quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Start me up #5

Preparados pra mais um Top 5 do que eu escutei nessa semana que passou? Então s'imbora!

1. Encontro Frank Sinatra e Tom Jobim

Lindo! Lindos! Essas músicas e esse encontro me dão vontade de sentar numa varanda, olhando o pôr-do-sol do Rio, com aquele sorriso que vem de saber que a vida é uma só. ;)


2. Encontro Frank Sinatra e Elvis Presley

Sim, eu andei numa fase meio Sinatra essa semana. E essa apresentação dele com o Elvis é uma das coisas mais deliciosas de se ver na vida!!! *suspiros eternos*


3. King of Blues - BB King e John Mayer

Oh, yes, baby! A lenda e a nova delícia do Blues juntos. Só pra agradar as queridas daqui que sei que adoram essa fofura do Mayer. =)


4. Baby please make a change - Hugh Laurie e Tom Jones

E olha o lindo do Hugh Laurie aqui de novo, quebrando a banca com seu talento e seu charme!


5. Rock me baby - BB King, Eric Clapton e George Benson

Ah, o Blues... Três gênios reunidos! Sem contar que o Mr. Clapton está gatíssimo nessa apresentação! ;)


E você, o que andou escutando essa semana?

Beijo procês!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Eu e Lourenço Cazarré no 365 Escritores

Hoje, eu, Lourenço Cazarré e suas histórias tristes estamos lá no 365 Escritores. 'Bora nos fazer companhia? Só clicar na imagem e ir lá tomar café conosco. ;)

Fonte: Editora Ática

Beijo procês!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Organizando acessórios de cabelo.

No post em que eu mostrei onde guardo meus lápis e canetas, perguntei se vocês gostariam de ler posts sobre como eu organizo as minhas coisas; e então algumas leitoras fofas disseram que era uma ideia bacana. Pois bem, cá está mais um post sobre organização [ou quase].

Vou ir mostrando coisas pequenas que faço pra tornar meu quarto habitável, e, às vezes, vou trazer dicas que vejo em outros lugares. Espero que gostem! Só, pelamordezeus, não liguem pra minha notável falta de habilidade em fotografia, viu!

Caixinha fechada

Hoje eu vim mostrar a caixinha na qual guardo os meus acessórios para cabelo. É um daqueles organizadores de plástico que podem ser encontrados em lojas de 1,99, no supermercado ou em lojas do tipo da MultiCoisas. Eu comprei o meu na Americanas, e paguei em torno de 4 reais. Pelo que percebi, no mercado eles são mais caros, mas ainda assim tem um preço bem bom pelo custo benefício, porque dá pra guardar uma infinidade de coisas nesses espacinhos.

Uma das características mais bacanas desses organizadores é que eles tem espaços separados, assim, a gente pode guardar os objetos por "utilidade". Eu separei os meus em grampos [paixão recente e eterna! Dá pra fazer milagres no cabelo usando só grampinhos!], Tic Tacs pequenos, Tic Tacs grandes, Elásticos pequenos, Elásticos grandes e Presilhas diferentes.


Sempre que tiro alguma coisa do cabelo, ela vai direto pra parte da caixinha onde ela mora. Pensa que delícia guardar tudo junto, daí você vai pegar um grampo e ele está grudado até a morte num desses elásticos de silicone! Se estiver "cada um no seu quadrado", seus problemas acabaram! ;)

Mas não adianta colocar tudo bonitinho aí e guardar a caixinha escondida numa gaveta, viu! A Thaís [Vida Organizada] sempre diz que, pra organização funcionar, ela tem que se ajustar às nossas necessidades, e não pode ser complicada. Se você guardar a caixa na gaveta, vai ficar com preguiça de tirar de lá só pra guardar um grampinho, e aí a bagunça vai se acumular em cima da penteadeira ou da mesa.

Deixe a caixa num lugar de fácil acesso, dessa forma você não vai pensar duas vezes em guardar o objeto direitinho, e fazendo isso sempre, vai se tornar um hábito. Ou seja, elásticos perdidos nunca mais! =)

Espero que tenha sido útil! Eu sei que é um post diferente, pois estou acostumada a falar sobre livros, música e cultura, mas como tenho passado bastante tempo pensando em organização e modos de tornar minha vida melhor, achei que não seria de todo ruim trazer essas dicas pra cá. ;)

E você, como organiza seus acessórios pra cabelo?

Um beijo procê!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Monstros e Humanos - Antônio Prata

O grito (1893) - Edvard Munch
Fonte: Wikipédia

Às vezes me pego pensando se o fato de sermos humanos nos exime de nossos erros, afinal, dizem por aí que "errar é humano". Mas e quando o erro não afeta apenas você? E o que dizer dos erros que tiram vidas, esperanças? Dos erros que machucam e matam? Dos erros que magoam e ferem?

Essa crônica do Antonio Prata é antiga, mas ainda consegue refletir os nosso dias, pois ainda continuamos nos comportando como humanos, tanto com as características boas quanto com as ruins...

Monstros e Humanos

Quando uma pessoa é muito boazinha, honesta e prestativa, costuma-se dizer que ela é muito humana. É verdade, essa belas características são exclusividade da nossa espécie e nos distinguem dos outros animais. As araras não fazem caridade, as onças não dão carona a tartarugas atrasadas e, até onde eu saiba, as girafas não emprestam seus longos pescoços aos macacos interessados em pegar as frutas dos galhos mais altos das árvores.

O problema é que a capacidade de fazer o bem sem esperar nada em troca é apenas um dos traços da espécie humana: matar por motivo fútil, destruir o mundo para ganhar dinheiro e passar rasteira no corredor da escola também são. Por isso, quando dizemos que alguém é muito humano, estamos mentindo, ou melhor, omitindo o lado obscuro da humanidade. Afinal, se são próprias da humanidade coisas tão opostas como a poesia e a guerra, o beijo e o tapa, o cafuné e a tortura, dizer que alguém é muito humano deveria significar que esse alguém é capaz de todas essas coisas, do melhor ao pior que nós somos capazes de fazer.

Quando associamos à humanidade apenas seu lado cor-de-rosa e varremos para baixo do tapete tudo o que é feio em nossa condição, acabamos desumanizando tudo o que não assumimos, chamando os criminosos de monstros, inumanos, e isso causa dois grandes problemas. Primeiro: os monstros, como toda criança sabe, devem ser mortos sem dó nem piedade. Chamando os bandidos de monstros, aceitamos que se faça com eles aquilo que eles fizeram com suas vítimas - até matá-los. Segundo: ao identificarmos com os monstros aqueles que cometem atos que a maioria de nós considera horrorosos, deixamos de reconhecer em nós mesmos aquelas características que nos fariam capazes, em determinadas condições, de cometer os mesmos atos. Sim, cara leitora: você poderia roubar ou matar dependendo das condições.

