quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Start me up #9

'Bora descobrir o que andei escutando essa semana? Aproveita e me conta o que você escutou também, que tal? ;)

1. Fuel - Metallica
A semana que passou foi daquelas supermegamaster punk, e isso exige que eu ouça músicas que me animem. Sem contar num vocalista que me anime, porque sim!, eu sou apaixonada pelo James Hetfield!


2. Black Diamond - Stratovarius

Eu ouvi muito, muito mesmo, Stratovarius durante a semana. Adoro o timbre da guitarra deles, e sou a mais Maria Shampoo né, minha gente! ;)


3. Fear of the dark - Iron Maiden

Porque é uma das minhas bandas de Metal favoritas, e porque toda vez que lembro deles tocando isso ao vivo, me dá vontade de chorar, como fiz cara a cara com Mr. Dickinson.


4. Roots blood roots - Sepultura e Orquestra Experimental

Eu confesso que ainda sinto falta do Cavalera no Sepultura, mas nada que cinco segundos olhando pro Andreas Kisser [Casa comigo? ;)] não me façam esquecer. Adoro essas experimentações deles com música clássica...


5. Tornado of souls - Megadeth

Pra fechar com metal de ouro! ;)


E foi isso que me embalou numa semana que parecia que nunca mais iria acabar.

E você, o que andou ouvindo essa semana?

Beijo procês!



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ressurreição e A mão e a luva - Machado de Assis [Ainda MininaMá no Youtube]

Eis que comecei a série de vídeos sobre meu querido Bruxo do Cosme Velho! Aqui estão os dois primeiros vídeos do Projeto Leitura Cronológica Machado de Assis. Enjoy! ;)




Qualquer dúvida, sugestão ou crítica, fiquem à vontade nos comentários.

Um beijo procês!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Transformando um fichário velho em um caderno de planejamento.

Oi, tudo bem com você? Hoje eu estou no muquifo pra falar um 'cadinho sobre transformação de objetos, em especial de um objeto que estava triste e cabisbaixo aqui em casa: um fichário velho.

O ano letivo começou, e como eu estou trabalhando em três escolas, pensei que fazer um caderno para cada uma adicionaria muito peso à minha pobre bolsa sempre tão lotada.

Há algum tempo eu mostrei alguns dos meus cadernos de planejamentos encapados com recortes, você pode ver nesse post aqui: Meus cadernos de retalhos.

Daí que quando fui reformar meu fichário, tive a ideia de tirar fotos do processo, e trouxe aqui procês, esperando que possa ser útil. ;)

'Bora lá ver como transformar um objeto triste em um útil e alegre?

Você irá precisar de:
  • Um fichário [pode ser caderno também!];
  • Cola em bastão [a branca é ruim pois deixa bolhas de ar];
  • Tesoura;
  • Recortes de imagens e textos;
  • Fita adesiva transparente [ou papel contact se você for capaz de domá-lo!].

Eu não uso papel contact. Por quê? Porque ele me odeia!!! Desde sempre, para todo o sempre, amém! Nunca consigo colocar aquela porcaria daquele papel direito! Ele insiste em se agarrar a tudo ao redor, formar bolhas, enfim, um rebelde sem causa!

Eu gosto da fita transparente. Ela sim me ama e me respeita! Já faz bastante tempo que uso a fita como papel contact, e o bacana é que como ela é menor, dá pra ter mais controle na hora de colocar, e a tendência a formar bolhas de ar é bem menor...


Quanto ao processo... Você escolhe as imagens que mais gosta e depois vai testando o layout na superfície até encontrar um que fique bom. Eu tenho pastas e pastas com recortes. Sempre que vejo algo que me agrada recorto e guardo.

Quanto ao layout, dá um 'cadinho de trabalho pensar em como dispôr os recortes no papel, mas no final acaba valendo a pena!

Olha só como ficou a frente do fichário.


E agora a parte de trás.


Na parte de dentro, eu usei papéis coloridos pra separar as escolas, e na capa coloquei envelopes pra guardar aqueles papéis miúdos nos quais a gente teima em anotar coisas importantes e depois os perde na bagunça do caderno. Também guardo post its e outras coisas miúdas das quais posso precisar.

Parte da frente.


Parte de trás:


E aqui dá pra ver como ficou a lombada.


E esse é meu fichário de planejamento de 2013. Ao fim de cada bimestre, irei tirar as folhas usadas e guardá-las numa pasta, assim ele não fica tão pesado.

Espero que tenha sido útil, e que vocês também possam dar vida nova pr'aquele caderninho que fica tristonho jogado na gaveta.

Porque o que é feito por nossas mãos é sempre mais bonito e cheio de amor. ;)

Um beijo procês!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A obra de arte - Antón Tchekhóv

O beijo - Rodin
Fonte


A obra de arte

Carregando sob o braço um objeto embrulhado no número 223 do Mensageiro da Bolsa, Sacha Smirnoff, filhinho de mamãe, assumiu uma expressão de tristeza e entrou no consultório do doutor Kochelkoff.

— Ah! meu grande jovem! — exclamou o médico. — Como vamos? O que há de novo?

Fechando as pálpebras, Sacha pôs a mão no coração e, comovido, falou:

— Mamãe lhe manda seus cumprimentos, Ivan Nicolaìevitch, e me encarregou de lhe agradecer... Mamãe só tem a mim no mundo, e o senhor me salvou a vida... curando-me de grave enfermidade e... não sabemos como lhe agradecer.

— Ora! O que é isso, meu jovem! — atalhou o médico, realizado. — Não fiz mais do que qualquer um no meu lugar teria feito...

Depois de observar o presente, o médico coçou lentamente a orelha, bufou e suspirou, confuso.

— Sim — murmurou —, é algo realmente magnífico... como diria?... um tanto ou quanto ousado... Não é apenas decotada; é... sei lá, que diabos!

