sábado, 31 de agosto de 2013

Todo palhaço coloca um fim no Carnaval...

Ela levantou num dia como outro qualquer, se olhou no espelho, sorriu seu melhor sorriso, percebeu o quanto a natureza tinha sido delicada em talhar seus traços, e foi fazer qualquer coisa que não vem ao caso nessa história. O que vem ao caso é que, como naqueles filmes americanos em que a mocinha tropeça e o mocinho a salva de cair, ela esbarrou nele.

Bonito, bonito ele não era, mas tinha um quê de amor. Porque o amor não escolhe belezas, ele simplesmente se esconde nelas, e espera que nós o encontremos num olhar, num suspiro, numa meia luz de um bar qualquer. E foi num piscar de olhos nessa meia luz que ela reconheceu o amor.

Há uma história de um velho escritor controverso, famoso mas não muito benquisto pela academia, na qual ele fala sobre um ponto luminoso sobre os ombros [ou seria nas orelhas?!] da suposta cara metade. Não pergunte porque esta narradora estúpida se lembrou dessa história agora, muito menos de onde tirei coragem em citar algo deste cidadão.

De qualquer forma, era como se ela tivesse visto nele aquele ponto luminoso. Era como se aquele, até então, completo estranho, tivesse se tornado sua alma gêmea a partir daquele momento.

E eles sorriram, e riram, se tocaram e se sentiram por dias que pareceram anos [ou seriam anos que pareceram dias?], até quando um deles resolveu se afastar. Como acontece em toda boa história de amor, todo carnaval tem seu fim...

Anos depois eles se reencontraram. Tornaram-se amigos, ao menos, tentaram uma amizade possível depois de tantos sentimentos compartilhados. Só que ela continuava vendo o tal ponto luminoso, e, apesar de todos os avisos de "Pare já com isso!", se pensou forte o suficiente para encarar uma nova tentativa.

Afinal de contas, Vinicius já cantou tantas e tantas vezes que a vida só se dá pra quem se deu. Qual era o problema em tentar novamente? Quem sabe ela, enfim, teria a vida dada em suas mãos?

Foram meses e meses de beijos, camas, bons dias e sorrisos, não necessariamente nessa mesma ordem. Como se o Carnaval tivesse se estendido fora de época.

Um belo dia ele queria conversar. E você e eu sabemos bem que essa história de "Quero conversar" é sempre caixão e vela preta, não sabemos?  Pois bem, não era assim, tão radical, mas ele estava inseguro, não sabia se queria relacionamento sério, se era hora de namorar, essas coisas todas que seriam normais em um adolescente, mas não em um homem de 40 anos.

Ah, eu não havia dito a idade deles, não é? Pois muito bem, foi de propósito. Quero que, agora, você imagine um homem de 40 anos e uma mulher de quase 40 [mas com alma, corpo e coração de 20] tendo um caso assim, indeterminado, elíptico. Amigos, confidentes, amantes, mas não namorados. Ele não queria namorar.

Ele aparecia, de repente, num Sábado qualquer, e ela, sempre com os olhos no ponto luminoso, não conseguia dizer não. Só mais essa vez, ela tentava convencer a si mesma. Dessa vez vai dar certo, ela pedia, com as mãos elevadas, ao Deus que existia dentro de si mesma.

E então, numa segunda-feira qualquer, ela acordou com um peso nos ombros, com aquela sensação de não pertencer a esse mundo, como se algo tivesse se quebrado e ela não soubesse o quê nem como. Quando abriu a tal da rede social semeadora de discórdia, se deparou com um "Em um relacionamento sério". Mas péra, não era com ela! Como assim não era com ela?! Ele estava com ela até dois dias atrás! Ele a havia apresentado pros amigos, e dito "nossa casa"! Ele... Ele estava namorando, e não era com a nossa mocinha.

Ela, então, transformou toda aquela dor em lágrimas, e chorou não pela perda dele, mas pela perda de si mesma. Todos os sonhos, os planos, os sorrisos futuros e planejados haviam se acabado ali, no número final do Palhaço da vez, num aviso de status de uma rede social.

Ele poderia ter deixado claro que, veja bem, era só físico. Que, veja bem, a gente não deve fazer planos porque eu não quero planos com você. Que, veja bem, meu bem, eu não sou homem pra você e você não é mulher pra mim. Mas não, ele preferiu se esconder numa personagem a se mostrar, a mostrar pra ela o que realmente queria, ou não queria.