Calma, não estou justificando essas lamentáveis ações, não estou dizendo que tudo bem, muito pelo contrário. É o reconhecimento dessa possibilidade que faz com que você, que opta por outro caminho (o diálogo em vez da violência, o trabalho em vez da corrupção), possa se orgulhar de sua atitude. E é o reconhecimento de que o outro, o cara que matou, assaltou ou fez sei lá o quê, é um ser humano como você, que poderia não ter feito nada disso, que te permite condenar seus atos. Afinal, não há nada estranho quando os monstros saem por aí fazendo o mal. Quando os humanos fazem, sim, temos que parar para pensar: o que está errado? O que fez com que um ser humano, como eu, possa ter cometido atos tão horrendos? É nisso que venho pensando há algumas semanas, vendo nos jornais as histórias da mulher que roubou uma criança dos braços da mãe, na maternidade, e da garota, que com a ajuda do namorado, matou os próprios pais. É nisso que penso também quando vejo a escalada da violência no Oriente Médio e nas cidades brasileiras. Como é que pode essa mesma espécie produzir poesia e assassinato, música e guerra, tanta beleza e tanta dor? Estive pensando e acho que vou continuar pensando por mais muito, muito tempo.

REFERÊNCIA: PRATA, Antonio. Adulterado. São Paulo: Moderna, 2009 p. 34-36

sábado, 26 de janeiro de 2013

Fim.

Fonte da imagem
E mais uma vez tinha chegado ao fim. Não conseguia lembrar do começo, apesar de ter sido há tão pouco tempo. Fechava os olhos pra ajudar as lembranças, mas elas se escondiam como crianças brincando num parque de matas fechadas.

Lembrava sim das lágrimas dele. Grossas. Masculinas. Doloridas.

Alguma coisa naquelas lágrimas lhe dizia que, talvez, ela estivesse fazendo a coisa errada. Mas como voltar atrás? Como dizer "Não, péra, acho que me enganei!". Nessas horas não dá pra soltar um "Bazinga!", e fazer as coisas voltarem a ser como eram antes.

Além do que, ela sabia que estava fazendo a coisa certa. Ela sentia, como tinha sentido das outras vezes. Como já tinha feito tantas e tantas vezes.

Mais um relacionamento que escoa pelo ralo, junto com as esperanças de ter uma resposta nova pras tias nos almoços de Domingo. Sim, sim, eu estou namorando. Sim, pensamos em nos casar. Filhos? Provavelmente mais tarde, depois de um tempo.

Mas não, ela teria que continuar dando aquele velho e conhecido sorriso amarelo, e bebendo a cerveja o mais rápido possível pra fingir estar com a boca ocupada e não ter que responder a mesma pergunta, encarar os mesmos olhos de desprezo da tradição...

Ele estava com as mãos na cabeça, olhos pregados no chão, e de sua boca ecoavam as mesmas palavras. Por quê? Por quê? Por quê?

Ela não sabia responder. Só sabia que havia acabado. Tinha chegado ao fim, e era tudo o que ela podia dizer.

Olhava praquelas mãos, às quais as suas costumavam se juntar. Eram macias e fortes. Eram carinhosas. Eram as mãos que lhe levavam pelos caminhos mais doces.

Mas o que era doce se acabou. E os anéis foram quebrados. E, mais uma vez, ela encarava um futuro sozinha.

Já havia se acostumado, na verdade, embora dessa vez tivesse um 'cadinho de esperança. Mas assim como as folhas no Outono, a esperança também cai, para dar lugar a uma nova, depois que o Inverno passar...

O problema eram os olhos deles. Olhos vermelhos. De raiva. De tristeza. De tanto derramar aquele sentimento todo pra fora, pra modo de não sufocar. Eram aqueles olhos que a encaravam naquele momento, e a faziam se sentir a pior das criaturas.

Então se lembrou do diálogo da noite anterior. Dos gritos. Das acusações...

- Não é possível que seu amor possa ter acabado dessa forma!

- Ah acaba, meu bem! O café acaba, o dinheiro acaba, a minha paciência acaba e o amor também, oras! O que diabos você queria, hein?! Que eu dissesse “Ai meu bem, eu gosto de outro homem”, ou então, “Eu descobri que minha verdadeira vocação é ser freira”, ou pior ainda, “o problema sou eu, não você!”. Isso faria você aceitar? Isso faria você entender? Que saco! É uma verdade simples: eunãoteamo! Ponto. Ou você quer que eu acrescente o “mais” à frase, pra você se consolar lembrando que um dia eu te amei?! Se quiser, os opcionais são escolha do cliente senhor. Acompanha fritas?

- Você matou nosso amor! Você não o alimentou! E eu sempre fiz de tudo pra ele crescer!

- Ah pronto! E desde quando amor é planta, ou bicho, que tem que dar água e comida, criatura?! Eu disse que o amor era meu, e acabou. E posso afirmar que não morreu de fome! Oooou, se você quiser dar um final mais dramático, como você sempre faz, eu vesti o meu amor com um smoking preto, flor vermelha na lapela, botei um tango do Gardel pra tocar, e dei um tiro de 12 na cabeça dele. Pronto! Meu amor morreu de um tiro no meio da testa! Melhorou pra você?! Assim fica mais fácil de entender?

- Eu não suporto você e essas suas analogias irônicas sempre!!! Principalmente quando a gente 'tá falando de assunto sério!

- Mas um smoking não é sério pra você?!

- Já chega! Vá pro inferno! Eu vou sair e volto quando você for capaz de escutar alguma coisa além da sua loucura!


Ainda podia sentir a vibração dos gritos. Ainda podia sentir a dor no peito que veio depois. Como podia ser tão má com uma pessoa que a ama tanto? Que ela havia amado tanto...

Não! Não! Não! Ela não iria deixar as lágrimas dele a fazerem desistir. Não iria voltar atrás só porque era mais fácil. Não iria se render ao medo. Tinha acabado. Tinha chegado ao fim.

Fim.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Post Its #15

Oi, tudo bem com você? Como foi sua semana? Espero que tenha sido feliz, apesar dos pesares que sempre nos fazem enxergar a tempestade ao invés do arco-íris. ;)

'Bora pro nosso Post Its #15?


Você já está participando do sorteio de aniversário do blog? Ainda não?! Então corre, uai! É só clicar aí na imagem e responder o formulário. Facinho e rapidinho. ;)




Acho que já é notória a minha admiração [e por que não vício?] pelo Vida Organizada, da Thaís, né? Eu tenho tentado botar ordem na bagunça da minha vida, e ela tem me ajudado muito!

Nesse texto, o "Dá pra viver sem pressa hoje em dia?", ela questiona nossa necessidade de viver sempre correndo, atrás de coisas que, às vezes, nem gostaríamos de ter ou fazer.

Vale a visita [sempre!] e a reflexão.