— Mas... por que diz isso?

— Nem a serpente em pessoa poderia inventar alguma coisa de mais indecente. Se eu colocasse esta fantasiazinha na mesa, iria contaminar a casa toda.

— Que modo mais excêntrico tem o senhor de interpretar a arte! — disse Sacha, ofendido. — É um objeto artístico!... Olhe! Que beleza! Que elegância! É de se ficar com a alma inundada de piedade, e com lágrimas a subir aos olhos! Contemplando-se tamanha beleza, nos esquecemos de tudo o que seja da Terra... Veja bem... Que movimentos! Que harmonia! Que expressão!...

— Compreendo muito bem tudo isso, meu caro — interrompeu o médico —, mas acontece que eu sou pai de família. Meus filhos costumam vir aqui. Recebo senhoras...

— É evidente — disse Sacha — que se a gente adotar o ponto de vista do povo, este objeto, altamente artístico, causará uma impressão diferente... Sou o filho único de mamãe... somos pobres, e por isso não podemos lhe recompensar os seus cuidados; e não sabemos o que fazer; embora, apesar de tudo, mamãe e eu... seu filho único... lhe suplicamos de todo o coração que aceite, como penhor de gratidão... esta ninharia que... É um bronze antigo... uma obra rara... de arte.

— Mas não havia necessidade — disse o médico, franzindo as sobrancelhas. — Por que razão?

— Não, eu imploro ao senhor, não recuse! — continuou a murmurar Sacha, desembrulhando de todo o pacote. — Seria uma ofensa, a mamãe e a mim... Trata-se um objeto belíssimo... em bronze antigo. Foi herança de papai, guardada como uma querida lembrança.. Papai comprava bronzes antigos e revendia-os aos colecionadores... Já mamãe e eu não nos ocupamos disso...

Sacha acabou de desembrulhar o objeto e colocou-o solenemente em cima mesa. Era um pequeno candelabro de bronze antigo, de fina feitura. Representava duas figuras femininas em trajes de Eva e em atitudes que não ousaria — nem tenho temperamento para isso — descrever.

As figuras sorriam ostensivamente, dando a impressão de que, não fossem retidas pela obrigação de suster o castiçal, teriam imediatamente fugido do pedestal dançado tal cancã que, amigo leitor, nem é bom imaginar.

— O doutor, claro, está acima destas coisas todas e portanto sua recusa nos daria, a mamãe e a mim, uma enorme frustração. Sou o filho único de mamãe; o senhor me salvou a vida... Damos-lhe de presente o que de mais precioso possuímos, e... só tenho a tristeza de não nos pertencer o par do candelabro!

— Muito agradecido, meu jovem amigo. Fico-lhe muito grato... Minhas recomendações à sua mãe, mas rogo-lhe, o senhor mesmo considere a questão! Meus garotos costumam vir aqui... Aparecem muitas senhoras... Mas deixo-o aqui, já que me parece impossível convencê-lo!

— Ora, não há de que me convencer! — disse Sacha com habilidade. – Coloque o candelabro do lado desta jarra. Que infelicidade não possuir o par!... Bem, vou indo, adeus, doutor.

Depois da saída de Sacha, o doutor observou bastante o candelabro, coço orelha e concluiu:

“Não se pode negar que é magnífico. É uma pena abrir mão dele. Ao mesmo tempo é impossível deixá-lo aqui... Hum... Está criado o problema... Poderia dá-lo de presente a quem?” ·

Depois desta reflexão, lembrou-se do advogado Ukhoff, seu amigo íntimo, que gostaria de ter o objeto.

"Às mil maravilhas!", decidiu. "Ukof Ukhoff não aceita receber dinheiro de mim , mas ficará contente com esta lembrança... E assim me livrarei deste incômodo. Além do mais, ele é solteiro e maroto...” ·

Rápido, o médico se vestiu, pegou o candelabro e foi até a casa do advogado. 

— Bom dia, amigo — disse, ao encontrar Ukhoff em sua morada... — Venho lhe trazer uma recompensa pela amolação... Já que não quer aceitar dinheiro meu, aceitará um pequeno presente... Ei-lo, meu amigo! É um objeto magnífico!

Ao ver o candelabro, o advogado viu-se tomado de inefável encantamento. 

— Isso sim é que é obra de arte — disse, rindo às gargalhadas. — Que o diabo carregue os meliantes capazes de sequer imaginar alguma coisa de parecido... É maravilhoso! Onde foi que você encontrou tal preciosidade?

Assim que o entusiasmo se esgotou, o advogado lançou temerosos olhares para o lado da porta e disse:

— No entanto, meu velho amigo, é melhor levar de volta o seu presente. Não posso aceitá-lo...

— Por quê? — quis saber, espantado, o médico.

— Porque... Mamãe vem aqui, meus clientes... e além do mais é constrangedor em relação aos criados...

— Ora, essa é boa!... Você não terá a ousadia de recusá-lo. (E o médico agitou as mãos.) Eu ficaria ofendido!... Trata-se de um objeto de arte... Que movimentos! Que expressão!... Não quero ouvir seus argumentos! Você me deixaria melindrado!

— Se pelo menos tivesse alguma sutileza, ou se estivesse coberta...

O médico, porém, ainda a agitar as mãos e contente por conseguir se desfazer do presente, voltou para o seu consultório.

Sozinho em casa, o advogado pôs-se a examinar o candelabro, apalpou-lhe todas as partes e, da mesma forma que o médico, viu-se tentado a refletir sobre o que deveria fazer com ele.

“É um objeto belíssimo", pensou. "Seria uma pena se desfazer dele; ao mesmo tempo, é inconveniente tê-lo em casa... Melhor seria oferecê-lo a alguém... Já sei, vou levá-lo hoje à noite ao cômico Chachkine. O sacana adora as coisas desse gênero, e hoje é justamente o dia de sua estréia..."