E naquela segunda-feira fria ela chorava por não ter visto. Visto os sinais, as atitudes, os avisos do Universo. Mas, Dona Mocinha da nossa história, não dava pra ver tudo isso, modiquê você estava olhando pro ponto luminoso. E aquele tal de ponto luminoso neon/fluorescente/odiaboaquatro da tal cara metade cega a gente, viu! Você desejava tanto que aquele ponto luminoso fosse de verdade, que acabou se esquecendo de olhar ao redor, e ver que era apenas o reflexo do amor que você carregava no seu coração.

Não pense que isso faz de você uma boba, não! Isso acontece com todo mundo que se deu. O que o Poetinha esqueceu de explicar é que nem sempre a vida se dá da melhor forma possível, ao menos, não da forma como a gente queria que ela se desse.

Olha, Mocinha, se eu pudesse te dar um conselho, pediria licença pra outra mocinha, do Elizabethtown, e te diria o seguinte:

"Abrace a tristeza por cinco minutos. Encare-a. Beije-a. E a esqueça. Cinco minutos. E prossiga"

Essa tristeza aí precisa ser vivida, afinal de contas, são pedaços de você que foram despedaçados. Agora, quanto ao palhaço lá, deixe que dele a vida cuida. Que ele seja feliz, se conseguir. Que ele nunca mais cruze seu caminho. E que se cruzar, você, ao invés do tal ponto luminoso, veja um aviso bem grande de ALERTA na testa de palhaço dele.

E não deixe de continuar se dando, se permitindo, mesmo que todas as tristezas do mundo caim de seus olhos e que você tenha medo. Vamos combinar assim: eu te dou a mão, e a gente pula junto! Se cairmos, ao menos teremos companhia.

Ah, eu não te contei? A Mocinha é amiga da narradora. É... E olha, sorte deste tal palhaço que a narradora é uma invenção, pois, do contrário, iria botar fogo no circo e mandar o palhaço pros quintos dos infernos. Mas ó, nem vale a pena sentir ódio, porque isso faz mal pro coração.

E ao invés de terminar esse texto, vou deixar umas reticências bem bonitonas aqui. Sabe por que, Mocinha? Porque quero vir depois e contar a história de que você foi feliz para sempre. Quero poder contar pra esses leitores curiosos daqui que você voltou a sorrir e largou mão dessa história de ponto luminoso [Afinal, uma coisa inventada por aquela criatura da Sociedade Alternativa só poderia ser furada!]. Quero dizer que única luz que você percebe agora é essa dentro de você, que ilumina seu caminho e a protege do escuro do medo.

Esse medo aí, que você está sentindo agora, de nunca mais ser capaz de se dar. E ó, eu venho cá dar outro conselho do seu Vinicius: o amor só é bom se doer. E essa dor não é pelo outro não, viu! É por você mesma! Porque o amor, esse tal de amor, é mais nosso que do outro. O outro poderia ser qualquer outro [o trapezista, o malabarista, o vendedor de pipocas], mas esse amor só pode ser seu. Mesmo que doa, guarde-o com carinho, modiquê é ele que vai fazer esse seu sorriso lindo voltar a brilhar.

E deixemos o Carnaval pra fevereiro. Enquanto isso, vivamos essa festa animada, surpreendente, doida e doída que é a vida! Que tal?

Ah! Já ia me esquecendo das
...

[Ps: Essa é uma história inspirada em uma história real. Não é minha, por isso não citei nomes. Mas poderia ser minha. Poderia ser a sua. A da sua amiga. Poderia ser de qualquer uma de nós. Por isso, se você encontrar um Palhaço desses por aí, atropele {ou esquarteje} sem dó, afinal, a gente nunca sabe quando ele vai querer colocar um fim no seu Carnaval. ;)]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sobre viagens...

É provável que enquanto você lê este post eu esteja num avião, ou então colocando meus pés e minha alma na Cidade Maravilhosa. Hoje, 30 de agosto de 2013, vou pisar em solo carioca pela primeira vez na vida. Hoje, uma sexta-feira que não é qualquer, vou enfim conhecer, abraçar e apertar em carne e osso duas pessoas que se tornaram essenciais em minha vida [a/c Ju e Tati ;)]. Hoje, um dia que eu espero que seja quente [escrevo esse post numa segunda-feira com temperatura beirando 0º], vou, enfim, viajar, depois de tanto tempo em solo do Cerrado.