O Flavorwire é um site [em Inglês] com notícias e matérias sobre Cultura. Sabe aquelas matérias sobre as dez melhores fotos, os melhores livros adaptados, as obras mais importantes? Então, são matérias assim, sobre curiosidades do mundo cultural. É bem legal, de verdade! ;)

Eu o conheci porque a Gabi Ventura [do Quinas e Cantos] postou o link dessa matéria no Twitter: "10 Literary board games for book nerds", com imagens e descrições de jogos de tabuleiros baseados em livros. É claro que eu quero todos, né!


Esse é um vídeo do programa Entrelinhas que trata da proximidade entre História em Quadrinhos e Literatura. Recomendo pra todos aqueles que gostam de HQ e praqueles que querem entender um 'cadinho mais sobre a Nona Arte.

No vídeo, a galera do Entrelinhas entrevistou o querido do Paulo Ramos e o Gualberto Costa, duas grandes autoridades no assunto. É um vídeo curtinho, mas com informações valiosas!


Descobri o blog Morando Sozinha esses dias, e achei uma graça, além de super útil!

A Francielle fala de assuntos absolutamente necessários pra quem mora sozinha: organização, finanças, decoração e tudo de um jeitinho super feminino e fofo.

E ó, nem é só pra quem mora sozinha não, viu! Quem mora com mais gente também pode aproveitar as dicas super boas que ela dá por lá.


Além de bem humorado, esse texto do J. Noronha questiona todas as relações e os comportamentos na vida virtual. Achei bastante pertinente pra gente refletir, e é ótimo pra mandar praquele povo chato, que só sabe encher o seu saco na internet. ;)


Olha o Cramer aqui outra vez! Me diz se o cara não é talentosíssimo!

Fonte da imagem: Sushi de Kriptonita

E você, o que descobriu de bom na última semana?

Um beijo procê!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Start me up #4

Fonte da imagem

Lá vamos nós pra mais um post com as melhores músicas de todos os tempos da última semana!

Hoje vou deixar o post sem a quebra de linha, pois recebi sugestão de leitores, e achei pertinente. Se a página ficar lenta pra carregar, 'cês me avisam? Please! ;)

'Bora lá?



1. Sometimes - Rivets

O Rivets é uma banda carioca boa pra diabo! Quer dizer, era, porque, infelizmente, a banda acabou. Mas ainda dá pra achar as músicas deles por aí. Eu adoro Sometimes, e escuto sempre que quero dar aquele up no ânimo.


2. Are you gonna be my girl - Jet

Outra música que é pra botar pra quebrar é Are you gonna be my girl, do Jet. Ouço sempre que vou me arrumar pra sair, pra já entrar no clima; ou então quando preciso de uma injeçãozinha de adrenalina. ;)


3. Losing my religion - REM

Essa é uma das músicas da minha vida. Sempre me traz boas sensações, boas lembranças e consolo...


4. You don't know my mind - Hugh Laurie

Pra quem achava que Hugh Laurie era só [SÓ?] um ator incrivelmente talentoso e charmoso, taí a prova de que ele também é um músico incrível [e charmoso, claro!]. Qualquer música que ele cante é excelente! E essa dá vontade de sair dançando de tão gostosa que é a batida...


5. Suspicious Mind - Elvis Presley

Ah, o Rei... [*suspiros*muitos suspiros*] Suspicious Mind é uma das músicas mais lindas do Universo!!!


E você, o que andou escutando essa semana? Conta pra mim! ;)

Beijo procê!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eu e Robert Crumb no 365 Escritores.

Hoje eu e o gênio dos quadrinhos underground estamos lá no 365 Escritores. 'Bora lá fazer companhia pra gente? É só clicar na imagem aí embaixo!

Robert Crumb e o seu Crumb. ;)


Um beijo procês!

Escola dos sabores - Erica Bauermeister [Pseudo resenha]

Capa do livro em Português
Fonte: Site da Editora
Capa do livro em Inglês
Fonte: Site da autora
Título em Português:
Escola dos Sabores

Título original: The School of essential ingredients

Autora: Erica Bauermeister

Editora: Sextante

Ano de lançamento: 2009

Ano da minha edição: 2010









Me lembro bem do porquê peguei Escola dos Sabores pra ler: havia acabado de ler dois livros de filosofia do Sêneca [Tem vídeo sobre ele no canal: Sêneca], e estava infectada até a alma com todos aqueles questionamentos, aquelas indagações, aquela "náusea" [Ah, Sartre, assim você me mata! ;)] de existir e de ser humana.

Então fui até a estante em busca de algo que me desintoxicasse, e foi quando Escola dos Sabores sorriu pra mim.

Iniciei o livro sem expectativas, até porque eu o havia comprado sem expectativas. Dá dó dizer isso, porque, como você vai perceber ao longo desse texto, eu me apaixonei pelo livro, mas só o comprei porque ele estava na promoção por R$5,90. Feio dizer isso, né? Mas é a pura verdade.

Pois bem, agora que já contei como comecei meu relacionamento com o livro [tenho dessas manias que achar que tenho um relacionamento com cada livro meu], vamos ao livro.

O livro é composto por um prólogo, nove capítulos e um epílogo. Cada capítulo diz respeito a uma das personagens do enredo, e no início há uma ilustração de um dos ingredientes principais para a receita, como na figura abaixo.

Figura que ilustra o capítulo sobre a Lilian.


Lilian é a personagem principal. Ela é a dona do restaurante Lilian's, onde, todas as segundas-feiras, acontecem aulas de um curso de culinário do qual ela é a professora.

No primeiro capítulo, a autora narra a vida de Lilian quando ainda era pequena. Quando ela tinha 4 anos, seu pai abandonou a ela e a sua mãe. A mãe, que não soube lidar com o abandono, se escondeu nos livros, e a única coisa que fazia era ler, ler e ler. Para sua própria mãe, Lilian não existia.

"[...] a mãe mergulhava a tal ponto na leitura que a personalidade de cada protagonista passava a envolvê-la como um perfume usado em excesso". [p. 11]

Enquanto ia crescendo, ao mesmo tempo em que tentava se virar praticamente sozinha, Lilian também procurava ajudar a mãe, especialmente através da comida. A relação que a autora faz entre comida e Literatura é maravilhosa!

"Além disso, Lilian achava que ovos mexidos cinco noites seguidas pareciam uma troca justa em uma semana dominada por James Joyce." [p. 16]

O primeiro capítulo me lembrou muito o Como água para chocolate [tem resenha dele AQUI], por conta da relação poética que a autora fez com os alimentos. Em cada descrição de um ingrediente ou de um prato pronto, eu conseguia sentir os cheiros, ver as cores e quase sentir os sabores do que ela estava narrando. Ela usa e abusa da sinestesia, o que influencia na forma como "degustamos" o livro.