Foi o que fez, tão rápido quanto pensou. À noite o candelabro, lindamente embrulhado, era oferecido ao cômico Chachkine.

A noite toda o camarim do artista foi invadido pelos homens que queriam admirar o presente; a noite toda foi de murmúrios de aprovação e de risadas que mais pareciam relinchos... Quando uma artista se aproximava do camarim e perguntava: "Pode-se entrar?", logo a voz rouca do cômico retumbava:

— Não, não, cara amiga! Estou sem roupa!

Terminado o espetáculo, Chachkine dizia, dando de ombros e abrindo os braços: 

— Onde vou colocar tamanha indecência? Moro em casa de família e recebo muitos artistas! E isso não é como fotografia, que a gente pode esconder dentro da gaveta..

— Ora, por que não o vende, senhor? — aconselhou o cabeleireiro, que o ajudava a trocar de roupa. — Tem uma velha aqui no bairro que compra bronze antigo. Vá lá e pergunte pela senhora Smirnoff... Todo mundo a conhece.

O cômico resolveu seguir o conselho...

Dois dias depois, o doutor Kochelkoff meditava sobre os ácidos biliosos, de dedo na testa. Subitamente a porta se abriu e Sacha Smirnoff jogou-se a seu encontro. Sorria exultante, e todo o seu ser transpirava felicidade... Trazia alguma coisa embrulhada em jornal.

— Doutor — disse, ofegante —, imagine só nossa alegria!... Para nossa felicidade, encontramos o par do seu candelabro!... Mamãe está se sentindo tão feliz!... E o senhor me salvou a vida...

E então, tremendo de gratidão, Sacha colocou o candelabro diante dos olhos de Ivan Nicolaievitch. 0 médico quis dizer alguma coisa mas não conseguiu. Perdera o uso da palavra.


Referência: TCHEKHÓV, Antón. Flávio Moreira da Costa (org.). Os cem melhores contos de humor da literatura universal. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001 p. 306.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Post Its #15 - Sobre o que li e o que chegou [Ainda MininaMá no Youtube]

Aqui estão as informações do Post Its #15. Qualquer dúvida, sugestão ou críticas, fiquem à vontade nos comentários. ;)


Pessoas e Páginas citadas:



Livros Comprados e Ganhados

  • Notas sobre Gaza - Joe Sacco [Quadrinhos na Cia];
  • Morte Súbita - J.K. Rowling [Nova Fronteira];
  • História de Mulheres - Rosa Montero [Pocket Ouro - Agir].

Dvds comprados


Livros lidos

  • O sonhador - Will Eisner [Devir];
  • Diário de um Banana - Rodrick é o cara [V&R];
  • Questão de gosto - Daniel Piza [Record];
  • Área de segurança Gorazde - Joe Sacco [Conrad].

Trilha Sonora dos filmes

  • Pulp Fiction;
  • Cães de Aluguel.
Um beijo procês!

Village of Sandviken - Claude Monet

Village of Sandviken (1895) - Claude Monet
Fonte: I require art

sábado, 23 de fevereiro de 2013

A louca da casa - Rosa Montero [Ainda MininaMá no Youtube]

Aqui estão as informações dadas no vídeo sobre A louca da Casa, da Rosa Montero.


*Pessoas Citadas:

*Juliana Gervason
- Post sobre o livro no O Batom de Clarice
- Post sobre Carson McCullers

*Denise Mercedes
-Vídeo sobre a Rosa Montero

Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, fiquem à vontade nos comentários.

Um beijo procês!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Post Its #17

Eita que esse Post Its demorou pra sair, minha gente! Com a volta às aulas, acabei deixando de programar os posts, e daí que acabava não dando tempo de fazer a seleção das coisas bacanas que ando vendo. Mas cá estamos nós...

Então, 'bora pro nosso Post Its? ;)


Um dos meus sonhos mais antigos é fazer tatuagens. Assim mesmo, no plural, porque se tivesse coragem faria muitas! Como sou uma medrosa de marca maior, continuo na vontade. E que vontade me deu essa seleção que a TPM fez. Lindas!


Eu adoro a Lily, do blog mais do que lindo A casa está cheia de flores. Sempre achei ela uma das blogueiras "de moda" mais fofas e reais. Além disso, ela escreve bem, e esse post sobre Síndrome de Down está lindo!

No texto, ela fala sobre seu afilhado, e de como tem convivido com o fato de ele ter a síndrome. Achei bonita e esclarecedora a forma como ela fala sobre isso.

Se você se interessa pelo assunto, é um post incrível! E mesmo pra quem não se interessa, é de uma doçura sem igual...


Que eu adoro o Casa de Colorir não é novidade. E essa ideia de papel de presente, além de barata, é de uma criatividade ímpar. Lindo, barato e criativo. Quer mais que isso?


A gente já começa pelo título: criativo por demais. E daí vem a dona do blog, a Dani, que é fofa e divertida.

Eu gosto muito do Ricota porque é um blog de moda e beleza sem afetações. Assim como a Lily, a Dani é real, e é essa realidade que ela mostra nos seus posts sempre úteis e bem humorados.

Se você ainda não conhece, não faz ideia do que está perdendo!


Eu gosto muito dos textos do Carpinejar. Sempre diretos, no ponto e esboçando um sorriso traquinas, característico daqueles textos que vão te deliciar.

Adorei esse "A arte de pôr as mãos no bolso" porque ele fala da mulher como quem suspira, como quem respeita e vê cada detalhe como se fosse único.

E se você não conhece o blog dele, Carpinejar, corre, que é muito bom!


Com essa nova onda de Kindles e Kobos, esse post da Thaís vem super a calhar! Embora eu não seja adepta do livro sem o papel, sei que tem bastante leitor que é, e achei a seleção dela de livros sobre organização [que custam, no máximo R$20] muito bacana.