Faz tempo que não viajo, a não ser para minha cidade natal, Dourados, mas pra uma ocasião na qual preferia não ter ido... [Pra quem não sabe do que estou falando, explico um pouco aqui, nesse post]

Mas então, eu amo viajar. Amo sentar num ônibus, num avião, num carro e sair do lugar. Não só físico, mas também emocional. Quando saímos do nosso cotidiano [nem que seja por 3 dias, como vou fazer], saímos do ciclo vicioso da rotina. Dormimos mal, comemos mal e vivemos bem, muito bem, obrigada!

Viajar é se aventurar. Nem que seja só ir ali, na cidadezinha do interior, tomar um banho de rio. A gente já volta outro; mas só volta porque foi. Daí que a vida também é assim, só ganhamos quando tentamos, quando nos aventuramos.

É claro que a probabilidade de perder é ali, 50/50, mas certas coisas valem a pena. Certos momentos pedem para serem vividos, e nunca, nunca dão a garantia de que a gente não vá perder algo pelo caminho. Afinal, a gente sempre se perde no caminho. Mesmo naquele fim de semana em que você não colocou a cara pra fora do portão, e ficou aí, enfiado nas cobertas, comendo porcaria, vendo porcaria e pensando porcaria. Mesmo nesses dias a gente perde e ganha. Mesmo numa situação cômoda como essa a gente se perde e se ganha.

Agora, imagina se jogar numa viagem pra um lugar diferente, com gente diferente, costumes diferentes? É o máximo!

Recentemente, li o Peregrina de Araque, da Mariana Kalil, [Falei dele aqui ó!] no qual ela fala sobre sua viagem ao Oriente Médio. Me deu uma vontade de sair por aí, mochilão nas costas, vivendo sem amarras, despertadores, canetas vermelhas e diários de alunos.

Mas né, a gente tem uma rotina que não dá pra ser quebrada assim, de uma hora pra outra, pra sempre. O que não quer dizer que a gente não possa planejar, se preparar e contar os dias desesperadamente.

Eu já estou planejando outras viagens, e espero, do fundo do meu coração de gengibre, andar por esse país nos próximos meses. Carregar minha alma por aí, e voltar cheia de histórias, sensações e sentimentos novos.

Hoje estou no Rio de Janeiro. Viverei o Rio de Janeiro até Domingo pela manhã. Quando cantaremos e assopraremos as velas de mais uma volta da alma de Ju em torno do Sol.

Voltarei cheia de histórias pra contar, e, é claro, você estará convidado a ouvi-las.

Pra encerrar, não poderia escolher outra música que não essa lindeza que retrata como será minha chegada a tal da cidade que tem as mais belas praias e, mais que isso, os mais belos sonhos.


E então, 'bora viajar? 'Bora sair do lugar, e levar nossa alma pra passear?

Um beijo procês!

Ps: A quem interessar possa, estarei na Bienal do Livro do Rio no dia 31 de Agosto. Passarei o dia inteiro lá. Verei Maurício de Sousa [não sei se meu pobre coração vai resistir a tanta emoção!], Mia Couto e Hillé.
E, principalmente, estarei ao lado das minhas queridas amigas e dos companheiros que estiverem pelo caminho. Nos vemos lá?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Start me up #11

Menino do céu! Há quanto tempo eu não fazia um Start me up! Esse muquifo estava mesmo jogado às traças, hein! Mas voltamos, não com tudo, mas aos poucos voltamos. ;)

'Bora pro Top 5 das músicas que escutei essa semana?

1. Muito estranho - Nando Reis [Bailão do Ruivão]

Olha, perdi as contas de quantas vezes escutei essa música durante essa semana. Incontáveis. Deliciosas. Nunca tinha reparado na genialidade desse verso "Porque ninguém vai dormir nossos sonhos", e, meu pai do céu!, Dalto é o cara! E, claro, meu Ruivão deixou a música ainda mais linda! ;)


2. Você não vale nada - Nando Reis [Bailão do Ruivão]

Sim! Estive viciada no Ruivão e no seu bailão. E essa música... essa música tem um arranjo incrível!!! Impossível não ficar com vontade de dançar e se mexer. E a interpretação do Nando no palco, gente?! Delícia! Delícia! Delícia!


3. When I Was Your Man - Bruno Mars (Boyce Avenue feat. Fifth Harmony)

Desde que descobri o Boyce Avenue e o Alejandro foi amor à primeira vista. Ele consegue me fazer gostar de músicas das quais eu nunca gostaria no original! E essa semana ele dividiu meu coração com o Nando. E
as meninas do Fifth Harmony são puro amor, né, minha gente!