"Às vezes nossos maiores presentes são aquilo que não nos dão, niña." [p. 30]

Em cada capítulo há uma receita. Em cada capítulo há a história de uma das personagens sendo entrelaçada com o feitio de um prato, com os sorrisos ou as lágrimas de quem frequenta aquela escola, todas as segundas-feiras.

As personagens de Bauermeister são cativantes, claras, quase palpáveis. Ainda que cada capítulo seja dedicado a uma delas, os flashbacks mostram tanto o passado e o presente da "personagem da vez" quanto as aulas de segunda-feira e a interação entre as personagens.

Claire é uma mulher casada, mãe de dois filhos e que já não consegue se imaginar mais como apenas "mulher". É a típica esposa/mãe que um belo dia percebe a necessidade de se reconhecer, de se conhecer de novo e, principalmente, de se amar de novo.

"Quando somos honestos em relação ao que fazemos, o cuidado e o respeito surgem mais facilmente" [p. 47]

Carl e Helen são o casal mais fofo da paróquia! Casados há 50 anos, cada um ganhou um capítulo pra si. Em cada capítulo, a autora mostra o olhar de um sobre o outro e sobre os acontecimentos do passado. É uma história de amor, mas um amor real, que às vezes também machuca, mesmo que sem querer.

"A vida é linda. Algumas pessoas simplesmente fazem você se lembrar disso mais do que outras." [p. 150]

Antonia é uma italiana que mora há 4 anos nos Estados Unidos e trabalha como design de interiores. Linda e segura de si, o capítulo de Antonia mostra como nem sempre somos aquilo que parecemos ser, ou que julgamos ser.

"Mas, na minha opinião, todos os dias merecem aplauso." [p. 146]

Tom é uma personagem que, desde o primeiro capítulo chama atenção por sua tristeza. E daí que, quando chega o capítulo dele, você desidrata de tanto chorar. É um capítulo lindo, mas muito Nicholas Sparks way of life, sabe? Tem muita coisa bonita, mas também tem muita tristeza, muito sofrimento e muitas e muitas lágrimas.

"Na cadeira seguinte, quase escondido no canto do aposento, estava um homem cuja camisa parecia ter sido engomada com sua tristeza." [p. 39]

Chloe é uma mocinha, que eu imagino que tenha entre 18 e 21 anos. [No livro não há dados da idade dela, mas como há uma passagem em que ela não pode comprar bebida, deve ter menos de 21. E como já trabalha e mora com o namorado, deve ter mais de 18. Sim, isso sou eu chutando!!!] Ela é toda insegura, atrapalhada, parecendo um cachorrinho perdido. E além de tudo isso, ainda encontra com o Jake, a personagem com a menor aparição em um livro que me fez odiá-la como se tivesse sido a personagem principal de Ulisses!

"[...] é preciso um motivo para deixar algo para trás e ir embora. Mas às vezes eu acho que aquilo que move as pessoas é tão grande que elas talvez nem se lembrem do que estão deixando pra trás: elas simplesmente seguem adiante." [p. 206]

Isabelle é uma senhorinha fofa com uma história triste. [Não posso contar a história dela, senão dou spoiler.] A forma como ela ajuda as outras personagens, e como é ajudada dá aquele sopro de esperança de que a humanidade ainda tem um 'cadinho que seja de bondade, sabe?

"Pra que possamos, conscientemente, fazer algo que nos deixe feliz, é preciso saber quem somos." [p. 51]

Ian é um engenheiro de softwares [Nerd Pride!] todo bonzinho, mas com uma vida nada boazinha. Ele é solitário e inseguro, pra piorar a situação. Mas é um cara generoso, que mostra que nem sempre o exterior reflete o interior.

E são essas as personagens cujas vidas vão sendo contadas enquanto os ingredientes são colocados nos pratos principais.

Erica Bauermeister
Fonte da imagem: Site da autora
Falando em ingredientes, acredito que o título original do livro seja muito mais condizente com o enredo, pois é exatamente disso que a Bauermeister trata: dos ingredientes essenciais de cada um. Do que cada um de nós precisa para viver, se recriar, aprender, amar e continuar o caminho.

Não é um livro com uma trama narrativa complexa, tampouco com reviravoltas extraordinárias. É um livro simples, e, por isso mesmo, bonito. Porque a gente se esquece da beleza que existe nas coisas mais simples. Nos gestos mais corriqueiros. Nas palavras mais usadas. Nos sorrisos mais cotidianos.

A gente se acostuma a vencer o difícil, a almejar o impossível, e não para pra aproveitar e ver que são essas coisas pequenas, simples e singelas que formam nossa colcha de retalhos.

É... Talvez esse seja também um livro sobre retalhos. Como cada um é um pequeno retalho que vai sendo costurado a outro pra formar essa grande colcha que é a humanidade. Pena que muitos se esqueçam de algo simples, como linha e agulha.

Se eu recomendo o livro? Com certeza. Mas, por favor, faça como eu e relacione-se com ele sem expectativas. Deixe que Bauermeister lhe envolva nos seus sabores, sem esperar quais. Apenas experimente e aproveite. ;)

************

Ps: E não é que a estrupícia nunca tinha falado por aqui do livro que está sendo sorteado neste muquifo?
Já está participando do sorteio? É só clicar aqui ó: Sorteio de aniversário de 5 anos

Ps2: Eu já havia feito uma resenha em vídeo lá no canal. Pra quem ainda não viu, ou quem quiser rever, 'tá aqui ó: Escolas dos Sabores - Erica Bauermeister 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Porque a vida precisa de cores...


Esse é o canto direito da minha mesa. É pra ele que olho toda vez que preciso de um pouco de cor, e claro, alguma caneta ou lápis.

Adoro canecas e copos diferentes! A caneca foi um presente da querida Denise [Meus olhos verdes], e é uma pintura de Van Gogh, um dos meus pintores favoritos da vida! Nela eu coloco as canetas, marca textos...

O copo eu ganhei numa daquelas promoções da Spolletto [Amo comer na Spolletto!!! Italiana até a alma!]. Nele ficam meus lápis. Alguns ficam só "de bonito", porque não tenho coragem de usar, como o lápis com orelhas do Mickey que ganhei de uma aluna.

No potinho [que veio com chocolates], marshmallows coloridos, pra adoçar a vida e os olhos.

E pra alegrar todos os dias, e ajudar na organização, o calendário fofo da Mafaldita [que ganhei de presente da Gláucia, do Estante Indiscreta].

E você, o que tem em cima da mesa/escrivaninha?

Gostaram desse tipo de post? Pensei em fazer vários assim, mostrando os detalhes de como tento organizar/decorar o caos do meu quarto. Que 'cês acham?

Um beijo procês!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

XCVI Das contrariedades - Sêneca [Aprendendo a viver]

This is Sparta!
Não pude deixar de lembrar dessa HQ genial... ;)
Fonte da imagem
Gosto muito dessa carta de Sêneca. Ela sempre me lembra uma frase de Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas: "É preciso que lutes... Vida é luta! Vida sem luta é um mar morto no meio do organismo universal".