Eu falei deles essa semana lá no 365 [Já viu o post? AQUI, ó!]. E, como sempre, continuo amando cada traço desbotado. ;)

Fonte: 10 Pãezinhos

E vocês, o que descobriram de bom nos últimos dias?

Um beijo procês!


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Start me up #8

E 'bora lá pra uma coletânea do que andei ouvindo nessa semana [de cão!] que passou... Fiz um Top 5 só com coisa brazuca...

1. Sereníssima - Legião Urbana

Sim, eu ainda escuto Legião Urbana. E digo mais: eu ainda gosto pra diabo de Legião Urbana! Sinto muito se tem gente por aí que gosta de dizer que é coisa do passado, que o Renato é isso, que não sei o quê é aquilo... Blablablá! Continuo me emocionando com as letras e balançando a cabeça com as melodias... Essa, em especial, é praticamente um retrato meu musicado.


2. Eu 'tô tentando - Kid Abelha

Outra banda das antigas, da qual eu sempre gostei. É fofo, é gostoso de ouvir, trás boas lembranças... Sem contar que um dia ainda descubro como demônios a Toller consegue ficar cada dia mais linda!!! E eu amo a letra dessa música! Amo!


3. Casa pré-fabricada - Los Hermanos

Porque eles nunca deveriam ter se separado. Porque eles acalentaram [e continuam acalentando] meu coração de gengibre. Porque foi uma das melhores inovações da música brasileira nas últimas décadas. E porque a letra dessa música é uma das coisas mais lindas do Universo!


4. Relicário [Acústico] - Cássia Eller e Nando Reis

Uma das músicas mais lindas de Nando, numa das interpretações mais lindas de Cássia. Amor, só tenho isso a dizer: amor...


5. Flores [Acústico] - Marisa Monte e Titãs

Uma das melhores apresentações do Titãs, com uma de suas melhores músicas e com a presença diva e maravilhosa de Marisa.


E essa foi minha semana nostálgica... E você, o que andou escutando? Conta pra gente! ;)

Um beijo procês!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Alma [Rodrigo Blaas]


Eu adoro esse curta! Adoro! Ele é fofo, filosófico e assustador ao mesmo tempo, ou seja, delícia!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Um apólogo - Machado de Assis

Fonte da imagem


Um apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!


REFERÊNCIA: ASSIS, Machado. Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos. São Paulo: Editora Ática 1984, p. 59.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A um bruxo com amor - Sobre Machado de Assis [Ainda MininaMá no Youtube]

Aqui estão as informações sobre meu último vídeo no canal, em que falo sobre meu querido Bruxo do Cosme Velho.

No vídeo falo um pouco sobre a vida e obra de Machado de Assis e mostro os livros que tenho dele e sobre ele.



*Páginas e canais citados no vídeo

*Teóricos citados
  • Ayrton Marcondes
  • Magalhães Júnior
  • John Gledson
  • Roberto Schwarz
  • Lúcia Miguel Pereira

*Vídeos Citados

*Livros Citados

-Sobre Machado
  • Machado de Assis - Exercícios de Admiração - Ayrton Marcondes [A Girafa]
  • Um mestre na periferia do Capitalismo - Roberto Schwarz [Editora 34]
  • Machado de Assis Leitor - Ruth Silviano Brandão (org.) [UFMG]
-Inspirados em Machado
  • Machado e Juca - Luiz Antônio Aguiar [Saraiva]
  • O voo do hipopótamo - Luiz Antônio Aguiar [Ática]
  • Projetos póstumos de Brás Cubas - Ivan Jaf [Atual Editora]
  • O Alienista - Fábio Moon e Gabriel Bá [Agir]
  • O Alienista - César Lobo e Luiz Antônio Aguiar [Ática]
  • O Alienista - Lailson Holanda Cavalcanti [Companhia Editora Nacional]
  • O Alienista [Escala Educacional]
-Escritos por Machado

  • Bons Dias! [Organização e Notas de John Gledson] [HUCITEC]
  • O jornal e o livro [Penguin - Companhia das Letras]
  • Fuga do hospício e outras histórias [Coleção para gostar de ler] [Ática]
  • Diálogos e Reflexões de um relojoeiro [Ediouro]
  • Histórias do Bruxo do Cosme Velho [L&PM]
  • Contos Completos de Machado de Assis [Tomo 1] [UFJF]
  • Contos Fluminenes [L&PM Pocket]
  • Ressurreição [L&PM Pocket]
  • A mão e a luva [L&PM Pocket]
  • Helena [L&PM Pocket]
  • Iaiá Garcia [L&PM Pocket]
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas [L&PM Pocket]
  • O Alienista [L&PM Pocket]
  • Casa Velha [L&PM Pocket]
  • Quincas Borba [L&PM Pocket]
  • Dom Casmurro [L&PM Pocket]
  • Esaú e Jacó [L&PM Pocket]
  • Memorial de Aires [L&PM Pocket]

Visite também:

Créditos da abertura/vinheta: HP Charles e Tatiana Feltrin


Qualquer dúvida, sugestão ou crítica, fique à vontade nos comentários!

Um beijo procês!

Lacombe para um Domingo ao lado de quem a gente ama...

The ages os life (Le ettà de la vita) (1894) - George Lacombe
Fonte da imagem: I Require art

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Linha e os Retalhos...

Fonte da imagem

A linha que costura minha colcha de retalhos está fraca. Já não sabe mais como juntar os pedaços de sonhos espalhados pelo chão. Olha. Respira. Olha. Olha. Olha. E não consegue sequer levantar as mãos para o céu. Anda pensando em pedir ao Sr. Tempo que lhe dê umas férias. Reza para que o TicTac do relógio fure seu dedo em sua máquina de fiar e durma por longos anos. Só não quer que o tal do príncipe apareça. Tem medo de que ele roube o castelo e a deixe só.