4. Sarah McLachlan - Angel (Boyce Avenue acoustic cover)

E o que é essa música? Linda! E essa voz? Linda! Eu me acabei de chorar sem motivos só de ouvir essa música over and over and over again... Como se ela me acarinhasse a alma, sabe?


5. Hey Jude - Beatles

Perdi as contas de quantas vezes ouvi. Muitas. Todos os dias. Essa é, provavelmente, uma das músicas da minha vida. E essa semana ela fez parte de mim.



E é isso... Estive tranquila [ao menos musicalmente falando] essa semana...

E você, qual foi seu Top 5 da semana que se foi?

Beijo procês!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Riso Amarelo [Poemeto]

Me escondo
no teu riso amarelo
Brinco de matar
tuas ilusões
Caço borboletas-amor
no escuro de tua íris
Quero um copo
de desangústia
e um prato
de coragem
Para criar cores
que acabem com
a palidez
de tuas palavras.

Patrícia Pirota
[2005]

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Todo. [Poemeto]

Todas as horas, todos os instantes
são lágrimas nas mãos do poeta
Todos os suores, todas as dores
são histórias na boca do destino
Todos os sons, todas as cores
são lembranças nos olhos do tempo
Todo o dinheiro, todo o desprezo
é vendaval nos pés da vida
Todo sorriso, todo suspiro
é amor.

Patrícia Pirota
[2006]

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pé de Cachimbo - Antonio Prata [Ipisis Literis]

Já fazia tempo que eu não postava um Ipsis Literis, né? Mas agora, com a animação master de o blog ter se tornado .com ['Cê viu, rapaz! O Ainda MininaMá 'tá crescendo!] [By the way, thanks a lot Sakai, pela graça alcançada, pela delicadeza, pela paciência e pelo trabalho! *-* ], minha vontade é de encher este muquifo de posts.

De modo que vou voltar pros nossos Ipsis Literis das segundas-feiras. E pra voltar com a corda toda, que tal um 'cadinho da fofura de Antonio Prata, aquele lindo?

Pé de Cachimbo

"Hoje é domingo, pé de cachimbo", eu cantava, quando era pequeno, e me vinha à cabeça uma árvore de madeira escura, com pencas de cachimbos pendendo das pontas dos galhos, prontos para serem colhidos e fumados. Fiquei um pouco desapontado, lá pelos dez anos, ao descobrir que o certo era "pede" cachimbo. Corrigi a música, mas o domingo, não: pra mim, ele continua sendo esse quadro pintado por Magritte e Dalí, com sua frondosa oferta de descanso e generosa sombra de melancolia.

Devo dizer que não gosto de domingos nem de cachimbos, mas sei que o errado sou eu, não eles. Queria muito ser uma pessoa que acorda cedo, que vai ao parque. Um desses caras que eu vejo do carro, pedalando pela ciclovia, a mulher ao lado e um filho atrás, em sua bicicletinha. Dá uma alegria vê-los ali, passeando pela cidade. Enquanto permanecem no meu retrovisor, parece que o mundo é justo e que cada coisa está em seu devido lugar. É mais ou menos o que sente, imagino, o sujeito que chega à varanda, ao fim de um dia de trabalho, ou afunda na poltrona, meditabundo, para fumar o seu cachimbo.

Escrevo "meditabundo" e, por um momento, quase comungo desta alegria dominical, tirando as palavras velhas do armário para tomarem sol ou pitando-as calmamente, sem tragar, só para saboreá-las. Mas, meditabundo que me encontro --é domingo--, a sombra do pé de cachimbo logo me alcança: não sou esse homem na ciclovia nem esse outro, em sua varanda, em sua poltrona, com o vento no rosto ou a fumaça na boca, displicentemente instalados no presente.

Acho que, no fundo, tenho dificuldades é com o presente. Outro dia, reparei que sempre escovo os dentes com pressa, como se estivesse atrasado para um compromisso. Que compromisso é esse? Não sei. É como se houvesse nascido atrasado, chegado ao mundo meia hora depois e a todo instante tentasse recuperar os minutos perdidos. Talvez por isso me sinta mais acolhido nos dias de semana, dedicados ao trabalho e suas promessas. Alguma hora, ali adiante, a crônica estará pronta, o livro estará editado, o roteiro estará filmado e a concretização desses projetos, acredito, me trará sei lá que conforto, sei lá que certeza sobre mim mesmo --mas nunca traz. Por que se agoniar olhando para a direita do ponto final em vez de se contentar com o que há à esquerda? (Um dia, estarei eu à direita do ponto final e aí não haverá mais o que olhar.)

