segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O que os outros vão pensar...


Você já parou pra pensar na quantidade de coisas que deixou de fazer, ou que fez e depois ficou arrependido, por conta do que os outros iriam pensar?

Pois é... Hoje, vendo essa imagem no Instagram do Daily Therapy [É lindo! Vale a pena seguir!], fiquei me questionando sobre isso...

Quantas ressacas morais, ou quantos "deixa pra lá" eu já vivenciei pelo simples fato de colocar os desejos e valores dos outros em primeiro lugar? E, sinceramente, não ganhei absofuckinglutely nada com isso...

Essa vida já não é fácil... Se ficarmos nos preocupando apenas com as cobranças sociais, aí sim que fica ainda mais difícil...

Quantas vezes você deixou de usar uma roupa X por conta da opinião alheia? Ou então, quantas vontades passou porque aquilo que queria fazer não era "moralmente aceitável"?

Agora, vem cá, quem é que diz o que é moralmente aceitável, hein?

Pra mim, moralmente aceitável é não ferir, maltratar ou magoar a mim mesma e aos outros. De resto, companheiro, moral e bons costumes são relativos.

Até quando viveremos nessa sociedade castradora e hipócrita, fingindo sermos politicamente corretos? Até quando deixaremos de comer o pão nosso de cada dia só porque a moda é fazer Dieta Dunkan? Até quando teremos vergonha de comprar camisinha na farmácia porque os outros [aqueles que não pagam nossas contas] ficarão olhando com ar de "Hum... Sei..."?!

Aliás, que assunto mais "o que os outros vão pensar" do que sexo? Certeza que até você ficou com vergonha de eu ter escrito isso agora. Como assim, ela vai falar sobre sexo?!

Olha, falar, falar, não vou... Mas hoje uma coisa me incomodou. No twitter da [menina não pode], ela retuitou um cara que dizia assim "mulher q transa no primeiro encontro ou é vadia ou pq conhecia o cara faz tempo pela internet e aí descarregou todo o amor...". E ele ainda continua: "mina q dá no primeiro encontro ou é vagabunda ou é muito amor acumulado. só isso explica". Claro que ela  (A Menina não pode) retuitou pra criticar, que fique bem claro...

Daí vem aquela velha pergunta: Por que a mulher fazer sexo no primeiro encontro faz dela uma vadia, e o homem não é um vadio? Aliás, por que usar o termo "dar", assim, tão pejorativamente, como se o trem não fosse consensual e bom pra ambas as partes?

Gente, em pleno 2013! E o pior é que tem muita, mas muita gente que pensa assim... Como se o corpo da mulher fosse de domínio público, sabe?

Hoje estávamos discutindo sobre a mulher ter o direito sobre o próprio corpo. Eu, por exemplo, não quero ter filhos. É isso aí que você leu, não quero ter filhos. Mas não posso fazer cirurgia que me impeça de ter filhos. Não, tenho que ficar tomando doses cavalares de hormônio e acender uma vela pra cada santo pra modo de continuar pra titia.

Por que eu sou obrigada a ter filhos? Por que eu tenho que esperar até o décimo encontro pra fazer sexo? Por que eu não posso usar calça skinny sendo plus size? Por que mulher não pode comprar camisinha? Por quê?!

Quem é que dita essas regras todas? Além disso, por que aceitamos essas regras todas?!

Eu não vou dizer procê que vivo la vida loca, porque seria mentira... Sigo, sim, estatutos sociais, regras, e todas essas situações impostas pelo tal sistema. Mas, veja bem, em algumas coisas eu preciso me rebelar. Mesmo que toda vez que eu fale venha alguém me olhar com aquela cara de "Nossa, ela é doida!", eu continuo me rebelando.

Como disse lá no início, só não faço o que possa causar dor, mágoa ou mal a alguém, embora nunca estejamos livres de fazer isso, mesmo tentando ser bons... No mais, meu querido, faço o que me der na telha.

Claro que às vezes rolam uns questionamentos do tipo "Meu, não tenho mais idade pra usar All Star!", ou então "Mas ele é muito novo pra mim!", ou mesmo "Cara, não deveria fazer isso! O que os outros vão pensar?". Mas daí eu lembro que ninguém vive na minha pele ou paga minhas contas. Daí eu lembro que essa vida é curta por demais pra gente ficar aí, perdendo tempo com "os outros".

Que se danem os outros! Que se danem as convenções idiotas que nos aprisionam numa camisa de força que nem é do nosso número! Que se danem as pessoas que perdem suas vidas encontrando erros na vida alheia!
Que se dane tudo aquilo que não é ilegal, imoral ou engorda!

Eu quero mais é ser feliz, meu bem... Living and letting die, sabe?