E, na maioria dos dias [porque né, sou humana, logo, a carne é fraca], eu tento encarar a vida como uma batalha, como se eu fosse um soldado. Não é possível fazer isso sempre, mas acho que podemos tentar...

XCVI
Das contrariedades
Sêneca saúda o amigo Lucílio

Tu ficas indignado e te queixas! Não compreendes que todo o mal provém não do que te acontece, mas sim das tuas indignações e de tuas reclamações? Do meu ponto de vista, não existe miséria para um homem a não ser a de achar que algo que faz parte da natureza das coisas não está correto. Nem a mim mesmo suportarei quando, um dia, começar a considerar algo insuportável. Minha saúde não é boa? Faz parte do meu destino. Meus criados estão na cama? Minhas rendas estão em baixa? Minha casa está rachando? Perdas, ferimentos, cansaços, inquietudes me assolam? São coisas que acontecem. Indo além, elas devem acontecer, pois não são as obras do acaso, estavam determinadas.

Acredita, o que agora te digo faz parte dos meus mais íntimos sentimentos. Sempre que a vida me parece cruel e adversa, imponho a seguinte regra a ser seguida: não obedecer aos deuses, mas segui-los. Faço isso porque quero, não por obrigação. Nada do que vier a me acontecer me abaterá e me deixará com a aparência alterada. Aceitarei de boa vontade aquilo que me cabe, pois tudo o que provoca nossos sofrimentos e nossos medos é a lei da vida. E eu, meu caro Lucílio, não espero que assim seja diferente e que possa estar livre disso.

Tua bexiga te incomoda? Chegaram más notícias pelo correio? Há perdas incessantes? Indo mais longe, temes por tua vida? Pensa bem, não sabias que desejavas tudo isso ao querer envelhecer? Tudo isso faz parte do percurso de uma longa vida, como a poeira, a lama e a chuva durante a viagem.

"Mas eu gostaria de viver livre de todas essas incomodações", dizes. Afirmação tão insensata não é digna de um homem. Aceita como achares melhor esse meu conselho, se não for pelo que nele há de bom, pelo menos em razão da minha boa vontade: "Não queiram os deuses e deusas que a fortuna te prenda em seus prazeres".

Interroga a ti mesmo, pressupondo que um deus te permita escolher se preferes viver em um mercado ou em um acampamento. Viver, Lucílio, é ser soldado. É por isso que aqueles que se arriscam em missões mais perigosas, através de penhascos e desfiladeiros, são os mais valentes, a elite da tropa. Já aqueles que se ocupam apenas com leves tarefas, enquanto os outros dão o máximo de si, esses não passam e mocinhos delicados, no abrigo, mas sem honras. Passa bem!

[Referência: SÊNECA, Lucio Anneo. Aprendendo a Viver. Porto Alegre: L&PM, 2012 p. 97-98]

sábado, 19 de janeiro de 2013

O moço da pastinha

Fonte: Caminho Poético
Ao sentir o vento entrando pela janela, olhei pro céu. Bem na hora em que dona Iansã começava sua traquinagem... Então fui sentar na varanda...

Eu gosto de varandas... Nosso portão com grades me deixa ver o mundo que existe lá fora, alheio a mim, seguindo seu próprio caminho.

E era nessa varanda em que eu estava tomando café, observando a chuva que em segundos cobriu a cidade, quando ele passou em frente de casa...
Era um moço alto, camisa pólo, calça jeans escura, sapatos sociais daqueles que fazem com que seu último desejo de vida seja um par de Havaianas, e que explicam tão bem a teoria sobre as botas de Brás Cubas.

Descombinando com tudo isso, lá estava, na mão esquerda, uma pastinha. Daquelas de papelão com elástico, sabe? Era preta, tal qual seus cabelos.

Se era o bonito o moço? [Mas 'cês 'tão assanhadinhos, hein!] Não, o moço não era bonito, o moço era triste. Talvez, ao lado de sua mulher, no dia em que se apaixonaram, ele fosse bonito. Mas ali, na rua, roupa encharcada, sapato apertado, passo pesado, o moço era triste. Porque a tristeza de Vinícius é bonita, mas a do moço não. A tristeza do moço era feia.

E eu sinto muito lhe desapontar, leitor que já estava com corações nos olhos, imaginando beijos, mas essa não é uma história de amor. Então, salve-se enquanto ainda há tempo...

O que mais me chamou atenção no moço foi a pastinha. Eu conheço aquela pastinha. Sei bem o que aquele olhar triste carrega.

Fiquei imaginando o moço voltando de mais uma entrevista de emprego que não deu certo. Mais uma decepção. Salário desemprego acabando. Família pra sustentar. Sapato apertado. E além de tudo isso, ainda aquela chuva fina, gelada, caindo como agulha na pele e na alma.

Fiquei com pena do moço. Deu vontade de chegar perto dele e dizer: "Fica assim não, companheiro! Deixa a chuva lavar sua tristeza. Chegue em casa, descalce os sapatos apertados e sinta o chão gelado. Tome um banho. Sinta como é gostosa a água morna depois da chuva fria. Beije sua mulher. Procure nos olhos dela aquele amor da primeira vez. Afague o cabelo de seu filho. E espere mais um dia. Amanhã vai ser outro dia. Vista outra roupa. Se puder, calce outro sapato e vá enfrentar o mundo de novo. Mas veja se vai de manhã, viu, que em Janeiro as chuvas gostam de ser vespertinas. Boa sorte procê!".

Eu queria ter dito tudo isso, mas antes que eu pudesse levantar, ele foi embora rua abaixo, passos pesados, alma pesada.

Queria tê-lo chamado pra entrar, se esconder da chuva, mas sabe como são esses dias hoje. Como é que vamos confiar nas pessoas?

Além do que, cada um de nós precisa ter seus dias de tempestade. Aqueles dias em que a chuva nos faz companhia pra alma que chora.

Eu sei... Eu sei... Como é mesmo que vou saber tudo isso, se nem conheço o moço? O moço de verdade eu não conheço, mas conheço aquele que vi, por uns 30 segundos, e que veio morar nesse texto. O meu moço da pastinha vai se dar bem um dia, e espero que o moço real também.

Afinal, isso é tudo ficção [menos a parte de eu gostar de varandas. Eu realmente gosto de varandas.]. Nossas impressões são invenções nossas. Eu sou uma invenção sua e você é uma invenção minha. Só a tristeza que não...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

[ENCERRADO] Sorteio de aniversário de 5 anos do Ainda MininaMá

E não é que hoje este muquifo completa cinco anos? Só me dei conta na semana passada, quando fui procurar um post, e vi que a primeira postagem do Ainda MininaMá - que, na época, se chamava Patrícia Pirota - foi há exatos cinco anos.