Ano passado, comprei uma bicicleta. Ao tirá-la da caixa, senti certa vergonha de mim mesmo, como um velho que sai da loja calçando All Stars vermelhos: aquilo não era eu, nem poderia mudar-me. Por meses a bicicleta se tornou só mais uma pequena emissora de ansiedade --preciso usar essa bicicleta, preciso usar essa bicicleta, preciso...--, depois seus pneus murcharam e eu soube que já não era por ela que eu escovava os dentes com pressa.

Talvez eu devesse comprar é um cachimbo. Nem que fosse para enterrá-lo no jardim, regá-lo todo dia e ficar na varanda, olhando pra grama e esperando, num exercício zen, em busca da paz interior. É isso: preciso comprar um cachimbo, preciso comprar um cachimbo, preciso.

Fonte: 28/07/2013 - Coluna de Antonio Prata na Folha de São Paulo

domingo, 25 de agosto de 2013

Semana de MininaMá #1

Não faz muito tempo que criei meu Instagram [Já me segue? Aqui ó!], e vou contar uma coisa procês, viciei naquele trem! Parece que agora quero tirar foto de tudo e compartilhar minha vida em imagens com as pessoas.

Confesso que antes de ter um, achava meio bobo ficar postando fotos sobre coisas do dia a dia, mas agora eu entendo... É como se a gente pudesse compartilhar pequenos retalhos da nossa vida com as pessoas que se importam conosco, mesmo que de longe.

E daí que decidi trazer isso pra cá também. Muitos blogs fazem um apanhado de imagens da semana, entre eles, o blog lindo da mais linda ainda Aline Aimée, o Little Doll House. Lá na fofura do espaço dela, Aline posta o Little pieces of my week, um apanhado de olhares da semana dela. Eu acho lindo, e aquilo que é bom a gente copia, né [Não sem citar os créditos, que isso fique bem dito!]!

Então 'bora lá pra minha semana em imagens?


Convento fofo que fica perto de casa. Tirei a foto quando estava voltando do trabalho, ao entardecer... Sempre que passo por ele, fico pensando nas mulheres que se enclausuram lá e o que as levou a fazerem isso... Me parece surreal um lugar assim bem no meio de uma das avenidas mais movimentadas da cidade...

Ao lado, uma página de Terapia do Estresse, um livreto fofo da Editora Paulus, daqueles que a gente deixa na cabeceira pra ver vez em quando...

Foto do dia em que fui ao casamento da querida Bah, irmã de uma das minhas melhores amigas, dona Carolina, do Elektra's Bazar. O make foi super simples, feito correndo e sem delineador, pra modo de não demorar uma vida tentando consertar. E é claro que não poderia escolher outro batom que não o Russian Red.

Ao lado, a misturinha que passo no cabelo pra tonalizar e hidratar. Tonalizante C. Kamura Conhaque + Creme de Hidratação + Bepantol Líquido. Essa foto deu o maior bafafá, porque muita gente logo pensou em comida. E não é que parece mesmo uma bela tigela de doce de leite? ;)

Clica aqui pra continuar vendo, que o post é grande. ;)

A vida é a arte do encontro...



Um beijo procês...

sábado, 24 de agosto de 2013

Serás...

Ela se sentou na varanda, com um copo de café na mão e a saudade de ter todos os sonhos do mundo na outra. Seus olhos passeavam pelas nuvens que teimavam em esconder o brilho da Lua. Foi quando pensou no quanto sentimos a necessidade de ver por detrás.

Sempre procuramos significados ocultos, interpretações outras, xis linha, xis duas linhas, quando, o que importa mesmo é olhar. Olhar e enxergar ao redor. Olhar e ver o que há dentro de nós.

Ela olhava o celular, mas não via nada. Fechava os olhos e esperava pela vibração, pelo toque, pelo "Oi, estou aqui", que nunca vinha, se é que viria.

Lia as entrelinhas, que, de tantas e tamanhas, a faziam ficar perdida nos Universo dos serás... Será que ele está ocupado? Será que ele não quer falar comigo? Será que eu fui grossa? Será que fui melosa demais? Será que estou sendo idiota? Será que não é pra ser? Será...