A linha que juntava meus retalhos não quer ver o sol. Diz que ele a lembra que há uma vida por trás da ilusão das sombras. Uma vida que ela tem medo de enfrentar. Ela teme que seus pontos não resistam ao nascer do sol. Agitada, tenta dormir para apagar os erros da costura.

A mão que empunha a agulha e a linha já não quer mais abrir os olhos. Se quer apenas só. "Longe do estéril turbilhão da rua". Longe dos sorrisos. Distante de tudo o que ela pensava ter deixado para trás, mas que volta sempre quando ela vê sua imagem pálida no espelho.

A mão que beijava meus retalhos de sonhos pede desculpas pela ausência. Diz que vai se retirar do tempo. Pedir ao vento que leve suas lágrimas embora. Buscar o brilho que perdeu em outra face.

Os retalhos por enquanto ficam assim: deitados sobre um chão de estrelas tortas. Esperando que uma tal de Sra. Vida sorria e os convide pra dançar...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Santa Paciência...

Porque hoje é sexta-feira, e em dois dias eu dei 20 aulas. Porque é do que esse mundo tem precisado desesperadamente, e o que eu tento ter todo dia. Porque é bom sorrir, sempre. ;)

Fonte da imagem: Eu amo ler [Facebook]

Que vocês tenham um excelente final de semana!
Um beijo procês!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Start me up #7

E lá se foi mais um feriadão... Gostando ou não de Carnaval, a gente sempre aproveita pra descansar, ou os mais animados pra pular, o que quer dizer que Carnaval é sempre bom! Agora, 'bora ver o que eu mais ouvi nessa semana de Carnaval?

1. Satisfeito - Marisa Monte

Eu sou super fã de Marisa. Pra mim, ela é uma das melhores cantoras que nossa MPB e nosso Samba já tiveram. E essa música é tão linda, mas tão linda... A conheci no primeiro dia em que fui morar sozinha, então acabo associando, e a música fica ainda mais linda.


2. Jessica - The Allman Brothers

Essa é uma de minhas músicas preferidas do Allman! Boa pra quem gosta de instrumental. E esse vídeo deles tocando ao vivo em 1991 é delícia!


3. Waiting for this - Hanson

Não, você não leu errado, essa é uma música do Hanson. Se Dr. House pode ter eles como toque de celular, eu também posso colocá-los aqui, uai! ;)

Brincadeiras a parte, eu também fiz parte da geração Mmmmbop, e fiquei bastante surpresa quando encontrei esse show dos carinhas bem mais maduros e com uma vibe rock'n roll. É bom, de verdade!


4. My little corner of the world - Yo la tengo

Conheci Yo la tengo por causa de Gilmore Girls [minha série favorita da vida!]. Essa música é minha preferida. Não sei se é porque ela é o cúmulo da fofura, ou se é porque lembro da Rory e da Lorelai se encontrando no final da Primeira Temporada toda vez que ouço.


5. So says I - The Shins

Por falar em Gilmore Girls, foi através da trilha sonora do seriado que também conheci The Shins. É uma banda super bacana, que me lembra muito os anos 60. Essa música é bem gostosa de ouvir...



E você, o que andou escutando na última semana?

Um beijo procês!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Eu e Mario Prata no 365 Escritores

Hoje estou na companhia do querido Mario Prata lá no nosso 365 Escritores. 'Bora lá nos fazer companhia? É só clicar na imagem. ;)

Fonte da Imagem: Mario Prata Oficial


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Paperman

Essa animação da Disney é tão fofa, mas tão fofa, que até o mais bruto dos corações vai deixar escapar um sorriso... ;)




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Amor, vamos discutir a nossa relação? - Mário Prata


Amor, vamos discutir a nossa relação?

DISCUTIR: defender ou impugnar (assunto controvertido); questionar.
RELAÇÃO: comparação entre duas quantidades mensuráveis. (Aurélio)

Há alguns anos, eu e minha mulher (hoje ex-) fomos convidados pelo cantor e compositor João Bosco para assistirmos ao show dele no Teatro Municipal de Santo André. Como não sabíamos o caminho, João Bosco, que ia com a Kombi da gravadora, ofereceu-se para uma carona. Pegamos ainda o genial jornalista policial Otávio Ribeiro (Pena Branca) e sua noiva no Hotel Cineasta no centro de São Paulo e lá fomos nós. Pena tinha acabado de escrever um livro chamado Barra Pesada.

Quando chegamos, o teatro estava superlotado, não havendo mais espaço nem no chão. O produtor do João nos arrumou quatro cadeiras e lá ficamos nós num cantinho do palco. No centro, com foco de luz, apenas o João, o banquinho e o violão.

Foi quando tudo se deu. Pena Branca e a noiva começaram uma discussão no palco. Lá no cantinho, para constrangimento meu e da Marta, enquanto João Bosco reclamava de "um torturante bandeide no calcanhar". Da discussão partiram para um bate-boca de baixíssimo nível. Altos brados e baixos calões. Começaram a se xingar. O que aconteceu é que as mais de mil pessoas que lotavam o teatro começaram a desviar os olhos do centro do palco para o canto. Ali, naquele pequeno espaço cênico, estava acontecendo um outro espetáculo. Um casal DISCUTIA A RELAÇÃO, com o João Bosco fazendo um mero e distante fundo musical. Foi um sucesso, para desespero meu e da Marta, meros figurantes sem fala, porém boquiabertos. Não sei se o meu saudoso Pena Branca continuou com a moça depois daquele dia. Sim, porque quando se começa a DISCUTIR A RELAÇÃO é, quase sempre, porque não existe mais relação. Apenas discussão.