Caraca! Cinco anos é muito tempo! Nesse tempo tanta coisa mudou... A única coisa que não mudou foi o fato de eu amar esse cantinho, que é minha casa virtual. E de eu adorar receber visitas, e prosear com elas.

Então eu pensei que, pra comemorar essa data tão especial pra mim, nada mais justo do que oferecer um presente pra quem faz com que essa minha casa tenha sentido: meus leitores.

Esse sorteio será divulgado também no Youtube, porque lá também se tornou uma extensão da minha casa. Assim, poderá participar qualquer um que acesse o blog, o canal no Youtube ou os dois.

O único critério para participação vai ser preencher o formulário que está no final desse post. Eu pensei em várias formas de fazer o sorteio, e decidi que quero presentear uma pessoa que realmente faça parte do meu universo virtual.

'Cês me desculpem, strangers, mas não quero presentar alguém que viu a palavra sorteio, e sem nem saber quem eu sou, resolveu participar. Vi um monte de gente assim no sorteio do Youtube, e não é isso que eu quero do fundo do meu coração de gengibre.

Eu quero dar esse presente - que é pobrinho, mas é de coração, viu - pra quem dá um 'cadinho do seu tempo pra mim. Pra quem me escuta e aguenta meus blablablás, seja em texto ou em vídeo.

Porque a minha intenção com esse blog nunca foi ser famosa, mas sim compartilhar com algumas pessoas aquilo que penso, sinto, vejo, ouço. Não me canso de dizer que o compartilhamento é a grande graça da internet, e é isso que tento fazer aqui.

Hoje o blog tem 515 seguidores. Pode parecer pouco perto da quantidade de seguidores de tantos blogs por aí, mas pra mim ainda é muito mais do que eu esperava, afinal de contas, esse é um blog pessoal. Eu não tenho soluções pra vida, nem ensino nada a ninguém, nem trago informações ultra necessárias. Sou só eu, a estrupícia mór, falando sobre a vida, o Universo e tudo mais...

Por isso eu fico feliz com cada carinha que aparece ali no "Amigos de MininaMá", com cada um que me lê no e-mail, no Reader... Pra cada um de vocês, eu agradeço, sempre!

Oi? Ah, sim! Qual será o prêmio? O prêmio 'tá nessa imagem aí embaixo, ó:


Os prêmios são:

  • Um exemplar do livro Escola dos Sabores, da Erica Bauermaister [Escolhi esse porque foi um livro que gostei muito de ler no ano passado. Muito mesmo...];
  • Uma caderneta de anotações [que será "personalizada" de acordo com o ganhador];
  • Uma capinha de tecido para livros;
  • Uma capinha de tecido para cadernetas.

Caso o ganhador ou a ganhadora não goste dessa estampa [imagino que isso vá acontecer se for homem], as capinhas serão feitas em outro tecido.

Gostou? Quer participar? Então clica no link aqui embaixo pra continuar o post. ;)

Post its #14

Oi, tudo bem com você? E aí, como você está tratando o ano de 2013? Você tem se dado ao luxo de cinco minutinhos de descanso? Tem bebido bastante água? Tem visto ao menos um pôr-do-sol por semana? Já disse pra alguém que o ama? Já abraçou muita gente? Já leu livros que o fizessem chorar? E assistiu filmes que o fizessem rir? Já ouviu alguma música que o fez sair dançando pela sala, sem vergonha de estar todo descoordenado?

Espero que sim. Espero que você esteja aproveitando a vida, porque como dizem por aí, ela é curta, mas não quer dizer que não possa ser boa. ;)

E dá cá a mão, que lá vamos nós para mais um Post Its! o/

1. Calendário 2013 do Casa de Colorir

O Casa de Colorir foi um dos blogs mais bacanas que conheci em 2012. Lá, a Thalita dá dicas de decoração e organização tudo de um jeitinho bem simples e ultra criativo. Não tem nada daquelas coisas que você só conseguiria fazer se tivesse empregados ou uma conta recheada.

Esse calendário que ela fez em parceria com sua amiga Tati Falcão ficou uma coisa linda! Sem contar que é pra lá de útil.

Outro dia a Thaís falou sobre o uso desses calendários mensais lá no Vida Organizada, nesse post aqui: Organize-se para o ano novo.

Assim, a gente pode unir o útil ao lindo!

2. Permissão para ser INfeliz

Eu adoro quando recebo dicas de quem vem aqui visitar o muquifo! Acho muito bacana a troca de informações da internet.

Daí que num dos meus últimos posts, o Felicidade Realista, a Tati - que está sempre aqui compartilhando minhas ideias ['Brigada, Tati!] - me trouxe esse link de uma matéria lá no site da revista Época, da colunista Eliane Brum.

Achei muito pertinente a discussão sobre o que essa ânsia desenfreada por felicidade tem feito conosco. Vale muito a pena ler a matéria!

3. 365 Escritores no Facebook

Sim! Agora você também pode acompanhar o 365 Escritores, esse blog lindo, com minhas queridas Aline, Denise, Juliana, Luara e Tatiana lá pelo Facebook.

Vá lá nos fazer companhia também. ;)

4. Sorteio Laranja Mecânica [Meus olhos verdes] e Mia Couto e Juan Pablo Villalobos [O Batom de Clarice]

A linda da Denise Mercedes, do Meus Olhos Verdes, está sorteando um exemplar lindo do livro "Laranja Mecânica". Corre que é até o dia 31 de janeiro!

E a dona da calopsita mais fofa do Universo, Juliana Gervason, está sorteando os livros Estórias Abensonhadas, do Mia Couto, e Festa no Covil, do Juan Pablo Villalobos. Corre que é até 10 de fevereiro!

5. O que fazer com...

Eu adoro essas pessoas que respiram criatividade e, como fadas madrinhas com varinha de condão em punho, transformam os objetos. Acho incrível quem olha pra uma caixinha de Tic Tac e resolve que ela nasceu pra ser um suporte pra grampos, ou então quem vê uma caixa de sapatos e descobre que a vocação daquilo é, na verdade, ser suporte para fios.

Por isso, quando encontrei esse blog, O que fazer com..., adorei! Nos posts, a Sarah mostra fotos de objetos que foram reutilizados para outros fins.

Ah! Pra quem tem Pinterest, eu tenho um painel, o Good Ideas, no qual posto essas ideias alheias incríveis também. ;)

6. Zen Habits e Leo Babauta

Eu descobri o Leo Babauta através das minhas gurus da organização: Thaís [Vida Organizada] e Rita [Busy woman and the stripy cat]. Elas falam tanto dele e dos métodos que ele desenvolveu, que era impossível ficar imune.

Daí que minha primeira e única compra de livro do ano [Sim! Só comprei um livro e foi no dia 15 de Janeiro! E ainda me custou só 3,90 realidades! Be proud of me, please! ;)] foi o livro deste senhor, o "Quanto menos, melhor", editado pela Sextante.