Eram tantos serás perdidos naqueles suspiros, que ela nem percebeu quando a Lua saiu por detrás das nuvens, e iluminou o chão ao seu redor.

Quase sempre, é isso que acontece com o bicho humano. Ele fica perdido no escuro de suas dúvidas e medos, enquanto o caminho se mostra iluminado do lado de fora. Olhamos pra dentro, cavucando buracos na alma, em busca de sofrimentos que nos alimentem a angústia; em busca de lembranças; em busca de desculpas para não tentar, para deixar pra lá, para continuar andando no escuro.

Ela não percebia que o medo do presente a fazia morar num passado empoeirado, ou então num futuro que, de tão bonito, não existia. O medo de se dar, pra si mesma, era maior do que a vontade de olhar pra fora.

O medo de se encontrar, muitas vezes, é monstruoso perto da possibilidade de continuar perdida. Porque estar perdido é não ter escolhas, ou necessidades. Quando estamos perdidos, sozinhos, no escuro de nós mesmos, nos sentimos confortáveis, conhecidos.

O telefone vibrou e ela sentiu as borboletas. Ah, as borboletas... Elas mostravam que a graça da vida é essa surpresa, esse "será" que nos tira o chão, que nos faz caminhar pela corda bamba.

Não era quem ela imaginava, mas eram outros tantos presentes, que acabou por se esquecer de que ele ainda não havia lembrado dela. Ou havia? Será que ele pensou em mim? Será que, assim como eu, ele queria escrever, mas...? Será...

Pensava no quanto é difícil acreditar depois de ter passado a vida desacreditando. Acreditar exige empenho, exige fé. E que fé pode ter uma pessoa que deixou tantos pedidos não realizados perdidos pelo caminho?

Às vezes gostar parece uma aventura. Gostar de nós mesmos. Gostar do outro, seja o outro amigo, o outro amor, o outro desconhecido. Gostar é ter força o suficiente para acreditar.

Quanto mais velho, mais difícil aprender a gostar. Mais difícil querer gostar. Porque a dúvida sempre nos faz companhia. Porque os serás são parte entranhada de nosso coração. Porque estamos acostumados a não gostar, e gostar dá trabalho.

Enquanto segurava o aparelho, seus olhos já não viam ao redor. Olhavam pra dentro, encaravam o medo. Foi quando, pela primeira vez naquela noite, ela via a luz da Lua iluminando a calçada. Sorriu. Prometeu a si mesma não deixar que os serás atrapalhassem suas próprias borboletas. Sabia que seria difícil, mas ao mesmo tempo sabia que havia chegado a hora de aprender e, principalmente, viver com o presente.

Deixou o copo de café ao lado dos serás no chão, e, com as duas mãos, abraçou novamente todos os sonhos do mundo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Post it love...

Em algum momento desse blog eu já indiquei esse vídeo. Porque sempre que o vejo minha alma se enche de borboletas...
E hoje eu o trago aqui pra desejar que sua sexta-feira [e seu fim de semana, e todos os seus dias] seja cheia de fofura. Que seja doce, como queria [e faria] Caio F. ;)


Um beijo procês!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A ponto [Poemeto]

A ponto

Não lembro do dia
em que você me disse que já não era mais
Insano a ponto de acompanhar meus erros.
Escravo a ponto de seguir meus passos.
Amante a ponto de beijar meus sonhos.
Senhor a ponto de mandar em meus desejos.
Amigo a ponto de me levar pra brincar.

Você não mais se lembra do dia em que eu disse que era
Sorrisos a ponto de fazer-te sonhar.
Menina a ponto de fazer-te crer.
Senhora a ponto de mudar teus caminhos.
Demente a ponto de molhar teus jardins.
Cruel a ponto de dizer-te adeus.

Não mais nos lembramos do quanto fomos
Sozinhos a ponto de não termos sombras.
Tristes a ponto de chorar no escuro.
Infames a ponto de despedaçar nossas palavras.
Vivos o bastante para abrirmos os olhos.

Apenas vivemos o que nos restou
Uma não lembrança daquilo que era
mas que apenas se guarda no espaço das esquecidões.

Patrícia Pirota - outubro de 2006

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Peregrina de Araque - Mariana Kalil [Editora Dublinense]

Eis que terminei de ler o meu primeiro livro recebido da parceria com a querida Editora Dublinense. Peregrina de Araque, da Mariana Kalil, é um livro ótimo! Leve, bem humorado e com um 'cadinho de reflexão. Excelente pra esses nossos dias atribulados, em que precisamos sorrir ao mesmo tempo em que pensamos na vida. Recomendadíssimo!