DISCUTIR A RELAÇÃO é um ato recente. Antigamente, lá pelos anos 60, não se fazia isso. Quando o namorado ou a namorada chegava para o outro e dizia: "Sabe, eu estive pensando...” Pronto, o ouvinte já sabia que era o fim. Não havia mais o que discutir. Saía cada um para o seu lado dizendo que houve (que saudades) uma "incompatibilidade de gênios". Isso resolvia tudo.

E os nossos pais jamais discutiram a relação. Nem mesmo a relação sexual. Dava-se uma porrada e não se falava mais naquilo. As mulheres (infelizmente) sabiam do seu lugar ao lado do fogão, sem o fogo do amado.

Mas o mundo girou, a lusitana rodou, vieram os psicanalistas e as feministas. Sim, foram eles que instigaram as mulheres a DISCUTIR A RELAÇÃO. Sim, são sempre as mulheres que começam (e acabam) as discussões e as relações. Os terapeutas, porque colocam na cabeça da gente que devemos dizer tudo que pensamos da pessoa amada para ela e não para o melhor amigo. E as feministas, bem, as feministas...

Mas, antes de surgir a expressão DISCUTIR A RELAÇÃO, tivemos outros nomes para a mesma desgastante peleja. "Vamos dar um tempo' não durou muito. Depois surgiu "Nossa relação está desgastada". Por que não "gastada"?

Hoje, modismo ou não, não há casal que não DISCUTA A RELAÇÃO, pelo menos uma vez por semana, igualando ao número de atividades sexuais. DISCUTE-SE A RELAÇÃO nos mais variados lugares. Alguns sombrios, outros perigosos.

O melhor lugar para se discutir a relação é na sala. Está-se próximo do uísque, da televisão que pode ser ligada a qualquer momento e mesmo da porta, para uma saída furtiva e quase sempre covarde. E é ótimo DISCUTIR A RELAÇÃO andando em círculos, com um copo na mão, um ouvido na fera e um olho no futebol. Sim, as mulheres adoram esta atividade aos domingos. Eu tenho um amigo que, quando quer sair sozinho com os amigos, diz: "Vou até lá em casa e dou um jeito de DISCUTIR A RELAÇÃO com a patroa, ela fica irritada e eu tenho um motivo para voltar aqui para o bar'.

DISCUTIR A RELAÇÃO no quarto só tem duas saídas. Tudo terminar numa belíssima e lacrimejante cena de amor (às vezes, até com uns tapinhas carinhosos) ou a ida de um dos meliantes para o outro quarto. No quarto, é impossível se tratar deste assunto impunemente. Principalmente se os dois atletas estiverem deitados. E nus. E se houver alguma faca por perto. Vide Robbit.

No carro, é um perigo. Deveria haver multa para esses casais que colocam em risco não apenas a vida deles, como também dos transeuntes e demais carros. DISCUTIR A RELAÇÃO dentro do carro sempre acaba em trombada na cara. E quem está dirigindo leva sempre a pior. Ou então propor um rodízio. Segunda, não discutem casais com final 1 e 2. Terça, 3 e 4. E assim por diante.

Agora, não há nada mais desagradável do que DISCUTIR A RELAÇÃO por telefone. É um horror. Geralmente é de madrugada. Longos silêncios... "Você está me ouvindo? Você está aí?" A gente não vê os olhos da outra pessoa, o sarcástico sorrisinho, a pequena lágrima rolando. Sem falar na conta do telefone.

E no restaurante, vocês já repararam? Sempre tem alguns casais que chegam calados, comem calados e calados saem. Um não dirige a palavra para o outro. Ledo engano. Eles estão, em silêncio, DISCUTINDO A RELAÇÃO. Acho uma covardia DISCUTIR A RELAÇÃO em silêncio. Eles não falam nada. Ela fica quebrando palitos e ele rasgando o guardanapo de papel. Imundando o restaurante.

Já os mais modernos DISCUTEM A RELAÇÃO via Internet. Ele digita um disparate para ela na Vila Madalena, o texto vai para um satélite, dali vai para Columbus (Ohio, USA), volta ao satélite, baixa na central do Rio de Janeiro e, finalmente, entra no computador dela em Pinheiros, a uns 500 metros de distância. Depois é a vez dela fazer o mesmo. Coitado do satélite que tem que decifrar aqueles palavrões todos. Em português, é claro!

Mas o pior não é DISCUTIR A RELAÇÃO. O pior é pagar fortunas a um profissional, sentar-se numa poltrona ou divã e ficar ali, durante 50 minutos, por intermináveis semanas, meses a fio, anos seguidos, repetindo tintim por tintim como foi a nossa última conversa com o ser amado, fazendo um esforço danado para lembrar fala por fala, todos os diálogos. E o terapeuta lá, com aquele olho de peixe morto, caído, quase bocejando, ouvindo, pela oitava vez, naquela mesma tarde, a mesma nauseante história de amor.

Sim, porque com ele a gente não DISCUTE A RELAÇÃO. Discutimos, no máximo, o preço. Da nossa dor.

(Referência: PRATA, Mario. 100 crônicas de Mário Prata. São Paulo: Cartaz Editorial, 1997 p. 163)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Resposta da tag "Livros Reconfortantes" [Ainda MininaMá no Youtube]

Esse post é para disponibilizar as informações dadas no meu último vídeo, uma resposta da tag "Livros Reconfortantes", criada pela minha querida amiga Denise Mercedes, do Meus Olhos Verdes. ;)


Livros Citados (mostrados):
  • Coleção Clássicos Disney [Nova Cultural];
  • A marca de uma lágrima - Pedro Bandeira. [Moderna];
  • Coleção Para Gostar de ler - Editora Ática;
  • Mafalda - Quino [Martins Fontes];
  • Alguma poesia - Carlos Drummond de Andrade [Best Bolso];
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis [L&PM];
  • Quintana de bolso - Mário Quintana [L&PM];
  • Cânticos - Cecília Meireles [Moderna];
  • Notas do Subsolo - Fiódor Dostoiévski [L&PM];
  • Fragmentos - Caio Fernando Abreu [L&PM];
  • Cotoco - John Van de Ruit [Intrínseca];
  • O Alienista - Machado de Assis [L&PM];
  • O  livro das ignorãnças - Manoel de Barros [Record].