Não vou falar muito do livro agora, porque quero resenhá-lo [em texto e vídeo] depois, mas já adianto que é ótimo! Até eu, que tenho problemas com o tal do rótulo "auto-ajuda", aproveitei muito o livro! Vai ver que é exatamente porque ele não vem com aquelas histórias mirabolantes ou com aquele tonzinho professoral irritante.

Se você, como eu, também vem tentando botar ordem no caos da vida, recomendo dicumforça que visite o Zen Habits [É em Inglês, viu!] e entre em contato com as ideias do Mr. Babauta.

E é claro, visite a Thaís e a Rita, que é satisfação garantida.

7. Quase Nada 194 - Fábio Moon e Gabriel Bá

Olha minha dupla brasileira de quadrinistas favorita aqui de novo. ;)

Fonte: 10 Pãezinhos

E você? O que andou descobrindo de novo essa semana? Conta pra mim! ;)

Um beijo procês!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Start me up #3

Fonte: Pinterest

Vamos lá para mais um Start me up? Se você ainda não sabe o que é essa tag, é só visitar o Start me up #1. Lá eu explico mais ou menos direitinho.

Agora, s'imbora clicar aí embaixo, e descobrir o que eu mais escutei nessa semana que passou!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Eu e Martha Medeiros lá no 365 Escritores.

Oi, tudo bem com você? Que tal ir lá no 365 Escritores fazer companhia pra mim e pra dona Martha Medeiros [e pra todas aquelas meninas lindas]? Estamos te esperando! Só clicar na imagem aí embaixo. ;)


Um beijo procês!

Sobre vlogs literários e pessoas.

Fonte: Pinterest
Penso que já passou da hora de eu falar sobre isso aqui no blog. Como 'cês já sabem, a estrupícia que vos fala tem um Vlog no Youtube [Ainda MininaMá]. Esse mês ele completa 1 ano e 5 meses de vida, e tem me dado muitas e muitas alegrias.

Acho estranha a palavra Vlog [abreviação de Vídeo Log] prefiro a palavra Canal, que, vejam, também tem outros tantos sentidos que acho estranhos. No fim das contas, prefiro dizer que tenho um espaço lá no Youtube, no qual falo sobre livros, o Universo e tudo mais.

E minha entrada no mundo do Youtube é culpa exclusivamente da dona Juliana Gervason, minha Quindim do O batom de Clarice. Um belo dia, depois de descobrir os vídeos da Tati Feltrin [de quem falo melhor daqui a pouquinho], Ju me botou doida pra fazer o tal bookshelf tour, o tão famoso passeio pela minha estante.

Relutei, porque, vejam, minha câmera antiga tinha a memória mais escassa que a da Dori... Ela só gravava dois minutos, daí eu tinha que ir lá, no computador, descarregar o que foi gravado, e continuar gravando. Ainda assim, consegui a façanha de gravar mais de 40 minutos falando de uma estante. Pensa na pessoa que fala!

Daí que inspirada pela Ju, também comecei a falar sobre os meus livros e leituras... E nós duas inspiradas na dona Tatiana Feltrin, a grande desbravadora dos mares literários do Youtube brasileiro. Ficou piegas isso, né? Mas é bem isso o que acho da Tati, a quem hoje tenho o imenso prazer e orgulho de chamar de amiga.

Tati começou seu canal quando ninguém se atrevia a dar suas opiniões literárias assim, de frente com Gabi, e de um jeito simples, honesto e divertido, passou a influenciar a vida de milhares de pessoas. E milhares dicumforça, porque hoje o canal Tiny Little Things tem mais de 14 mil inscritos!!! Isso é pra esfregar na cara daquela parcela da sociedade que vive dizendo que brasileiro não lê e blablablá [mas sobre essa coisa de ler ou não ler eis a questão, falo num post mais pra frente...].

Depois veio Denise [Meus olhos verdes], a pessoa mais carismática, latina e estabanada deste Youtube.

E nós, junto com Aline Aimée [Little doll house] e Lia Costa [Quero morar em uma livraria] acabamos formando um grupo de amigas que, não fosse a distância real, seriam inseparáveis. E são canais e blogs com os quais eu, assiduamente, me delicio.

O Youtube me trouxe muitas alegrias, mas, especialmente, me trouxe muitas amizades. E, além disso, incontáveis sorrisos. Naquelas semanas em que as provas se acumulavam para serem corrigidas, os pais se juntavam pra atormentar e os alunos decidiam fazer o Armagedon em plena sala de aula, eu chegava em casa, ligava a minha câmera e esquecia do mundo. Éramos só eu e meu "espectador ideal", tal qual o leitor ideal do Calvino...

E daí vinham os comentários, em sua maioria tão gentis, tão ricos em debates, opiniões. E isso é uma das coisas que mais aprecio no Youtube: a troca quase que imediata de opiniões, de conhecimento. Penso que eu, que faço os vídeos, não sou a detentora da verdade, estou ali só pra dar a minha opinião, e saber qual é a opinião de quem me assiste; assim, num diálogo, numa prosa virtual...

Aliás, até hoje não sei como chamar as pessoas que assistem aos vídeos no Youtube... Assinantes parece coisa de quem lê jornal. Espectador é coisa do Raul Gil. Youtuber é bacana e tal, mas queria uma palavra assim, nossa, aportuguesada, abrasileirada...

Mas, infelizmente, sempre "há algo de podre no reino da Dinamarca"... Assim como nas outras redes sociais, no Youtube também existem trolls e pessoas que gastam seu precioso tempo infernizando a vida alheia. Me é muito difícil compreender por que diabos as pessoas precisam criticar, inferiorizar, atormentar outras pessoas, enquanto poderiam estar elogiando, compartilhando, contribuindo pra fazer da sociedade um lugar melhor. Na verdade eu até compreendo [aulas de Filosofia e História, um beijo procês!], mas não aceito. Sinto muito, mas vou morrer sem aceitar que, ao invés de fazer algo útil [como carpir um belo lote, por exemplo] alguém perca seu tempo denegrindo e infernizando o próximo.

Eu já fiz dois vídeos falando sobre isso, aliás. Se você ainda não viu, tem o Ora Bolas #1 e o Post Its #1 . 'Bora lá discutir comigo...

Nesse mais de ano frequentando a terra dos vlogs literários no Youtube, vi acontecer um boom de canais literários. Alguns são extensões dos seus respectivos blogs [aliás, como tem blog literário nessa internet, gente!], outros são independentes. Infelizmente, não dou conta de seguir tudo [como disse a Tati nesse vídeo aqui, o Concluindo 2012. Vídeo maravilhoso, as always]. Tenho como prioritários os vídeos das meninas e mais alguns canais dos quais gosto muito...