Quer saber o que mais achei sobre o livro? 'Bora assistir ao vídeo!


E você? Já leu Peregrina de Araque? Já conhecia a Mariana Kalil? Compartilha com a gente!

Beijo procês!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Poesia da Semana no Tiny Little Things - Cada Pedaço de Mim

Essa semana eu tive a honra de ter uma poesia minha lida e editada pelo casal mais fofo e talentoso dessa internet: Tatiana Feltrin e HP Charles.

Eles pegaram meu rabisco, o Cada pedaço de mim [que não, não é da Clarice...], e transformaram em beleza.

Espia que lindo que ficou!


E se você vive em outro universo, e não conhece a Tati, faz favor, né, bem! Corre: Tiny Little Things.

Um beijo procês!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O que os outros vão pensar...


Você já parou pra pensar na quantidade de coisas que deixou de fazer, ou que fez e depois ficou arrependido, por conta do que os outros iriam pensar?

Pois é... Hoje, vendo essa imagem no Instagram do Daily Therapy [É lindo! Vale a pena seguir!], fiquei me questionando sobre isso...

Quantas ressacas morais, ou quantos "deixa pra lá" eu já vivenciei pelo simples fato de colocar os desejos e valores dos outros em primeiro lugar? E, sinceramente, não ganhei absofuckinglutely nada com isso...

Essa vida já não é fácil... Se ficarmos nos preocupando apenas com as cobranças sociais, aí sim que fica ainda mais difícil...

Quantas vezes você deixou de usar uma roupa X por conta da opinião alheia? Ou então, quantas vontades passou porque aquilo que queria fazer não era "moralmente aceitável"?

Agora, vem cá, quem é que diz o que é moralmente aceitável, hein?

Pra mim, moralmente aceitável é não ferir, maltratar ou magoar a mim mesma e aos outros. De resto, companheiro, moral e bons costumes são relativos.

Até quando viveremos nessa sociedade castradora e hipócrita, fingindo sermos politicamente corretos? Até quando deixaremos de comer o pão nosso de cada dia só porque a moda é fazer Dieta Dunkan? Até quando teremos vergonha de comprar camisinha na farmácia porque os outros [aqueles que não pagam nossas contas] ficarão olhando com ar de "Hum... Sei..."?!

Aliás, que assunto mais "o que os outros vão pensar" do que sexo? Certeza que até você ficou com vergonha de eu ter escrito isso agora. Como assim, ela vai falar sobre sexo?!

Olha, falar, falar, não vou... Mas hoje uma coisa me incomodou. No twitter da [menina não pode], ela retuitou um cara que dizia assim "mulher q transa no primeiro encontro ou é vadia ou pq conhecia o cara faz tempo pela internet e aí descarregou todo o amor...". E ele ainda continua: "mina q dá no primeiro encontro ou é vagabunda ou é muito amor acumulado. só isso explica". Claro que ela  (A Menina não pode) retuitou pra criticar, que fique bem claro...

Daí vem aquela velha pergunta: Por que a mulher fazer sexo no primeiro encontro faz dela uma vadia, e o homem não é um vadio? Aliás, por que usar o termo "dar", assim, tão pejorativamente, como se o trem não fosse consensual e bom pra ambas as partes?

Gente, em pleno 2013! E o pior é que tem muita, mas muita gente que pensa assim... Como se o corpo da mulher fosse de domínio público, sabe?

Hoje estávamos discutindo sobre a mulher ter o direito sobre o próprio corpo. Eu, por exemplo, não quero ter filhos. É isso aí que você leu, não quero ter filhos. Mas não posso fazer cirurgia que me impeça de ter filhos. Não, tenho que ficar tomando doses cavalares de hormônio e acender uma vela pra cada santo pra modo de continuar pra titia.

Por que eu sou obrigada a ter filhos? Por que eu tenho que esperar até o décimo encontro pra fazer sexo? Por que eu não posso usar calça skinny sendo plus size? Por que mulher não pode comprar camisinha? Por quê?!

Quem é que dita essas regras todas? Além disso, por que aceitamos essas regras todas?!

Eu não vou dizer procê que vivo la vida loca, porque seria mentira... Sigo, sim, estatutos sociais, regras, e todas essas situações impostas pelo tal sistema. Mas, veja bem, em algumas coisas eu preciso me rebelar. Mesmo que toda vez que eu fale venha alguém me olhar com aquela cara de "Nossa, ela é doida!", eu continuo me rebelando.