Visite também:

Créditos da abertura/vinheta: HP Charles e Tatiana Feltrin

Espero que tenham gostado!

Qualquer dúvida, sugestão ou crítica, sintam-se à vontade nos comentários!

Um beijo procês!
E juízo no Carnaval, hein! ;)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Metal contra as nuvens - Legião Urbana



Metal contra as nuvens (Renato Russo/Legião Urbana - Disco V, 1991)

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.


Hoje não tem Post Its porque eu estou sendo perseguida por papéis, planejamentos, provas... Volta às aulas, coleguinhas, volta às aulas...

Mas nesse Carnaval vou dar um jeito de programar muitos posts. Afinal de contas, hoje é dia 08 de fevereiro, e nós já temos 45 posts neste muquifo! Olha que maravilha! ;)

Além disso, ouvi muito essa música durante a semana, e a letra dela tem feito mais sentido a cada dia...

Um beijo procês todos!
Juízo nesse Carnavalzão de meu deus, hein! ;)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Start me up #6

Hoje a introdução é curta: 'bora ver o Top 5 do que ouvi essa semana? 'Bora!

1. Baba O'Riley - The Who

Adoro The Who! Adoro! E essa música é daquelas pra confortar nossa alma preguiçosa e nos fazer ter mais ânimo! [E sim, é a música de abertura do CSI. ;)]


2. Johnny B. Good - Chuck Berry

Rock'n roll, baby! Se você não tiver vontade de sair dançando com essa música, 'tá na hora de rever seus conceitos! ;)


3. Medley - Elvis Presley

E olha quem veio embelezar este muquifo de novo! Nesse vídeo o Elvis está impossível! Lindo, charmoso, engraçado, gostoso... Ai... ai... Com um desses e uma casa no campo, precisava de mais nada não, minha gente! =)


4. Heartbreaker - Grand Funk Railroad

Grand Funk é uma das minhas bandas favoritas, e Heartbreaker é uma das músicas mais lindas do Universo!!! Não há muito mais a dizer além disso... ;)


5. Seven Turns - The Allman Brothers

Coisa mais fofa essa música do The Allman Brothers, que é outra banda de Southern que eu amo! Daquelas músicas pra sentar na varanda e ficar pensando sobre a vida, sabe?


E é isso! Essa foi uma semana bem rock'n roll pras bandas de cá. E pras bandas daí, o que tem rolado no seu som?

Beijo procês!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Companhia das Letras: parceira nova e querida do Ainda MininaMá

A maioria já sabe disso, mas não me canso de espalhar aos sete ventos que este humilde muquifo agora é parceiro de uma das melhores editoras da paróquia: a Companhia das Letras!

Eu sempre admirei o trabalho da editora, tanto no cuidado com as edições, quanto na escolha dos títulos. Sem contar que alguns dos melhores Quadrinhos do mundo são publicados aqui por eles, pelo selo Quadrinhos na Cia. Ou seja, Companhia das Letras é amor, né, gente! *-*

E é isso... Só queria mesmo deixar registrada minha alegria!

Ah! Se você não conhece o Blog da Companhia, 'tá perdendo tempo, hein, camarada! Só clicar na imagem e ir lá se esbaldar!


Um beijo procês!

Resposta da tag "Pergunta-me sobre 2012" [Ainda MininaMá no Youtube]

E cá estão as informações sobre o vídeo resposta da tag "Pergunta-me sobre 2012", criada pela Cláudia, do canal A mulher que ama livros.


*Canais citados:


*Vídeos e posts citados:

*Livros citados:
  • Aprendendo a viver - Sêneca [L&PM]
  • O Processo - Franz Kafka [L&PM]
  • Sinal e Ruído - Neil Gaiman e Dave McKean [Conrad]
  • Mr. Punch - Neil Gaiman e Dave McKean [Conrad]
  • Dos amor e outros Demônios - Gabriel Garcia Márquez [Record]
  • Como água para chocolate - Laura Esquivel [Martins Fontes]
  • Pequena Abelha - Chris Cleave [Intrínseca]
  • Clarice, - Benjamin Moser [Cosac Naif]
  • Os sete enforcados - Andreiev [Rocco]
  • A exposição das rosas - Istvan Orkëny [34]
  • A morte de Ivan Ilitch - Tolstói [L&PM Pocket]
  • Estava nascendo o dia em que conheceriam o mar - Lourenço Cazarré [Saraiva]
  • Uma história de Sarajevo - Joe Sacco [Conrad]
  • Escola dos sabores - Erica Bauermeister [Sextante]
  • Noite em claro - Martha Medeiros [L&PM Pocket]
  • A louca da casa - Rosa Montero [Pocket Ouro]
  • Solanin 1 - Inio Asano [L&PM Pocket]
  • Solanin 2 - Inio Asano [L&PM Pocket]
  • A vida gritando nos cantos - Caio Fernando Abreu [Nova Fronteira]
  • Derrotista - Joe Sacco [Conrad]
  • Um dia - David Nicholls [Intrínseca].

*Trilha Sonora [Clica no nome que vai pros vídeos no YT]

E é isso! Qualquer dúvida, fiquem à vontade nos comentários! ;)
Um beijo procês!