Nem sempre o tema do canal vem de encontro aos meus gostos literários, mas ainda assim tem gente que é tão bacana, tão carismática e tranquila, que mesmo que esteja falando de livros que eu nunca vou ler na vida, eu acabo assistindo e gostando.

Então resolvi fazer uma listinha dos canais que mais tenho visto nos últimos tempos. É claro que existem muitos e muitos outros canais, mas se eu fosse listar todos passaria horas e horas aqui. Dessa forma, vou listar só os que eu acompanho mesmo... Aqueles nos quais estou sempre vendo os videos e comentando...
Outro dia faço um post com mais canais, que não costumo acompanhar, mas que também são bons.

A Tati Feltrin já fez quatro vídeos indicando canais literários. Inclusive, no 1°, ela fala do meu muquifo, o que, com certeza, fez com que as pessoas passassem a frequentar meu canal [E Tati, não esqueci do panetone, hein! ;)]. Vá lá assistir as indicações da Tati: Meus canais literários preferidosDicas de canais literários 2Dicas de canais literários 3Dicas de canais literários 4.

E se você tiver algum canal pra indicar, fique à vontade nos comentários, que é sempre bom conhecer coisas novas! ;)

Ps: Lista em ordem alfabética, pra modo de não mostrar favoritismos. ;)
  1. A mulher que ama livros - Feito pela Cláudia.
  2. aViviu - Feito pela Vitória.
  3. BrunaMSilva - Feito pela Bruna.
  4. Denise Mercedes - Feito pela minha amada olhos verdes, dona Denise Mercedes.
  5. Estante Indiscreta - Feito pela Gláucia.
  6. Giu Fernandes - Feito pela Giu.
  7. Inês Books - Feito pela Inês.
  8. Isaac Sabe - Feito pela querida Luara.
  9. JotaPluftz - Feito pela Juliana Poggi.
  10. Lendo e Comentando - Feito pela Amanda.
  11. Lidolendo - Feito pela Isa.
  12. Literalmente Vlogando - Feito pela Morgana.
  13. Mariana Melo - Feito pela Mariana.
  14. Mil Folhas - Feito pela Nádia.
  15. Na minha estante - Bruno Miranda
  16. Nayara Nascimento - Feito pela Nayara.
  17. O Batom de Clarice - Feito pela minha querida quindim, Ju Gervason.
  18. Selo Fodality - Feito pelos meninos Ronnie, Fernando e Nauty. [Não é um canal prioritariamente literário, mas eles falam bastante sobre Literatura e Quadrinhos].
  19. Tatiana Feltrin - Feito pela minha ídola e amiga querida Tatiana Feltrin.
Embora eu já tenha dito ali em cima, faço questão de reforçar [porque tem gente que, na internet, fica meio desatento e não lê as coisas direito] que os canais citados aqui são os que eu mais acompanho, e com os quais tenho algum tipo de afinidade literária. Eu sei que exitem tantos outros ótimos canais, mas que são canais que eu não acompanho ou nos quais não sou inscrita. Se você conhece algum canal que não esteja na minha lista, fique super à vontade pra me indicar outro. ;)

E por hoje é só... E você, também tem um canal no Youtube? Assiste a vídeos literários? Conta pra mim, vai. ;)

Beijo procês!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Felicidade realista - Martha Medeiros

Fonte: A casa está cheia de flores
Ando falando bastante sobre Felicidade ultimamente, não é? É que os 30 me trouxeram uma certa urgência em ser feliz, em viver mais, em...

Gosto desse texto da Martha porque ela fala de uma felicidade possível, e não daquela dos contos de fadas ou dos filmes da Disney... Mas pra ser possível é necessário que arregacemos as mangas e sigamos em frente. Será que somos capazes? ;)

*******
Felicidade realista

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos pra pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Loius Vuitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isto é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três maridos, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para sentir-se seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Referência: MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2009 p. 54-55

sábado, 12 de janeiro de 2013

Solidão...

Fonte: Pinterest

- Como é triste estar sozinha...

Era o que ela pensava enquanto suas lágrimas se misturavam com as gotas da chuva que, mansamente, ia embora.

Ela não lembrava como havia ido parar naquele banco. Só lembrava daquela dor no peito. Seria saudade? Angústia? Medo? Não... O que a levou até aquele banco, no meio da praça mais movimentada daquela cidade que ela ainda desconhecia, era a solidão.

Ao olhar os amigos que riam em grupo, envoltos pela magia que só as boas amizades conseguem produzir. Ao olhar para os casais de mãos dadas, quase um só, de tanto amor que lhes arrebentava o peito. Ao olhar pra fora, ela tentava lembrar onde é que havia se perdido.

Onde havia deixado os sorrisos, as mãos dadas, os amigos... Onde havia deixado a si mesma?

No lugar daquela, que sorria e cantava, sobrou essa, casmurra e cinzenta como uma tarde de Outono na São Paulo coberta de desilusões frias.

Ela não sentia, ou sentia e fingia não sentir...

Aquele era mais um daqueles dias em que ela ia buscar fora de si o que já há muito não encontrava. Precisava de ar puro, precisava de pessoas, precisava de um pedaço da humanidade ali, ao seu lado.

Então lembrou-se como fora parar no banquinho. Mas a lembrança doía por demais, e ela tentou apagá-la fechando os olhos. Mas ao fechar os olhos, olhou pra si mesma, e os abriu com força, quase que numa prece, pedindo a qualquer deus que estivesse de plantão que a afastasse de si mesma.

A ponte. Os pés. Os gritos. Seria tudo ilusão? Ou era ela mesma ali naquela ponte, sentindo os pés tocarem o ar, pronta pra pular em direção... Em direção a quê, mesmo? Ela não sabia, e, talvez, por isso mesmo não tenha pulado.

Então veio a imagem do café.

-Açúcar ou adoçante, senhora?

-Amargo como esse gosto que me toma conta, pensou ela...

Depois, só conseguia lembrar da Avenida infinita, dos prédios sem cor, do brilho dos faróis que lhe faziam ver estrelas.

Estrelas... Há quanto tempo não olhava pro céu para vê-las? Há quanto tempo não fazia como Bilac, e entretida ficava, pálida de espanto, ao ouvi-las?

Talvez porque já não amasse era incapaz de ouvir estrelas. Talvez fosse isso. Talvez a falta de amor a tenha levado até aquele banco.

Aquele banco no qual sentou da primeira vez em que chegou à cidade, cheia de esperanças e sonhos.

Foi naquele banco que jurou começar tudo de novo, e era ali, mais de um ano depois, que, sentada, via o mundo girar ao seu redor sem que ela conseguisse lhe acompanhar.

Tem dias que a gente se sente como quem quer partir ou morrer. Mas a gente é duro, a gente não morre. E o que resta é continuar caminhando, até outro banco, até outra esquina, até outra vida, na qual, quem sabe, se volte a ouvir estrelas...
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