Como disse lá no início, só não faço o que possa causar dor, mágoa ou mal a alguém, embora nunca estejamos livres de fazer isso, mesmo tentando ser bons... No mais, meu querido, faço o que me der na telha.

Claro que às vezes rolam uns questionamentos do tipo "Meu, não tenho mais idade pra usar All Star!", ou então "Mas ele é muito novo pra mim!", ou mesmo "Cara, não deveria fazer isso! O que os outros vão pensar?". Mas daí eu lembro que ninguém vive na minha pele ou paga minhas contas. Daí eu lembro que essa vida é curta por demais pra gente ficar aí, perdendo tempo com "os outros".

Que se danem os outros! Que se danem as convenções idiotas que nos aprisionam numa camisa de força que nem é do nosso número! Que se danem as pessoas que perdem suas vidas encontrando erros na vida alheia!
Que se dane tudo aquilo que não é ilegal, imoral ou engorda!

Eu quero mais é ser feliz, meu bem... Living and letting die, sabe?

E por isso deixo vocês com Sir Paul McCartney e uma das músicas mais perfeitas da vida, que, possivelmente, será marcada para sempre na minha pele. Porque dizem por aí que eu não tenho mais idade pra fazer tatuagem, mas, que se dane, não é mesmo?


E fique também com uma das músicas mais lindas de todos os tempos. Porque a gente sempre pode transformar uma canção triste numa história bonita. ;)


E você, anda deixando de ser feliz por conta do que os outros vão falar, hein?

Um beijo procês!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Post Its #19 - Sobre o que chegou e o que li.

Oi, tudo bem com você? Aqui estão as informações dadas no vídeo Post Its #19.

Qualquer dúvida, sugestão ou crítica, fiquem à vontade. ;)


Cds
  • Blues in my soul - Lurrie Bell
  • The World from the side of the moon - Phillip Phillips

Dvds
  • Esqueceram de Mim (Home Alone) - John Hughes/Chris Columbus
  • 15 anos de Rock e Teimosia - O Bando do Velho Jack

Livros

*De Parceria
  • Crônicas Escolhidas - Machado de Assis (Seleção, introdução e notas de John Gledson) (Penguin & Companhia das Letras)
*De Presente
  • A teus pés - Ana Cristina Cesar (Ática)
  • Um cartão de Paris - Rubem Braga (Record)
  • The Devil's church and Other Stories - Machado de Assis (University of Texas Press)
*Lidos
  • Bordados - Marjane Satrapi (Quadrinhos na Cia)
  • Peregrina de Araque - Mariana Kalil (Dublinense)
  • Jimmy Corrigan, o menino mais esperto do mundo - Chris Ware (Quadrinhos na Cia)
*Lendo
  • Maus - Art Spiegelman (Quadrinhos na Cia)
  • Contos Completos de Lima Barreto - Lima Barreto (Organizção Lilia Schwarcz) (Companhia das Letras)
* Pessoas e sites citados


Um beijo procês!

sábado, 3 de agosto de 2013

Andando por outros ares...

Pois então, um mês e treze dias sem pousar as mãos no teclado para escrever para este muquifo...

Infelizmente, foram raras as vezes em que consegui ser uma blogueira decente e constante. Fico triste com isso, porque gosto muito daqui, que foi o começo de todos os meus passos virtuais...

No fundo, nem sei se tem gente que ainda me visita pr'essas bandas. Tem alguém aí?

Se tiver, um beijo procê! Logo que puder, venho cá conversar sobre a vida, o Universo e tudo mais, tá?

Enquanto isso não acontece, você pode ir me visitar em outros muquifos. Que tal?

Você pode me visitar lá no Twitter: @patriciapirota


Ou então acompanhar minha vida em imagens lá no Instagram: @patriciapirota



E ainda tem a página no Facebook: Ainda MininaMá.



E não se esqueça do canal no Youtube: Patrícia Pirota!


Então, 'bora me fazer uma visitinha nos outros ares pelos quais tenho andado! Espero sua companhia, sempre incrível. ;)

E prometo que logo volto pra cá, com milhares de novidades e a velha casmurrice de sempre.


Um beijão procês todos!

Ps: Clica nas imagens pra ir me visitar usando o Pó de Flu ou a Aparatação. ;)
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