E por isso deixo vocês com Sir Paul McCartney e uma das músicas mais perfeitas da vida, que, possivelmente, será marcada para sempre na minha pele. Porque dizem por aí que eu não tenho mais idade pra fazer tatuagem, mas, que se dane, não é mesmo?


E fique também com uma das músicas mais lindas de todos os tempos. Porque a gente sempre pode transformar uma canção triste numa história bonita. ;)


E você, anda deixando de ser feliz por conta do que os outros vão falar, hein?

Um beijo procês!

12 comentários:

  1. Muito bem dito Patricia!!! ;]
    E tem comentários, como no seu caso acredito do gênero: "Uma professora fazendo isso?"...

    Uma boa dose do "toma conta da sua vida" faz bem e deveria ser administrada frequentemente ;)

    Um bom exemplo disso, foi eu ter começado o meu blog/vlog. 90% das pessoas que me conhecem me chamaram de estranho/maluco '-' principalmente quando comecei a fazer vídeos... até tentaram fazer piada no trabalho, mas isso não foi pra frente ;).

    Se tivesse a opção marcaria "curti 1000x"
    Bjos!

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  2. Verdadeiro. Libertador. Grata por lembrar-me de tudo isso, Patrícia!
    Grande abraço,
    Mirtes Oliveira.

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  3. Quando eu era adolescente eu pouco me importava com a opinião dos outros, me vestia estranhamente como eu queria, discutia com quem achasse que eu estava errada,eu cresci e mudei muito, hoje eu não sou mais tão corajosa, mas não abaixo a cabeça, se eu não gosto de algo não vou fingir que gosto porque é socialmente correto.
    Acho que se você faz uma dieta, seja Dukan ou qualquer outra tem que ser pela sua saúde e não porque está na moda, alias nem sabia que pessoas faziam dieta por estar na moda. rsrsrs
    Se você calça um tênis e gosta dele não importa sua idade, vale o gosto e o bom senso.
    Eu sempre fui gorda, hoje sou gordinha, já senti inveja de mulheres magras por usarem algumas roupas, mas sabia que não ficariam boas em mim e realmente não ficavam, então ficava triste com isso, mas corri atrás, porque aquilo me fazia mal e somente a mim.

    Gostei do seu texto, muito bom!

    Estandy Books - A Estante Da Andy

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  4. Vou colocar o link do teu texto no meu blog para todos te visitarem e ficarem sabendo que concordo muitoooooo com você.
    Um abração

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  5. Dona Patricia Pirota, 'cê sabe das coisas! ;-)

    Aprendi ainda nova que "o que os outros pensam de mim", só afeta o que faço quando permito! E essa permissão só é concedida a quem tem o bom senso de pensar com coerência. E se não pensa, não levo em consideração, não me importa e ainda não tem o direito de se meter e influenciar em minhas decisões.

    No fim das contas, a gente acaba sendo julgado por quem tem medo de agir e aí mete o dedo na cara de quem o faz. Paciência!

    Medo faz mal.

    Ajo mesmo. Erro pra caralh@! Mas corro o risco.

    Os julgamentos vêm, mas nunca me param! E que bom ^^

    Um beijão ♥

    Da Gi!

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  6. Texto perfeito! Concordo com cada palavrinha colocada aí! *-*

    http://carinafpc.blogspot.com.br/

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  7. Falou tudo Patrícia =)
    Essa música "hey jude" é maravilhosa!
    "Não carregue o mundo nos ombros", pois é, é bem melhor qdo aprende isso a vida fica mais leve =)

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  8. Pois é, já perdi às contas de quantas vezes fui chamado de imoral por posicionamentos e visões absolutamente pessoais e sem consequências para outros. Mas o que é uma "questão moral"? Porque não possuímos questionamentos morais em relação a um vergalhão ou a uma telha, por exemplo? Simples. Pq questões morais são relativas a felicidade ou sofrimento. Então pq certas coisas que fazemos com nosso corpo ou com nossas vidas e que não é problema de mais ninguém, ou não deveria importar a mais ninguém, são motivo de tanta crítica, reprovação ou preocupação de terceiros? Se pode começar pela religião. Lá vc vai encontrar, hipocrisia, culpa, misoginia, depreciação do papel e da identidade da mulher (já que vc falou na "obrigatoriedade" de ter filhos e de "dar no primeiro encontro" ) e por aí vai. Não é só a religião, mas as questões que você levantou, passam inevitavelmente por ela. Comece por aí, que vc chega ao âmago dessas questões.

    Pensa nessa frase de H.L. Mencken: "O puritano é aquele que vive desconfiado de que alguém, em algum lugar, está feliz. Os imorais são aqueles que estão se divertindo mais do que nós."

    1abç,

    HP.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. toda razão patricia as pessoas que ditam regras de bom comportamento nao são melhores do que eu e voce.

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