Noite em claro - Martha Medeiros [Resenha - ou quase]

Fonte da Imagem: L&PM


 Título:

Noite em claro

Autora:
Martha Medeiros

Editora:
L&PM Pocket

Ano de Lançamento: 2012

Ano da minha edição: 2012
 "Na solidão de seu apartamento, uma mulher escreve sobre a sua história numa noite de insônia. Uma história plena de relacionamentos marcados por frustrações, dor e prazer. Encorajada pelo champanhe, sem nenhuma censura, ela vai contando sua vida enquanto chove lá fora. O livro só terminará com o último pingo de chuva". [Sinopse do livro]

Noite em claro é o último romance de Martha Medeiros. Foi criado para fazer parte da Coleção 64 páginas, da L&PM Pocket, e tem, é claro, 64 páginas. Eu gostei bastante dessa proposta da L&PM [que todo mundo sabe que é a editora que mora no meu coração, né!], e o texto da Martha ficou na medida, lindo, poético e perfeito pra ler numa noite chuvosa ou não.

"Foi o maior striptease da minha vida. Não tirei luvas, meias, sutiãs. Tirei minha alma pra fora." [p. 48]

Eu o li em menos de uma tarde. Não conseguia desgrudar meus olhos das páginas, pois a cada frase a narradora parecia me descrever um pouco mais.


"Hoje meu inferno chama-se falta de paciência." [p. 42]

Essa é uma das características mais marcantes em Martha Medeiros: a capacidade de nos descrever mesmo sem saber quem somos. As personagens de Martha parecem sempre tão reais, tão "next door", que nos identificamos com elas logo no primeiro contato.

"Comi uma barra de chocolate só pra fingir que nada me importa, mas tudo me importa como nunca me importou nesta noite em que estou sozinha, tentando ficar bêbada, prestes a ser gorda, infernizada por recordações do passado e impaciente para inventar um futuro." [p. 3]

Há no livro uma capacidade de envolver o leitor a tal ponto que ele faça parte da história, embora ela não use um narrador "intrometido" e falante. O livro é a história de uma mulher vazia, que tem que comprar flores pra si mesma. Me lembrou muito a Mrs. Dalloway, de As Horas, e toda aquela amargura disfarçada em flores coloridas e festas vazias.

"Hoje meu sentimento é uma pedra. No dia dos namorados, é esta pedra que me habita." [p. 12]

O texto fala de relacionamentos, de todos os tipos. A personagem principal, que passa praticamente todo o texto sem nome, é uma mulher em busca de algo que possa lhe preencher o vazio, e que vai se relacionando com os homens errados, nas horas erradas.

"A gente se apaixona pelo que é impossível em nós." [p. 23]

Percebi uma certa influência - ou seria um reflexo? - de Caio F., especialmente no que diz respeito ao sexo. E o sexo tem um papel bastante importante na narrativa, porque faz parte da insatisfação e da satisfação da personagem.

"Todas as pessoas trazem o mesmo rosto melancólico de quem viveu tudo e não encontrou o que procurava." [p. 27]

É um texto doído, mas poético... É um texto marcado pela rotina, pelo dia-a-dia, pelas gotas da chuva que caem na janela enquanto ela conta sua história cheia de estilhaços que ficaram perdidos pelo caminho.

É um livro para se ler de um fôlego só, num dia chuvoso ou não, mas, de preferência, num dia em que você possa se permitir ficar sozinha com suas dores e suas saudades, pois elas virão lhe fazer companhia assim que a noite em claro terminar...

Um beijo procês!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu e Joe Sacco no 365 Escritores

Hoje eu e Joe Sacco estamos lá no 365 Escritores. Que tal ir nos fazer companhia? É só clicar na imagem. ;)


Vincent - short movie by Tim Burton

Vincent é o primeiro trabalho de Stop Motion do gênio Tim Burton. Nele, Burton já demonstra toda a sua genialidade artística, além de flertar com o mestre Edgar Alan Poe. Impossível não amar!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Post Its #14 [Ainda MininaMá no Youtube]

Como eu disse no resumo de Janeiro, vou passar a postar os links [É só clicar nos nomes] e as informações dos vídeos [juntos com os próprios] aqui no blog. Caso alguém ainda tenha alguma pergunta, é só deixar nos comentários. ;)


*Sorteios

*Sorteio no Ainda MininaMá

*Sorteio no 365 Escritores


*Canais e pessoas citados:

1. Juliana Gervason - O Batom de Clarice

2. Tatiana Feltrin - Tiny Little Things

3. Blog Companhia das Letras

4. Espanadores

*Livros Lidos [ou quase]


- A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy - Laurence Sterne [Companhia das Letras] (Li apenas a introdução do José Paulo Paes)

- Cabelo Doido - Neil Gaiman e Dave McKean [Rocco Pequenos Leitores]

-Os lobos dentro das paredes - Neil Gaiman e Dave McKean [Rocco Jovens Leitores]

- Simon's cat - Simon Tofield [L&PM]

- As aventuras do fidalgo Dom Quixote de la Mancha - Cervantes [Abril]

*Livros Comprados


  • Habibi - Craig Thompson [Quadrinhos na Cia]
  • Asterios Polyp - David Mazzuchelli [Quadrinhos na Cia]
  • Nova York - Will Eisner [Quadrinhos na Cia]
  • O sonhador - Will Eisner [Devir]
  • Maus - Art Spiegelman [Quadrinhos na Cia]
  • Os lobos dentro das paredes - Neil Gaiman e Dave McKean [Rocco Jovens Leitores]
  • Cabelo Doido - Neil Gaiman e Dave McKean [Rocco Pequenos Leitores]
  • Farenheit 451 - Ray Bradburry [Globo]
  • O viajante do século - Andrés Neuman [Alfaguara]
  • Simon's cat - Simon Tofield [L&PM]
  • Inventário das Sombras - José Castello [Record]
  • Questão de gosto - Daniel Piza [Record]


E é isso! Um beijo procês!




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...