, e, a cada dia que passa, deixamos de praticar pequenos gestos de gentileza, seja para com o outros, seja para conosco mesmos...

Penso que é sempre bom retribuir ao universo aquilo que ganhamos. Como muito bem sabemos, gentileza gera gentileza, então, por que não sermos mais gentis?

É claro que essa matéria, que encontrei no MdeMulher, não é uma tábua de leis eternas, mas pode bem ser aquele empurrãozinho que faltava pra você deixar a gentileza entrar em sua vida.


Essa dica é rapidinha, pois o sorteio acaba no dia 20 de julho. Corre lá nessa página do blog da Ju, e participe do sorteio.

Depois que fizer isso, pode demorar no site da Poeme-se, ideia linda de fazer camisetas literárias. Estou apaixonada pela camiseta do Machado, e pela do Olavo Bilac e pela...

Enfim, a loja é linda. E aproveita, porque os leitores d'O batom de Clarice tem 20% de desconto nas compras da loja.

O quê?! Você não é leitor d'O batom de Clarice?! Então corre lá, rapaz!


E hoje eu vou terminar esse Post its com a minha personagem favorita de todos os tempo do Universo: Mafaldinha.

Gosto por demais dessa tirinha, pois ela me lembra o quanto desperdiçamos momentos felizes nessa vida.

Tirei daqui

Que tenhamos todos uma excelente semana!
Um beijo procês!

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